Poemas sobre Relógio
As vezes você está em vida, mas adormece quanto ao tempo. E quando resolve olhar pro relógio, toma um baita susto. A vida é mesmo curta, e as vezes você quer muito pra ser feliz, e viver sem alegria é quase que viver em vão. Vamos aproveitar o tempo que nos resta, porque essa pilha não é a gente que recarrega, portanto o tempo não vai parar, mas quem da as ordens aos nossos passos é a gente mesmo. Bora seguir pra frente? Rumo a conquistar o mundo. O mundo que a gente quer e merece.
Possuir uma bomba em relogio chorando paixão que detonar-se-a mais ou menos tempo e morerà a minha ficção.
Guardo na gaveta o relógio e o tempo. Forçosamente a vida me faz medi-la pelas escusas, pelos cantos escuros que ainda pretendo enfocar, pelo que evoquei sem métodos e pelo que visceralmente me encharcou.
[fragmentos de poesias secretas "Desejo"]
Dizem que quando se olha para o relógio e se vê horas iguais [4:44] é porque outra pessoa está a pensar em si. Mas eu penso em ti a cada segundo igual ou desigual. É normal?
Não que eu precise acender a luz, olhar o relógio e a agenda para me encontrar. Estou sempre no seus braços. Me acho facil.
Eu sou como um relógio parado, sem bateria, que não move mais os ponteiros. Eu sou algo que ficou, ninguém quis levar.
Você já sentiu o tempo esticar tanto que parece parar? Já ouviu um relógio, quando o próximo tique parece levar uma eternidade para marcar o último taque?
Ouvindo o tic tac do relógio, e vendo você dormir, sabendo que você confia em mim para te proteger enquanto você dorme, isso faz parte do amor ?
A perfeição de um relógio não reside no fato de andar depressa, mas no fato de regular perfeitamente.
Tudo tem seu tempo, olhe para o relógio e eu descreverei o tempo. Existe tempo para o pendulo ir, o tempo para ele voltar. Existe o momento certo de bater as horas, e o tempo certo de parar
"Antes do tempo estar nas engrenagens do relógio, ele está no canto do galo. Bem antes no giro do sol; antes ainda nos impulsos do Criador."
O homem conta seus sonhos pelo ponteiro do relógio, mede sua vida pela quantidade de seus bens e desvia seu olhar das florestas vivas para os prédios que arranham os céus, como se quisessem provocar a ira de Deus. Nessa perdição cosmopolita, o charme se desmancha no ar, e a fumaça dos canos automotores só desperta a ansiedade por saber que se esquece de onde vem, e não se sabe para onde vai.
O relógio vira poeira e se despedaça no ar. Os instantes explodem e a presença do vazio foi. Agora resta a maneira singela de um abraço emudecendo na forma concreta de uma obra submetida ao anonimado da pintura.
