Poesia Amor Nao Realizado Olavo Bilac

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Não me toque agora
Não me segure agora
Não quebre o encanto querida
Agora [que] você está perto.
Olhe nos meus olhos e fale para mim
Aquelas promessas especiais que eu quero ouvir
As palavras de amor
Deixe-me ouvir as palavras de amor...
Lentamente meu amor
Me ame devagar e gentilmente...
Um mundo tolo, tantas almas
Arremessadas sem sentido
No frio interminável
E tudo por medo, e tudo por ambição.
Fale qualquer língua
Mas pelo amor de Deus nós precisamos
Das palavras de amor...
Deixe-me ouvir as palavras de amor.
Lentamente meu amor,
Deixe-me saber, esta noite e sempre...
Este quarto está vazio
Esta noite está fria.
Estamos muito distantes e estou envelhecendo
Mas enquanto vivermos
Nos encontraremos novamente.
Assim então, meu amor
Poderemos sussurrar uma vez mais
"É você que eu adoro..."
As palavras de amor
Deixe-me ouvir as palavras de amor...
Lentamente meu amor
Toque-me agora...
As palavras de amor
Vamos compartilhar as palavras de amor
Para sempre (para sempre)
Para sempre...

Não enche

Me larga, não enche
Você não entende nada
E eu não vou te fazer entender...
Me encara, de frente
É que você nunca quis ver
Não vai querer, nem vai ver
Meu lado, meu jeito
O que eu herdei de minha gente
Eu nunca posso perder
Me larga, não enche
Me deixa viver, me deixa viver
Me deixa viver, me deixa viver...
Cuidado, oxente!
Está no meu querer
Poder fazer você desabar
Do salto, nem tente
Manter as coisas como estão
Porque não dá, não vai dá...
Quadrada! Demente!
A melodia do meu samba
Põe você no lugar
Me larga, não enche
Me deixa cantar, me deixa cantar
Me deixa cantar, me deixa cantar...
Eu vou
Clarificar
A minha voz
Gritando
Nada, mais de nós!
Mando meu bando anunciar
Vou me livrar de você...
Harpia! Aranha!
Sabedoria de rapina
E de enredar, de enredar
Perua! Piranha!
Minha energia é que
Mantém você suspensa no ar
Prá rua! Se manda!
Sai do meu sangue
Sanguessuga
Que só sabe sugar
Pirata! Malandra!
Me deixa gozar, me deixa gozar
Me deixa gozar, me deixa gozar...
Vagaba! Vampira!
O velho esquema desmorona
Desta vez prá valer
Tarada! Mesquinha!
Pensa que é a dona
E eu lhe pergunto
Quem lhe deu tanto axé?
À-toa! Vadia!
Começa uma outra história
Aqui na luz deste dia "D"
Na boa, na minha
Eu vou viver dez
Eu vou viver cem
Eu vou vou viver mil
Eu vou viver sem você...
Eu vou viver sem você
Na luz desse dia "D"
Eu vou viver sem você

“Não estou vivendo perigosamente. Troquei o perigosamente,
pelo INTENSAMENTE, INCONSEQUENTEMENTE, APAIXONADAMENTE.

Não há perigo. Perigoso é a gente se aprisionar no que nos ensinaram como certo e nunca mais se libertar, correndo o risco de não saber mais viver sem um manual de instruções.”

Agora já não é normal
O que dá de malandro regular, profissional
Malandro com aparato de malandro oficial
Malandro candidato a malandro federal
Malandro com retrato na coluna social
Malandro com contrato, com gravata e capital
Que nunca se dá mal…

Hoje decidi que estou prestes a assumir meu coração vazio. Não decidi isso movida por uma grande coragem ou por um momento de iluminação. Nada grandioso aconteceu. Apenas sinto que dei um pequeno, quase imperceptível, passo para uma vida mais madura. Eu simplesmente não suporto mais pintar o céu de cor-de-rosa para achar que vale a pena sair da cama.
Não posso mais emprestar mistério ao vazio, vida ao oco, esperança ao defunto, saliva ao seco. Não posso mais emprestar meus desejos para que pessoas se tornem desejáveis. E, finalmente, não posso mais inventar amor só para poder falar dele!

