Poesia Amor Nao Realizado Olavo Bilac
A prisão dos apaixonados
É a indiferença, dentro dela eles correm por todos os lados.
Não querem incomodar,
Não querem ser emocionados
E o tempo a esses é como um fardo,
Invisível para aqueles que são indiferentes, pensam apenas em si mesmos
Seja no passado, presente ou futuro.
Aos que carregam esse fardo, nele irão encontrar a sua libertação.
Pois o tempo dirá o que há de ir, o que há de ficar.
E liberto do peso e com as chaves a mão,
Meu conselho é guardem seu coração (Pv 4:23)
Não comprem ilusões, as ações falam a todo momento,
Saiba as ouvir e tenha a coragem de ir.
-
Leonardo Procópio
Pindamonhangaba, 6 de Dezembro de 2024.
Vi-te de longe,
e já eras poema,
mas faltava vida no papel.
Porque você não gosta realmente de algo só por olhar,
senão por experimentá-lo,
e eu só te entendi
no toque,
no cheiro,
no silêncio tímido
entre as tuas palavras.
O amor não é pintura,
é gesto;
Não é quadro,
é colo.
Se eu te amei,
foi porque me debrucei
sobre a tua alma
e mergulhei sem medo.
O olhar encantou,
mas foi o sentir que me prendeu.
Se a maior arma de alguém for a paciência (lembrando que não é normal elogiarem munição) por que razão fazer de pressa uma bala de canhão?
Não se dá um bumerangue à um peixe.
Não se mergulha um gorila ao oceano.
Não se dá asas à um leão.
"Você não é o que carrega nas mãos, é o que pulsa no peito.
Respirar não é rotina, é privilégio.
Ver, ouvir e sentir não são garantias, são milagres.
Não espere perder o fôlego para entender o valor de cada suspiro."
Meu coração é tempestade
Meus sentimentos são oceanos
Como eu não iria transbordar sendo o que sou ?
Engana-se quem me vê no chão e pensa que não tenho mais garra para lutar.
A vida só termina no último suspiro.
Se a vida for triste
Sa a vida for feliz
Se a vida não tiver sentido
Ela é o seu bem mais caro
Então ela não tem preço
Ela tem vida
Mas como a vida tem uma vida,
Se a vida não tiver vida, ela não é mais uma vida
Não te amo, eu te consumo.
Sou chama que não pede licença,
que invade cortinas,
lambe paredes,
e transforma tudo cinzas.
Te toco
e já não és inteiro.
Teus contornos tremem
como papel prestes a desistir da forma,
como madeira que geme
antes de virar brasa.
Meu amor não aquece, devora.
É ardor sobre a pele,
é ar roubado dos teus pulmões,
é o vermelho vivo que cresce
até não caber no próprio corpo.
Onde passo, não resta nome.
Não resta tempo.
Não resta volta.
Só o estalo seco, irreversível de algo que já foi inteiro.
E ainda assim tu ficas.
Ficas porque arder comigo
é mais verdadeiro que sobreviver intacto.
Ficas porque no colapso
há beleza.
Porque no fim quando tudo é carvão e silêncio ainda há calor.
E é nele que nos reconhecemos.
Por isso
Ocorre-me dizer-te que não danço nas nuvens nem mergulho em oceanos gelados. Mas conheço o voo das aves e o rigor da natureza que não poupa nenhuma das primaveras. Por isso, embora não me mostre com as minhas próprias cores, conheço todos os arco-íris e todas as monções. Mergulhei nas suas essências e conheço os aromas da selva. Conheci o cheiro do medo e a amargura da incerteza. Com todas as desgraças que suportei, poderia ser hoje uma montanha de traumas, pesadelos e vícios, mas encontrei dentro de mim a força para planar na brisa e ancorar-me nas pétalas das malmequeres. Por isso vou contar-te mais: conheço os meus pontos fortes e as minhas fraquezas, que juntos são a minha maneira de estar neste mundo. E estar neste mundo é como ir de férias com pouca bagagem, porque demasiadas malas atrasam-nos. Por isso, escolho ser livre com o pouco que tenho, que não é mais do que eu próprio. Ser eu próprio não é tarefa fácil, porque há sempre alguém que nos desafia a ser o que não somos e a querer o que não desejamos. Tudo isto causa infelicidade, e o que mais vemos são pessoas infelizes que não conhecem o cheiro da terra molhada nem as cores de um dia que termina com o pôr-do-sol sobre o mar. Por isso, quando olhares para mim, não penses que me vês, porque o que vês não sou eu, mas uma imagem que projetei de acordo com as minhas tempestades.
