Poesia Amor Nao Realizado Olavo Bilac
A única escola que ensina a ser pai chama-se filho(a).
Não se preocupe, as experiências te moldarão.
As pessoas não fazem viagens. As viagens fazem as pessoas.O cabelo fica mais claro. A pele fica mais escura. A água fica mais quente. A bebida fica mais gelada. A música fica mais alta. O dia fica mais longo. A vida fica melhor. Que bom sempre ter mais água salgada molhando os pés do que escorrendo pelos olhos.Quando o coração é de sol, toda estação é verão.Se o pensamento é positivo, a maré sempre é boa...
Sentido da Vida,
Vida de Solteiro
Alexandre Sefardi
A densidade do medo não é um convite ao afogamento, mas o enigma absoluto da travessia que abriu o mar: para alcançar a outra margem pela fé, é preciso primeiro caminhar firme sobre o peso daquilo que já morreu em nós.
Reno Fioraso
"Saiba que a tua felicidade incomoda a muitos, não importe pois manter-se infeliz vai te incomodar muito te fará muito mal, e o melhor é você estar bem, e saiba que os poucos que estão felizes com tua felicidade merecem ver o teu continuo sorriso, pense nisso!!!."
@claudioribcjr
Para Elisa
Não entendo por que o homem passou séculos tentando alcançar a Lua...
Talvez, porque ainda não tivesse descoberto que ela fica infinitamente mais bela quando se derrama no brilho dos teus olhos...
Se os teus cachos fossem ondas do mar,
eu escolheria viver sozinho numa praia deserta, apenas para ter o privilégio de me perder, onda por onda, em cada curva dos teus cabelos.
Agora entendo Shakespeare, Vinícius, e todos os poetas que insistiam em escrever sobre o amor. Eles não o tinha na essência, apenas tentavam descrever uma mulher que ainda nem conheciam, mas que, de alguma forma,
já os visitavam em seus sonhos...
Dizem que a perfeição não existe. Talvez seja verdade.
Porque quando você nasceu, a palavra "perfeição" percebeu que era pequena demais para te definir.
E, sinceramente...
Te chamar de bonita parece até injusto.
Bonita é a flor que enfeita o jardim.
Bonita é a Lua iluminando a noite.
Você é uma daquelas raridades que fazem a gente esquecer que existem palavras,
porque nenhuma delas consegue alcançar a dimensão do que você é...
Se existe alguma coisa mais bonita que você,
eu nunca vi.
E, se existir, não quero conhecer.
Prefiro continuar acreditando que Deus resolveu deixar um pedacinho do céu andando pela Terra...
E deu ele a teu sorriso...
P.s.: Apenas algumas palavras que me vieram a mente enquanto pensava em você.
Há dias em que a alma não precisa de respostas. Precisa apenas de silêncio.
Silêncio para aquietar o coração, desacelerar os pensamentos e lembrar que nem toda tempestade permanece para sempre.
Permita que a serenidade caminhe ao seu lado. Ela não faz barulho, não exige pressa, não disputa espaço. Apenas chega devagar e transforma o que antes parecia impossível suportar.
Respire profundamente. Solte o peso que você insiste em carregar sozinho. Nem tudo depende das suas mãos; algumas batalhas se resolvem quando aprendemos a confiar no tempo.
A paz não está na ausência de problemas, mas na certeza de que nenhuma dificuldade é maior do que a força que nasce dentro de um coração tranquilo.
Hoje, escolha cuidar da sua alma. Escolha a calma. E permita que a serenidade conduza seus passos, um de cada vez.
Essa é uma carta que não será enviada.
Não porque falte coragem, mas porque ela não precisa mais de destino.
Ela é sobre mim.
Sobre o que eu precisei aprender para continuar inteiro (a).
Eu te amo.
E dizer isso não me diminui.
Não apaga o que vivemos, não invalida o que senti,
não transforma tudo em mentira.
