Poesia Amor Nao Realizado Olavo Bilac

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Seria quase impossível de viver, se a simplicidade não existisse.
Ela é algo encantador, que traz paz e alegria ao coração.
Agradeço pelo simples que veio, que está e pelo vindouro.

Saudade é:

O encontro sempre adiado
O gelo que não derrete
Um grito de dor inaudível
Uma partida sem chegada
Tristeza e alegria numa só lembrança
O coração batendo no passado...

RENOVAÇÃO MENTAL
(Bartolomeu Assis Souza)

Se do lugar onde está,
a coisa não faz sentido,
mude de lugar.
Assim, o tempo de
começar é AGORA.
Vá a caminho do ÊXITO...
Ver o mundo de outra maneira.
O mundo é sempre o mesmo.
Precisamos sempre re-novar...
Uma RENOVAÇÃO MENTAL...!

GESTAÇÃO

Vai falar baixo o coração
Já são muitas luas
Neste calendário da vida

Assim não posso dizer
Nenhuma verdade
Somente aquela que trago
A de poeta e não de profeta

O profeta anuncia uma verdade maior
O poeta anuncia uma verdade menor
Um diz: " Eu vos trago a Verdade".
O outro: eu trago a minha verdade.

E assim vamos verso a verso
Fazendo a criação...
Pois uma gestação é como um poema
Que compõe versos de vida.

Não tema nada, jamais tema..
Por que o medo que desafia...
Não pie, pie, pie...
O que você tem medo de perder,
quando nada no mundo realmente
pertence a você... nada...
Tudo é empréstimo, e quitação é
a vida.

Separação ou divórcio não são tragédias...
A verdadeira tragédia é morrer lentamente em um relacionamento infeliz...

Justiça: Verdade e Misericórdia


A justiça não é apenas dar a cada um o que merece, nem se resume a punição ou regras frias. A verdadeira justiça começa onde o ego termina e exige consciência, empatia e verdade.


Ela se sustenta em dois pilares:


Verdade, para não distorcer os fatos


Misericórdia, para não destruir pessoas


Sem verdade, vira manipulação. Sem misericórdia, vira crueldade.


No cotidiano, justiça aparece nas pequenas escolhas: reconhecer erros, não prejudicar quando se pode, tratar todos com dignidade. Mas também existe a justiça interior, que é ser honesto consigo mesmo, equilibrando autocobrança e autocompaixão.


A justiça perfeita é rara, pois somos limitados e julgamos com emoções. Ainda assim, buscar justiça é um exercício constante de humildade: ouvir antes de julgar, pensar antes de agir, compreender antes de condenar.


No fim, justiça não é apenas um conceito, mas um caminho: fazer o bem da forma mais correta possível, com verdade na mente e compaixão no coração — mesmo quando isso é difícil.


Chico Uchoa

O Sorriso que Nos Completa


A felicidade não vive apenas dentro de nós — ela ganha sentido quando também floresce no outro. Ver um sorriso sincero estampado no rosto de alguém é como acender uma luz que ilumina não só quem recebe, mas também quem observa. Em um mundo desigual, onde nem todos têm as mesmas oportunidades, ainda existe algo que está ao alcance de todos: a capacidade de reconhecer o valor do outro e desejar que ele também sorria.


Cabe a cada um de nós enxergar no semelhante não apenas diferenças, mas humanidade. Porque, no fundo, todos merecem sentir a leveza de um momento feliz. E talvez a verdadeira felicidade esteja justamente aí: em perceber que, quando contribuímos para o sorriso de alguém, o nosso também se torna mais verdadeiro.

​Todos os dias aprendo a recomeçar! O passado é página que não dá para refazer; com ele, é só aprender!
​O agora, esse tempo que tenho em minhas mãos, com ele é só construção. E o futuro, esse que vislumbro à minha frente, para ele vou melhorar e fazer diferente.
Nildinha Freitas

A casa não reagiu quando entrei.
Permaneceu muda com seus ares de cloro e lavanda. E os ecos indistintos formando um som de fundo que faziam a alma se arrepiar. No pó do instante vivem reminiscências. que não foram eliminadas, de todo, da minha consciência. E sempre insistem em entrar, pensamentos intrusos cheios de memórias e recordações, enquanto a casa estática e muda me observa chorar.




