Poesia Amor Nao Realizado Olavo Bilac
HELENA, HELENA, HELENA!
É profundo...
É imenso, é inteiro,
Intenso e Verdadeiro.
Este amor quase perfeito,
É teu... Somente teu,
De fato, é de direito.
É sereno, sincero,
Este poema de emoção plena,
Que dedico a ti...
Helena, Helena, Helena.
Sol que ilumina meu viver,
Luz do meu querer, calor do meu calor,
Helena, Helena, Helena,
Meu doce e puro amor.
Gutemberg Landi
12.01.1988
Os céus demonstram a sua glória, Deus,
A natureza nos lembra o seu amor.
Criou um mundo tão lindo,
E fez tudo pensando em nós, meu Senhor!
Seu amor é tão grande, é infinito!
Sua bondade é perfeita, é sem igual!
Tu és Deus majestoso, pai tão amoroso,
És meu rei, meu amigo, meu descanso celestial!
Tudo o que quero, Senhor!
É ter a minha vida inundada com o Seu amor.
E por Sua bondade, faças chover sobre mim,
Chuvas de bençãos que não terão fim!
ÉRIDA
Sem chão nem Fé, me vi flagelado
bem apegado a um Amor tinhoso.
Devaneando, morto, ao Sol do Descaso,
vi o mundo ruir. Abismo vultoso.
O bailar de Érida, Corpo equilibrado,
vinha mostrar seu Passo virtuoso.
Era o Baile corrente, aclamado,
tecido nos Saltos sem pouso.
E veio o Sonho: e foi desperdiçado!
E veio a Morte: o luto renovado,
o espinho encravado em meu pé!
Tudo indicava o Sol! Fiquei embaixo,
na Prisão que estive e em que me acho,
a Sonhar e a bailar, sem chão nem Fé!
Um dia estive na estrada esperando o futuro
E descobri que o amor se acaba aos poucos
como o derradeiro farelo da Terra na boca de um jacaré
E isso dói como dói uma cascata
direto nas costas castigadas de um povo
Mas é assim que caminha o mundo: numa corrida
Em uma hora alguém chega e há uma reviravolta de 360 graus
e sua pele 40, 50, mais que o Rio de Janeiro
E nunca se sabe de onde vem aquela pessoa com quem nunca você sonhou
mas estará ao seu lado daqui a 5, 10
ou mil anos num túmulo de pedra
Também não se sabe a porcentagem de tempo
em que caminharão juntos
Nem se você estará ao lado de um assassino, poeta ou vendedor de salgado
desses que ficam horas na cozinha e quando se deitam na rede
têm cheiro de empada de camarão e você cheira e que delícia
Mas o amor se acaba aos poucos
E é preciso sempre esquecer isso
para que haja amor,
para que haja começo
O amor !
È amor natural e absolutamente necessário
Meu amor parece uma casa de taipa, sem luz elétrica
No entanto tem um lampião de gás que fica aceso todo o tempo...
Sei que fui bobo
Mas foi tudo por amor
Queria você só para mim
Mesmo se me causasse dor
Queria para ti ser tudo
Sua toalha, seu cobertor
O seu maior refúgio
O seu eminente orador
Oh esplêndida e maravilhosa
Que tira meus pés do chão
Quero tanto seus beijos
E para sempre seu coração
Se o medo te faz duvidar
Deixa ele no ar
Só deixa eu te fazer feliz
E para sempre te admirar
Meu amor ………
O que é o tempo perdido , senão nossa escravidão diária as convenções
E , obrigações sociais .
O tempo nos mostra como somos impotentes diante das leis imutáveis do universo
Esse tempo quando perdido , escraviza , fere , pune ,faz dos nossos dias horas intermináveis , posto que estamos tão distantes .
Mas tão próximas em sentimentos
Longe de minhas mãos , presente nos meus versos ,na minha canção
desperta no meu dormir , sonho do meu acordar .
Como posso te definir , como posso te decifrar ?
Se estás tão longe de mim
como assim eu vou te amar ?
Amor & Morte
Existe ao menos um
Que conseguiu Amar
Sem de algum modo morrer ?
Existe um só
Que passou pela vida
Sem de algum modo Amar ?
