Poesia Amor Nao Realizado Olavo Bilac

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⁠Houve um tempo em que eu queria saber tudo.
E, quando não sabia, não me sentia inferior aos outros; me sentia inferior a mim mesma.
Colocava um fardo sobre os ombros, como se só valesse alguma coisa se pudesse provar, a mim mesma, que era capaz.
Capaz de quê?
De tudo, talvez.
De tudo ao mesmo tempo.

Eu me enveredei por caminhos difíceis não por vocação, mas por negligência comigo mesma.
Não parava para respirar.
Não me importava se estava bem.
O importante era vencer... mesmo sem saber exatamente o que ou quem eu estava tentando vencer.

Até que, por força de alguns acontecimentos, me vi de frente com o espelho da verdade, e descobri que não era capaz de tudo.
Na verdade, percebi que não era capaz de quase nada.
E não por fraqueza. Mas porque sou humana.

Teimosa como sempre fui, demorei para enxergar o óbvio.
Mas quando tirei o véu; aquele véu espesso da arrogância disfarçada de autocobrança, fui atravessada por um sentimento impossível de descrever.
Me vi pequena.
Uma formiga diante do universo.
Um grão de mostarda na palma de Deus.

E, paradoxalmente, foi ao me reconhecer tão pequena que comecei, enfim, a existir de verdade.
Vi-me como alguém. Alguém que erra... e continuará errando.
Alguém que sente; e cujos sentimentos influenciam tudo: o ritmo, o foco, o desempenho.
Alguém que não sabe de tudo, e o pouco que sabe, sabe porque Deus, em Sua graça, permitiu.

Quando entendi isso, o peso escorregou dos meus ombros.
Não era mais uma batalha por merecimento.
Era a busca por ser, ser quem sou, com limites, com dúvidas, com perguntas sem resposta.

E foi nesse dia que descobri o que tantos passam a vida tentando encontrar: descobri quem eu sou.

Para encerrar, adapto as palavras de Newton:
O que sabemos é uma molécula de água.
O que achamos que sabemos… é um oceano.

E como disse Sócrates, com toda a sabedoria de quem já mergulhou nesse mar:
"Só sei que nada sei."

Inserida por Riber

⁠Primeiro foi um besouro.
Achei que fosse azar. Matei. Fechei a janela.
No dia seguinte, não a abri; crente que o problema estava resolvido.
Doce ilusão. Dois dias depois, outro invadiu.
Dessa vez, mandei pelo ralo. Fiquei irritada. E por birra, deixei a janela escancarada.
Três horas. Mais um. O último.

Foi então que percebi: talvez não fosse acaso.
Nem sinal, nem maldição. Só consequência.
Eu deixava a janela aberta sempre na hora do banho.
E besouros, os danados, aproveitavam o descuido.
Fechei a janela. Nunca mais entraram.
Simples. Tão simples que parece lição de vida.

A gente insiste em chamar de destino o que é apenas resultado.
Janelas se abrem.
Mas não se mantêm assim para sempre.
Às vezes a oportunidade entra voando, discreta como um inseto.
Outras, você nem nota que ela passou.
E quando percebe, a janela já está trancada.
Você bate. Grita. Esperneia.
Só que ela não abre.
Só dói.

Por isso, um conselho:
não espere o vidro.
Viva o agora como quem sabe que as janelas fecham;
sem aviso, sem hora, sem retorno.

Inserida por Riber

⁠Um simples ponto.
Pequeno, quase imperceptível,
mas com a força de quem encerra.
Encerrar não é apagar;
é colocar o ponto exato onde a frase cumpriu seu papel.
E talvez, por isso mesmo, o fim de uma fase nunca seja apenas um fim.
É a pausa antes da próxima linha.

Hoje, concluo o parágrafo chamado "ensino médio".
Guardo entre suas linhas três anos que me transformaram.
Neles, fui vírgula, reticência, até mesmo travessão.
Mudei de tom, troquei de pele, aprendi a silenciar e a falar.
Conheci gente que virou parte do meu vocabulário afetivo,
professores que riscaram certezas e reescreveram caminhos.

Sou grata.
Pelas mudanças que me incomodaram,
mas me prepararam.
Pelas frases difíceis que quase não consegui terminar,
mas terminei.
Pelos capítulos que doeram e, mesmo assim, me ensinaram
a não desistir da história.