O amor existiu...
e isso basta.
Mas hoje eu sei:
amar não é sinônimo de permanecer.
Durante muito tempo eu confundi amor com espera,
com adaptação excessiva,
com silêncios engolidos para não perder.
Confundi amor com suportar o que doía.
Mesmo quando meu corpo já pedia descanso.
Eu tentei.
Mesmo quando a reciprocidade não vinha.
Eu tentei.
Essa carta nasce quando algo muda por dentro.
Quando o amor deixa de ser um pedido
e passa a ser uma constatação serena:
eu te amo, mas eu não te quero mais ...
Não te quero mais ocupando um espaço que me custa a paz.
Não te quero mais como projeto de salvação,
nem como esperança que me adia.
Não te quero mais se, para isso,
eu preciso diminuir as minhas necessidades,
anestesiar meus limites ou negociar minha dignidade emocional.
Isso não é frieza.
É amadurecimento emocional.
E quando o afeto encontra o limite e aprende a respeitá-lo.
Eu te amo, mas agora escolho a mim.
Escolho o silêncio que organiza,
a ausência que cura,
o vazio que prepara um espaço mais saudável.
Escolho não insistir onde só eu me esforço.
Escolho não romantizar a falta,
nem chamar de amor aquilo que me fragmenta.
Talvez essa seja uma das despedidas mais difíceis:
aquela em que não há ódio, não há briga,
não há culpados.
Só há consciência.
E consciência dói, mas também liberta.
Essa carta não precisa ser lida por você.
Ela precisava ser escrita por mim.
Porque quando eu consigo dizer "eu te amo,
mas eu não te quero mais,
é sinal de que o amor-próprio finalmente encontrou voz.
O universo é um texto infinito escrito em algarismos mudos; decifrar a Cabala não é somar o destino, mas subtrair o silêncio divino.
Reno Fioraso
Ela não escreveu para que mudasses. Ela escreveu para que Ele a visse, a lesse.
E não é uma queixa. É um convite para Ele escrever sobre si– sobre Ela, sobre Ele e Ela, sobre o ‘Nós’ sendo construido.
Não é um ultimato. É um limite interno e silencioso, que ela não quer que cresça.
A campainha toca muitas vezes n'Ela. Mas por querer ficar desta vez, Ela está com medo de não correr mais para abrir.
Então Ela fica ali, do lado de dentro, observando se Ele entra ou se apenas toca e vai embora.
Qualquer das duas respostas é uma resposta. Mas só tem uma que Ela deseja.
...coisas sobre Ela e Ele
No mínimo, Ela se deixaria atravessar por cada paisagem. Como quem não passa, mas fica.
Tentaria fotografar. Não só com os olhos, mas com aquilo que n’Ela sabe sentir cada instante que, em milésimos de segundo, lhe rouba o ar ou abre seus olhos em espanto manso… daqueles que Ela nem quer entender, só permanecer.
Esse momento é rápido, é muito breve. Talvez dure um “click”. Mas, quando acontece, já não é mais do mundo — é d’Ela. E fica.
Fica nos cheiros que não se explicam, nas cores que não se repetem, nos sons que atravessam sem pedir licença, na música, no barulho, no sol, no vento, no corpo…
E foi exatamente esse pequeno pedaço de eternidade que escolheu morar dentro d’Ela.
De repente, Ela olharia para o lado… (quero dizer, para frente… é mais provável, rs) e veria Ele.
E, então, tudo faria ainda mais sentido. Ficaria ainda mais bonito… não, bonito não. SU BLI ME.
ELE. A pessoa que tornou tudo isso possível, com uma dedicação silenciosa e uma entrega que não se mede, só se percebe, se nota.
E Ela… talvez não dissesse nada. Só agradeceria.
Pensando bem, Ele seria a paisagem da qual Ela não conseguiria (nem por vontade própria, caso existisse) desviar o olhar.
