Poesia Amor Nao Realizado Olavo Bilac
Se a pessoa não te respeita nos momentos de irritação, nervosismo, não te respeita quando você não está feliz, é porque não há verdade nesta pessoa quando está com você nos momentos felizes.
Não é difícil entender que precisa se afastar, apenas trate com respeito e fale o mínimo possível, e quando puder busque sua paz bem longe. Afaste-se!
Um anjo em minha vida
Não acreditava em anjos adultos.
Ora. Se os adultos todos conhecem a maldade do mundo, como poderiam ser anjos?
Até que uma certa vez, precisei de um.
E no momento certo você veio até mim. Me fortalecendo, me pegando pela mão, levantou-me.
Por vezes fui mal agradecida à ti, pode se considerar dessa forma. Já começara a andar na escuridão e por tanto não aceitava que em meio a tantos, poderia existir alguém assim, como você.
Mas se não fosse assim, eu não passaria a acreditar tanto em anjos.
Toda sua bondade, carisma, amizade, cumplicidade e respeito que conquistam.
Você,
Meu querido anjo!
É um bom homem.
Culpa
A culpa não chega gritando.
Ela sussurra.
Surge como um pensamento repetido na madrugada:
“Eu deveria ter feito diferente.”
E quanto mais essa frase ecoa, mais ela pesa.
Não é apenas o que aconteceu que dói é a história que eu conto sobre o que aconteceu. Quando transformo o erro em sentença, a dor se amplia. Quando digo a mim mesma “eu estraguei tudo”, começo a acreditar que sou maior do que o próprio erro. E então a culpa deixa de ser um sentimento e vira identidade.
Mas se eu paro por um instante…
Se eu respiro…
Talvez eu consiga enxergar que, naquele momento, eu estava tentando sobreviver com os recursos que tinha. Talvez estivesse cansada demais, confusa demais, ferida demais para escolher melhor. Nós decidimos a partir do que conseguimos ver e às vezes nossa visão está turva.
O passado não pode ser reescrito.
E lutar contra isso só me aprisiona mais.
A maturidade começa quando eu escolho olhar para o que foi feito sem fugir. Quando reconheço:
“Eu errei.”
Sem justificar.
Sem dramatizar.
Sem me destruir.
Errar não me transforma em erro.
Significa apenas que sou humana.
Hoje, talvez o mais difícil e o mais libertador seja dizer:
“Há consequências. E eu vou encará-las.”
Não tenho poder sobre ontem.
Mas tenho responsabilidade sobre agora.
Ora, meu bem, o ponto crucial aqui não é o que a tua idade diz à minha pessoa, mas o que o teu intelecto proporciona ao meu… e o meu ao teu.
O teu corpo, a tua beleza, serão tudo arrastados para o esquecimento pelo tempo, mas o que o teu intelecto pode proporcionar, isso, querida, é mais precioso do que ouro.
A tua idade não me interessa, ainda que sejas mais velha do que este ser que sou. Apresenta-me o teu intelecto.
Sábado à Noite
Hoje eu tô triste.
É sábado à noite, e não tem para onde ir.
Os amigos estão longe, e o silêncio aqui parece ainda maior.
Meu pai e minha mãe já dormiram, e eu fico pensando se devo fazer o mesmo.
Lá fora, o som toca alto, lembrando que o mundo continua, mesmo quando a gente para.
E eu aqui… parado, sem saber o que fazer.
Pensando em você.
—Ivo Mendes Morais
Não existe mais romantismo nas palavras, né?
Já não se usa vírgula para respirar... nem ponto final para encerrar. Nem exclamação para vibrar! Nem interrogação para questionar o coração.
O amor perdeu as pausas delicadas, a emoção pulsante, o cuidado sutil e até o sentido profundo.
Português: zero. 😅
O poder não é eterno. O que aconteceu na Venezuela deixa isso evidente. No sábado, o império de Maduro desmoronou. Ele e sua esposa foram presos e levados para os Estados Unidos, onde enfrentarão a Justiça americana. Ainda não se sabe qual será o destino deles nem quantos anos de prisão poderão receber.
Esse episódio serve de alerta. Há quem esteja no poder e acredite que ele durará para sempre, mas não dura. A história mostra que tudo passa. O caso da Venezuela é um exemplo claro disso. Nada é permanente. O poder passa. Pense nisso.
O Absurdo do Absurdo
O absurdo não é o que foge da lógica.
O verdadeiro absurdo é o que machuca e, mesmo assim, a gente aceita.