Andréa

Arranca-me todos os pensamentos
prefiro ilusões,fantasias e alentos.
O conforto de não saber
do que beber
essa realidade inquietante.

A verdade... é um instante,
algo que não quero ver.
Deixe-me na cegueira
de minha vida feliz,
tranquila e corriqueira.

Sonhos e esperanças
são a pele que visto
e dão asas para sobreviver
as intempéries do imprevisto.

Luísa

Como não te amar
se estás dentro da minha mente,
esparramado, indolente,
se fazendo presente
em cada canto desse lugar?

Como não te querer
se és o travesseiro velho,
o colo perfeito
onde me esparramo impaciente
sentindo o teu cheiro,
amando esse jeito
de me fazer relaxar.

Como se apaga um sentimento
depois de acasalar a alma
e finalmente descansar?

O peso do corpo
marcado no colchão,
a camiseta arrancada,
jogada no chão.

De que jeito se arranca
uma pessoa do coração?



Andréa⁠

Jardim de alma

Algo que sai das entranhas
e assume formas estranhas
que não se sabe denominar.

Em alguns momentos são tormentos,
noutras horas, carne e palavras:
um rasgar e remendar do coração.

Linhas onde enganas
a própria emoção.
E deixa fluir,
até em poesias se esvair
qualquer dor e preocupação.

Algumas coisas são
como ervas daninhas...
Vão crescendo, pequeninas,
dentro da gente.

E tem que arrancar,
folhinha por folhinha,
antes que comecem
a te machucar...


Andréa⁠

A vida vai te ensinar algo que dói, mas é necessário: ela não para.

Mesmo quando o seu coração estiver em pedaços, mesmo quando a saudade apertar de um jeito que parece não caber no peito… o mundo continua. E você também precisa continuar.

Não porque é fácil. Não porque a dor passou.
Mas porque viver também é uma forma de honrar quem se foi.

Vai ter dias em que você vai sorrir e, logo depois, sentir culpa por isso. Vai achar estranho estar vivendo sem aquela pessoa. Mas deixa eu te dizer: tá tudo bem.

Continuar não é esquecer.
É carregar o amor em um lugar diferente dentro de você.

Então viva. Mesmo com dor.
Um passo de cada vez… mas não pare.

Sinto que quero tudo, e quando vou ver, não quero nada.
E na ambição de possuir tudo, perdi tudo, o que me resta? Nada.
Eu corro atrás de tudo, faço tudo, penso em tudo, só para perceber que é melhor não pensar em nada.
É que eu sinto muito, sinto tudo.
Há alguém que enxergue esse tudo que sou?
É que eu sou de raça, sou brasa.
E o tempo é o que há tanto tempo me apaga.
É que eu me mostro como um tudo.
Mas sumo como um nada.

A grandeza de um homem não se pesa em ouro ou títulos, nem se mede em centímetros ou reconhecimento.
Ela floresce na integridade de suas escolhas, na fidelidade silenciosa aos princípios que carrega.
Não somos lembrados apenas pelo que falamos, mas pelo rastro que deixamos na vida alheia, pelas ações que tocam sem alarde o cotidiano dos que nos cercam.
Ser grande é agir com honestidade quando ninguém observa, é defender o justo mesmo quando isso desafia o consenso, é oferecer respeito a todos sem esperar retorno.
O espelho do mundo não reflete palavras, mas gestos; não avalia intenções, mas revela o caráter. E é nesse reflexo silencioso que se mede a verdadeira estatura de uma alma.

ALMA EM CHAMAS

Carrego dentro de mim um território secreto,
um labirinto que não nasceu do acaso,
mas foi esculpido nas guerras da existência.

Cada curva guarda cicatrizes,
cada sombra revela batalhas.
Quem tenta me decifrar sem profundidade
se perde no eco da própria confusão.

Mas eu não me perco!
Há uma chama que não se apaga,
um amor que pulsa como bússola invisível
e me aponta a direção mesmo na noite mais escura.