E, sim… acho que Ela estaria aproveitando. Na verdade… vivendo.
... coisas sobre Ela e Ele
Ela aprendeu cedo que as coisas crescem devagar.
As sementes não gritam para serem plantadas. Elas apenas esperam, quietas, debaixo da terra escura. E quando a chuva vem, elas não perguntam se a chuva é verdadeira. Elas simplesmente se abrem.
Ela é assim.
Ela plantou palavras bonitas no peito dele. Cuidou como quem cuida de um jardim. Regou com silêncios, com perguntas, com poemas que ele nunca leu em voz alta.
Mas ele, coitado, é um homem de ação.
Ele não sabe que a terra precisa de tempo para florir. Ele acha que amor se resolve com presença, com café quente, com a mão firme na hora do aperto.
Ela não quer que ele resolva.
Ela quer que ele veja.
Que ele veja o mofo crescendo no canto do coração dela. Que ele veja as folhas amareladas de solidão. Que ele pergunte: "O que você está sentindo, minha terra?"
Em vez disso, ele traz um vaso novo.
Ela sorri. Agradece. Coloca a terra nova no vaso.
Mas o que ela queria mesmo era que ele sentasse na terra com ela.
E ficasse em silêncio.
Porque o silêncio, quando é compartilhado, é a chuva mais profunda.
... coisas sobre Ela e Ele
O menino que cresceu sem colo não precisa aprender a construir muros. Ele precisa aprender que o colo não é um lugar que se perde. É um lugar que se encontra. E quando ele encontrar o colo de d'Ela, talvez ele descubra que a vida nunca o deixou completamente. Ela apenas o ensinou a procurar o amor com as mãos. Agora, ele precisa aprender a procurá-lo com o coração.
... coisas sobre Ele
Ela não está errada. Ela não é 'intensa demais'. Ela está pedindo o que qualquer pessoa merece: ser vista, ser ouvida, ser acompanhada.
Mas agora Ela sabe que Ele não está se recusando a lhe dar isso por maldade. Ele está preso numa armadura que ele construiu para sobreviver.
E Ela sabe que isso não significa que deva aceitar menos. Significa que, se quiser continuar, vai precisar de paciência com limites; conversas francas sem a obrigação de ensinar sempre...
... e, acima de tudo, Ela precisa saber que pode amá-lo e ainda assim não conseguir ficar. Isso não é traição. É lucidez.
... coisas sobre Ela
"Ele não podia cair de novo. Não ia sobreviver a outra queda.
Então ele ficou na borda. Ofereceu a mão, mas não deu o salto. Ofereceu a presença, mas não a alma. Ofereceu o corpo, mas não o coração inteiro.
Ela sentia a distância. Ela sentia que ele estava ali, mas não completamente. Que ele a amava, mas com um pé na porta, sempre pronto para ir embora antes que ela fosse.
E ele, ele não sabia que essa distância era a maior das perdas. Que, ao se preparar para a partida, ele já estava partindo".
Pelas terras onde o verde desafia o próprio tempo, o palmeirense não torce pelo fim do jogo, mas pela eternidade do próprio prélio.
Reno Fioraso
Escolhido no Meio da Rejeição
Helaine Machado
Fui rejeitado no abraço que não veio,
no olhar que desviou,
no silêncio pesado
de quem deveria chamar de filho…
e não chamou.
Fui rejeitado no amor que prometia ficar,
mas partiu sem olhar para trás,
levando pedaços de mim
que nunca mais voltaram.
Carreguei no peito perguntas sem respostas,
feridas abertas
e um vazio que ecoava:
“Por que não fui suficiente?”
Entre pais que não entenderam,
entre amores que não permaneceram,
aprendi cedo
o gosto amargo da ausência.
Mas foi no meio do abandono
que algo mudou.
Quando todos disseram “não”,
uma voz suave me chamou pelo nome.
