Poemas sobre Ruas

Cerca de 1701 poemas sobre Ruas

⁠Na escuridão da noite
O crime suspira
A cidade não dorme
A vida que se retira
Nas ruas frias
A sombra se agiganta
Crime e castigo
A dor que nunca se espanta

Na esquina escura
O destino se revela
Corações partidos
A alma que se revela
O vício seduz
Uma vida em pecado
Crime e castigo
O preço do passado

Nas favelas
A violência se perpetua
O sangue que escorre
A dor que continua
A lei não enxerga essa realidade crua
Crime e castigo
Uma vida sem lua

⁠Passamos por pessoas nas ruas, damos bom dia, achamos que todo mundo é bom e que querem o nosso bem, mudamos e achamos que todos os nossos vizinhos são pessoas do bem.
Vem a vida e nos mostra que existem ladrões nas ruas, que a rua nos oferece riscos, que podemos ter um vizinho psicopata, e que também existem mulheres psicopatas, nem sempre isso estará estampado em suas faces.
A vida sempre nos ensina!

Pior de ver o mundo do lado de fora do "mundo de Alice".É quando nos deparamos com alguém de índole muito ruim, querendo roubar a nossa vida, roubar a nossa identidade, valores, crenças e manipular a todos com a sua sujeira, cheia de mentiras para se safar dos seus delitos.

Contudo, uma coisa é certa! Não há mente brilhante de uma psicopata que sobreviva a verdade, pois ela chega e chega com força e com justiça.

A verdade sempre será revelada!

Sempre desconfie de pessoas que se contradizem, que na hora da raiva, agem sem escrúpulos, que se vingam, que tem sempre aliados pra cometer deslizes e no fim "sai de baixo", que vive ameaçando os outros e que possuem grupos para difamar as pessoas pelas costas! Tome muito cuidado!

Calçadas taradas..
Muros promíscuos..
Ruas sacanas..
A noite é ⁠um prazer...

Se eu fosse você

Se eu fosse você, prestava mais atenção em mim ao passar pelas ruas... é isso que eu faço sempre que passa... e confesso sentir as batidas do meu coração acelerar...!

Se eu fosse você, olhava no fundo dos meus olhos, só para ver o brilho do meu olhar... eu sempre faço isso, querendo ver seus olhos brilharem...!

Se eu fosse você, deixava eu me aproximar só para ouvir a sua voz, sentir o seu cheiro... esse é um antigo sonho meu...!

Se eu fosse você, ouviria aquela música que mais gosto, ela me faz lembrar você... eu fico louco, só de imaginar estar lhe beijando...!

Se eu fosse você, não pouparia alguns minutos e faria uma oração para Deus me guardar... todas as noites eu oro por ti, peço para ele sempre lhe proteger...!

Se eu fosse você, não me subjulgaria, amanhã tudo pode mudar... eu jamais ousaria lhe enxovalhar, desde a primeira vez que te olhei...!

Se eu fosse você, sentiria muita alegria ao ter boas notícias minhas... eu sempre fico feliz quando falam bem de ti...!

Se eu fosse você, buscaria ver a importância que eu posso ter na sua vida... e pensaria sem cessar em mim... é isso que eu faço em relação a você...!

Se eu fosse você, perceberia que o meu amor é muito grande... muito maior do que possa imaginar...!

Se eu fosse você, não deixaria escapar a oportunidade de estar junto a mim... em seu lugar jamais permitiria me perder...!

Se eu fosse você, estaria atento para o amor verdadeiro que está se aproximando de sua vida.... veja, sou eu, não sou invisível, eu existo...!

Se eu fosse você, aceitaria o pedido que lhe faço agora: quer namorar comigo?

Olhos passarinhando
ruas e arranha-céus.
Respiro passado.
Odes doutros idos.
Peripateteando em zigue-zagues
no centro do mundo.
Voláteis sensações:
vida!

Olhos passarinhando ruas e arranha-céus.
Respiro passado.
Odes doutros idos.
Peripateteando em zigue-zagues:
centro.
Voláteis sensações:
vida!

"" A última vez que estive em Paris era verão
nas ruas lembranças de nós dois
e pombos a revoar
no olhar a saudade simplificava sua falta
e nada se igualou ao desejo de retornar
meu lugar é ai
dentro do seu coração...""

Acho que estou doente
não do vírus que ronda as ruas
pois me isolei, tomei cuidado
mas do veneno invisível que corrói a mente,
o caos que desmancha a paz
o medo que rasga a pele por dentro

nos últimos dias
as notícias ruins caíram sobre mim
como chuva de chumbo
nem a escrita conseguiu dissipar essa dor
Pelas redes sociais vi um homem na rua
gritando “estou com fome” —

cada grito dele era uma facada
uma punhalada cravada no meu peito
um clamor que o Estado ignorou
um grito que ecoa no vazio da cidade

Boa noite, Ouro Branco, cidade serena,
teu silêncio é canto, tua paz é plena.
Nas ruas tranquilas, o vento passeia,
a lua acarinha cada centelha.