Voce não precisa
de uma jóia em seu dedo
para amar e respeitar
quem está ao seu lado
A aliança é feita
de corpo e alma
para o resto da vida
Eu sinto com toda minha existência,
Que jamais te esquecerei...
Isso não é uma declaração de amor...
É um lamento...
E se...
E se poeta
eu não fosse,
me amaria
mesmo assim?
E se eu chegasse
sem palavra alguma,
só um silêncio
imperfeito?
E se em mim
houvesse apenas
essa feiura
feita rachadura?
Ainda assim
me tocaria
onde sou
imperfeita?
Carina Gameiro
A Doce Mordida
Morder a maçã do conhecimento
é assumir que o paraíso
não existe fora de nós.
A lucidez, ainda que nos liberte,
nos arranca para sempre da inocência.
Talvez por isso a loucura
tenha a sua própria
e secreta beleza de existir.
Se você não entende pessoas, você não lidera.
Apenas ocupa um cargo.
O caminho para conhecer pessoas?
Heteroconhecimento!!!!
O Sertão Dentro de Mim
O sertão que eu trago
não tá no mapa
ele mora em mim
nas partes em que a palavra
não cabe
onde o silêncio
diz sim
Tem dia
que sou chão rachado
pedra dura
pó e calor
onde a lágrima
não escorre
mas queima
o peito
e a dor
Mas foi na seca
que eu vi brotar
meu fio d’água
escondido
milagre pequeno
e teimoso
me mantendo vivo
Já tive sede de afeto
sede de mim
de abrigo
mas aprendi
com o deserto
que a falta
também é amigo
O sertão que vive em mim
é duro
mas quer crescer
porque o amor
que nasce da dor
ninguém mais
pode deter.
Carina Gameiro
Sua equipe não é o problema. Você é!
E enquanto você não enxergar isso, nada muda.
Sabe porque?
Por que você não os conhece profundamente...
E a trajetória para isso:
Heteroconhecimento!
Aham
Eu não vou me culpar se eu não te salvei
Ainda 'to lutando por mim
Eu não vou te jurar, eu não vou prometer
Sei com quem devo dividir
Tudo que conquistei, batalhas que lutei e algumas que já perdi
Pior coisa que experimentei, mas treinei pra isso não se repetir
Eu não entreguei, eu não fugi
Mas não por você, não confunde
Eu vi o rei e o castelo ruir
Eu errei, consertei e quero ver tu rir
Sem deixar o medo me consumir
Apesar do ódio me possuir
O brilho do Sol nunca vai sumir
Eu consegui (eu consegui)
Se errar na pressa, o fim é o poço
Só o que cresce na inveja é o olho
Pra vocês isso resume em ser feliz
Futuro de um pirata ganancioso
Os ossos jogado' num monte de ouro
Caverna Não É Fraqueza. É Seleção.**
Eu me afasto porque eu penso.
E quando eu penso, eu vejo.
Passei tempo demais ajudando, acreditando, dizendo:
“Vai dar certo, aguarda aí.”
Enquanto na minha vez era sempre.
“Faltou água.”
“Não deu.”
“Depois a gente desenrola.”
Engraçado…
quando é pra mim, nunca flui.
Quando é pros outros, eu resolvo.
Idiota eu?
Ou estrategista em silêncio?
A galera acha que eu sou ingênuo.
Acha que eu não vejo.
Acha que eu não entendo o jogo.
Mas tudo sempre foi um experimento.
Eu observo quem corre.
Quem some.
Quem inventa.
Quem entrega.
Eu deixo acontecer.
Dou corda.
Dou espaço.
Dou oportunidade.
Não é bondade cega.
É teste.
Enquanto muitos acham que estão me usando,
eu estou medindo até onde vai a capacidade deles.
Hoje eu me tornei mais reservado.
Menos acesso.
Menos explicação.
Menos disponibilidade.
Não é frieza.
É filtro.
Na caverna eu enxergo o que no meio do barulho eu não via.
Eu faço autoanálise.
Eu reviso minhas falhas.
Eu reconheço onde fui excesso.
E aprendi uma coisa.
não é porque eu tenho um coração limpo
que eu preciso ser emocionalmente desarmado.
Agora é seleção.
Menos quantidade.
Mais qualidade.
Quem fica, fica porque soma.
Quem sai, sai porque se revelou.
Eu continuo sendo eu.
Só que agora… consciente.
E consciência pesa.
Mas protege.
— Evans Araújo
