Poesia Amor Nao Realizado Olavo Bilac
Poesia Inebria...
Encanta os
corações que
ama
com verdade
com vontade
de Viver
Para sempre
Como um
Só Coração.
Poesia Inebria...
É melodia,
Canção de amor
que nos
aquece
nos protege,
nos envolve
Como se
Fossemos um
Corpo & Alma
Sensíveis
ao toque
que nos
Eleva
ao êxtase
do Prazer.
Homenagem em forma de poesia ao Jornalista Cinematográfico Goiano, Ari Júnior.
O Mestre do jornalismo cinematográfico chega ao céu.
Deixou registrado imagens incríveis pra gente lembrar.
O que Papai do céu fez , ele deu um jeito de registrar.
Mostrou ao mundo cenas de ângulos que ninguém via, que ninguém podia imaginar.
Trouxe em cada imagem a alegria natural das coisas em forma de profissionalismo.
Ari Junior.
O Ari que foi amigo e colega de profissão.
O Ari que foi filho, pai e irmão .
O Ari ídolo, representante de uma nação.
O Ari que merecidamente alcançou conquistas proporcionadas pelo trabalho.
Trabalhou ao lado de grandes nomes do esporte e da informação .
O Ari era aquele sorriso que amenizava a dificuldade da profissão .
Ari motivação. Ari dedicação .
Pra colega de trabalho, aquele "Você consegue" antes de enfrentar mais uma missão
Pra esposa, o marido carinhoso e prestativo.
Pra filha, o amor da vida.
Pro filho, referência.
Referência para todos nós.
Referência é o que ele vai ser para todo sempre.
Referência que hoje é saudade.
Referência que é gratidão .
O Mestre do jornalismo cinematográfico chega ao céu.
Privilegiado. Hoje vê de perto a imagem de Deus, autor de tudo que ele registrou.
Deixou saudades.
Porque como diz a canção de Nelsinho Corrêa: " Só se tem saudades do que é bom".
Foi bom porque foi feito com amor.
E amor é dom que o Papai do céu dá.
Vai fazer muita falta aqui.
Ao mesmo tempo que vai distribuir muito amor lá.
Ninguém imaginou assim, mas a palavra final, infelizmente, o Papai do céu também dá.
Com respeito e muito pesar, Josielly Rarunny.
Se eu pudesse falar tudo em poesia
Falaria dos teus olhos de magia
Roubaria o luar da praia um dia
Para em meio da noite ser teu guia
Você me jogou fora, me disse vá e eu ia
Disse que eu não era nada e que nada seria
Então eu fui para o mar ser sala vazia
Pra você eu não era nada, só algo sem valia
Então em vez de abraço te dei despedida
Não fui mais estrala no céu fui estrala caída
Numa praia sem luz sem areia sem vida
Eu era só eu eu o que pra você nunca seria
QUANTO VALE UMA MENTE.
Alguém poderia dizer-me quanto vale uma poesia, quanto vale um dia de vida, quanto vale uma noite de sono, o que paga pelo amanhecer.
Alguém me diz qual o valor do sorriso de uma criança, o preço da esperança quanto vale a vida, em qual balança pesa a felicidade.
Alguém me diz qual e o preço do amor, quanto tão cobrando pela liberdade, nessa cidade, me diz o valor da inocência, o preço da consciência limpa.
Alguém responde-me, o preço da caridade o valor da variedade, o preço dos bons costumes do amor sem ciúmes, sumiram os vendedores da cidade, responda minha perguntar por caridade, me diz qual é o valor da liberdade.
De longe o vendedor gritou em voz alta passos lento, vindo devagar, foi logo dizendo seu dinheiro não da para pagar pode guarda, ele não comprar uma palavra dessa poesia.
E que a mente do poeta não estava exporto em cartaz, nem em anúncio de jornais.
Desperdício é me procurar na minha escrita, poesia, na música, no meu passado, no meu olhar e no meu pensar e no meu sentir, pois estou em contante movimento me redescobrindo. @vvalentim
Um pouco de poesia...
O encontro...
Penetro no oceano intempestuoso de te tua alma
Naufrago nos profundos sonhos do teu ser
Estendo as mãos à menina de teus olhos
E me resgato em você...
Vejo e sinto o universo da vida
Envolto na inconstância do querer
Espero as ondas me conduzirem
Ao terreno sólido da praia...
Penetro na areia de que foi feito
Sinto que o barro perfeito
Hoje feito e modelado segue em sopro e vida...