Se o Amar é a estrada para morte
A morte é como um pódio
Para erguermos felizes após a chegada
O grande troféu chamado Amor
O Vírus do Amor
Manhã de outono , ouço o som dos cantos dos passaros e o soprar do vento ,Olhar fixo no firmamento, ao abrir a janela contemplo a cena mais bela . o sol radiante nascendo me leva a lembrar do magnífico sorriso dela.O galo canta , o dever diz levanta , mais o que de fato me espanta , é perceber como o jeito dela me encanta .Em minhas leituras pelas paginas do livro, surpreendido pela imaginação , me encontro com as travessuras e aventuras que fazem parte do plano de açao , Minha mente refém desta louca paixão.O contexto me sinaliza que devo ficar em casa ,me resta pegar a minha asa , movido pelo fogo que abrasa , e me deliciar no amor que nunca se atrasa.Em alta velocidade , os pensamentos a busca a fim de matar a saudade.Um pretexto aqui , ali e ainda outro acolá , bora a cidade atravessar , infectado pelo virus do amor , que mata se a distancia contunuar.O Dr. Coração receitou : Abraçar , beijar, tocar ,Sao medidas salutar , para o virus do amor nao matar,Tome na medida que for preciso , acrescente uma dose de riso.Não tem contra indicação , nem efeitos colaterais , fazendo assim o virus do amor nao matara jamais.
você pode ter uma família incrível que te ensine sobre o amor,
mas o amor próprio só você poderá aprender.
por conta própria.
Encontraremos o amor depois que um de nós abandonar
os brinquedos.
Encontraremos o amor depois que nos tivermos despedido
E caminharmos separados pelos caminhos.
Então ele passará por nós,
E terá a figura de um velho trôpego,
Ou mesmo de um cão abandonado,
O amor é uma iluminação, e está em nós, contido em nós,
E são sinais indiferentes e próximos que os acordam do
seu sono subitamente.
Foi quase um poema,
quase foi um suicídio,
era quase um eu te amo,
quase era um amor.
Hoje é saudade,
é hoje solidão,
foi uma grande decepção,
uma decepção já se foi.
Amanhã serão lembranças,
será amanhã esperança,
o ontem eu já esqueci,
ela também me esqueceu ontem.
Era quase uma poesia,
quase foi uma história de amor,
foi quase um amor,
talvez eu seja quase poeta ou
um poeta do quase.
O canto.
Cante meu amor, cante.
Como o cantar dos pássaros em manhãs serenas que seja sua voz ao meu ouvido dizendo que me ama.
Família é assim, muda só o endereço
Se complicada, simples é a tradição
No sangue é o amor, o amor é união
Mas o que mesmo conta é o apreço
Luciano Spagnol
Cerrado goiano
SONETO DUM AMOR
Aos olhos surdos, estás ainda, presente
No silêncio do cochicho, tua voz é canção
Meus versos mudos, ainda assim, emoção
E aos ouvidos, o teu vulto nunca ausente
Arrastar-me-ia, se coxo, até a exaustão
Pra ter-te em minhas palavras vorazmente
Qual tal aragem arrefecendo inteiramente
A afeição, a inspiração e o meu coração
Sem sentidos, eu te sentiria novamente
Circulando loucamente na recordação
Qual miragem num perfume languente
E sucumbido, ainda assim, em devoção
Ao teu nome, na alma eu bem contente
Versejaria e te poliria com doce exatidão
Luciano Spagnol
Outubro, 2016
Cerrado goiano
CHORRILHO
Meu amor...
Vim as carreiras,
mas trago flores para você
... Margaridas, pétalas e vida
para avivar o nosso querer.
São flores da nossa estrada
mas essas, encontrei na feira
são para ti, oh minha amada!
esse amor, que tanto cheira.
Antonio Montes
NO PRETO E BRANCO
Um romance de amor na parede
em moldura de um tempo sem cor
à poeira que queimou nosso verde
um amor que a prisma registrou.
Os abraços e beijos...
No branco, e no preto ficou
os desejos e ensejos
suspenso na parede... Amarelou.
Flores e jardins, no chassi, estão cinza
E o arco-íris...
Um surreal preto esvoaçado no ar.
Pássaros sob espaço
chuva de risco
lágrimas pontilhadas
olhos de carvão...
Água branca para matar a sede
venha menino...
Vamos com essa vida rindo
Me de a sua mão.
Antonio Montes
VAQUEJADA
Quanto boia por amor,
boiando, causando, dor
boias nas águas dos oceanos
aboiando sonhos e planos.
Ao povo boiá, quando mente
inocentemente coração de inocente
política demente boiá arduamente...
Ao mentir para muita gente.
Aboia tropeiro vaquejador...
A vacada com poeira na estrada
pela caatinga do sertão, pelo senhor
aboia o gado, aboiado, por nada.
Aboia o mundo todo... Todo tempo
pelos trilhos e caminhos da vida
aboia a dor paixão, ventos sentimentos
aboia a morte na hora da partida.
Antonio Montes
PONTO DE ENCONTRO
Perdi o bilhetinho
que versei para você
n’ele pedido de carinho...
Meu amor eu quero te ver.
Venho ao nosso encontro
traga-me abraços e beijos
que estou ansioso e tonto
todo cheio de desejos.
Chegue ao cair da noite
com prata da lua no céu
vontades será nosso açoite
e o amar, nosso tendeu.
Te esperarei com toda anciã
e a volúpia do corpo meu
venha amor, na confiança
que o meu amor é só teu.
Antonio Montes
