Poesia Amor Nao Realizado Olavo Bilac
Nem toda paz faz silêncio. Às vezes, ela apenas ensina você a não responder ao caos.
Pepita de Oliveira
Nem todo afastamento é perda. Às vezes, é a vida reorganizando o que já não fazia sentido.
Pepita de Oliveira
O autoconhecimento não serve para provar que você está certo. Serve para mostrar onde ainda pode crescer.
Pepita de Oliveira
A vida não anda para trás
Há pessoas que passam anos olhando para o passado, tentando descobrir em que momento tudo mudou. A verdade é que a vida muda todos os dias, em pequenos detalhes que quase nunca percebemos.
O tempo não nos pede autorização para seguir. Ele simplesmente segue.
Por isso, maturidade não é viver sem saudades. É aprender que algumas lembranças merecem ser visitadas, mas não habitadas.
Quem transforma o passado em moradia deixa de construir o futuro. Quem o transforma em aprendizado leva consigo apenas o que ajuda a crescer.
A vida nunca exigiu que esquecêssemos. Ela apenas espera que continuemos caminhando.
Pepita de Oliveira
O tempo não leva tudo
Dizem que o tempo cura.
Talvez ele cure algumas dores.
Mas há feridas que não desaparecem.
Elas apenas deixam de comandar a nossa vida.
Curar não é esquecer.
É conseguir lembrar sem que a lembrança continue sangrando.
Pepita de Oliveira
Talvez o maior risco não seja errar.
Talvez seja viver repetindo certezas que nunca tivemos coragem de questionar.
O que, hoje, você acredita apenas porque sempre acreditou?
Pepita de Oliveira
Fonte de um rio.
Para a fonte de um rio, que não o deixa secar.
Vejo o que ela escreve, o que ela diz, como está.
Leio a frase, não a vejo mas sua voz está lá,
Penso e respondo, as vezes respondo muito antes do que penso.
Afinal, o que seria o sentimento verdadeiro sem um deslize de momento?
Vigio, não me rendo.
Espero um segundo, um instante, um tempo
Sua resposta vem e me para até o momento.
Sim linda, você é, você está, acredite no que vê.
Você Merece o mar, um lar, e um vinho a beira mar.
Ouvindo as músicas que gosta de escutar.
inclua aquela que gostamos, Deixe-a tocar.
Um dia retorno a ver-te em algum lugar.
- Paz? -
Olhando a calmaria do vazio,
me deparo com a verdade:
tudo o que sei não é nada.
É um grito de sofrimento
que ecoa no silêncio do vazio,
como o canto de um pássaro em plena primavera.
Próximo ao meio-dia, olhando pela janela,
vejo o vento movendo as folhas,
e, de repente, ele para.
Mas a vida ainda permanece,
e os pássaros continuam cantando.
O sofrimento é passageiro,
como o vento que move as folhas e depois se silencia.
E assim segue a vida:
alguns sofrendo, outros felizes,
enquanto os pássaros continuam cantando.
COADJUVANTE
ENSAIO POÉTICO
POEMA DE FÉLIX DI LÁSCIO
Torci o nariz
Porque não queria
ser somente um
coadjuvante.
Mas isso não é o caso:
O orgulho de um banguelo
é achar que pode
exibir os dentes!
Félix Di Láscio
Poeta Brasileiro
Postado em 27/02/2016 às 13:30h
Repostado 04/07/2026 às 20:45
Félix Di Láscio
Não consigo entender.
Como duas pessoas que se gostam.
Fazem bem uma para outra.
Sorrirem juntas quando se veem.
Precisam se afastar?
Não é ilogicamente contra o amor?
O amor pode ser definido, limitado?
Qual tipo de amor devemos definir como correto para podermos ser felizes?
A dor não é suficiente pra dizer como me sinto. Nós fomos tão felizes juntos,
mas agora eu sei que você se foi.
Você disse que jamais iria me abandonar.
Sempre que eu precisasse, você estaria aqui.
Eu posso te perdoar,
mas não posso te esquecer,
e mesmo que você tenha me deixado...
Ainda te amo!
Ainda te amo!
O QUE NÃO MORRE
Eis o que não morre
Pois tem suas garras cravadas na garganta do tempo
Ela está entre a humanidade desde o início dos tempos...
Fera que ronda a terra
Louca besta devoradora
O mundo teme suas garras afiadas
Rasgando ventres vazios,
Infernal sempre é sua presença
Arrastando quem há tanto tempo não come,
No prato vazio revela seu nome
O maldito nome é: Fome... Maldita fome
Fome.
CICLO DO PÓ
Do pó ao poder
Do poder ao pó
Não há para onde correr
Pois o ciclo termina no nó.
