Poemas Sombrios
A Pele Entre Sombras
Em passos hesitantes, um novo caminho trilho,
Desvendando em mim desejos, rompendo o lençol.
Com garotas, a troca de um toque macio,
E no abraço trans, um novo arrepio.
A fé antiga, um laço que já não prende,
Em liberdade, a alma busca e se entende.
O dogma outrora forte, um nó desfeito, a verdade emerge em mim,
Um ser em descoberta, enfim.
Sombras da infância, memórias em recuo,
A sede de vida luta contra um fluxo escuro.
Em cada carícia, a lembrança a ferir,
Um corpo renascendo, aprendendo a sentir... a dor persistir.
A descoberta pulsa, um ritmo crescente,
Em cada toque, um saber que me presenteia.
Aceito quem sou, sem véu ou disfarce,
Na dança da vida, meu corpo é a minha arte.
(a.c) -> 30/04/2025
Viver com otimismo é enxergar a luz mesmo mas sombras
É acreditar que cada dia traz novas oportunidades e que mesmo diante dos desafios
o coração pode florescer em esperança transformando sonhos em realidade
No crepúsculo da razão,
Onde as sombras dançam,
E as certezas se desfazem,
Eu busco a verdade,
Mas ela se esconde,
Por trás de véus de incerteza.
A modernidade me cerca,
Com suas promessas de progresso,
Mas eu sinto a nostalgia,
Do passado que se foi.
No silêncio da noite,
Eu ouço a voz da alma,
Que me fala de sonhos,
E de desejos não realizados.
Eu sou um homem perdido,
Entre o ontem e o amanhã,
Buscando meu caminho,
Nessa jornada sem fim.
Ecos da desolação
em um vale de sombras onde o sol não brilha caminhos perdidos a dor é minha filha as árvores murmuram segredos antigos sussurros de alma que não tem abrigo ecos da desolação gritos no vento a vida se arrasta eu sinto o tormento cada lágrima caída
é um peso a mais na estrada sombria não a paz
o tempo se arrasta como espectro sombrio memórias amargas em um sonho frio à noite eterna
o céu é de chumbo e cada passo dado sinto o profundo
a vida se arrasta eu sinto tormento cada lágrima caída é um peso a mais na estrada sombria não é uma paz e quando a tempestade vier me abraçar sem querer sua força me consumir devagar no abismo da mente a esperança
Se esvai
na escuridão eterna sou só apenas um cais então aceito a dor como minha amiga fiel na melodia triste que ecoa no céu enquanto a última chama se apaga em meu ser nos ecos da desolação vão renascer.
Sombras noturnas
Juro que tentei não lembrar,
Não pensar e nunca falar sobre aquilo.
Eu prometi e cumpri.
Dia a dia o segredo me consumia.
Quantas vezes eu morri.
Mas o tempo é professor, senhor, juiz e doutor,
E determina o que deve e o que não pode
Ficar na escuridão.
Por isso cada dia se torna mais difícil manter o segredo.
As cicatrizes são profundas e ainda doem demais.
O choro é reprimido, mas as lágrimas sempre vem,
Principalmente nas noites frias,
Nos sombrios momentos de reflexão,
O coração se curva
E a dor é mais que uma mórbida recordação,
E meu silêncio se transforma num abafado grito de revolta
A ecoar na minha triste solidão.
O sono inocente que desperta sob o toque úmido,
Sombras confusas a vagar na escuridão.
Escuridão
A noite se aproxima, e com ela sombras vem trazendo como companheira a escuridão. Não é uma escuridão pacífica ou quieta, pelo contrário, é dolorosa.
O que fazer quando vc sabe o que está por vir? O que fazer quando vc sabe que não é o melhor?
Ela trabalha contra mim, me atormenta, me angustia. Logo ela que me conhece tão bem. Sabe dos meus piores momentos. Me afoga, me faz imergir em águas escuras, profundas, não consigo respirar.