As luzes brilham feito estrelas no chão,
refletindo sonhos, carinho e união.
Que o descanso venha suave e profundo,
renovando as forças pra encarar o mundo.


Que cada morador encontre sossego,
na noite macia que traz aconchego.
Boa noite, Ouro Branco, jóia reluzente,
teu nome já guarda um brilho presente.

Poema(autor: Levy Cosmo Silva)


NAS RUAS CLAMAM


"Escuto vozes que clamam,
sinto o sangue que grita,
lembranças na mente emanam,
e o meu ser então se agita.


Perdoem almas que vagam,
também as mães que choram,
do mal muitos se livraram
e ao bem hoje se aportam.


Nunca fui um santo ,
nem tampouco monstro,
Luto silenciosamente no canto,
usando a dor como encosto.


Morte, solução de covarde,
Sorte, coube a mim.
Gratidão em Deus me invade,
pois ele adiou meu fim.


Vou indo a caminhar,
rumo ao desconhecido,
vendo o mundo fico a pensar,
onde há um só amigo?"


Autor: Levy Cosmo Silva

Setembro chega sem pedir licença,
derrama o amarelo dos ipês sobre o cinza das ruas,
traz consigo o sopro da primavera,
e nos lembra —
que há beleza até no que cai,
que o chão também floresce em meio às estações.

Eu quero saber onde é que vamos chegar
Com tanto barulho neste lugar
As cores das ruas a desbotar
Ninguém tem mais tempo para olhar
Promessas de festa e euforia
Que morrem com a luz do dia
Eu fecho os meus olhos e tento entender
O que eles procuram sem nunca se ver.

Há quantas quadras já andei?
Entre todas ruas e calçadas
Todos os rostos, perdidos e tentando se encontrar
Os encontrados tentando se perder
Há quantas esquinas já esbarrei?
Dentre aquelas mais distintas, há de ter a mais bela história.
Há quanto tempo estou andando?
O tempo veio chegando, parece até que ja se foi.
Há mais tempo a passar ou tem passado muito tempo?
Há quanto tempo estou pensando?
Dentro desse tempo sempre há os tempos que passamos
E a quem damos, o bendito do tempo
E se é pra falar em se doar,
Eu me doou aqui e acolá sem saber há quanto tempo estou me dando
Há tempo me doando sem saber de onde vem
Essa vontade de ser alguém
Há quanto tempo estou procurando?
Eu não sei...
Há quantas quadras eu já andei?

Sergio Vinicius de Moraes.

Canção da Madrugada
William Contraponto


Ando pelas ruas, meio em silêncio.
O mundo parece tão fiel,
Porém, em mim, há um incêndio
Que arde num canto cruel.


Olho as portas ainda cerradas;
O céu se desfaz num papel.
Observo a nota, entre calçadas,
Que me prende num tom tão fiel.


Acho que será uma manhã ensolarada,
Mas ainda estou a me questionar:
Quando surge uma canção na madrugada,
Também não seria para iluminar?


Nem todo farol aponta o trilho,
Nem toda luz vem do perfil.
Às vezes, um som, num canto simples,
É o que resgata o mais sutil.


Talvez não seja só poesia,
Talvez um gesto mais gentil...
O que desponta em noite fria
É sopro terno, quase infantil.


Acho que será uma manhã ensolarada,
Mas ainda estou a me questionar:
Quando surge uma canção na madrugada
Também não seria para iluminar?


Se a escuridão compõe a dança,
E o silêncio tenta conversar,
Talvez não caiba mais cobrança,
Talvez seja hora de cantar.


Acho que será uma manhã ensolarada,
Mas sigo sem pressa de encontrar.
Pois a canção me toca na madrugada,
E sigo tentando nossas linhas interpretar

Porto Alegre em Dia de Chuva


Chove manso sobre as ruas antigas,
como quem lembra histórias guardadas,
nos telhados, o tempo suspira,
entre árvores, memórias molhadas.


O Guaíba se veste de cinza,
mas guarda um brilho de prata no véu,
as nuvens parecem cartas antigas,
enviadas do próprio céu.


Os bondes, em sonho, ainda passam,
rangendo lembranças de outrora,
e o vento nas praças conversa
com fantasmas gentis da aurora.


Café fumegante nas esquinas,
janela aberta, um olhar distante,
há ternura em cada esquina,
um suspiro leve, constante.


Porto Alegre chove e encanta,
com seu charme melancólico e fiel,
é cidade que canta e que pranta,
com saudade doce e papel.


E quem anda por suas calçadas
de guarda-chuva e coração,
sente o tempo escorrer nas fachadas,
feito lágrima... e canção.

Eu vaguei ao redor

Das ruas dessa cidade

Tentando achar sentido em tudo

A chuva em meu rosto

Cobre os meus traços

De todas as lágrima que tive que desperdiçar

Por que nós temos que esconder as emoções?

