Poemas Tristes
Olhar
Você me enxerga ou apenas me vê?
Em você, eu enxergo sua tristeza através de seu olhar
Seu olhar conflitante, revoltoso como o mar
numa tempestade de verão.
Seus olhos castanhos, ao mesmo tempo tão delicados, refletem o luar que nos cerca.
Estas pequenas fendas castanhas de sua alma são belas! Tão belas que não consigo parar de admirá-las!
E você?
Você me enxerga ou apenas me vê?
Sabores
Neste mundo já provei vários sabores de felicidades, dramas, conquistas, tristezas e dores
Já mentirão, fizeram promessas e as lágrimas que me fizeram sofrer, nem mesmo assim conseguiram ver
Aqueles momentos que não me cabe mais, porém, só em pensar já me satisfaz, as fezes me pego pensando, se eu não estiver presente, que falta faz?
Pessoas esperam pessoas partir, para só assim falar - estou aqui...
mesmo sabendo que não haverá respostas, chora e fala que ama, para que tamanha hipocrisia, se quando presente não afirmaria suas respostas.
Afirmaria seus valores, suas dores e seus amores e sem pudor ou barreira de quem há quem queira estar ao seu lado e mesmo assim é se "vivendo" que provar os sabores de emoções que é estar ao seu lado.
Um dia uma certa criança vai à praia, ela muito alegre começa a construir um castelo, ela tem uma certa facilidade e é algo novo e divertido para ela, mas alguém passa e o castelo cai.
Ela não se deixa abalar e começa outro, quando ele começa a tomar forma vem mais uma pessoa e pisa no seu castelo.
Mais uma vez ela tenta de novo, já frustrada, mas sente que de qualquer forma precisa de um castelo, ela começa a ficar feliz, esse castelo está mais bonito do que os anteriores, mas lá vem mais uma pessoa, lá se foi mais um castelo.
Ela triste, frustrada e cansada continua e começa outro castelo, ela pensa como os outros castelos serviram para ela ficar mais talentosa e agora poder fazer um castelo ainda mais bonito, ela estava odiando o castelo até ver que ele realmente estava muito bonito, e quando ela menos espera lá vem mais uma pessoa e pisa em seu castelo.
Por mais que ela tente proteger seu amado castelinho de areia, ele se desmorona, ela não tem outra opção a não ser começar outro.
Ela olha para o lado e vê várias outras crianças construindo castelinhos, mas os delas não são só castelos, são vilas inteiras e algumas até com lagos.
A criança triste decide desistir do castelo, o dela nunca será tão grande quando o das outras crianças, elas tiveram muito mais tempo que ela, e ela também sabe que a qualquer outro momento alguém vai passar e destruir tudo oque ela se esforçou para construir.
Agora ela prefere brincar na água do que castelinhos de areia.
Isso não é sobre uma criança e seu castelinho de areia.
Nestes último dias reencontro você,e quando meus olhos te mira senti a alegria dentro de mim fluir .
Agora o impossível não é ter você e sim saber ter sua presença linda dentro do meu ser ,
Seu olhar mostra a sua tristeza do passado, mas hoje quero estar ao seu lado para dizer eu estou aqui.
Eac06102023.
TRISTEZA
Minh’alma é como o deserto
De dúbia areia coberto,
Batido pelo tufão;
É como a rocha isolada,
Pelas espumas banhada,
Dos mares na solidão.
Nem uma luz de esperança,
Nem um sopro de bonança
Na fronte sinto passar!
Os invernos me despiram
E as ilusões que fugiram
Nunca mais hão de voltar!
Roem-me atrozes idéias,
A febre me queima as veias;
A vertigem me tortura!…
Oh! por Deus! quero dormir,
Deixem-me os braços abrir
Ao sono da sepultura!
Despem-se as matas frondosas,
Caem as flores mimosas
Da morte na palidez,
Tudo, tudo vai passando…
Mas eu pergunto chorando:
Quando virá minha vez?
Vem, oh virgem descorada,
Com a fronte pálida ornada
De cipreste funerário,
Vem! oh! quero nos meus braços
Cerrar-te em meigos abraços
Sobre o leito mortuário!
Vem, oh morte! a turba imunda
Em sua miséria profunda
Te odeia, te calunia…
– Pobre noiva tão formosa
Que nos espera amorosa
No termo da romaria.
