Poemas sobre rios para refletir e deixar fluir

Os rios não bebem de suas próprias águas, assim como as mães não vivem apenas para si, mas para os filhos que carregam no coração.
E o amor?
O amor segue a mesma lei: só encontra sentido quando se entrega, quando transborda para além de si.

rios e oceanos foram atravessados por você
a fim de provar a força do meu querer,
que é exacerbado; no entanto, a mim, é desleal


te ver embora é uma bênção do universo,
que impede que eu me perca dentro da tua existência
e me desconheça no final


-1001lunas

No ventre escuro, onde a luz não alcança,
Correm rios invisíveis, veias do cimento,
Artérias em fogo, veem a vida em dança,
Sangue que é chama, retém o pensamento. Pulsa em mim o mundo em veias entrelaçadas,
Caminhos secretos, mapas do desejo,
Vazios e cheios, de dores entrelaçadas,
O fluxo que sustém o ser, o medo e o beijo. Artérias são versos que a alma entoa,
Poemas vermelhos, sangue do meu mundo,
Vivo no turbilhão deste sangue que arde,
Renovam destinos no âmago . Em cada pulsar, um grito mudo ecoa,
Faísca de vida no silêncio profundo,
Quem sou senão este fluxo imortal,
Entre luz e sombra, vida e ausência? Crueldade e paixão em ritmo voraz,
Artérias: ferida e beijo fatal,
O sangue que carrego é a própria essência,
Traço minha alma em dança final.⁠..

“Longe vai o tempo
que entre mim e os rios
a chuva e as matas
o céu e os bichos
só habitava o nós."

Crônica do Reino Onde o Povo Não Cabe
Ó terra formosa, de rios largos e sol antigo,
onde o chão é fértil, mas o pão é curto,
ergue-se um reino que se diz mãe,
mas que só embala alguns filhos no regaço
e lança outros ao frio da madrugada.
Neste reino de Angola
— que outrora cantou esperança
como quem canta a liberdade recém-nascida
—governam senhores de palavra grossa e ouvido fino,
mais atentos ao eco do próprio nome
do que ao clamor do povo que sangra calado.
Há um partido, não feito de todos,
mas de escolhidos.
Aos que juram fidelidade, chama “companheiros, camarada...os camaradas”;
aos que ousam pensar, chama “inimigos”.
E assim divide o corpo da nação
como espada que corta a própria carne.
Prometeram pão, mas deram discursos.
Prometeram justiça, mas semearam medo.
E enquanto o povo sua na lavra da vida,
os senhores banqueteiam-se em mesas altas,
onde a miséria não tem lugar nem nome.
Oh pátria minha, por que consentes tal trato?
Por que permites que te amem apenas em tempos de voto
e te esqueçam nos dias de fome?
És cantada em hinos, mas negada na prática;
és exaltada nos palanques, mas ferida nas ruas.
O pobre, que é maioria, tornou-se estrangeiro em sua casa.
O jovem, que é futuro, virou ameaça.
E a verdade, que deveria ser farol,
foi vestida de mentira
para não ofuscar os olhos do poder.
Mas saiba o reino — e saibam os senhores —
que nenhum poder dura quando despreza o povo,
pois a história, severa mestra,
cobra com o tempo aquilo que o medo adiou.
E virá o dia em que Angola não será partido,
nem cor, nem clã,
mas casa comum, onde ninguém será inimigo
por pensar,
nem excluído por existir.
Até lá, canta-se esta crônica
não por ódio, mas por amor à pátria,
pois quem critica por justiça
é mais fiel
do que quem aplaude por conveniência.

Águas Pluviais vem das Chuvas.
Águas Fluviais vem dos Rios.
Águas Nivais vem das Neves.
Águas Glaciais vem das Geleiras.

Vejo Deus nas belezas do mundo;
Ouço Deus nas cachoeiras,mares e rios;
Sinto Deus na chuva e no sol;
Recebo Deus dentro do meu coração.