Eu sempre penso que o sol se pôs e se esqueceu de nascer novamente. Parece poético, mas não é, é triste. É como viver numa noite eterna sem ter o benefício do descanso. Apenas o limbo, o tormento. Quem seria capaz de explicar tais sentimentos, tais pensamentos, uma mente tão perversa?
Ela trabalha contra mim...
Sombras
O passado me atormenta, o futuro me amedronta, e no presente a ansiedade me consome. Há sombras para onde quer que eu olhe, elas estão lá, elas estão sempre lá.
Meu peito se enche de ar, mas ainda é insuficiente. Parece que há uma força reversa agindo contra mim. Sinto que todos estão contra a minha pessoa, me perseguem, não há como me esconder, eles vão me encontrar, a hora está chegando. Eu tento fugir, me esconder, ficar quieta, mas os meus pensamentos me denunciam, eles não param, não me deixam um segundo, me atormentam, me intimidam.
Deus, eu não sei se eu te procuro ou me escondo de Ti. O meu medo é tão grande que encobre qualquer razão.
Não posso escrever, não devo. Assim como não devo falar também. Tudo aquilo que eu falar pode ser usado vinha mim. Socorro!
Sou luz e sombras
O yin e yang
Anjo e demônio
Intensidade e preguiça
Frieza e ardor
Retitude e impiedade
Cortesia e estupidez.
Luz de verão
Gosto de igrejas vazias
Na hora azul da aurora.
As sombras se abrindo
Como cortinas de um teatrinho,
O olho do crucificado
Olhando para baixo do alto da cruz
Como se visse seus pés ensanguentados
Pela primeira vez.
LUZES E SOMBRAS
Por Dalvany Alves de Lima
Quero ser luz para iluminar suas sombras.
Quero ser sol para aquecer os seus dias.
Quero ser força para equilibrar seu desânimo.
Quero ser paz para erradicar sua inquietude.
Quero ser esperança para mitigar sua descrença.
Quero ser música para embalar sua solitude.
Quero ser amor para reverter sua indiferença.
Quero ser alegria para sepultar a falência da sua apatia.
Quero ser ponte para facilitar sua travessia
Quero ser prudência para minimizar sua precipitação.
Enfim, quero luz, sol, força, paz, esperança, música, amor, alegria, prudência e ser ponte para evoluir com você e levar o mundo a mudar conosco.
Na floresta das sombras escuras,
Onde o vento sussurra a lua,
Há uma árvore de sonhos a brilhar,
Com frutos de esperança ao luar.
Os passarinhos cantam sua música,
E as folhas dançam ao sabor da brisa,
É um lugar de paz, de amor e luz,
Onde a vida renasce com cada cruz.
Mas há algo mais nessa floresta mágica,
Algo que poucos conseguem ver,
É a fada dos sonhos, tão delicada,
Com seus poderes milagrosos a esperar.
Ela sussurra seus segredos ao vento,
E com sua varinha de ouro brilha,
Transformando os sonhos em realidade,
E dando vida a toda criatura que se aproxima.
Na floresta das sombras escuras,
Onde o vento sussurra a lua,
Há uma árvore de sonhos a brilhar,
Com frutos de esperança ao luar.
“A luz revela as nossas sombras, por isso nos incomodamos tanto com ela.
Mas se essa luz chegou até nós, é porque de alguma forma o nosso espírito clamou por ela, para que pudéssemos enxergar aquilo que precisa ser trabalhado e curado em nós.
O nosso processo de iluminação se dá através da cura e expurgo de todos os males que nos impedem de expressarmos nossa verdadeira essência divina.”
- Flávia Filgueiras
"Nas sombras da noite, seu olhar misterioso brilha,
A mulher que encanta com sua beleza audaz e tranquila.
Seus lábios, rubros e tentadores, sussurram versos ao vento,
Despertando desejos e incendiando pensamentos.
Sua sedução, como uma dança envolvente,
Enlaça corações com paixão crescente.