Quero morrer, que este mundo
Com seu sarcasmo profundo
Manchou-me de lodo e fel,
Porque meu seio gastou-se,
Meu talento evaporou-se
Dos martírios ao tropel!
Quero morrer: não é crime
O fardo que me comprime
Dos ombros lançar ao chão,
Do pó desprender-me rindo
E as asas brancas abrindo
Lançar-me pela amplidão!
Oh! quantas louras crianças
Coroadas de esperanças
Descem da campa à friez!…
Os vivos vão repousando;
Mas eu pergunto chorando:
– Quando virá minha vez?
Minh’alma é triste, pendida,
Como a palmeira batida
Pela fúria do tufão.
É como a praia que alveja,
Como a planta que viceja
Nos muros de uma prisão!
S. Paulo – 1861.
Iza, um nome que combina com alegria,
És um raio de sol em qualquer dia.
No jogo da vida, és a carta mais cobiçada
És a surpresa da festa, a mais aguardada.
Tua presença perfuma o ar,
Traz leveza e risos a todo lugar.
Iza, és a diversão que nunca tem fim,
Um palhaço sorridente no circo de mim.
Teus olhos, brilham como fogos de artifício,
Trazendo cor e luz ao nosso serviço.
Iza, és a alegria em forma de gente,
Um sorriso, um abraço, um presente.
Isabel, Isabela, Isabelle
Isa, Bela, Belinha, Belis
Que a vida continue sendo uma folia,
E você continue tornando nossas almas leves.
(FELIPE REIS)
UM POEMA INDECISO
Um registro guardado
Nos recantos da memória
Busquei alegrias e lembranças
Tentei reviver minha história.
Um poema de emoção- Talvez!
Pensei sobre a minha idade
Revivi momentos da infância
Onde tudo era felicidade.
Rabisquei versos calmos
Quis usar o meu coração
Falei de saudades
Me enchi de emoção.
Queria falar de lugares
Um pouco de sentimento
O poema cheio de indecisões
Se perdeu com o vento.
Autoria Irá Rodrigues.
"The end"
Mas que pena que você não sabia
Que hoje seria o dia
De tanta alegria
Agora, arrependido por não estar arrependido
Se indagando se é ou não culpado
"Por que tamanho castigo?"
Tão longe
Irrealizado de monte
Se vestiu como monge escarlate
E sentou
Sentou e nunca mais se levantou
A tristeza perdura.
A fraqueza se acumula.
Nada muda e continua
Dura a vida e nula.
Em suma, sofrida!
Bênçãos dos Deuses Védicos
Que os raios do sol tragam alegria ao seu dia
E os raios da lua te traga felicidade,
Que os raios do fogo te acendam a alegria,
E as águas te banhem com saúde e serenidade.
Que o deus Vishnu te conceda o amor conjugal,
E Indra te presenteie com filhos saudáveis,
Que a deusa Sarasvati te dê sabedoria imortal,
E Lakshmi te cubra de riqueza e bens notáveis.
Que o deus Varuna traga harmonia ao seu viver,
E Mitra derrame o amor em sua vida,
Que Rudra te dê força e coragem pra lutar e vencer,
E que Soma te traga alegria e prazer na medida.
Que Agni te abençoe com uma vida longa,
E Surya te traga uma saúde sem igual,
Que Chandra te proporcione felicidade prolongada,
E Brahma te guie rumo a prosperidade real.
Que os deuses concedam sua bênção com amizade,
Na vida conjugal, amor e tranquilidade,
Que a prole floresça, feliz e cheia de esperança,
Enquanto a fortuna brilha, enchendo-te de bonança.
Luz na Infância
O mundo gira, e na sombra do descaso,
Crianças sofrem, perdidas na tristeza.
Negligência, indiferença, nesse abraço,
Onde a esperança se perde na incerteza.
Oh, Humanidade, que em tua compaixão,
Devolva à infância a alegria e a luz,
Pois cada criança é a nossa redenção,
E nelas reside um futuro que reluz.
Que a luz da esperança em seus olhos brilhe,
E o futuro delas seja cheio de amor.
Neste ato, que a todos inspire,
Cuidar das crianças, eterno louvor.
Que o mundo se una por esse ideal,
Proteger a infância, nosso dever ancestral.