TUDO ACABADO
O limite dos mares já não são mais as areias que os cercam, as águas dos rios já não correm mais seus caminhos...
O vento tem se tornado um vácuo, as chuvas já são chamadas de milagres...
O sol tem queimado mais que lava e as noites não esfriam mais
O céu tem mudado de cor, a natureza virada um deserto
Matar se tornou parte da rotina e sobreviver, uma luta
O sal não tempera e o açúcar tem ficado amargo
O que sempre existiu tem sumido e nada de novo pode ser afirmado
Reciclam o tal do lixo, mas o lixo que precisa de reciclagem, não tem reciclado
As estrelas têm sumido ou estão bem guardadas
Muitas perguntas se criam e a mesma resposta tem se dado
Os remédios não curam as doenças dos degraus que tem pulado
A solução virou um problema porque resolver é até errado
O certo tem que se esconder e quem não ta nem aí, livre tem andado
Nas escolas faltam livros e nas cadeias sobram advogados
Nas panelas faltam comida e assassina fome tem se tornado
As torneiras sopram vento e o ventilador está queimado
Nas casas não tem goteiras, pois nem a chuva tem chegado
Grandes árvores de concreto e seus frutos são bem caros
Não se andam mais a pé, mesmo não tendo um carro
Papagaio ficou mudo porque um robô é mais engraçado
A maior doença não é o mundo, mas o ser racional que nele tem morado se diz ser dono de um tudo, mas nada daqui tem levado
Tudo que escrevo parece um absurdo, porque a verdade ninguém tem encarado, pois é mais fácil viver na mentira e morrer envenenado
Os fins dos tempos já estão aí e poucos tem enxergado
São chamados loucos no mundo, os que essa notícia tem anunciado
Analfabeto as escrituras têm lido, e cego tem enxergado
O mudo gritou com o surdo e o surdo nem olhou para o lado
Tenha fé em Jesus Cristo, porque aqui está tudo acabado!

Meio ambiente




As árvores choram,


Os rios sentem,


Os animais observam,


Os ventos pedem ,


Os humanos vão chorar.

Outono

Outono
Planos
Folhas
Secas
Flores
Escassas.

Outono
Água
escorre
Pelos
Rios
Rasos.

Outono
Amores
Separações
Solidão
Aflição
e Sono.

Outono...

As cinzas dos Dias Cinzas

O tempo nos dias cinzentos, fluem como rios no vales rasos, lentamente...
Mas como tudo, caminham para um final...
Hoje foi um dia cinzento, que bem próximo está de sua ultima hora...
Quem sabe amanhã, veremos ressurgir o cinza de novo;
Ou, um dia ensolarado, onde o cinza de hoje, será apenas uma cinza lembrança;

As cinzas dos dias cinzas,
Demoram mais a surgir que as dos dias ensolarados,
O relógio nos dias cinzentos, parecem que marcam lentamente o tempo...tal qual um rio descendo em vale raso rumo ao mar..

Meu peito está apertado
Meus pensamentos perdidos
Minha alma chora rios
No escuro daquele vazio
Não me acho quando olho
Tudo aqui é incolor
Esse sentimento me frustra
Meu coração grita em dor
Quero um espaço na vida
Ter chance de se mostrar
Observo o vasto mundo
Mas não acho meu lugar.

Meu Moçambique, hoodoo sagrado,
Terra de rios que murmuram segredos,
Montanhas com ossos de reis antigos,
E veias cheias de ouro, promessas e luto.
Teus olhos brilham — não de esperança —
Mas quando te vendem por trocados,
Trocando terra por silêncio,
Minas por memórias apagadas,
Heranças por contratos estrangeiros.
Ó meu belo Moçambique… tão roubado, tão calado.




Ó Moçambique de tambores calados,
Povo sem cultura, disseram —
Pois ensinaram-te a temer teus deuses,
A negar teus sonhos, teus espíritos.
Chamaram profetas de bruxos,
Chamaram sabedoria de maldição.
E tu, em silêncio, aceitaste:
O sagrado virou pecado,
O curandeiro virou ameaça,
E a alma se escondeu na sombra.