Espero como barco não naufragado
Feito ancorado
No mais profundo do teu barro
Ser teu porto a luz do sol e na obscuridade da tempestade...
FARSA
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Minh´alma insana tem paz
no caos da farsa perfeita
da poesia que me faz
e faz de conta que é feita...
A IDENTIDADE DA POESIA
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Com o tempo, aprendi a trocar torrão por terra. Hoje sei perfeitamente substituir lugubria e desterro pela velha, boa e poética tristeza. Já não vasculho sinônimos rocambolescos (permita o rocambolismo do termo rocambolesco) para rio, serra e céu. Não aplico aparatos desnecessários e bestas na beleza, que se basta e cabe sem aparatos.
Seja na Rocinha, na roça mesmo, no Leme, nos Guetos da Bahia ou em Veneza, o meu poema já sabe como resvalar. Ele não emperra nem gagueja em seu romantismo (seja ou não de amor). Vai do beco sombrio à realeza, sem os recursos do arroubo; da ostentação; da exclamação tripla e do grito de guerra.
Descobri finalmente, que a poesia é o balneário das letras. Dispensa o cultuado rigor do dicionário, seja na trova; no soneto; no verso branco; na prosa poética injustiçada como poesia pelos poetas de arcádias. Escravos da precisão e da obrigatoriedade. Parasitas da burocracia literária, sem a qual não seriam poetas.
A arte maior da poesia está no se fazer sentir com a mente. No se fazer entender com o coração. E nada disso é possível num poema espremido. Forçado. Cuja leitura é maçante. Cuja construção é rigidamente metódica e mais parece uma tese dividida em versos. Uma sólida equação literária.
Qualquer poema é dotado de personalidade, quando flui naturalmente. Quando seu parto é normal. Se a sua construção é livre, ainda que adote normas. Todo bom verso, igualzinho ao ser humano, tem o mesmo valor, ainda que nasça manco. A poesia, por si só, é especial. Não é dotada de necessidades especiais. É especial.
POESIA
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Poesia tem que ser um afago na alma ou um soco na boca do estômago.
POEMA CAIÇARA
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Aprecio a poesia que me chama
lá no canto; na sombra; no silêncio;
dá um doce, depois me desafia,
me provoca e me faz querer o resto...
Busco aquele poema que seduz
como a droga no dia inicial;
só aos poucos envolve, me vicia
e me diz onde a cruz está cravada...
Escraviza e dá carta de alforria,
faz pecar e dispõe a conversão
lá no fim do sermão fragmentado...
Só existe poesia no poema
que não salta, não corre, não esmurra,
mas que rema e nos leva de canoa...
POEMA & POESIA
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Tenho tanto a gritar, fazer protesto,
que me deixo esquecer do que faz bem,
do que vem escondido sob as farpas
ou no trem das verdades doloridas...
Trago tantos espinhos entalados,
tanta pedra nos rins das esperanças,
a tal ponto que as flores não importam;
meus estados não sentem seus perfumes...
E assim muitas vezes não decanto
todo encanto que a vida proporciona
e não cobra direitos autorais...
Elimino as crianças e os jardins
dos meus sins ao poema com poesia,
para ser um poeta de combate...
SONETO FORÇADO
Demétrio Sena, Magé – RJ.
Hoje sinto a poesia engarrafada
entre as vias ou veias em conflito;
quanto mais a procuro, chamo e grito
mais a perco no abismo do meu nada...
Choro a seco, meu brado soa mudo;
sai dos olhos e some pela estrada;
gasto verbos na folha rabiscada,
mas não digo a que vim depois de tudo...
De repente a poesia vem à marra
feito bicho acuado que se solta;
filho dócil que um dia se desgarra...
Foi um feto inspirado, porém torto,
que rompeu as amarras da revolta
e nasceu apesar de quase morto...
POESIA DE VIVER
Demétrio Sena, Magé - RJ.
No princípio foi o verbo;
por princípio ainda é.
No meio, a ida e a vinda,
na esperança, o já, o ainda
ou na revolta e na fé.
Como nunca vou saber,
pois ninguém estava lá,
quando nem havia nada,
já vivia o verbo haver...
já tinha o verbo calar,
para quando até se tem,
mas é melhor não dizer.
Desde sempre foi o verbo.
Ele sempre foi ação,
não o é senão assim.
Ser humano é ser verbal...
verbo é verso de viver.
É sem fim do início ao fim.
VERSOS DE QUARENTENA
Demétrio Sena - Magé
Pra que minha poesia rompa cercos,
atravesse o deserto, a solidão,
amenize a visão do breu total
que me cega de olhar e nada ver...