Lágrimas
Dos meus olhos não saem lágrimas,
Só uma tristeza caricata,
Que em forma de cascata,
Banha de solidão o meu rosto.
No infinito de tantas jornadas,
Escrevi meu roteiro no livro da vida.
Andei por todo tipo de estrada,
Mas sempre de cabeça erguida.
Nas rugas do rosto o mapa do tempo,
Imprimiu toda a minha trajetória,
Entre conquistas e batalhas perdidas,
Eu fui um guerreiro, um sobrevivente.
E sigo nessa mesma estrada, com passos
lentos... relembrando a minha história,
Pois o importante é continuar vivendo,
Acreditando que nessa vida tudo posso.
Eu louvarei ao Senhor
Na alegria ou na dor cantarei
Ele é o meu salvador
Ele é o meu Senhor
Ele é Rei
Começa MARÇO,
que venha, sorrindo
com pensamentos bons
com alegria...
com sentimento
agradecimento
poesia.
Deus no coração
mais que lindo,
sê BEM-VINDO!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
Araguari, MG - 01/03/2022
Hoje, é um dia tão triste
Meu samba toca mudo
De partir o coração,
Veio a chuva forte
E derrubou o barracão,
Dona Teresa e os moradores daquela favela
Encontram-se debaixo dessa lama
Entre os escombros que a água levou,
Fui até o local encontrar o meu amor
Mas, só encontrei...
Lamento e dor,
Mais tarde veio o senhor delegado
Me avisar
Para ir no hospital
Fui trêmulo, mal pôdia caminhar,
Entre os corredores avistei
Coberto com lençol fino branco
Tomei coragem e olhei,
Era Rosinha, minha querida
Segurando em suas mãos
As cartas que lhe dei,
🎶 Chorei, chorei demais
A maloca onde eu cresci
Já não existe mais
Chorei, chorei demais
Rosinha, meu grande amor
Foi morar junto do Pai. 🎶
Vai Rosinha, vai com Deus,
Não se preocupe
Que daqui vou vivendo
E de saudades vou morrendo
Até estar novamente, junto de ti.
A Natureza é tristeza em flor,
É a alma viva em seu tormento,
O sol se põe e a dor não tem fim,
A beleza é um fardo que carregamos.
As árvores são testemunhas mudas
Do sofrimento que nos assola,
O canto dos pássaros nos lembra
Que o destino é incerto e doloroso.
A Natureza é a mais bela expressão
Da nossa própria tristeza,
E ao contemplá-la, somos transportados
Para um abismo de melancolia.
Mas mesmo nesse abismo, há beleza,
Uma luz que ilumina a escuridão,
E é nessa luz que encontramos esperança,
E força para continuar a caminhar.
A natureza é a minha dor,
Que brota como uma flor,
E cresce como um vendaval,
Uma tristeza sem igual.
As árvores que vejo ao longe,
E os pássaros que cantam um monge,
Não conseguem afastar a dor,
Que me consome como um vapor.
O sol que brilha no céu azul,
E a brisa que sopra ao sul,
Não conseguem aliviar a aflição,
Que me sufoca como um furacão.
A natureza é bela e triste,
E a minha alma insiste,
Em sentir a sua dor,
Que me consome como um amor.
Natureza, ambivalência e tristeza,
Unidos em um só lugar.
O meio ambiente, a natureza em beleza,
Mas também em dor a lamentar.
As árvores, tão altas e majestosas,
Mas também cortadas sem razão.
Os rios, com suas águas cristalinos,
Mas também poluídos em vão.
A natureza em sua ambivalência,
Nos faz sentir tristeza e compaixão.
Porque somos nós que, em nossa imprudência,
Causamos sua destruição.
A terra é nossa casa e nosso lar,
Mas também é nossa responsabilidade.
Cuidemos dela com amor e devoção,
Para que a natureza possa ter sua continuidade.
Pois a tristeza que sentimos agora,
Pode ser transformada em alegria e esperança.
Se cuidarmos da natureza com amor,
Teremos um futuro de paz e bonança.
O que mais aprecia fazer?
O que mais te alegra?
O que almeja ainda ser?
E se hoje fosse o último dia da sua vida, com quem você gostaria de passar os últimos minutos da sua jornada?
Indagações instigantes, respostas surpreendentes!
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