Poemas sobre Si Mesmo
Já andaste demais com os mesmos sapatos, já caíste muitas vezes no mesmo buraco. Já acreditaste inúmeras vezes na mesma mentira, já caminhaste por estes caminhos tortos, que sempre te levarão ao mesmo lugar. Já gastaste muito tempo com coisas que não valiam nem o pior de ti. Trocaste aquelas velhas sapatilhas pelo seu surrado par de tênis. Agora, menina, é hora de mudar. Parar de se machucar, que maravilhoso seria, não? Então troque de vida. Troque estes sapatos gastos, essas roupas rasgadas. Vá para outros lugares, conheça pessoas melhores, ame pessoas melhores. Ah, a quanto tempo não admiraste o mundo ao seu redor com este olhar ? […] Abra os braços, deixe entrar em sua alma e levar todos aqueles medos que andavam lado a lado contigo.
O amor só não será o oposto do ódio, quando existir falsidade para consigo mesmo, porque ela consumirá seu coração com mentiras que enganarão a ti mesmo, ocultando a verdade diante de teus olhos.
O amor próprio deve vim sempre em primeiro lugar, pois se não formos capazes de amar a nós mesmo, jamais seremos capazes de amar o próximo, pois é um verdadeiro pecado dizer que ama uma pessoa mais do que a si mesmo... a não ser que você queira dizer que não o ama e nem a si.
Tem vezes que, mesmo rodeados de pessoas, nos sentimos sós... Mesmo das pessoas mais próximas... Oh insondável alma humana...
O problema com as marionetes mentais é que não existe corda segurando eles e mesmo caindo constantemente, eles acham que seu senhor os amam.
Não é que eu não queira o mesmo, é que eu tenho pespectivas diferentes, mesmo se tratando da mesma coisa.
Não se arrependa de correr átras da verdade ao extremo, mesmo que o machuque, o importante é desvendar a mentira, a ilusão e claro se libertar. Acabamos por aprender com as decepções que somos capazes de renascer e nos renovar, assim como uma fênix e uma flor de lotus.
Sim me faz muita falta, dói demais, mas mesmo assim a dor é menor que a de antes, então estou bem assim.
Vivo intensamente a cada momento, sabendo que o mesmo não poderá ser repetido. Nem lembro do passado, vivo o presente, mais pensando sempre no meu futuro, afinal de contas é nele que estará, a recompença por todos os meus esforços, e minha felicidade garantida.
Eu não sou ciumento, mas gosto de pessoas moderadamente ciumentas, me fazem sentir importante, mesmo que por alguns segundos.
Quer saber mesmo? Eu amo quando ficamos juntos, um com a perna encima do outro, eu amo quando ficamos em silêncio e eu fico mexendo no seu cabelo. Eu amo quando você me pega da cintura e me da um forte abraço, e como você me solta delicadamente. Eu amo quando você diz que eu sou especial, mesmo sabendo que é só para me deixar bem. Eu amo seu jeito certinho, seu jeito bom moço. E e eu amo mais ainda, quando estou do seu lado, não importa a situação, eu amo estar lá, do seu lado eu me sinto segura, eu me sinto bem.
Se o poeta também vacila, a culpa será mesmo dele ou do arquiteto que empilhou a primeira pedra de demônios e góticos escondida, de infinitos umbrais e vácuos, e mistérios, e preces, para lá e para cá do Sena, esse souvenir de mares, ilíadas e odisséias de mil deuses, de mil dias, de mil anos?" O último verão em Paris, crônicas, 2000
Regras, regras e mais regras, é assim mesmo, aceitando essa vida manipulada por outro alguém. Culpada sempre sou, atitudes minhas julgadas sempre como erradas, minha personalidade enganada, não me aceitam, desprezam o meu gene e odeiam meu cabelo. O meu melhor é sempre o pior, sem escolhas, mas todas essas burocracias me ferem por dentro, toda corroída, minha ferrugem grita, apenas feita de latão sem utilidade nenhuma, só mais uma coisa para atrapalhar. Procurando saídas, todas as portas fechadas, isolo-me deste louco mundo que me despreza, pensamentos só aparecem para torturar incessantemente. Desfalecendo pouco a pouco, minha vivacidade se escapando, tentativas de autocontrole são inúteis, enganando a mim mesma, deixando-me entorpecer com uma realidade imaginária. A estrada chama meu nome, desejo partir, mas eu devidamente não posso me atrever, ousadias há essa hora não me fariam bem. Perdoe-me minha existência desconcertada, culpo-me por tudo, a errada sou eu, sempre fui.
Eu procuro a Verdade como quem procura encontrar o fim do horizonte. Mesmo sabendo que eu nunca a alcançarei, tenho certeza que por ela viverei.
Ás vezes eu machuco as pessoas sem perceber. Mas as pessoas também me machucam, mesmo que não percebam.
Um dia no futuro eu quero estar bem comigo mesmo e com a vida, e quero olhar para trás e rir de mim mesmo e dos meu erros e saber que tudo era questão de maturidade.
