Poesia Amor Nao Realizado Olavo Bilac
SAUDADE
Quando as saudades nos tocam...
E não nos acordamos...
Ou nos perdemos ou nos encontramos...
Longe dos caminhos que passámos...
Longe dos gritos que gritámos...
Dos sorrisos agaiatados...
Dos gestos mais que malvados...
Mortes sem piedade...
Somos reféns da vida...
E muito mais da saudade...
Se eu pudesse voltar no tempo,
não voltaria jamais por orgulho,
mas sim pra falar no ouvido do meu eu de ontem:
“Cara, não faz isso, essa escolha muda a história”.
no fim eu estava indo pegar meu coração de volta
na imensidão das sombras além do mar que não conheço
ainda navegando muitas dores da memória
eu navego o caminho do mar que eu escrevo
O HOJE
Aprendi que a ignorância...
Não é dor...
Mas sim , um estado pior...
Vives as certezas do errado...
Dum mundo escuro e apagado...
Do incerto que te orgulhas...
Do engano disfarçado...
A sombra te segue e seguirá...
Mesmo como sol apagado...
Carregas as dúvidas que alimentaste...
A fome que ordenaste...
Faltou o espelho,que nunca olhaste...
A humildade que recusaste...
Preferindo a Hipocrisia...
Mas Alguém, que não tu...
Te levará..num minuto ,hora ou dia.
Todo bom homem é ateu.
Não tem como ser diferente, obviamente pode ter bons homens* religiosos, sem dúvida, mas para ser racionalmente/consciente bom só sendo ateu
*Apesar que sempre haverá dúvidas, ele é bom por que a bondade é consciente e racional ou ele é bom porque ele acha que deus mandou ser bom, mas se deus mandar ele ser mal ele não seria mais um bom homem.
A rosa se oferece ao tempo dos olhos.
Quem colhe, interrompe o que já era dádiva.
No gesto de não tocar, floresce o entendimento.
Tem pesos que a gente carrega que talvez só não saíram,
porque estavam boiando quando a maré tava alta.
“Não espere, nem exija o respeito e a consideração de quem você ofertou o contrário.
Sua colheita é o resultado das suas escolhas e inconsequências”.
Há silêncios que não são vazios.
São cheios de nomes, de lembranças, de risos antigos que ecoam no peito mesmo quando tudo ao redor parece calado.
A saudade mora nesses silêncios.
Não é grito, não é lamento.
É sussurro.
Não quero consolo, nem lição de esperança.
Quero o fim, o nada.
Fechar os olhos e não mais voltar,
sumir do mapa, parar de lutar.
Não diga absolutamente nada!
Me recuso a concordar com suas Falésias de mau agouro;
Não ouse me fazer acreditar que não me reconheço, ao fazer tal coisa só me prova o quanto deseja anular minha existência.
Transforme seu ambiente
Já pensou que muitos dos seus gostos, hábitos e até metas podem não ter nascido de você? Muitas vezes, são reflexos silenciosos do ambiente em que você está inserido. Vivemos em constante absorção, como esponjas emocionais, e, por isso, nos tornamos vulneráveis às influências ao nosso redor.
É assim que surgem modas, tendências e comportamentos em massa: seguimos quem nos cerca, repetimos o que vemos. E sem perceber, somos moldados.
Por isso, reformule o ambiente à sua volta. Não tenha receio de afastar o que te paralisa, o que te afasta de Deus e dos seus propósitos mais profundos.
Não se engane: nem todos ao seu redor são amigos verdadeiros.
Proteja sua mente. Não a esvazie diante das vozes que apenas semeiam confusão.
Mudar de ambiente pode ser o primeiro passo para reencontrar a sua essência.
O ambiente molda quem você é, mas não quem você precisa ser.
Você já se deu conta de que nossos desejos, preferências e metas muitas vezes não são genuinamente nossos? São construções moldadas pelo ambiente, pelos olhares que nos cercam, pelas vozes que nunca gritam, mas sempre influenciam.
Somos seres relacionais e impressionáveis, e isso não é fraqueza, é natureza. Porém, é nossa responsabilidade filtrar o que deixamos entrar.
O ambiente pode ser solo fértil ou veneno lento. Pode te edificar ou minar sua identidade.
Cuidado com os sorrisos falsos e as ideias vazias. Cuidado com o tipo de conteúdo que alimenta sua mente.
Reestruture o que está ao seu redor. Cercar-se de valores, pessoas e propósitos alinhados com o que você deseja de verdade, e com aquilo que Deus sonhou para você, pode transformar sua caminhada.
Você não precisa ser produto do seu ambiente. Você pode ser o agente de transformação dele.