É insistir onde dói, esperar onde não há promessa, sorrir quando o coração está em ruínas.
Absurdo é ensinar o peito a ser forte quando ele só queria ser abrigo.
É chamar de “normal” o que, por dentro, grita que não está.
No fim, o maior absurdo não é amar demais…
é fingir que não amamos nada.
Timidez
Demétrio Sena - Magé
Só não sei conviver com muitos dedos;
minhas teclas ariscas fogem logo,
meus enredos misturam trajetórias,
pegam fogo e se perdem entre a cinza...
Sou a plena expressão da timidez,
apesar das ausências de pudor;
não existe até dez na minha conta,
porque fujo da dor, mal vejo a sombra...
Nunca soube apostar no malmequer,
tentar ler os garranchos do silêncio
sobre falas medidas; pontuais...
Pois não sei habitar esses mistérios;
cais desertos de minhas convivências
inseguras do quanto sou viável...
... ... ...
Respeite autorias. É lei
Despedida
"Olho pra sua foto e sinto o nó: não entendo.
Por que eu não fui o suficiente?
Eu tentei... Deus sabe o quanto tentei dar o meu melhor.
Nunca entendi por que tanto Te pedi.
Mas no silêncio da noite, a resposta veio:
Era melhor partir do que se arrepender.
Melhor ir, do que ficar... chorar... duvidar.
Sem mais nem menos, eu fui.
Sua ausência me cansou.
Sua frieza me gelou.
Sua falta de prioridade me fez desistir
do que um dia, de joelhos, eu pedi.
No silêncio da noite, eu chorei... e me despedi."
"Viajar não é escapar da vida,
é uma escolha consciente de quem quer sentir, ver, aprender e se transformar, em vez de apenas existir."
"Ela sempre amou sonhar.
Não por fuga, mas porque sabia que o sonho também é um território real, apenas mais sutil.
Talvez por isso tenha crescido assim: silenciosa quando precisa, intensa quando sente.
Na verdade, ela nunca esteve perdida — apenas caminhando por trilhas
que poucos têm coragem de atravessar."
Por que essa menina, sozinha, chega a lugares que eu, com tantos contatos, não consigo acessar?
Eu não estou literalmente sozinha. Jesus está comigo em todo lugar. É Ele quem sopra o meu nome, é Ele quem leva a minha voz, é Ele quem faz a minha oração se concretizar.
É que eu não fico desejando o seu lugar…
Eu estou construindo o meu, com o auxílio de Deus.
Eu passo o tempo inteiro sonhando e criando minhas coisinhas, treinando, cuidando do meu corpo, da minha saúde, da minha família, investindo na educação da minha filha e pedindo a Jesus para fazer por mim o que ninguém faz. 🥹
Eu não invejo ninguém, não puxo o tapete de ninguém, não falo mal de ninguém. Não peço para que ninguém me leve a lugares, porque sei o quanto essa pessoa lutou para chegar lá. Sei também o tanto de gente que ela gostaria que estivesse junto dela agora — e, às vezes, nem uma pessoa ela pode levar. Além disso, eu não quero ser inconveniente.
Tudo o que eu desejo, eu peço somente ao meu Pai, que está no céu. Peço para que Ele me leve onde eu devo ir, que me coloque onde é o meu lugar, que me ensine o caminho que eu devo andar, que me livre do mal disfarçado de bem e me afaste de pessoas que querem ou podem me atrasar. Que Ele me tire do meio de pessoas cujas intenções eu não conheço e me leve para perto de gente de bem, de caráter, gente de bom coração, gente que também faz o seu sem desejar o mal a ninguém.
Assim, eu tenho acessado lugares com os quais sonhei por muitos anos e conhecido pessoas de energia limpa, coração cheio de sonhos e uma luz que irradia.
E essa conexão é muito diferente. Porque, quando chego nesses lugares e encontro essas pessoas, elas me recebem com um sorrisão no rosto. E, quando me abraçam, eu sinto que é um abraço do Espírito Santo dizendo:
“Eu estou aqui.”
É um presente de Deus dizendo:
“Filha, Eu te trouxe aqui.”
✍🏻 Rarunny
Hoje eu entendi uma coisa que não veio de livro, nem de frase pronta. Veio do silêncio.
