Poemas Vinicius de Moraes Patria minha
Nem tudo depende de mim, mas todos os dias ergo os braços para a vida e vou pintando a tela da minha história.
No momento que suas palavras ecoaram pela minha cabeça o mundo se alinhou por um momento com minha alma e tudo se calou.
Se defini os meus valores, os pilares são da minha responsabilidade e a sua edificação apenas a mim cabe.
Não culpo a sociedade e o mundo. Não me culpo a mim e a ninguém. Faço da alegria a minha motivação e apenas estabeleço limites. Quero tudo o que me faz sentir bem. Quero tudo o que não magoe ninguém. O meu intento é muito maior, amar a Deus, amar a mim, amar as pessoas que me querem bem e orar pelas pessoas que em si se perdem em ferir.
Não consigo imaginar a minha vida sem você. Mesmo sabendo que você se foi, e que seguiu a sua vida, eu não consigo parar de pensar em você. Será que um dia eu hei de encontrar uma pessoa que preencha esse vazio que você deixou em mim? E se eu encontrar, por favor, que seja igual a ti, porque de decepções eu já estou farto.
Se percebessem, ao menos, como é profunda a minha ligação a Deus e a tudo o que Ele me doa todos os dias, a vida, a natureza e o sentimento uníssono com o Universo, talvez, por um segundo, sentissem em si mesmos a beleza do mundo e a do bem que me faz viver feliz.
Vivendo a vida sempre de cabeça erguida, o que eu não quero pros outros eu não quero pra minha vida.
Minha maior tristeza é saber que as igrejas do século XXI estão usando a bíblia para brigarem entre si.
Nunca conheci pessoalmente alguém que fosse tão humana, quanto minha mãe!... Nem seus 'defeitos e pecados', apontados durante toda sua vida, foram motivos para manchar sua hombridade, pois a grandeza de sua alma boa, superava qualquer acusação de pessoas sem melhores condutas...
"Ela e os nós (duas)."
Minha mãe nos deixou já faz um tempinho, como dizem os espanhóis, "já tem um par de anos" E hoje resolvi visitar lugares evitados ao longo desses quase 730 dias, como coisas ensacadas, e encaixotadas por ela. E o que mais me chamou a atenção não foram os itens guardados mas sim os "nós" e laços dados em fios, fitas, e sacolas que sempre foram marcas registradas da minha mãe. Ela gostava de tudo amarrado, ensacado, agasalhado. Na sacola dos tapetes,eles estavam lá, bem medidos, bem amarrados. Nas cordas das redes, eles estavam lá, bem firmes, bem seguros para que ninguém viesse a cair. Depois fui ver algumas coisas atrás da casa, e eles também estavam lá, amarrando, segurando e alinhando discretamente três canos de água em desusança, preparados para uma eventual necessidade. As digitais da minha mãe estão naqueles nós, naqueles laços, porque sei que ali ela foi a última pessoa que pegou, que tocou, que amarrou. Posso desobrigar os laços das sacolas,e das fitas, a permanecerem na condição em que Zizina Vidal os deixou, mas confesso que tive dificuldade em mexer em algo que parece ser tão simples mas que foi especialmente e atenciosamente feito por ela. Minha mãe foi embora, deixou aqui alguns laços nas sacolas para eu desatar, mas também deixou laços entre mãe e filha que por vez, são indesatáveis.
Você é minha ancora quando preciso ficar, minha vela quando preciso partir e meu timao quando preciso mudar a direçao!
Os olhares da minha alma possuem a capacidade contínua de se encantarem com a vida, enchendo o meu coração de gratidão, por sempre encontrarem – até nos dias mais cinzentos - o perfume e a leveza de sentirem com prazer a essência de tudo o que vem de Deus.