Agora, com o coração calmo e os olhos acesos,
inicio o parágrafo seguinte.
Título provisório: faculdade.
E quem sabe onde essa nova narrativa me leve?

Mas se há algo que aprendi com os pontos finais,
é que o adeus nunca é ausência,
é memória que permanece entre as páginas.

E essa parte de mim que agora se despede
ficará para sempre guardada.
Com saudade, com ternura,
e com um ponto final que não apaga,
mas ilumina
o que vem depois.

Dez - 2021

Inserida por Riber

⁠A dor corta.
Mais fria que o gelo, mais afiada que uma katana.
Não chega com ternura, nem com piedade.
É indesejada como a visita inesperada de um parente distante, aquela que ninguém quer receber.

Ela desnorteia, faz tremer de raiva só por existir,
e, paradoxalmente, agradeço por sua presença profunda.

Não a entendo, nem a expulso.
Mas sinto sua força e sei: ainda estou viva.

A dor é ambígua;
vazia e completa,
forte e frágil,
louca e sã,
eterna e fugaz,
calma e tempestade,
causa e remédio,
amiga e inimiga,
indesejada, porém essencial.

E a ela eu agradeço.
Porque só me levanto após a queda;
como pérolas que nascem da ostra que sofre,
porque só aprendo quando sinto.

A dor não é amiga, mas tampouco inimiga.
É a mestra silenciosa que me ensina a ignorá-la,
e, ao mesmo tempo, a conviver.

Inserida por Riber

Deus quer te ver feliz e Ele não vai sossegar enquanto não conseguir.
Às vezes, você nem percebe, mas todos os dias Ele te livra de muitos males e te fortalece. Ele está ao seu lado e vai continuar a caminhada contigo, abençoando a sua vida com momentos de alegrias e muitas conquistas. Quando você nem havia nascido, Deus todo-poderoso já te amava e nunca se esqueceu de você, por isso você ainda vai conquistar tudo o que deseja nesta vida. (Código 0106)
Nelson Locatelli, escritor de Foz do Iguaçu

Inserida por NelsonLocatelliFoz

⁠Recuse viver desmotivado e cheio de pensamentos negativos.
Levante, Deus não criou você para viver no chão. Não permita que o amanhã chegue e encontre você sofrendo por algo que está acontecendo apenas nos seus pensamentos e entristecendo o seu coração. Se levante na fé e cumpra o seu destino, cheio de esperança e alegria, pois as promessas de Deus na sua vida estão prestes a se cumprir e você vai receber a maior bênção de todos os tempos. (Código 0306)
Nelson Locatelli, escritor de Foz do Iguaçu

Inserida por NelsonLocatelliFoz

⁠"A dor que vesti"
Não posso deixar a dor ir embora.
Ela é a única coisa que ficou.
Então aprendi a moldá-la —
como um ferreiro em silêncio forja o que precisa para continuar.

Com o ferro chamado dor, construí uma armadura.
Fria. Pesada.
E um escudo, para suportar os golpes invisíveis que o mundo me dá todos os dias.
Mas nunca uma espada.
Eu não quero atacar ninguém.
Só sobreviver.

A epilepsia é minha cicatriz.
Não é ferida aberta o tempo todo,
mas é como uma rachadura em vidro grosso:
invisível para muitos, mas que pode se partir a qualquer momento.

As crises vêm como tempestades sem aviso.
E os olhares —
ah, os olhares…
esses são como lâminas finas que cortam sem sangrar por fora.
Desprezo disfarçado.
Pena mal escondida.
Tratamentos que me diminuem até eu esquecer que tenho altura.

E então eu abaixo a cabeça.
Não por respeito,
mas por vergonha de existir do jeito que sou.

No trabalho, nos sonhos, em casa —
tudo me lembra que eu sou "o epiléptico".
Como se fosse só isso.
Como se minha história, meu valor, minha essência…
tivessem sido apagados por uma palavra.

E cada nova crise, cada nova conversa que me reduz a uma condição,
é mais uma luta.
Mais uma ferida que cicatriza, mas nunca desaparece.

Eu continuo aqui, vestindo a dor.
Vivendo como um zumbi com armadura.
Sem espada, sem raiva, sem guerra.
Só com o cansaço de existir assim.
Mas ainda existindo.