Há grilhões que não se veem,
Mas ainda arrastam teu corpo.
Escravidão não é só corrente,
É esquecer teu próprio nome.
Não serás livre enquanto negares
O dom de andar entre dois mundos,
De falar com os ventos,
De entender o tempo pelo tambor.
Moçambique, não florescerás
Enquanto ajoelhares para um Deus imposto
E um Jesus que te foi reescrito.




Hoodoo, Belo Moçambique,
De incensos e raízes,
De chuva e palavra viva.
Renasce entre os teus,
Grita com tua voz inteira,
Ergue tua sombra e tua luz.
Meu Belo Moçambique…
Desperta.

Os únicos muros
a serem construídos
são as barragens
dos rios da ignorância...


Que se rompam
as correntes do medo
que se desfaçam
os grilhões da mentira...


A verdadeira fortaleza
é feita de livros
de olhos
que ousam ver
e de vozes
que não se calam...


Pois
só floresce o futuro
quando a mente
se abre
como terra fértil
depois da chuva...
✍©️@MiriamDaCosta

Itapema

⁠As asas deste poema
são de ultraleve,
ele sobrevoa as praias
e rios de pedra
angulosa em tupi,
Todos amam viver aqui.

O teu povo carijó
e a herança dos açores
são parte sublime
da História Brasileira:
a nossa memória guerreira.

Foste Vila de Santo Antônio
de Lisboa e Arraial Tapera,
Itapema o teu nome rima
por fortuna com poema:
a tua alma não é pequena.

Charmosa rainha atlântica
do Litoral Norte Catarinense,
cheia de charme e beleza
que sempre captura o coração
da gente com toda a destreza.

Morar em Itapema é
deixar-se brindar e envolver
todos os dias por toda
essa sedução e riqueza
agraciadas por fortuna pela Natureza.

Rios de controle, que elevem o meu pensamento
por mais que minha riqueza seja imperfeita.
Nos traços de uma necessidade
o lugar é o verdadeiro passo a ser medido.
O mundo tem um jeito fora do complexo
mas existem lados bons que o cercam
como a água no leito dentro do anexo.

Inserida por jadsonferreirafsa

O rio abraça o mundo inteiro,
Dois rios se abarcam,

O rio abraça e contempla o todo, do começo ao fim,

O rio abraça todo o continente, os dois Rios inteiros no final, eles se encontram.

Inserida por maurorobertt

FLOR DAS ÁGUAS
Rios de águas claras
Transparentes mostram
Em seu interior.
O que em teu profundo
Tem a ver com o mundo
Sombras de pavor.
Cerco, graves guerras
Travadas na noite
Da separação.
Dói em ti que vais
A encontrar os mares
A rasgar o chão.
Afogastes águas
Uma das mais belas
Flor que aqui viveu
Não por teu querer
Pelo mal que à um ser
Bem lhe pareceu.
Lava destas faces
Destas almas pobres
Nosso descontento
Queira nos livrar
Leve o para o mar
Do esquecimento.

Inserida por Ezhequiel

A autora

É dia de poesia
De pássaros cantando
Flores desabrochando
Rios correndo de encontro ao mar
Amores se encontrando...
É dia de poesia
E de quem faz poesia
Mas tem alguém o direito
De reclamar tal autoria?
A poesia é essencial
Em todo dia a dia
Não é simples palavra rimada
Antes é a beleza do viver
E a pureza do sentir
Em cada gesto e cada olhar
De quem sabe poetar
É a suavidade no falar
E a magnitude no doar
Não...
Não se pode autografar
A autoria da poesia
Pois que é ela a autora
Que faz da vida...magia

(Nane-14/03/2013)

Inserida por Nanevs

Sabemos que o sol na realidade ilumina a lua.
Também sabemos que a chuva necessita do mar.
Os rios precisam das nascentes para seu percurso
E as palavras necessitam das decisões para amar.

Inserida por Irenaldo