Poemas sobre Ruas

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Os amigos que eu tenho valem muito mais que todos os rostos esnobes que vejo nas ruas e carros importados.

Lady Gaga entenderia minha vontade de sair correndo pelas ruas dançando que nem louca.

Carnaval Olinda e Recife
Deixa o povo brincar, no colorido das ruas deixa o povo pular, no sobe e desce ladeiras deixa o povo suar... Recife e Olinda fervendo deixa a gente frevar e as orquestras tocando deixa a gente cantar... A vida do povo já é tão dura, deixa a gente sonhar, se iludir, mesmo que por alguns dias deixa o povo ser feliz.

As nossas passadas soam solitariamente demais nas ruas. E, ao ouvi-las perguntam assim como de noite, quando deitados nas suas camas, ouvem passar um homem muito antes do alvorecer: Aonde irá o ladrão?

Eu não gostava de fins de semana. Todo mundo estava nas ruas. Todo mundo estava jogando pingue-pongue, cortando grama ou polindo o carro, indo ao supermercado, à praia ou ao parque. Multidões por toda parte. Segunda-feira era meu dia favorito. Todos estavam de volta ao trabalho e fora de vista.

Jujubas


Era assim...bem pequenina e moleca
Correndo descalça pelas ruas
Fazendo mandado pra vizinhança
Que pediam para comprar na venda
Na leiteria e no açougue
E eu...juntando pratinhas
Que cobrava por meus préstimos
Para quando, no fim do dia
Já cheia de pratinhas
Corria até a venda
E gastava tudo em jujubas
Docinhas e coloridas
Que eu escondia dos irmãos
Pra não ter que dividir
Mas quando a mãe me via chegar
Com o saquinho de papel
Das balinhas açucarada
Me fazia dividir e contava
Uma a uma por igual...
Eu já sabia e esperava
Então roubava de mim mesma
E escondia a maioria
E essas...ahhh...essas eu não dividia
Comia sozinha e escondida
As minhas jujubas preferidas

RUAS VAZIAS


Evito desperdiçar palavras com os incautos,
Ando sozinha pelas ruas vazias de entendimento,
Onde um choro se não é dor será sinal de fraqueza.

Quero a companhia da prudência,
Desabafar meu coração com enigmas
E valorizar cada lagrima vertida.

Caminharei cada milha merecida,
Oferecendo meu sorriso aos sábios,
Em versos contarei minha trajetória.

As ruas estão cheias de mentes
Que metem e praguejam,
Ouço suas vozes em contradição com áurea.

Quem deles entenderia um recado
Dos meus olhos luzentes de lagrimas?
Ainda procuro um sábio que valorize a mulher.

Hoje se comemora o dia em que você nasceu, por isso eu vi tantas flôres abertas embelezando as ruas quando sai para trabalhar.

Por isso ouvi os primeiros cânticos dos pássaros quando o dia ainda estava apenas clareando.

Por isso o sol brilhou intensamente no amanhecer.

Por tudo isso eu calculei que era em sua homenagem.

Parabéns, que da forma como o dia se mostrou para mim, seja para você também, florido, alegre e de muita Luz em sua vida.

"Logo eu filho da lua, madrugando nas esquinas das ruas,
insanidade pura, pensando só em você,
pensando em seu corpo,
tipo monalisa , seu corpo e meu quadro que nunca vai ser vendido."

“Vento forte

O vento está soprando forte.
Está varrendo velhas ruas…
… velhas calçadas.
Só não está varrendo!
O que sinto por você.

O vento está soprando forte.
Forte!
... como o brilho da luz.
Forte como o teu calor.
Tão forte…
… quanto o teu abraço amor.

O vento está soprando forte.
E as areias da praia?
Não tem como “não” voar.
Sopra… sopra forte.
Pois estou aqui amor!
Esperando você chegar.

O vento está soprando forte.
Forte… forte… forte.
Forte como o nosso amor
O nosso amor!
O nosso belo…
… e sublime amor.

Admilson
20/10/2018

Fugiu numa noite gélida,
Logo caiu nas poções encantadas,
Não imaginou as ruas tão violentas,
Mais uma usuária viciada.

QUEBRADIÇO'

Nas cicatrizes levanta-se
Abraçando as dores do mundo
Fitando ruas...

Fez dos fantasmas amigos
E da solidão crua
Razão para celebrar...

Sem cogitar
Triturou paralelepípedos agudos
Acenando esperanças...

Sem perfeição
E sabor agridoce nas veias
Afogou-se em desesperos...

