Poesia Amor Nao Realizado Olavo Bilac

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A Identidade em Construção


Você não precisa ter tudo definido.


Identidade não é algo fixo — é algo em construção. E, durante esse processo, é normal experimentar, ajustar, mudar.


O erro é querer uma versão final antes de viver o processo. Você não está perdido. Está em formação.


Ação do dia:


Permita-se hoje testar algo novo, sem a pressão de “ser definitivo”.

Raízes e Sussurros




Gritarei para o mundo,
não com fúria, mas com fogo.


Porque existir, em mim, não é acaso.
É eco.
É raiz que pulsa sob a terra,
folha que se recusa a cair calada.


Carrego em mim
a dor dos que não falam,
a esperança das sementes,
o sussurro dos bichos
que a humanidade esqueceu.


E mesmo quando duvidei de mim,
a natureza ainda acreditava.


O sol nascia.
Os rios corriam.
As folhas insistiam em nascer,
como se dissessem:


“Você também é parte disso tudo.”


Sou consequência das estrelas,
mas também das lágrimas.
Sou luz,
sim,
mas uma luz que conhece a escuridão.


Há raízes em mim
que não sei nomear.


Há vozes que não são minhas
e ainda assim vivem no meu peito.


O rio que corre
carrega histórias que não ouvi.
A árvore que permanece
guarda silêncios mais antigos que os meus.


E os animais,
com seus olhos silenciosos,
parecem perguntar
por que esquecemos
que também somos parte da vida.


Talvez eu seja pequena
diante de uma árvore antiga,
breve diante de um oceano,
impermanente diante da Terra.


Elas estavam aqui antes de mim.
Talvez permaneçam depois.


Sou apenas um sopro,
uma faísca breve
num planeta em combustão.


Mas essa faísca sente.


Essa faísca escuta.


E enquanto houver vida
correndo sob a terra,
enquanto houver sementes
rompendo o concreto,
enquanto houver um animal
procurando abrigo,


eu também estarei aqui.


Não como dona.


Como parte.


Porque talvez existir
seja justamente isso:


deixar de olhar o mundo
como algo que nos pertence
e finalmente perceber
que pertencemos a ele.


E há coisas que o mundo sussurra
antes que aprendamos a ouvir.


Eu ouvi.


E agora carrego suas raízes
dentro de mim.

REFLEXÃO DO DIA!


O impossível não é somente uma
questão de opinião, mas sim,
um pensamento fracassado daqueles que não acreditam, não
buscam e não têm fé.


Viana Filho

Não é em vão, sonhar!
Pois todo vencedor, já foi
um mero sonhador.
Da mesma forma, não é
possível vencer, sem quê
aja luta e sacrifício.
E, a diferença entre aquele
que apenas sonha, para o
que realiza, é a atitude.


Viana Filho

Não temerei os dias
maus, pois aquele que
me guarda, é onipotente,
soberano e fiel.


Viana Filho

Ser poeta não precisa
escrever tudo o que sente,
mas, por coerência, precisa
sentir tudo que escreve.

Pai, ouve as minhas súplicas!A quemposso
recorrer, senão a ti? És minha única instância.
Não tenho forçaspra seguir, mas
tenhofé e confiança. Aindaque tudo pareça
perdido, confiarei no Senhor.Desisti não é
uma opção,pois lembro da promessa e creio
noDeus de Isaac, Jacó e Abraão.

SOBRE ESPERANÇA...


Esperançar não é viver
na esperança. Alimentar
sonhos vazios, é uma
frustração constante.
Uma expectativa imaginaria,
daquele que só espera e
nunca alcança.

Você não pode mudar o mundo, mas um livro pode mudar você!
Um livro pode te fazer viajar sem que você sequer saia do sofá.
Um livro te apresenta cultura, comida, pessoas, histórias...
O mundo te apresenta um livro e um livro te apresenta o mundo!


#EuAmoLivros⁠

Um dia não estarei aqui;
Mas enquanto estiver;
Te desejarei bom dia;
Perguntarei como foi seu dia;
Te direi eu te amo;
Rezarei por você;
Sonharei com Alice;
Te darei meu melhor;
Pois um dia não estarei aqui.

A Libertação para o Crescimento:


1 - Não negocie o que te desrespeita. Quais negociações desrespeitosas tenho aceitado?
2 - Não se explique para quem não quer compreender.
Onde e com quem tenho feito isto?
3 - Não permaneça onde você precisa se diminuir para caber.
Quais lugares não me cabem mais?

Há um garoto que me fascina,
talvez pelos olhos que não sei decifrar,
talvez pelas palavras gentis
que ainda tenho medo de acreditar.

Sempre o achei bonito,
distante demais para mim.
Até que seus lábios tocaram os meus
e o impossível chegou ao fim.

