Poemas Variados e Diversos
Amo a minha liberdade
Amo minha exatidão
Mesmo que por causa dela
Eu não seja nada exato, de fato.
Amo minha liberdade
quase quão igual minha solidão.
É que eu não sinto
a necessidade de mendigar paixão
amor ou de escrever um refrão, não.
Completo-me com a linha
Observando a imensidão.
“Noite fria”
.
Sem sono,
Permito que meus pensamentos voem em liberdade!
O passado eleva-me do meu trono.
Nesse trajeto, dou de cara com a saudade!
-
Sentimento esquisito, porém, bonito!
Os rabiscos no caderno
As juras de amor eterno
Serenatas na janela.
Ah, mocidade bela.
-
Fundem-se as formas de saudade.
Que ficaram presas num passado já distante
Saudade, que nos segue de mãos dadas
Trilhando as mesmas estradas
Insistindo em ser nossa acompanhante!
-
No baú da minha memória,
Onde guardo, histórias especiais.
Onde reencontro lágrimas perdidas,
Escondidas, em retratos bem reais
-
Sentimento de falta, de abandono
De quem me fez sorrir, agora, me faz chorar
E eu não entendo, e me questiono
Porque teve que partir, sem ter opção de ficar?
-
Partidas abruptas, como dói.
Passe o tempo que passar
A memória grita e remói
A ausência mata sem nos tocar
-
Saudade sentimento confuso, dolorido
Chega quase a ser um tormento
Vem ensinar-nos q´o tempo, a ser vivido
Deve ser vivido a cada momento!
Rosely Meirelles
Sem pedir a arte
das tuas mãos
tu haverá de me dar
com a liberdade
Sem ócio e sem
quartel quero amar
cada território seu,
Do jeito que Deus
te fez e me deu.
Amar-te bem mais
do que do que
demais ainda não
será o suficiente:
Só quero loucuras
de amor entre a gente.
A liberdade de cair sob teus
Beijos mais profundos
Interligando nossos poros
Sobrenaturalmente e além
Move em mim uma força
Ondeante e sem fim
Arte
Arte que a liberdade é,
arte que é a borra de café!
Arte que o canto é,
arte que o som põe fé!
Arte que um poema é,
arte que a sensibilidade faz!
Arte que é a paz,
a paz que tudo faz...
Arte de mim que sou,
arte de ti que é...
arte do que somos!
Arte da natureza em cor
arte também sem cor...
Arte do manifesto de amor
arte de quem faz o amor...
Amor numa arte sem dor!
Arte da morte...
que o tempo não perdoa
Arte da beleza
que cativa e afeiçoa!
Arte de mim...arte de você,
arte da parte de mim
que é parte da tua arte!
Arte para ganhar em perder,
arte de ser totalmente livre...
arte para ser a arte que quiser!
No fim, tudo é poesia. Sol-te, fica. Parte, arte. Sala abandonada não está vazia. Liberdade não faz descarte. Toda morte faz algo viver. Toda força abraça o doer. Nada nunca realmente se vai. Só voa quem ninho não trai. Dar a volta por cima é saber voltar aos entornos. As cinzas explicam madeiras ou madeiras explicam as cinzas? Todo estudo merece retornos. Trânsito ou árvore? Razão ou emoção? Murchar ou brotar? Pra quê divisão? Na lateral, um ajuda o outro a florescer. Depender é também ser independente. No comercial, esqueceram de dizer. Crescer é também não seguir em frente. Entre ter tanto e ter (n)ão, só depende de viver sentindo. Olha por outra angulação? Tem mais um olho em estar r(indo).
(Vanessa Brunt)
Com a liberdade vem as responsabilidades.
Então, logo a liberdade nunca existiu.
Presos as grandes responsabilidades de uma pequena liberdade.
Liberdade
Novamente interrompido
É que não sou querido
Nunca quis ser Quico
Não tinha nada com isso
A gente nasceu
Mas não viveu
Nunca vivi demais
E se vivo o mínimo, é demais
É preciso viver mais
Essa caça ao tesouro, tá demais
Minha loucura passou do limite?
Ou você é enganado sem limite?
Se me permite
Qual o seu limite?
Quando deixará a corrida pelo ouro
Para perceber o real tesouro?
Você que é cristão
Acredita na divisão do pão
Raciocine comigo, irmão
Na época de Adão, havia notas nas mãos?
Havia egoísmo, maldição
O mundo de Lennon ficará na imaginação
Maldição!
Ainda somos dominados por notas, irmão.
Não se paga por sonhar!
E não se põe preço na liberdade!
Onda positiva!
Procure a paz e busque a felicidade!
"Cuidado, pois se dinheiro é liberdade,
Então porque quanto maior a grana, maior a grade?