A rua é imensidão
Futuro desolado
Generoso nas horas incertas...

Mas sempre compartilha o pouco pão nas intempéries
E faz da vida ilusão
Ópticas várias no amanhecer...

É criança sem reação a transbordar
Ansioso por respostas
Descrenças...

Quebradiço
Ele espera lá fora
Veemente por casulos...

[novas ausências]

Tão longe, das luzes de neon e das ruas da cidade
É aqui que eu costumava sonhar
Estive ao redor do mundo, mas eu nunca poderia reproduzir
O sentimento que sinto abaixo dos meus pés

e atravessei cidades e ruas sem nome, estradas, pontes que ligam uma treva a outra treva.
e vi a vida como um barco à deriva - vi esse barco tentar regressar ao porto - mas os portos são olhos enormes que vigiam os oceanos - servem para levar-nos o corpo até um deles e morrer.
o verdadeiro fugitivo não regressa, não sabe regressar.
reduz os continentes a distâncias mentais.

Última Página

Vou deixar este livro. Adeus.
Aqui morei nas ruas infinitas.
Adeus meu bairro página branca
onde morri onde nasci algumas vezes.

Adeus palavras comboios
adeus navio. De ti povo
não me despeço. Vou contigo.
Adeus meu bairro versos ventos.

Não voltarei a Nambuangongo
onde tu meu amor não viste nada. Adeus
camaradas dos campos de batalha.
Parto sem ti Pedro Soldado.

Tu Rapariga do País de Abril
tu vens comigo. Não te esqueças
da primavera. Vamos soltar
a primavera no País de Abril.

Livro: meu suor meu sangue
aqui te deixo no cimo da pátria
Meto a viola debaixo do braço
e viro a página. Adeus.

A maior das dores

Eu me lembrei.
Andando pelas ruas.
Na cidade da garoa.
Lembrando de dores
Lembrei da maior.

Dos olhos perdidos de um avô.
Em um final de tarde
E no final da vida
Viu o que ninguém
jamais deveria ver.

Um avozinho e o netinho.
Indo para aula de inglês
decidiu ir de ônibus,
pois não estava enxergando bem.
teve medo de pegar o carro.
Chorava ele o seu erro.

Em uma perseguição policial
os bandidos atiraram
contra um ponto ônibus
No desempeno final.

Fazer a policia parar.
Socorrer os feridos,
acertaram a cabeça
do menino, do netinho.

Que estava deitado e morto
Em uma sala de pronto socorro
Na frente do avozinho
Parado de pé
De lado de fora da porta.
Olhando a criança morta.
Com sua cabeça rota.

Isso tem de acabar.
quantas crianças mais
vão precisar faltar
Quantos morto vivos
Vão precisar sobrar.

Vento

O frio que hoje percorre as ruas
Chega a congelar meu coração
Penso em nós como ontem
Mas ontem já era
E o futuro não existe
Tenho agora o presente
E nele não está você
Quem dera a sorte
De um verão vindo do Norte
Junto traga seu perfume no ar

Persisto, insisto...
Mas a verdade é que devo desistir
Desistir desse amor
Que hoje se tornou dor
Por sua ausência
Em um coração
Que seu único erro foi amar.

O Sorriso do Sol

Caminhando sozinho pelas ruas
Amei demais o Sol.
Mas Ele não viu.
E não sentiu...
E não viu mesmo...
E eu chorei.
Não nas margens do Rio Piedra,
Mas nas margens do Sol.
Ao redor da luz do Sol.

Só o Sol conhece meu jeito de sentir
Meu jeito de abrir os olhos ao amanhecer
E mesmo se por outra paixão me perder
O amor do Sol continuará sabendo quem sou...

E assim ocorreu.
O sorriso do Sol escureceu.
Seu brilho caiu.
Sua voz desiludiu,
E seu coração padeceu.

Outros caminhos procurei.
Outros sóis visitei.
Terras mais distantes que Passárgada.
E não me acostumei nas terras onde andei...

Chuva! Chuva... Alagou tudo,
fez esquecer sua falta, causou tristeza,
Alagou as ruas, mas segundo a televisão,
nem chegou na represa...

E por muito andei entre ruas vazias e becos escondidos
Procurei em cada canto desse mundo uma resposta , um sentido
Tentei desvendar os mistérios mais profundos e angustiantes que existem
E foi voltando pra casa, pra dentro de mim que encontrei a resposta.
A vida é somente isso, não tem mistério. é simples assim.
T.Maruga