Percebi que o que sustenta o ser humano não é o amor romântico, nem as pessoas ao redor, nem os prazeres rápidos que distraem a dor. Não são os dias ensolarados que animam, nem os dias frios que recolhem. Tudo isso passa. Tudo isso oscila. O que nos sustenta é a fé. E a esperança. É uma fé quase invisível, dessas que não fazem barulho, mas permanecem. É a esperança que fica ali, quieta, em segundo plano, mesmo quando tudo parece estar desmoronando por dentro. Porque, se a gente parar pra pensar, como continuar quando não se acredita que algo maior está organizando o caos? Como seguir se não houver, ainda que mínima, a certeza de que dias melhores podem existir? A fé não é grito. É sussurro. A esperança não é euforia. É resistência. Elas seguram nossa mão nos dias em que ninguém mais consegue. Elas nos lembram que o processo não é o fim, que a dor não é sentença, que o hoje não define o para sempre. Há uma força chame como quiser que nos atravessa e nos mantém de pé quando a lógica já teria mandado desistir. Sem fé, a vida vira peso. Sem esperança, o caminho vira escuridão. Mas quando ainda acreditamos, mesmo cansados, mesmo feridos, algo dentro da gente continua aceso. E é essa pequena chama que nos torna fortes. Não invencíveis fortes. Capazes de suportar o tempo, o silêncio, as perdas e as reconstruções. No fim, talvez não carreguemos nada além disso: a esperança tranquila de que dias melhores chegam e a fé serena de que estamos sendo guiados até eles.
Não me importo com quem os expulsa
Isso não vai me abalar
Não pergunto o que eles permitem
Dizendo que não me encaixo mais
Eles não escolhem o caminho que eu sigo
Eu trilho meu caminho através dos erros deles
Podem me chamar de perdido, mas eu fui encontrado
Não há uma alma que possa me derrubar
Não vou viver pelas regras de ninguém
Não estou aqui para agradar uma multidão de tolos
Eu escolho meu caminho, eu escolho meu ritmo
Eu me mantenho firme e conheço meu lugar
Há dias em que o passado me chama, não por meio de palavras, mas como um murmúrio distante que arrasta as folhas daquilo que um dia fui.
Observo essa voz e nela contemplo rostos que já não se recordam do meu; lugares que outrora sustentaram o meu riso e que agora permanecem vazios.
A nostalgia assemelha-se a um espelho quebrado: tento perscrutar suas frestas, embora delas eu sempre saia ferido. Tudo o que fui encontra-se do outro lado do tempo — uma carícia jamais retribuída, uma casa cujas portas já não se abrem, um perfume que paira como um eco entre minhas mãos.
Por vezes, penso que meu corpo não passa de um mapa das perdas, um inventário daquilo que não soube preservar. Desejo recomeçar, mas sei que não me é possível.
Não porque desconheça o caminho, mas porque se trata de uma estrada sem retorno — e é impossível regressar.
Não é minha culpa se as pessoas interpretam apenas um verso do livro.
A vida não deve ser lida pelo verso, mas pelo parágrafo.
Porque, se julgarmos a existência por um único verso, pessoas ruins parecerão boas e pessoas boas parecerão ruins.
A vida não se interpreta pelo fio, mas pela costura que o fio construiu.
O verso só ofende quando o parágrafo não está aceso pois onde falta luz, sobra julgamento.
O vazio é espelho e reflete o que evitamos e, por isso, sempre volta.
Não pede fuga, pede coragem.
Pede que seja habitado sem que nos percamos.
Ele surge quando o ruído cessa, quando as distrações deixam de sustentar, quando o excesso falha em preencher o que é essencial.
O vazio é espelho. Devolve perguntas adiadas, faltas íntimas, desejos ainda sem nome.
Por isso insiste. Não aceita anestesia. Não se dissolve em distrações, não se cala com barulho, não se resolve por atalhos emocionais. Tudo o que é ignorado cobra presença.
É preciso habitá-lo sem desaparecer. Permanecer inteiro quando nada apoia. Sustentar-se quando as certezas caem. Reconhecer que não saber também é um lugar legítimo.
Quem aprende a habitar o vazio deixa de temer e descobre que ali não mora o fim, mas o início de algo mais honesto, mais real. Porque só depois do vazio é possível escolher, não por carência, mas por verdade.
E então o vazio já não afasta.
Ele revela.
eu fui saudade o sal no rosto, a dor solitária, a angústia que ecoava no peito.
Mas já não habito esse corpo ferido.
Hoje estou livre.
Desço ao mar para sentir o sereno no rosto, o toque das folhas, a brisa que me atravessa.
Estou vivo.
