Poesia Amor Nao Realizado Olavo Bilac

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⁠ECOS DO SILÊNCIO
Não é preciso escrever por extenso
Muito mais forte que o verbo condiz
É a serenidade do silêncio
Não é mutismo o que isso lhe diz
Reflete bem antes do sofrimento
Sem grito ou rancor não se pede bis
Abafa algum eco e segue aprendendo!

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⁠PENHORADO
Desejo muita afeição
Às coisas que não têm preço
Mais uma vida que é salva

Com gestos de gratidão
E de sincero apreço
Pequeno afago na alma

Mereces a imensidão
É assim que reconheço
Batendo forte na palma.

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⁠QUEM DERA
Quem dera pudesse escrever
Mas nem saberia o porquê
Então melhor retroceder
Pra não exigir benquerer
Pois a base está em você
Segues firme e vamos ver
Há sempre um novo amanhecer
Que se faça por merecer
Para que possa esplandecer!

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⁠SEJA O QUE FOR
O que não é o que não pode ser
E nem é o que não pode temer
E aconteça o que acontecer
Não abandone o que está em você!

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⁠"VERTER ANOS"
Nesses cabelos tubianos
Trançam histórias dos anos
Com rastros que não reclamo
Pois aqui fiz muitos manos
Por vezes rasguei os planos
Quase à beira do insano
Peço perdão pelos danos
Que tenha feito ao paisano
Assim meio veterano
Não me preocupa o Cicrano
Arredio ao cotidiano
Claro que não puritano
Sem deixar ser leviano
Chego a ser espartano
Às boas causas que tramo
Quero acalmar quem eu amo
Quando eu me for pra outro plano
Por tudo que paleteamos
Um infinito encontramos.

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⁠TABACUDO
Pode chamar de tabacudo
E até dizer que não gosta
Por não querer ser nesse mundo
Mais uma laranja de amostra.

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⁠GOL DE PLACA
Quanto talento folclórico
É coisa que não se esvai
No palco do Boqueirão

Num cumprimento eufórico
Lá vem um “só vai, só vai”
Com um positivo na mão

Aqui se faz metafórico
Numa pirueta não cai
É mais um gol do Jorjão!

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⁠QUIEVE
E o peso das armas ao que serve?
Que venham aos homens outros estalos
Não são bombas que os deixam mais leves
Enquanto um irmão é feito xibalo
Infeliz história que se reescreve
Um colo de paz precisa de embalo
Pra louvar a vida lá em Quieve.

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⁠PREITO
Corta forte no peito
A dor que não tem jeito
Vai judiando o sujeito
Que se sabe imperfeito
É preciso respeito
Quando algo é desfeito
Sempre fica um proveito
Experiência é um eito
Que eleva o efeito
Melhorar é um pleito
De se ver mais direito
O caminho é estreito
Para um bom conceito
E ter paz em seu leito.

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⁠FADO
Nesse mundo louco
Dê-lhe esporas pro teu cavalo
Tudo escute um pouco
E cale o que não tem diálogo
Que gritem os roucos
Pratica firme o teu decálogo
Com ouvidos moucos
Faz do fado o teu regalo.

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⁠CERTEIRO
Eis um baita problema
Refoge ao controle
Pronunciar a blasfêmia
Não te faz melhor homem
Sobrará só felema
Dispara: não amole
Vai na mira o teu lema
Que o alvo te engole!

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⁠DIMO
Dentro de ti uma bomba
E tsunami é a onda
Levando tudo por terra
Não interessa quem berra
És um amigo que estimo
Reencontra sempre o caminho!

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⁠LEGADO
Dos meus amigos levei tudo
Num caminho de duas mãos
Divisão que soma e é rica

Não é concordando "com"tudo
Por vezes até uma sanção
Boa intenção tudo ameniza

Cresci um gigante pro mundo
Com a força de um Sansão
O maior legado que fica.

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⁠VEIOS
E o trem partiu
Ficou o vazio
E um arrepio
Não dei um pio
Me fiz de frio
E por um fio
Brotou um rio
A Deus confio!

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⁠VIDA MUNDANA
É tamanha a artinhanha
Dessa vida que é mundana
Com tantas severidades
Não importa qual idade
Mais vale é estar junto
E quando tudo no mundo
Darias por um minuto
Prum carinho diminuto
Será tarde num segundo!

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⁠CLEMENTE
Mas é uma peleia ingente
Nesse torrão conturbado
Não se pode andar pra frente
Ancorado no passado
Viver o tal do presente
Desimporta qual o fardo
Chacoalhar o corpo e mente
Sem ficar apavorado
Campereando persistente
Pra se fazer melhorado
Nessa busca intransigente
De aplainar o errado
Num exercício clemente
Que jamais será encerrado.

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⁠NÃO É DO MEU TAMANHO
Peguei emprestadas as vestes da ingenuidade
Ficaram meio apertadas: não adianta forçar!
Tentei me fazer de besta pra não ver a maldade
Não é confortável e não tem como disfarçar
Aceitar tudo inerte não pode virar a moda
Prefiro ser demodê não transigindo o meu ser
É preciso um corte severo como quem poda
Fazendo novos recortes pra vestir o aprender!

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⁠PRUDÊNCIA
Quando carente tudo atropela
Não pensa e nem vê a sua indecência
E nem um remendo há de servir
Na explosão sempre há falta dela
Na reflexão matiz de prudência
Pintando a sabedoria de agir.

Inserida por alfredo_bochi_brum

⁠DERRETENDO
Não há o que escrever no fim da noite
Todas as ideias estão sob açoite
E nem mesmo com a chuva a cair
Não irá irrigar um novo sentir
Então por isso há que ser muito breve
Urso polar tão branco quanto a neve
E na escura geleira da consciência
Brecha de luz aquecendo transparência!

Inserida por alfredo_bochi_brum

⁠BALANÇA MAS NÃO CAI
Desequilíbrio não traz fiança
Alguns pesos fazer despedida
Para suavizar a disparidade
Temperando a eterna ambivalência
Não é fácil tarar a balança
Cada um tem a sua medida
Em sopesar as prioridades
No fiel da própria consciência.

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