Sou um renascentista


Talvez eu tenha nascido fora do tempo,
mas minha alma caminha pelas ruas de Paris.
Não as ruas apressadas do turismo,
mas aquelas onde a madrugada ainda cheira a vinho, tinta e papel.
Onde os músicos tocam como se o destino dependesse de um acorde
e os poetas bebem a lua em silêncio.
É ali que existo — entre o som e a palavra,
entre o piano e o abismo.
Sou um renascentista: músico, poeta, pianista.
Vivo entre o sagrado e o profano, entre o vinho e o verbo.
Cada nota que toco é um pedaço de mim tentando renascer,
cada verso, uma confissão que o tempo não conseguiu apagar.
Não bebo para esquecer, bebo para lembrar —
que a vida, como a arte, é feita de breves eternidades.
Quando sento ao piano, sinto Paris me ouvir.
Os fantasmas de Debussy e Ravel espiam por sobre meu ombro,
e o Sena, lá fora, parece repetir minhas notas nas águas.
O poeta em mim escreve o que o músico sente;
o músico traduz o que o poeta pressente.
É uma comunhão silenciosa entre o som e o pensamento —
a forma mais bela de loucura.
Ser renascentista é não aceitar a indiferença dos tempos modernos.
É crer que a beleza ainda pode salvar,
que o corpo é templo e o amor é arte.
É brindar com o vinho e com o caos,
com a esperança e o desespero,
porque tudo o que é humano é divino quando há música no coração.
Sou um renascentista.
Poeta, músico, homem que vive nas ruas de Paris —
onde o tempo se curva diante de um piano,
e o vinho se torna prece nas mãos de quem ainda acredita
que a vida é, acima de tudo, uma sinfonia inacabada.

RIO DE JANEIRO

Evan do Carmo

Que poeta passaria sobre ti, adormecido
em tuas ruas estreitas, a um mar imenso?

Os meninos da Candelária
não se esqueceriam de ti
ao descreverem um paraíso.

Teus poetas atingem
ainda em vida
a perfeição.

Tom Jobim, Vinicius de Moraes, Sol e Poesia,
hermética canção, bruxo de Cosme e Mil de Castro, Chico, Buarque.
Embarque, EMBARQUE à perdição.

Que estrangeiro não morreria
para que tu estejas sempre linda?

Todo carioca um dia vai ao morro,
caminho reto,
da queda à ascensão.

Qual dos deuses não desceria
do Olimpo
para viver
um dia apenas
em tua copa ou em tuas cabanas?

Os meninos da Candelária
não se esqueceriam de ti
ao descreverem um paraíso.

Teus poetas atingem
ainda em vida
a perfeição.

Tom Jobim, Vinicius de Moraes, Sol e Poesia,
hermética canção, bruxo de Cosme e Mil de Castro, Chico, Buarque.
Embarque, EMBARQUE à perdição.

Que estrangeiro não morreria
para que tu estejas sempre linda?

Todo carioca um dia vai ao morro,
caminho reto,
da queda à ascensão.

Qual dos deuses não desceria
do Olimpo
para viver
um dia apenas
em tua copa ou em tuas cabanas?

Nômade

A vida passa e o incompreendido chora
Pelas ruas o andarilho some
Intensamente busca o que perdeu
Sem saber que achou.

Nada entenderá sem ser compreendido
Compreendendo se perderá
Nas buscas e buscas exteriores
Como nômade pairando nos cantos do mundo.

O incompreendido chora
À inexistência do palpável
Pela terra escorrem entre os dedos
Os sonhos perdidos pela lembrança...

6 de dezembro


Dezembro avança e, com ele, esse brilho diferente que se espalha pelas ruas, pelas casas, pelos dias. Falta pouco para o Natal, falta pouco para o ano novo, e eu sinto como se uma luz silenciosa estivesse guiando cada passo. É uma luz que não depende de enfeites; é aquela que acende por dentro quando a gente entende que chegou o tempo de recolher o que viveu e abraçar o que está por vir. Há algo bonito nessa passagem. Uma espécie de cuidado que envolve a alma. Como se o próprio tempo dissesse que é hora de respirar fundo, de guardar o que foi bom, de deixar ir o que já cumpriu seu papel. Dezembro tem esse toque de preparo, de renovo, de promessa. E eu sigo assim, caminhando com o coração aberto para o que dezembro ainda vai revelar. Caminhando com a certeza de que o Natal traz mais do que celebração; traz aconchego, afeto, um lembrete de que existe luz mesmo nos dias mais nublados. Caminhando com a consciência de que o ano novo se aproxima com possibilidades, como quem abre uma janela e deixa o vento entrar. Que esses últimos dias tragam leveza. Que os próximos passos sejam suaves. E que eu saiba acolher tudo o que floresce em mim enquanto 2026 se aproxima.


Josy Maria


Frases, textos e citações by Josy Maria