Poesia Amor Nao Realizado Olavo Bilac

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⁠ENTREABERTA
Quem disse comigo ninguém pode
Que a vida não é só pagode
Mal sabe o ronco do pandeiro
E que faz vibrar o mundo inteiro
Santa egrégora a retumbar
Muitas mentes a titubear
Ficam esperando a hora certa
E nem sempre a porta é entreaberta!

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⁠APUROS
E quando você está em apuros
Em ponta de faca não dê murros
Faça tua estrada render juros
Rompa a barreira e quebre o muro
Para bem flertar com teu futuro
O melhor de ti porto seguro!

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⁠ATINO
Várias coisas abomino
Que não sejam meu destino
Continuo um peregrino
Esperando ouvir o sino
Cujo som eu procrastino
Que desperte para o tino
Sob a luz de algum ensino
A mim mesmo sabatino
Em resposta aos desatinos
Experiências aglutino!

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⁠LONJURAS
E parecia tão longe
Infinito inalcançável
Procurando não sei onde
Um acaso imponderável.

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APONTAMENTOS
Aponto nos outros o que não tenho
Muita coragem é como me atrevo
Dedo em riste o "correto" eu desenho
E vou esquecendo os erros que devo.

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⁠GARGALO
Que bobagem ser perfeito
Para os erros não se aluda
O gargalo é bem estreito
E a vaidade em nada ajuda.

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⁠EXCESSO
Perdoe algum excesso
Por vezes eu não meço
Nem sei o que mereço
Por vezes eu tropeço
E comigo eu converso
Descarrego em meus versos.

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⁠QUEBRA-CABEÇAS
Vêm horas que o tempo não passa
E noutras tantas ele voa
Feliz ou triste ele arrasta
Quebra-cabeças vida à toa
Em cada etapa peça engasta
Que te molde melhor pessoa!

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⁠NOTÍVAGO
Não nasci pra ser notívago
Nas penumbras armadilhas
Por mais clareza de Sol
Que é verdadeiro Mago
Com sua firmeza de quilha
Cortina da noite apago.

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⁠RECEITA
Acaso queiras me ajudar
Não me digas tudo se ajeita
É mais fácil se acomodar
Seguindo na eterna espreita
Convicção há que mudar
Pra desafiar novas receitas!

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⁠SOLITUDE
Não há nada de mal
Em ser relacional
Muito pior solidão
Corrói o coração
Mas há na solitude
Um flerte à infinitude.

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⁠MEDO DA CHUVA
Não, eu não perdi
Medo que não tenho
Amigo do raio
Sempre resisti
E com muito empenho
Fecho a porta e saio!

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⁠FURNAS
Não é rude quem hiberna
Esperando o tempo certo
"A coberto" na caverna
A prudência tem por perto
Com o tempo amadura
Até tuna no deserto!

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⁠MORNO
Depois que o carvão esfria
Não vira cristal o morno
Pois lhe faltou energia
E já não há mais socorro.

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⁠LEÕES NA COVA
Mesmo que não te entregues
Nas provações diárias
Cheias de leões na cova
Faças teu fardo leve
Com Força missionária
Amor em toda prova
Na labuta não negues
As ações solidárias
E tua Fé se renova.

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⁠PROSCÊNIO
Foi assim, bem ao acaso
Quando muitos só esperavam
Não deu tempo pros aplausos
E as cortinas se fecharam!

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⁠ASPEREZA
E a língua é uma grosa
Só vê o que não presta
Lixa arranhando o outro
Não serve pruma prosa
Sem luz nem numa fresta
Jamais será encontro!

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⁠HOSPITALIDADE
Sem sentença sorrateira
Nem bandido nem ladrão
Um torrão de gente ordeira
Não importa a ocasião
Tem progresso com soiteira
Santiago do Boqueirão
Sempre aberta está a porteira!

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⁠TINO GRATO
Do que era um fino tato
Não há mais nem contato
Melhor pagar o pato
Não sendo um insensato
Assim me fui ao mato
Pra não virar um trapo
Voltar ao tino trato
E o que parece fraco
É fortemente grato!

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CORRIDA
Não sei bem qual o motivo
Que eu chamei o aplicativo
Nem sabia onde ir
E tão pouco estar ali
Não foi muito o que esperei
Mas o fato é que embarquei
Gratidão pela corrida
Mais que um beijo a despedida!

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