Seu corpo, curvas suaves que hipnotizam,
Desperta suspiros e desejos que se eternizam.
A cada passo, ela caminha com confiança,
Conquistando admiradores em cada dança.
Sua voz, melodia que encanta e seduz,
Envolve a alma, despertando o amor em fluxo.
Ela é poesia viva, a musa dos amantes,
Com seu sorriso cativante e encantador semblante.
Mulher misteriosa, enigma a ser desvendado,
Desperta paixões e deixa corações apaixonados.
Em sua presença, o mundo se torna poesia,
E a beleza ganha vida em sua magia.
A mulher sedutora, de encanto indescritível,
É a inspiração que faz o poeta se tornar invencível."
Decidi simplificar tudo aquilo que me leva ao reencontro das minhas sombras. Tudo aquilo que me faz sofrer outra vez.
Decidi que o meu sorriso vale muito e eu não nasci pra sofrer.
Decidi que o tempo que ainda me resta são momentos preciosos e que eu sou responsável pela maneira como vou conduzir minha caminhada.
Decidi que não adianta colocar na mochila coisas as quais não serão mais importantes nessa subida, pois só me proporcionam peso nas costas e dores na coluna.
Decidi que carregar somente o necessário para fortalecer a minha fé, a esperança e o amor por mim e por aqueles que me são caros é o que importa, o resto é apenas consequência.
Relógios
Os relógios são severos
e, as sombras, escassas.
Diálogos sumiram,
amordaçados pela tecnologia.
Vivendo em si,
angustiado,
o homem se tornou isolado.
Distraído, distante.
com lobos
na alma.
Odisséia das sombras
Errante nessa imensidão de mim mesmo
Sem bússola 🧭
Confuso, pois o norte é eu mesmo
Quero me encontrar e só volto depois disso meu amor
Nessa odisseia das sombras encontrarei uma luz que não seja a do túnel, a geopolítica intrínseca do meu ser está em crise existencial, a procura do estado de fluxo o maior tesouro do imo de minha essência, o autoconhecimento é necessário para não implodir nessa pressão profunda do ser! Onde os maiores destroços e monstros estão à espreita.
Um poema-candelabro
conduz ao sol
sombras do coração.
Abre clareira em mata densa.
Dá à luz a introspecção
No labirinto de Dédalo, obscuro e vasto,
Onde sombras dançam, um destino gasto,
Um intricado enigma, um desafio aterrador,
Nenhum ousaria entrar, seja herói ou explorador.
Suas paredes sinuosas, como serpentes entrelaçadas,
Um labirinto infindável, cercado de ossadas,
Emaranhado de caminhos, onde todos se oponham,
Onde os passos ecoam, e as almas se acanham.
O engenho de Dédalo, um feito sem igual,
Criado para aprisionar o Minotauro bestial,
Mas também uma provação para Teseu, o corajoso,
Em sua busca por triunfar sobre o monstro impetuoso.
Oh, labirinto de Dédalo, mistério e maravilha,
Nas profundezas escuras, o herói enfrenta a trilha,
Onde cada esquina guarda um segredo solitário,
Em busca de um rumo, como uma carta sem destinatário.
Mas, finalmente, a astúcia e a coragem prevalecem,
E o labirinto é desvendado, os caminhos agora conhecem,
Dédalo e Ícaro, em suas formas aladas, saem pela entrada,
Deixando para trás a história do labirinto, eternamente lembrada.
Rua
Rua escura, sem saída
Sombras se movem na sarjeta
Um grito ecoa na noite
Um corpo é arrastado
Rua fria, sem alma
O vento sussurra segredos
Um choro é ouvido ao longe
Um espírito vaga
Rua perigosa, sem vida
O crime impera na esquina
Um assassinato é cometido
Um cadáver é jogado
Rua macabra, sem esperança
A morte é o único destino
Um funeral é realizado
Um caixão é fechado
Rua tenebrosa, sem futuro
O medo é o único sentimento
Um pesadelo se torna realidade
Um terror sem fim