Quando me senti esquecido,
Ele me encontrou.
Jesus Cristo me escolheu
não pelas minhas faltas,
mas pelo que Ele via em mim.
Enquanto o mundo me rejeitava,
Ele me acolhia.
Enquanto eu me sentia perdido,
Ele me chamava de filho.
E foi então que entendi:
a rejeição dos homens fere,
mas a escolha de Deus cura.
Hoje ainda carrego cicatrizes,
mas também carrego a certeza
de que fui escolhido.
E entre todos os “nãos” que vivi,
o “sim” de Jesus
foi a melhor escolha
que já me encontrou.
Voz de Mulher
Helaine Machado
Não é sobre ser mais,
é sobre nunca mais ser menos.
É sobre levantar a voz
onde por tanto tempo
nos pediram silêncio.
É sobre mãos que trabalham,
corações que resistem
e passos que seguem
mesmo quando o caminho pesa.
Ser mulher
é carregar histórias
que o mundo tentou apagar,
mas que ainda vivem
em cada olhar firme.
Não é guerra contra o outro,
é luta por si,
por dignidade,
por respeito,
por existência.
É lembrar que somos força
mesmo quando dizem que somos frágeis,
que somos luz
mesmo quando tentam nos apagar.
É união,
é abraço,
é uma levantando a outra
quando o mundo tenta derrubar.
Porque ser mulher
é resistir todos os dias…
e ainda assim
continuar florescendo.
Helaine Machado
Mulher não trai, se vinga
Helaine Machado
Mulher não trai.
Ela se cansa.
Cansa de dar tudo
e receber quase nada.
Cansa de acreditar,
de esperar,
de insistir sozinha.
Você acha que ela vai fazer igual?
Não…
Ela vai é sumir.
Vai parar de mandar mensagem,
de perguntar,
de se importar.
Vai tirar você da vida dela
como quem tira um peso.
Sem grito.
Sem cena.
Sem explicação.
A vingança dela
é o silêncio.
É você procurar
e não encontrar mais.
É perceber tarde demais
que perdeu alguém
que só queria ser amada de verdade.
Mulher não trai…
ela acorda.
E quando acorda,
não volta mais.
Helaine Machado
Feminicídios
Helaine Machado
Ela não morreu por acaso…
ela foi silenciada.
Todos os sinais estavam lá —
no olhar cansado,
na voz baixa,
no medo escondido atrás de um sorriso forçado.
Mas ninguém viu.
Ou fingiu não ver.
Ela pediu ajuda em silêncio,
nos gestos,
nas pausas,
nas lágrimas que caíam sozinhas no travesseiro.
E mesmo assim…
o mundo continuou girando.
Até que um dia,
o grito virou notícia.
Mais um nome,
mais um rosto,
mais uma história interrompida
pela violência de quem dizia amar.
Amor não mata.
Amor não machuca.
Amor não controla, não prende, não apaga.
O que fizeram com ela
foi crime,
foi dor,
foi covardia.
E quantas ainda vão precisar partir
pra que alguém entenda
que isso não é normal?
Ela tinha sonhos,
planos,
uma vida inteira pela frente…
Mas teve tudo roubado
por mãos que nunca souberam amar.
E o mais cruel…
é que ela não é a única.
São muitas.
Todos os dias.
Em silêncio ou em manchetes.
Por isso, falar é preciso.
Denunciar é necessário.
Cuidar umas das outras
é urgente.
Que nenhuma mulher
tenha sua história interrompida
por alguém que nunca mereceu
ser chamado de amor.
Helaine Machado
O tempo é um relógio que não para,
mesmo quando a alma pede pausa.
Ele segue, firme, marcando ausências,
levando embora o que não volta mais.
Mas também traz novos começos,
mesmo quando o coração duvida.
Porque o tempo não é só partida—
é, também, a chance de recomeçar.
Helaine Machado