MEUS VERDADEIROS HERÓIS

Os meus verdadeiros heróis
Não têm pose de heróis nem têm superpoderes
Meus verdadeiros heróis
Não aparecem nas manchetes dos jornais
Não fascinam as multidões nem causam alvoroço quando chegam

Meus verdadeiros heróis jamais receberam sequer uma medalha
Ou menção honrosa em lugar nenhum
Então também jamais proferiram discursos para platéias admiradas
Jamais construíram alguma fortuna
Nem passaram perto de nenhuma faculdade

Os meus heróis,
Heróis de verdade,
Batalharam muito na vida a fim de conseguirem levar uma vida digna
E garantir o bem estar e um bom futuro para seus filhos
Muitas vezes abrindo mão de seus próprios sonhos e interesses
Passando noites em claro
E trabalhando arduamente, dia após dia
Até que o tempo, como fatal criptonita, lhes retirou as forças
A ponto de ser eu hoje a ter que lhes estender a mão e lhes guiar pelo braço
Acompanhando seus lentos passos
Mas que ainda trazem ternura e amor o suficiente
Para voarem até mim
E me atenderem prontamente
Quando eu os chamo carinhosamente
De pai
E de mãe

Não te retires ofendida.
Pensa que nesse grito vem
O mal de toda minha vida:
Ternura inquieta e malferida
Que, antes, não dei nunca a ninguém.

E foi melhor nunca ter dado:
Em te pungindo algum espinho
Cinge-a ao teu seio angustiado.
E sentirás o meu carinho

A palavra que vem do pensamento sem saudade
não ter contentamento
ser simples como o grão de poesia
e íntimo como a melancolia

[No Brasil,] O ambiente visual urbano é caótico e disforme, a divulgação cultural parece calculada para tornar o essencial indiscernível do irrelevante, o que surgiu ontem para desaparecer amanhã assume o peso das realidades milenares, os programas educacionais oferecem como verdade definitiva opiniões que vieram com a moda e desaparecerão com ela. Tudo é uma agitação superficial infinitamente confusa onde o efêmero parece eterno e o irrelevante ocupa o centro do mundo. Nenhum ser humano, mesmo genial, pode atravessar essa selva selvaggia e sair intelectualmente ileso do outro lado. Largado no meio de um caos de valores e contravalores indiscerníveis, ele se perde numa densa malha de dúvidas ociosas e equívocos elementares, forçado a reinventar a roda e a redescobrir a pólvora mil vezes antes de poder passar ao item seguinte, que não chega nunca.

Se você fez um ou mais favores a algum brasileiro, nunca mais lhe negue nenhum, caso o contrário ele passará a odiá-lo na proporção direta do que lhe deve.

É inútil tentar convencer quem acha que já sabe. Sem a humilhação preliminar que quebra a autoconfiança postiça e cria o desejo de saber, nada é possível.

“Idem velle, idem nolle”: amigo é o sujeito que quer a mesma coisa que você e rejeita a mesma coisa que você.

"A inteligência, ao contrário do dinheiro ou da saúde, tem esta peculiaridade: quanto mais você a perde, menos dá pela falta dela."

O que há de mais belo, nobre e elevado no ser humano é justamente o processo no qual, por transmutações sucessivas, o mais egoísta dos instintos se transfigura em bondade, generosidade, perdão e auto-sacrifício.

Ou os fortes exploram os fracos, ou os ajudam. Mas os fracos SEMPRE exploram os mais fracos. É a sua maneira de sentir que são fortes.

“São Tomás de Aquino definia a amizade como querer as mesmas coisas e rejeitar as mesmas coisas. Você só é amigo das pessoas que estão indo para o mesmo lugar, que têm os mesmos valores que você; os outros, ainda que sejam seus parentes, ainda que seja a sua mulher, seu pai, sua mãe ou seu filho, não são seus amigos, mas apenas pessoas conhecidas. Com essas pessoas, a atitude que você tem de ter é de caridade. Qual é a caridade que você pode ter com elas? Ensiná-las. Se você ainda tem medo delas, e não está preparado para ensiná-las, fuja. Fique na solidão, se prepare, e quando você estiver fortinho volta lá, ativamente, com paciência, mas com firmeza. Nunca aceite a convivência nesses termos; nunca aceite a convivência mediocrizante, que vai te rebaixar, porque isso é o que a Bíblia chama de ‘roda dos escarnecedores’, e você não pode ter nada que ver com essa gente. Veja que se afastar das pessoas não quer dizer que você as odeie e não tenha amor por elas.”

O Brasil inventou a categoria do OBVIOSCENO: aquilo que, justamente por ser óbvio, é proibido como obsceno.

Aos onze anos, todo mundo sabe como consertar o mundo. Aos setenta, você olha para trás e vê que não conseguiu consertar nem mesmo o menor dos seus próprios defeitos.

Derrubar um governo tirânico com a ajuda militar é bom, derrubá-lo pela via parlamentar é melhor, derrubá-lo pela pura iniciativa popular é a perfeição da democracia.

A atenção é a substância da identidade humana. Dominá-la segundo uma ordem de prioridades é dominar o destino até o extremo limite das nossas forças. A principal função da mídia é impedir que isso aconteça.