Poemas Tristes de Morte
E eu ainda insisto em dizer que naquele dia, não apenas seu corpo foi enterrado, eu sinto como se toda a minha energia tenha ido junto
Morre se um pedacinho a mais por vez toda vez que nos sentimos esquecidos, diferentes e isolados. A tristeza não é uma doença e sim uma licita inspiração mas a solidão que nos corroí de mansinho é o mais antigo, amargo e lento, veneno.
Minhas viagens são sempre voltas à infância, aos lugares onde vivi um dia. Uma procura, pai, mãe, avós, tios, amigos mortos. Volto atrás e procuro no verde, na luz, no céu. Em vão. O que perdi não terei mais, porém, mesmo assim volto sempre. A esperança de que algum dia encontrarei aquilo que procuro incansavelmente. Quem sabe na morte, única paisagem que por enquanto me é vedada.
Dias vão dias vem e eu aqui numa imensidão de pensamentos, um turbilhão de sentimentos, as coisas de ponta cabeça e no fim o fim, podemos dizer a vida é um ciclo tudo tem seu tempo e sua hora, hoje não é hora de olhar para o passado e nem para o futuro, hoje é agora e a nossa vida é feita de decisões, nossos caminhos são feitos de escolhas, tudo que almejamos é ser feliz.
Ao evitar a inanição do corpo, não percebi que havia adquirido uma espécie de anorexia da alma, o vazio dos sentimentos.
Como um homem bom se torna tão ruim? O que eu me tornei, as coisas que eu fiz, olha o que me tornei.
Aprendemos que esse mundo não é como a Mãe e o Pai. Ele não se importa se estamos felizes, e não fica triste quando morremos. Não somos importantes para ele.
Quatro coisas matam depressa: vento pelas costas, tiro pela frente, gordura no fígado e ódio no coração.
Toma-me nessa escuridão, dando-me sua gratidão. De loucuras e conjecturas na marulha da agulha. Quase um ano no bandulho; do desgosto à Terra dos fantasmas perfeitos. Avisei essa solidão, nessa vasta servidão, meu corcel é o chão, fervilha no batuco da miséria, nas minhas camadas decrépitas, no som da minha dor surda. Sou dessa vida fantoche, desse céu um pirilampo e nesse mar nem sei nadar.
Contusões por cada centímetro de pele, aparentemente dissimuladas, porém, estão a cada dia adentrando mais, tornando minha carne putrefata e meus sentidos avariados.
Eu estive a todo esse tempo suplicando benevolência, entretanto, se recusam a escutar e ainda me culpam por requisitar ajuda, para mim vocês não passam de teratismos.
"A vida é frágil, a vida é curta, a vida é tudo que temos de verdadeiramente nosso, e depois o fim, como compreender?? como compreender os jovens que morrem ??? como??
Somos como pétalas ao vento, um sopro e dançamos em sincronia, todas juntas, porém, conforme o poder do sopro acaba, caímos uma a uma, até que o último dançarino termine de se apresentar.
Às vezes aqueles que se foram mais cedo, aqueles que decidiram que iriam parar seu próprio tempo, aqueles que pararam sua dor por conta própria, estes, estes perceberam que não é possível sonhar acordado, apenas imaginar, então caíram em um sono do qual não podem mais acordar, sua dor parou, sua respiração se tornou um desejo de quem permaneceu acordado... Nenhuma carta foi deixada, nenhum "adeus" foi dito, dívidas de saudades se acumularam e aquele pensamento de que tudo poderia estar bem agora, esse pensamento será eterno.
O remorso é a pior de todas as guerras que podemos travar com nossa mente. É a impotência que temos perante o tempo, é a revelação de passados desastrosos, é a confirmação de atitudes irreparáveis.
Não existe felicidade, porque sempre existirá o tempo, sendo assim seu passado sempre renascerá diante dos seu olhos, em lembranças permanentes que sugaram aos poucos, toda a sua vontade de viver.
nao sei por que me apego tanto as coisas desse mundo!! sendo que sou apenas mais um cadaver esperando pelo sofrimento eterno!!
Um corpo com um coração que ainda bate mas não consegui encontrar paz para sua alma. Alegria onde esta você? Será que te encontro em outra vida?