E quanto mais o medo cresce mais eu me encolho
E quanto mais o muro cresce mais o ladrão cresce o olho"
Vaidades de uma tomboy
Ela é moça de opinião
Defende a liberdade
Com escritos têm afinidade
Possui reflexos de bondade
Não gosta de fazer estardalhaço,
Mas não mecha com ela
nem com seu maço;
Ela pode derrubar o isqueiro em você
Não há regra que
prenda a liberdade dela
Não há padrões nela
Brinca de ser donzela
Mas seus modos a contradizem
Afinal, saias oprimem
UM DIA VINDOURO
A Liberdade
um dia vindouro
como um mau presságio
como um bom agouro
A independência
como uma vontade
Sim como desejo
não realidade
Emancipação
que eu cobrei de mim
Entrada de graça
Prestação sem fim
A soberania
Esta inevitável
tão mais iminente
tão mais improvável
De vez enquando cultivo a liberdade
Mas é a saudade quem a mim conduz.
De vez enquando sou igual crepúsculo
Com coração no escuro
Fico aluno, sem luz.
De vez enquando a saudade aperta
Em mim falta a coberta
Todo anoitecer.
Mas eu já sei com toda clareza
Não me falta certeza
O que falta é você...
Liberdade da razão
A minha alma é leve feito a pluma,
meu vôo a suavidade da liberdade...
porque deixo - me enveredar nela
como Deus fez - me de verdade...
assim deixa - me fluir pelos ares,
desvencilhada de seus 'ah' inúteis!
Deveras tens tuas razões vulgares
a mim, são elas parcas e fúteis...
Se sou teu alvo, me acerta logo
porque assim vôo pra longe de ti
e nele esquecerei - te sem rogo!
O universo é minha imensidão,
é meu palco e meu íntimo aqui
transmuto no rasante da razão!
Deus e o homem
Deus ergueu a liberdade,
o homem, a escravatura.
Deus expandiu a bondade,
o homem, a tortura.
Deus abraçou a caridade,
o homem, a ditadura.
Deus triunfou a verdade,
o homem, a desventura.
Deus olhou a imensidade,
o homem, a censura.
Deus coroou a afetividade,
o homem, a frescura.
Deus garantiu a amizade,
o homem, a ruptura.
Deus moldou a simplicidade,
o homem, a fartura.
Deus promoveu a humildade,
o homem, a descompostura.
Deus trouxe a prosperidade,
o homem, a armadura.
Deus focou na cumplicidade,
o homem, na travessura.
Deus se estende na longevidade…
o homem, na sepultura.
Era um pássaro preso
Vivendo em uma gaiola
Um dia foi lhe dada a liberdade
Porém, não foi embora
Decidiu ficar
Se agarrou a prisão
Pelo menos ali ele não estava só
Liberdade sem fim
Ata-me por minha paz sem fim
não é crime não ser criminoso
as barreiras me consomem
paz é liberdade
banem me
por não querer criar
um holocausto um breu
no fim do túnel
inundado por escuridão
escuridão do que
um dia
foras nomeado planeta...
Vou fazer um barco pra mim
Pra buscar liberdade no mar
Velejar pelo mundo sem fim
Quantos tesouros posso encontrar?
Liberdade De Ser
Não são as convenções humanas ou sociais que vão levar meus sorrisos ou sonhos para longe de mim.
Como um presente que escorre por nossas mãos que damos o sim ao sim e o não ao não, porque simplesmente não podemos dar ao outro pedaço do nosso coração. Mas esse presente, a nossa verdade nua, é a demonstração do desejo de que todos se encorajem de suas verdades e fiquem bem. Porque o amor por si próprio deve ser maior que qualquer orgulho ou barreira.
“Liberdade”
— A melancólica invade o entardecer
— Ainda posso ver e sentir o sol, antes dele se esconder
— Pensamentos sobrevoam
— Me permitindo visitar longínquas instâncias, tão belas lembranças
— Histórias…
— Lugares vividos quando eu ainda era uma criança.
— Ah, que saudade
— Daquela liberdade
Indomável igual o vento
— Tantas e felizes recordações, tenho memorizadas com tanto afinco.
— Euforia, poesia, tudo era entusiasmo e contentamento
— Nenhuma preocupação povoava o pensamento.
— Sinfonia da liberdade, era a doce melodia
— Desde o amanhecer, até terminar o dia.
— Tudo era tão simples
— Tanto esforço, mas sempre com alegria
— A ansiedade pela maioridade, (ilusão de liberdade)
depois nos vemos assim; melancólicos sem ter como regressar, numa saudade sem fim.
— A memória me leva a esse refúgio
— Tenho tão boas lembranças guardadas, como se estivessem na pele tatuadas!