O rei e o mendigo
São tão iguais,
Calçada, castelo e abrigo
Futuro pó e nada mais.
Pó que vida se forma
Sonho que o sonho sonhou,
Vida que ao pó retorna
Pois termina onde começou.
Do pó à vida
Da vida ao pó,
Não há outra saída
Pois o ciclo termina no nó. (pó)
Ó capitão, meu capitão
Nestas longínquas águas,
Nestes imensos mares,
Não mais me encontro...
Sei que não estou a deriva,
Já que sigo pra um caminho que sei qual é...
Mas não sei para onde me leva.
Nestes tempos tenho me encontrado em tempestades,
Em ruas sem saídas,
Em vales sombrios.
E, em todos eles, meu capitão, não me achei..
Entre ratoeiras e poeiras, entre armadilhas e realezas.
Não me encontrei.
Ó capitão, meu capitão,
Dos poemas larguei a mão,
mas da mão não larguei a mente.
E ela, forte como antes, não dormiu,
Mas eu a reneguei e a rejeitei.
Agora, ando-me só.
Acompanhado mas só,
com companhia mas desacompanhado,
me vejo numa grande ópera, imensa e bela. Linda como nenhuma antes, mas tão vazia e contaminada...
E não sei como sair, sei que quero, mas não sei por que porta sair.
E se eu sair e a ópera se reconstruir tão bela e formosa como é? E se, por menores chances que seja a reconstrução, se descontamine e se reforme por si só?
Sem as tramanhas e mesquinhas mãos dos piratas sujos, tropeiros e interesseiros.
Mas e se eu ficar e desabar? Ou me contaminar por achar que a reconstrução há de vir..
Como hei de ficar? Ó capitão...
Tens me instruído mas não tenho entendido...
Tens me segurado e guardado, mas como covarde e teimoso não te respaldo..
Falho mais que todos os outros..
Fraco mais que todos os outros..
Ó capitão, meu capitão, perdoa pelos tropeços,
Estes tão bravos mares me atormentam e me fazem recordar de momentos de perdição.
Canso-me destes mares e ainda mais dos que vejo pela frente.
Mas me cansas no que eu mesmo me coloquei, ó capitão, meu capitão.
Instrua-me uma última vez por estas bravas águas. Instrua-me e me faça passar pelo fogo, meu capitão.
Que juro-te minh'alma que me tornarei o mais valente e sábio dos mares.
A maldade não tira Fotografia
VANDERSON NETO DE CARVALHO
O Retrato do que a Lente Não Vê
A lente foca a pose, o riso arranjado,
O contorno perfeito do instante ensaiado.
Mas o olho que observa além da moldura
Sabe que a pele esconde a fratura.
Porque o peito é terra de mistério e via,
E a maldade, meu amigo, não tira fotografia.
Ela não posa para o flash, não deixa sinal,
Muitas vezes se veste de abraço cordial.
Assim como a mágoa que cala e corrói,
Que no silêncio da alma destrói e desfaz o herói.
As pessoas negam, erguem muros de gesso,
Com medo de ver seu próprio avesso.
Mas ler o outro não é apontar o erro ou a dor,
É oferecer o espelho com as mãos do amor.
É antecipar o passo de quem vai tropeçar na própria sombra,
E estender a palavra que acolhe e desmancha a afronta.
Pois engolir o que queima na alma adoece o viver,
E o monstro criado no escuro só faz a distância crescer.
Às vezes, o peso que o outro carrega no peito sofrido
Era apenas a pressa de um mal-entendido.
Sejamos o sopro que limpa a vidraça embaçada,
A voz que liberta a mágoa que estava guardada.
Que a palavra seja ponte, e nunca barreira ou conflito,
Para que a gente escute o que o outro chora no mito.
Pois a vida só cura, e o peito só volta a ser leve,
Quando a alma deságua... e a imagem se atreve.
Às vezes, a maior mudança não acontece quando encontramos respostas, mas quando aprendemos a fazer perguntas diferentes.
Pepita de Oliveira
A maturidade não elimina as dúvidas. Ela apenas nos ensina a conviver melhor com elas.
Pepita de Oliveira
Eu passei por tempestades da vida. Você leu? PASSEI.
Isso significa que elas não me derrotaram. E as suas também não definirão o seu fim.
Continue firme. Dias melhores virão. Você vencerá.
O autoconhecimento não entrega uma versão pronta de nós. Ele revela possibilidades que, muitas vezes, ainda não conhecíamos.
Pepita de Oliveira
A mulher não faz barulho quando vai embora, geralmente ela vai em silêncio.
Ela fez barulho antes, quando ainda queria ficar.