Meu poema passeie sem censura;
passe pelos fiscais; engane guardas;
nem atente pras fardas da polícia
ou pros olhos atentos informais...
Os meus versos irão por minhas asas;
eu preciso ficar guardado aqui;
há um pingo no i do meu intento...
Cuidarei dos poemas de amanhã
e depois de amanhã, que minha mão
soltará no desvão do isolamento...
ALGUMA POESIA
Demétrio Sena - Magé
Todo mundo precisa daquela emoção
para lá de si mesmo; desse "por um tris";
criar asas na mente, ser mais coração,
corromper as lacunas de marcar com x...
Não entendo esses medos de ficar feliz
fora dessas redomas de acomodação;
de sorrir e voar, se permitir um bis,
ir além do formal; da própria permissão...
Carecemos de oásis no meio do ermo;
é preciso hidratarmos nosso eu enfermo
que suplica o placebo duma fantasia...
Entre cinzas e dunas acharemos rosas;
numa vida repleta por sombrias prosas
é pecado não termos alguma poesia...
... ... ...
#respeiteautorias É lei.
"POETA DE POESIA"
Demétrio Sena - Magé
Aprecio poesia com poesia;
mesmo quando critica e faz protesto;
quando tem ironia ou acidez,
manifesto a favor ou pelo contra...
Se não for com poesia não a faço;
faço a prosa e não corto em tiras cruas,
porque sem o compasso e as miragens,
um poema não vai poesiar...
Grito contra poderes opressores
e as dores causadas por fascismo,
como quem apunhala em noite alta...
Na verdade poesia é arma branca;
não é franca igual crônica ou artigo;
o poeta é um santo do pau oco...
... ... ...
Respeite autorias. É lei
QUALQUER POESIA
Demétrio Sena - Magé
Escrever um poema nos faz desguar
um riacho rebelde, uma foz inquieta,
no mistério profundo, insondável do mar
que parece viver pra servir ao poeta...
Ou lançar no infinito essa mágica seta
(que o silêncio conduz numa esteira de ar),
sem um alvo preciso pra chamar de meta
quem apenas fomenta seu dom de voar...
Mesmo assim, um poema nunca soa inútil;
pode até parecer desantenado e fútil,
entretanto algum verso vai ferir alguém...
Social ou político (tantos de amor),
com enlevo, ironia ou com senso de humor
tocará muitas vidas a força que tem...
... ... ...
Respeite autorias. É lei
CIRANDINHA INDEPENDENTE
Demétrio Sena - Magé
Ambição: Se essa rua fosse minha...
Poesia: se essa lua fosse minha...
Crudivorismo: Se essa crua fosse minha...
Furadorismo: Se essa pua fosse minha...
Erotismo: Se essa nua fosse minha...
Inveja: Se essa tua fosse minha...
... ... ...
Respeite autorias. É lei
A poesia é uma "vida paralela", que retrata a alegria da alma,
em pontos de distintos universos...A sensibilidade é única, quando nos sentimos capazes de interpretá-la...Quem a tem, promove vôos incríveis...A poesia é solitária, porque cria o seu próprio mundo,
no entanto, emite luzes em qualquer tempo ou espaço...
William Contraponto: Lucidez Entre Versos e Palavras
A poesia de William Contraponto nasce da urgência de pensar, não como quem busca respostas, mas como quem se recusa a calar diante do absurdo. Seus versos não se rendem ao consolo nem à beleza fácil: são lâminas que cortam o véu das aparências, faróis acesos no nevoeiro da linguagem. Em sua obra, cada palavra é escolha ética, cada silêncio é crítica, cada poema é um gesto de lucidez.
Filho do questionamento e irmão da dúvida, Contraponto caminha entre ideias como quem atravessa um campo minado de verdades. Sua filosofia é existencialista, mas não resignada; socialista, mas não panfletária; ateia, mas jamais vazia. O sagrado é desfeito com ironia e o poder, enfrentado com clareza. Sua fé, se há alguma, é na consciência livre, na autonomia do pensamento e na dignidade de quem se ergue sem altar.
Poeta-filósofo (ou poeta-reflexivo, como prefere ser definido) por natureza, ele escreve para inquietar, não para entreter. Não há ornamento em sua linguagem, apenas densidade. Cada poema seu é uma fresta por onde o mundo se desnuda. E é ali — entre versos e palavras — que habita sua lucidez: uma lucidez que fere, mas ilumina; que não explica, mas revela; que não conforta, mas desperta.
William Contraponto não oferece abrigo. Oferece espelhos.
