Poemas Tristes
Certo dia, quando estava em uma noite solitária e banhado pela luz das estrelas, de repente sinto a tristeza vindo em minha direção, estacionou por alguns segundos e fez a seguinte pergunta: "Quem é a felicidade?" Nesse primeiro momento eu parei, pensei, elaborei a sequência das palavras e por fim disse-lhe: "Se você quer realmente descobrir quem é a felicidade basta olhar nos olhos das pessoas, assim, você saberá quem é ela.". Depois de um tempo pensativa, a tristeza retrucou: "Mas como posso identificar a felicidade pelo o olhar?". Respondi de imediato: "Você verá o brilho estonteante da felicidade tocar suavemente sua pele, você não verá lágrimas cair ao chão, você verá o amor que habita no profundo dos olhos, você verá o sorriso intrínseco aos verdadeiros sentimentos da felicidade.". Assim, respondi a tristeza, que olhou profundamente em meus olhos e partiu sem dizer uma única palavra.
As vezes uma notícia ou situação que chega pra você como desgraça, resume-se na maior graça que Deus lhe permitiu experimentar, pois seus resultados serão o alicerce de sua felicidade.
Como é maravilhoso e sombrio o tempo. Sua beleza é sutil, mas grandiosa. Seu poder de cura é variável, mas eficiente. Seu tamanho, sem descrição permanente. Nos relaxa, nos dá esperança, nos desespera, nos motiva. Passado e futuro se entrelaçam ao presente e assim nos ensinam a sermos humanos melhores, para nós e os a nossa volta. O tempo é magnífico, é espantoso, é céu, inferno, dor, sofrimento, alegria, amor, tristeza, felicidade. É tudo que pode ser proporcionado por ele. Só quem dependeu deste professor perfeito consegue enxergar sua principal lição: aproveitá-lo ao máximo...
Sempre aproveite o tempo.
"Para os dias felizes e outros nem tanto, nos momentos de paz mas também nos de luta, nas circunstâncias alegres como naquelas de dor, a vida se preenche e começa a ganhar algum sentido, sempre que nos dispomos a ser e compartilhar, do que necessário for, ao lado de um amigo."
"Encontramos a cura quando, mesmo doente ou com dor, ainda assim não perdemos de vista a felicidade com tudo que ela traz no aqui e agora".
Um dia estarás morto,mesmo estando vivo, e teu coração sonhador e solitário então sangrará, mas com a tinta rubra do sangue da desventura, pintarás poemas da esperança de um amor eterno.
Vem-me, às vezes, um sonho fugitivo e estranho ao pensamento perturbado; Sonho sem medo as sombras do passado, e o futuro me torna pensativo. Por que me faço ao riso alheio esquivo? De onde me vem este ar desalentado? Este fundo pesar inexplicado, esta grande tristeza sem motivo? Não sei... A mágoa obscura que me invade talvez seja somente uma saudade que o mundo vil não pode compreender... Saudade de outra gente e de outra vida, que inda vibra e palpita, dolorida, na imperfeição do meu ser
A sabedoria de trabalhar na construção de momentos felizes é fundamental quando observa-se que a felicidade não está acontecendo espontaneamente.
Fico triste quando alguém me ofende, mas, com certeza, eu ficaria mais triste se fosse eu o ofensor... Magoar alguém é terrível!
Não permito que nenhuma reflexão filosófica me tire a alegria das coisas simples da vida.
Quando fizeres algo nobre e belo e ninguém notar, não fique triste. Pois o sol toda manhã faz um lindo espetáculo e, no entanto, a maioria da plateia ainda dorme.
Havia a levíssima embriaguez de andarem juntos, a alegria como quando se sente a garganta um pouco seca e se vê que por admiração se estava de boca entreaberta: eles respiravam de antemão o ar que estava à frente, e ter esta sede era a própria água deles. Andavam por ruas e ruas falando e rindo, falavam e riam para dar matéria e peso à levíssima embriaguez que era a alegria da sede deles. Por causa de carros e pessoas, às vezes eles se tocavam, e ao toque – a sede é a graça, mas as águas são uma beleza de escuras – e ao toque brilhava o brilho da água deles, a boca ficando um pouco mais seca de admiração. Como eles admiravam estarem juntos!
Até que tudo se transformou em não. Tudo se transformou em não quando eles quiseram essa mesma alegria deles. Então a grande dança dos erros. O cerimonial das palavras desacertadas. Ele procurava e não via, ela não via que ele não vira, ela que, estava ali, no entanto. No entanto ele que estava ali. Tudo errou, e havia a grande poeira das ruas, e quanto mais erravam, mais com aspereza queriam, sem um sorriso. Tudo só porque tinham prestado atenção, só porque não estavam mais bastante distraídos. Só porque, de súbito exigentes e duros, quiseram ter o que já tinham. Tudo porque quiseram dar um nome; porque quiseram ser, eles que eram. Foram então aprender que, não se estando distraído, o telefone não toca, e é preciso sair de casa para que a carta chegue, e quando o telefone finalmente toca, o deserto da espera já cortou os fios. Tudo, tudo por não estarem mais distraídos.
Repito por pura alegria de viver: a salvação é pelo risco, sem o qual a vida não vale a pena!
O fim do amor é ainda mais triste do que o nosso fim.
Meu amor está cansado, surrado, ele quer me deixar para renascer depois, lindo e puro, em outro canto, mas eu não quero outro canto, eu quero insistir no nosso canto.
Nota: Trecho da crônica "Hoje eu chorei com o caminhão do gás".
Me sinto bem em não participar de nada. Me alegra não estar apaixonado e não estar de bem com o mundo. Gosto de me sentir estranho a tudo...
Não quero mais ser feliz. Nem triste. Nem nada. Eu quis muito mandar na vida. Agora, nem chego a ser mandada por ela. Eu simplesmente me recuso a repassar a história, seja ela qual for, pela milésima vez. Deixa a vida ser como é. Desde que eu continue dormindo.
É triste saber que falta alguma coisa e saber que não dá pra comprar, substituir, esquecer, implorar. Mas amor, você sabe, amor não se pede.
Nota: Trecho adaptado de outro pensamento.