Mude o ambiente. Ou mude de ambiente. Mas não permaneça onde sua alma enfraquece.
Senhor, estou em busca de uma porta aberta, mas não quero me desesperar, pois sei que tudo acontece no Teu tempo.
Me dá força para não desistir, esperança para seguir em frente e fé para confiar que o melhor está sendo preparado.
Mesmo que pareça demorado, eu creio: a porta certa vai se abrir,
e será muito melhor do que eu imaginei. Amém.
"Vivemos um tempo em que o papel do professor vem sendo desvalorizado não apenas pelas instituições, mas também, e de forma alarmante, por pais e responsáveis. Houve uma inversão de valores gritante: antes, o professor era autoridade e referência de respeito. Os pais, ao ouvirem que seus filhos haviam cometido algum erro, diziam com firmeza: “Se meu filho errou, pode corrigir”. Hoje, a cena se repete, mas invertida — o aluno desrespeita, o professor tenta intervir, e os pais correm para a escola não para ouvir, mas para confrontar.
Essa nova postura, onde o professor se vê acuado e o aluno é blindado de toda e qualquer consequência, gera uma geração de jovens sem limites, sem noção de responsabilidade e com uma perigosa sensação de impunidade. Quando os pais se tornam "amiguinhos" dos filhos, esquecem que educar é impor limites, e que amar não é sempre dizer sim. Ao protegerem seus filhos a qualquer custo, inclusive quando estão errados, contribuem diretamente para a desautorização do professor e, em muitos casos, alimentam um ambiente de violência psicológica — e até física — contra esses profissionais.
Essa inversão não apenas compromete a educação, como corrói os pilares da convivência social. O professor, desrespeitado, desmotivado e desprotegido, acaba por se afastar da missão de educar com paixão e firmeza. E sem professores respeitados, não há futuro digno para uma nação."
oi
tudo e todos têm seu próprio tempo
o tempo de ir
o tempo de não ir
o tempo de se estar completamente só
tempo que nunca te é roubado
o tempo que nunca irá existir
tempo que nunca existirá de fato
Subindo o Monte
O premio não é somente a chegada.
Enfrentar algo diferente é conquistar, através de um processo;
Esse processo te da o presente do caminho;
O caminho te da a beleza do desconhecido,
a dúvida da conquista te da certeza que você ainda não se conhecia;
Superar esse caminho te transforma;
E agora você sabe que é ainda mais do que você pensava ser.
Chegou à conquista e isso trouxe uma visão que você nunca teve.
Não é somente sobre estar lá em cima;
É sobre descer com uma bagagem que não subiu com você.
Lua me fale
Ó lua, diga-me
Imploro-te, admoesta me
Pois não lhe parece vil
Não fora, ele, hostil?
Ó impetuosa força cósmica
Servi-lo como uma acólita
Sem embargo, ele me traíra
Anjo me abandonara
Cri na conversão
Do meu choro pungente
Em risada fervente
Consignei-me ao coração
Vigoroso fora-me o desengano
Mostrou-me ser profano
Quem agoriei como virtuoso
Agora, distingo-o como tortuoso
Pregara-o que medíocre é a aurora
Eu, meu pequeno, chora
Explica-me o porquê mais uma vez
Justifica-me a rudez
Qual fora meu pecado?
Hei-me aplastado
Conclame sobre mim
Reuna um maldito motim
Escreva-me um remate
Antecedentemente que isto me mate
De meu exício
Não escutes meu bulício
Seja como tu objugas
Funcionas como sanguessugas
No princípio, eu era fundamental
E, bem, este é meu final
Parada de trem
Eu espero um trem
Não sei que hora ele passa
Desse trem, eu sou refém
Sinto que estou esperando uma farsa
Porém, eu quero prosseguir
Quero, no meu destino chegar, conseguir
Mesmo que todos me digam que não
Até mesmo o maquinista diz que não há salvação
Todavia, ainda o espero, sentada, ansiosamente
Ali fico, horas, dias, meses...
Ainda que me sinta desencorajada, ignoro minha mente
Penso, reflito muito, penso em mil hipóteses
Ainda sim, teimo em não ver a razão
Afinal, que coisa mais desnecessária
Preciso apenas seguir meu coração
É apenas uma incerteza temporária
Após muitos meses, vejo o trem no horizonte
O vejo a alta velocidade, pelo monte
Me emociono tanto, que escorrego e caio no trilho
Eu perco completamente meu brilho
O trem, corre em minha direção
A maquinista nem tenta frear
Embriagada, ela fala: "Acho que não"
Ela diz, antes de me atropelar