Inserida por davi_xavier

⁠NOITES COM SOL

Há noites em que o escuro se rende,
e o sol acende febre entre os corpos.
Não é manhã, tampouco é alvorecer —
é fusão de peles em silêncio e luz.
Nada dorme. Tudo arde.
O tempo hesita, a razão se afasta.
Há calor demais para ser sombra,
há desejo demais para ser calma.
São horas em que gestos se prolongam,
palavras se derretem antes de soar.
Olhares se encontram sem direção,
sabores se acham no idioma da pele.
A pele vira mapa, e o toque, viagem.
Suspiram janelas, suam espelhos.
Respira-se como quem mergulha fundo,
e volta à tona entre lençóis em combustão.
Nessas noites, o amor ganha nome,
o prazer não pergunta, apenas se revela.
Não há princípio, nem fim exato —
há uma dança que começa... e se enlaça em carne e tempo.
E quando, por fim, o silêncio sorri,
o sol ainda pulsa, morno e inteiro.
É noite, mas o lume segue oculto na carne,
como um sol que repousa — à espera de novas
noites com sol.

Inserida por WMAGNOR

ENQUANTO ESPERO

Enquanto espero acontecer,
não sou espera,
sou intervalo entre o que não foi
e o que talvez.
Movo-me em silêncio,
como raiz que rasga a pedra
sem urgência,
sem alarde.

Derramo, sem intenção,
a febre dos meus ais,
como quem deixa escorrer
uma ausência antiga.
Mas há nisso algo que arde
sem consumir,
uma sombra que não escurece.

Vejo sem ver,
e, às vezes, sei.
Não porque me foi dito,
mas porque algo em mim
parece lembrar do que nunca soube.

Não caminho para chegar,
nem permaneço por abrigo.
Sou levado por algo que não escolhi,
mas consenti,
como quem ouve um chamado
sem saber de onde vem,
mas reconhece o tom.

E nisso,
como quem pressente sem saber,
na fidelidade que não cede,
este ser que se suporta e se recolhe
abriga, em silêncio,
um tempo que ainda não veio.
Porque é assim,
enquanto espero,
que me preparo
para, um dia,
ainda poder ir além.

Inserida por WMAGNOR

⁠Não adianta querer salvar o mundo se o mundo não quer ser salvo
Ajudar a quem não pediu ajuda acolher a quem não deseja ser acolhido amar a quem não te ama.

Inserida por marcio_henrique_melo


👀 Quem entendeu, já começou a mudar.
📖 O Segredo para se Tornar Trilionário não é só um livro.
É um ponto de virada.

Inserida por isaqueramon

⁠👣 Meu caminho tá diferente…
📚 Não por acaso, mas por ter lido O Segredo para se Tornar Trilionário
Agora é só continuar plantando.

Inserida por isaqueramon

⁠Não diga que ninguém te deu oportunidade. Ela está escrita.
📘 O Segredo para se Tornar um Trilionário — encontre na Amazon.

Inserida por isaqueramon

⁠NÃO ACEITE AS MASSAS TE TRANSFORMAR E CORROMPER

O maior erro e defeito que muitos matumbos diplomatizados (ignorantes com diploma; intelectuais demagogos) cometem, este nome ou atributo é dado a todos: licenciados, mestres e doutores, é que o que mais demonstram durante uma entrevista ou debate é a arrogância e a prepotência para com o adversário ou opositor, no que concerne a conversar, debater ou dialogar. Eles tomam essa atitude porque não conseguem debater ou conversar sem primarem pelo respeito sapiencial e intelectual. Segundo as percepções e argumentos que mostram e defendem, estes estão fundados nas ideologias de escritores que mais gostam de ler e apreciar, seja pelo percurso acadêmico, intelectual ou estilo literário. Isso os torna centralistas, presos psicológica e intelectualmente e, acima de tudo, demagogos, porque não se preocupam em libertar os ouvintes com o conhecimento que adquiriram durante os seus anos de formação. O que fazem é apenas exibir as suas posições, sotaque e diplomas conseguidos em instituições acadêmicas de destaque, acabando por se esquecer do verdadeiro sentido da educação e da formação, que é partilhar, ensinar e instruir o próximo a ser um ser pensante, e não um robô ou papagaio cuja única funcionalidade é a repetição de ideias. Podemos ler muitos livros e estudar nas melhores escolas e universidades, mas, se não tivermos a capacidade de criticar e criar as nossas próprias ideias e argumentos, nunca estaremos em pé de igualdade com aqueles que nos instruíram e partilharam o seu saber conosco. Isso acontece com muitos porque se sentem confortáveis em estar e pensar dentro da caixa... Algo que torna muitos licenciados, mestres e doutorados em matumbos diplomatizados. Por essa razão, muitos ainda continuam e estão presos no sistema da Matrix.