Não é fogo comum.
É erupção, é clarão,
é calor que não queima, mas transforma.
Corre em minhas veias como lava viva,
fazendo meu coração bater
num ritmo que o mundo não entende.

Enquanto tantos vagam frios,
perdidos no vazio da própria indiferença,
eu ardo.
Num tempo que rejeita ternura,
numa realidade que tenta me moldar,
eu resisto.

Podem ferir, humilhar, aprisionar,
mas jamais apagarão o incêndio que me move.
Essa chama é imortal.
É farol que rasga a tempestade,
força que me ergue,
alegria que me sustenta.

Eu sigo.
Entre sombras e quedas,
meu passo é firme, minha fé é chama.
Avanço sem recuar.

Porque já compreendi:
a vida só encontra sentido verdadeiro
quando se escolhe amar.

Não Ceder


Há momentos na existência humana em que a mente se vê pressionada por forças tão sutis que quase passam despercebidas. Não é a violência das circunstâncias que nos desvia, mas sim a suavidade com que certas inclinações se insinuam no pensamento.
Ceder, nessas horas, não é um ato repentino: é um deslizamento gradual da vontade.


A verdadeira questão não reside na tentação em si, mas na arquitetura interna da consciência.
O indivíduo que deseja preservar sua integridade precisa compreender que cada impulso é uma interseção: de um lado, a gratificação imediata; do outro, a permanência de si.


O erro humano não se manifesta como monstruosidade, mas como consentimento —
um consentimento silencioso, quase matemático, em que o sujeito calcula mal as consequências e superestima o instante.


Não ceder, portanto, não é uma negação do desejo, mas uma afirmação do eu.
É a mente lembrando ao corpo que existe continuidade, que cada escolha forma uma linha que se prolonga no tempo, criando inevitavelmente uma figura moral.


E quando alguém se mantém firme, não o faz por moralismo ou rigidez, mas pela compreensão profunda de que a paz interior não nasce do prazer passageiro, e sim da coerência das próprias decisões.


A consciência, quando alinhada consigo mesma, produz uma espécie de silêncio luminoso —
uma clareza que nenhum arrependimento posterior consegue oferecer.


Assim, resistir não é violência, mas preservação;
não é ausência de sentimento, mas respeito pela própria narrativa.
E, sobretudo, é a ciência íntima de que aquilo que se constrói com lucidez não deve ser sacrificado ao que só existe no breve instante da tentação.

Durante muito tempo, confundi autonomia com soberba.
Acreditei que ser livre significava não ouvir, não considerar, não ponderar.
A ilusão do controle absoluto é sedutora — e cara.


Com o tempo, a mente amadurece e passa a reconhecer padrões.
Percebe que grande parte do sofrimento não nasce do acaso,
mas da repetição de decisões mal avaliadas.
Não foi o mundo que feriu — foi a insistência.


A maturidade não apaga os erros; ela os decodifica.
E ao compreendê-los, surge algo raro: responsabilidade sem culpa
e mudança sem arrogância.


Então fica claro que paz não é fraqueza,
é eficiência emocional.
E que conselhos não são imposições,
são dados coletados pela experiência alheia.


Ignorá-los é possível.
Aprender com eles é inteligência.

Tenho medo, sim.
Mas não do mundo —
tenho medo do que o mundo tenta fazer de mim.

Porque percebo tudo.
O excesso, o ruído,
a grosseria que se esconde em gestos pequenos,
o silêncio que fere mais que palavras,
a indiferença que se apresenta como neutralidade.

Vejo como cada interação tenta moldar,
corrigir, reduzir,
empurrar o outro para papéis que não escolheu.
E sei que absorver demais
é o primeiro passo para a descaracterização do ser.

Por isso, resisto.
Não por fragilidade,
mas por consciência.

Recuso o jogo,
o labirinto de estímulos previsíveis,
as investidas que buscam reação, não diálogo.
Não respondo ao obscuro,
não espelho a violência,
não negocio minha essência por aceitação.

Isso não é personalidade.
É disciplina interior.
É inteligência aplicada à sobrevivência do eu.

Permanecer inteiro
num mundo que recompensa a deformação
é, talvez,
a forma mais elevada de lucidez.