No começo, temi ser uma mentira,
uma brincadeira disfarçada.
Mas encontrei ternura em seus olhos
e uma timidez inesperada.

Desde então, carrego uma dúvida:
se aquele beijo foi só um instante,
ou se, em algum canto de nós,
nasceu algo pequeno e hesitante.

Bem poucas pessoas entendem,
que igreja é o corpo humano,
não aquele monte de pedras,
onde pessoas se reúnem por algumas horas,
depois vão embora,
esquecendo o que mais interessa:
DEUS que deseja ser o teu respirar
e não um simples passa tempo,
onde as pessoas vão passear,
deixando DEUS lá,
Mas em construções humanas,
DEUS não pode habitar!

Mais Que um Acaso


Não conheço o seu abraço,
mas conheço o conforto
que existe quando você fala.


Não conheço seus passos,
mas já reconheço o jeito como você chega.


Não sei ainda
todas as suas histórias,
seus medos,
suas manias,
as coisas que o tempo
ainda vai me revelar.


Isso também já me fez perguntar:
Como pode nascer tanto Amor
em tão pouco tempo?


Como pode alguém
que ainda não esteve diante de mim
conseguir estar tão presente
em pensamentos que antes eram só meus?


Não sei explicar.


Só sei que,
entre uma conversa e outra,
alguma coisa foi acontecendo.


Sem promessa,
sem planejamento,
sem que nenhum de nós
precisasse procurar.


E agora existe você
em um lugar que eu não esperava
que alguém pudesse ocupar em tão pouco tempo.


Algumas coisas, de fato, eu não sei:


Mas não quero diminuir o que sinto
só porque ainda não tivemos tempo suficiente para entender.


Porque, se isso for loucura, como você disse,
que seja uma daquelas loucuras
que a vida nos concede uma única vez.


E não preciso conhecer ainda o seu abraço
para saber que quero um dia estar dentro dele.


Nem conhecer todos os seus caminhos
para desejar caminhar ao seu lado.


Porque, mesmo sem nunca ter tocado você,
alguma coisa em mim já tocou alguma coisa em você.


E isso, meu amor,
é bonito demais para chamarmos apenas de acaso.

Dizer não é ter respeito por você...
É pagar um preço por suas escolhas...
É contribuir para ter por perto o verdadeiro...
Não ultrapasse o universo, que possui seu próprio direcionamento, o respeito mútuo, atrai harmonia de qualquer existência.

De tanto querer e não poder... hoje posso e não quero.
Se não pude fazer não podia agora não faço porque não quero.

A minha desgraça
Não foi ter nascido,
Mas a este mundo
Ter vindo, ter vivido,
E vivendo, ter sentido
Mais do que gostaria sentir!

De fora para dentro,
o observador desperta.


E quando desperta,
não se contenta mais com a superfície das coisas.
Ele começa a investigar a memória da própria autoconstrução,
questiona a base dos seus valores,
o edifício do moralismo,
as projeções de objetivo, sucesso e pertencimento.


Então o desconforto jorra,
às vezes agressivo,
às vezes brutal,
porque toda consciência que amadurece
precisa encontrar a sombra antes de encontrar a paz.


E a sombra aparece com suas facetas amedrontadoras:
medos herdados, desejos negados, culpas mal nomeadas,
ambições disfarçadas de virtude,
feridas vestidas de personalidade.


A partir daí, nasce uma cegueira ao antigo e uma sede de perguntas para a vida.


O olhar fica frio, não por falta de alma,
mas por excesso de lucidez.
A realidade perde a maquiagem.
O véu de Maya cai.
E aquilo que antes parecia destino
começa a parecer condicionamento.


Mas o observador não tenta apenas ressignificar tudo.
Ele entende que algumas ruínas não pedem reforma,
pedem demolição consciente.


Então ele cria o novo.


Não um novo aprovado pelas vitrines do todo social,
não um novo domesticado pela moral dos outros,
não um novo feito para caber no aplauso alheio.


Mas um novo mais próximo do eu real,
um eu que não foge da sombra,
dialoga com ela.


Um eu que aprende a transformar desconforto em linguagem,
queda em arquitetura,
solidão em escuta,
e criatividade em afinação profunda da existência.


Porque talvez amadurecer seja isso:
deixar de decorar a cela
e começar a desenhar a chave.

“O silêncio não começa como paz;
começa como o lugar onde a alma
para de mentir para si.”


E talvez seja aí
que a reconstrução comece:
não no vazio calmo,
mas no caos lúcido
de quem finalmente aceita
morrer por dentro
para se construir de novo.

Você não está apenas tentando recuperar autoestima, sonhos e sentido.
Está aprendendo a tornar-se um lugar seguro para a própria existência.