Inserida por jackwistaffyna

⁠mesmo afastados, tão pertos

Não temos nada
Mas temos tudo
Gosto quando você vai devagar
Mas você ama o rápido

Sinto seu gosto na minha boca
Eu não pensei nos problemas
Minhas confusões
Só em como você faz eu me sentir no céu

Bem próximos, mas tão longe
Ninguém precisa saber
Mas pode confiar em mim
Mas não confie a frente

Estamos no escuro e escondidos
Você tirando uma parte de mim
Uma parte de mim que nunca havia perdido
E eu amei

Podemos continuar os outros dias
mesmo afastados, tão pertos
Não a o que comprometer aqui
Enquanto eu sinto-ti em mim

Enquanto ninguém sabe do meu segredo
O nosso segredo
mesmo tão afastados, tão pertos..

Inserida por Veecxwll

não tenho mais medo

não tenho mais medo
Ou mais do que temo?
Me fale todas aquelas coisas,
E fingirei não ouvir, nem ligar

Finjo tanto quanto sinto, sinto
E escondo tanto o que sinto
Minhas palavras são como facas
Para humilha-lo como facadas
Mas minhas lágrimas que são – como feridas em todo o meu corpo

não tenho mais medo
Mas ainda tenho medo que volte, volte
Tenho a mim, que tenho que me afastar
Para me sentir segura
Eu não tenho mais medo.

Inserida por Veecxwll

⁠Não confie em ninguém.
Não confie em você, porque você pode procrastinar ou nunca fazer o que estava pensando ou sonhando.
Confie somente em Deus.
Ester Rodrigues

Inserida por ester_rodrigues_7

⁠Eu Encontrado

Em resposta comemore
Deixe você se divertir
Brinque com você sem dizer não
A felicidade é somente sua
Solte a liberdade no universo
O maior prazer está em sua alegria
Jogue para fora a emoção reprimida
O medo de libertar não traz crescimento
A importância da vida é seu bem estar
Atitudes felizes acalmam coração
O bem está no bem que existe
O melhor da busca é o seu encontrado
Perca-se e terá o seu EU encontrado

Inserida por silvio_flamel

🜏 MANIFESTO DO SIGMA
O silêncio que não pede licença

Ele caminha só, não por fraqueza, mas por escolha.
Enquanto o mundo grita por atenção, ele cala por inteligência.
Ele não odeia ninguém — apenas ama a própria presença.
Não precisa provar nada. Já é. Já sabe. Já sangrou demais pra mendigar pertencimento.

O Sigma não é arrogante. É autossuficiente.
Não despreza os outros — apenas aprendeu que poucas presenças somam, muitas drenam.
Por isso, ele prefere a solitude à plateia.
Prefere a introspecção à exposição.
Prefere ser ponte para si mesmo do que caminho para os outros o pisarem.

Ele é um líder invisível.
Não precisa da luz para ser farol.
Quando todos se desesperam, ele silencia.
Quando todos atropelam, ele observa.
E quando ele age, ninguém entende como.
Só enxergam o resultado. Nunca o processo.

O Sigma não bate no peito. Não se gaba. Não coleciona seguidores.
Mas onde ele passa, ele deixa rastro.
Não de barulho. Mas de respeito.

Purificação

⁠MANIFESTO DO SIGMA

Purificação

🜏 MANIFESTO DO SIGMA – PARTE II
Ele não se curva, nem se mascara

Ele se adapta sem se apagar.
É água: flui quando precisa, congela quando quer.
No caos, é estratégia.
No silêncio, é abrigo.

Ele não disputa espaço.
Porque já conquistou o território interno.
Não quer liderar por vaidade.
Lidera porque, quando tudo quebra, é nele que confiam.

Ele não pede aprovação.
Ele conhece o próprio valor.
E por isso, trata reis e mendigos com o mesmo olhar:
o olhar de quem já leu por dentro e não se ilude com as capas.

O Sigma não veste armadura — ele é a própria.
Feita de cicatrizes, de noites em claro, de escolhas que ninguém aplaudiu.
Ele não desaba em público.
Mas sente. Sangra.
E transforma tudo isso em força silenciosa.

Ele não é lobo solitário.
É um exército em forma de um só.

o silêncio também escreve.


---Purificacão