Poesia Amor Nao Realizado Olavo Bilac
O Pau-d'arco-amarelo
florescido nesta tarde infinita
traz inspiração e poesia,
Você me ama a cada dia
mais e tem buscado
me atrair com charme e alegria.
Vivo em flerte com
o nosso Folclorismo,
e por escrever poesia,
busco, revivo, danço
e reúno na minha
mesa as tradições,
Inclusive aquelas
que não têm a ver
comigo para que
da memória não
sejam esquecidas,
Como as batidas
de frutas típicas,
a Cachaça,
o Vinho quente
e o Quentão
da Festa Junina,
Se tiver calor
eu bebo suco,
e se tiver frio
vou mesmo é
de Chocolate
quente com Paçoca,
A opção sempre
é ficar sóbria
para nunca perder
o trem bão da História.
Piúva-amarela florescida
é o único sol absoluto
desta manhã cinzenta,
És poesia e poema,
e uma estante inteira
com a tua sutileza.
Uma Tamurá-tuíra florescida
pela manhã além de rimar
com poesia é a própria poesia
alimentando os olhos, a alma
e o coração de quem passa
pelo caminho rumo ao destino,
Se você vai se encontrar
comigo só saberei no final.
Caldinho de Costela
feito com carinho
e do jeito caipira,
É poesia, sim senhô,
para recarregar
a energia do meu amô,
que vai dançar comigo
de novo até o Sol raiar.
A minha poesia
jamais precisa
de gente no meio,
é Correio elegante,
E cada verso meu
tem endereço
direto pro seu peito.
Pétalas de Ipê-amarelo
atravessam o caminho
indicando que a noite
será linda, cheia de poesia
e com direito a companhia
das estrelas nos cobrindo
de fascínio e de alegria.
Corrida de três pernas:
a poesia, o poema e os poetas
na direção das rimas
sem reticências nas querências
em tempo de Festa Junina
e dançando Quadrilha.
A minha poesia
é Barraca do beijo
sem preço,
Celebro a rima
com o teu desejo
que me brinca
e inteiro te beijo.
Na minha cestinha caipira
tem Doce de Abóbora
com formato de coração,
paixão e poesia
para chamar a sua atenção.
É o tal do Mungunzá,
é a tal da Canjica
com muito Coco e poesia,
Agora você também já
sabe o quê é Chá de Burro
e passou a saber esse nome,
Sim, e você também come.
Noite fria e estrelada
que desce sobre mim
e o Ipê-amarelo-paulista
adorável cheio de poesia,
Estou totalmente entregue
nas mãos do inevitável
e da certeza de que virás
pleno, apaixonado e imparável.
Com a minha poesia
faço o seu coração dançar
em ritmo de Maculelê
sempre que a gente se vê,
De perto sou capaz de fazer
ferver cada um dos teus sentidos
da mesma maneira que
você já faz com os meus.
Ciranda do Nordeste
Deixando-me levar pela música,
poesia e dança de roda
da Ciranda do Nordeste
até a viração da noite
para a madrugada ainda busco
ser amada nesta Zona da Mata
pedindo à Nossa Senhora
que me traga um bom marido
seja caixeiro ou vaqueiro
e que queira viver bem comigo
neste mundo que não tem
o luxo de ser como Pernambuco
que faz fez para tudo
cantando e fazendo roda de Ciranda
para superar e agradecer ao Criador.
Flores de Ibirapitangas
balançadas pela ventania
nesta tarde de poesia
enquanto a inspiração
entre nós caminha
e encontro nos teus olhos
tudo aquilo que motiva.
A minha poesia é o meu
cavalo infinito que levo longe
sempre que for preciso,
seja para as festas do Espírito Santo
ou a de São Benedito,
O importante é continuar indo;
Porque meu folguedo de vida
imparável é continuar
de Cavalhada em Cavalhada
interminável até conseguir
fazer que muita seja acordada
e vir comigo com o seu cavalo
de Cavalhada em Cavalhada
se apaixonando a cada dia
de uma maneira diferente
pelas belezas da nossa Pátria.
Se eu desaparecer
a minha poesia
continuará existindo,
Se a minha poesia
desaparecer eu
continuarei prosseguindo,
Não comecei a escrever
poesia do dia para noite,
Nasci e me criei poetisa
da minha própria vida
e não para nenhum outro
destino que não venha
espontâneo a meu encontro.
Festrilha é poesia
junina dançando conosco
e com muito gosto
mais de uma bonita
e encantadora quadrilha.
