Poemas sobre Relógio
Quando estou a olhar para telas por exemplo, o relógio parece marcar seus ponteiros calmamente.
Mas quando estou frente ao prisma dos teus olhos, não vejo o tempo, mas sem espera ele caminha rapidamente.
Por através deles eu pude ver nossas almas em uma valsa suave, juntas, a dançar perenemente.
🕑Os ponteiros do relógio seguem em frente,
No presente, marcam as horas
Não vivem no passado, dão atenção para o agora,
Num seguir persistente, cada vez num minuto diferente daquele de outrora.
Não perdem tempo em o outro sabotar, estando no mesmo rumo, preferem se ajudar
E, finalmente, chegamos a conclusão de que com o passar do tempo aprendemos a lição.⏳
O Cárcere do Ontem
O relógio não perdoa o que foi breve,
O instante, fugaz, não se repete.
O ontem é cinza que o vento atreve,
E o tempo, severo, jamais se compromete.
Pode a vida trazer nova oportunidade,
Mas o brilho de outrora não volta ao lugar;
Quem vive de sombra perde a claridade,
Deixando o agora no abismo expirar.
A mente, cativa de um tempo vencido,
Ignora o presente, no vácuo flutuando,
Idealiza um futuro por medo tingido,
Enquanto a alma segue adoecendo e parando.
O receio do erro virou armadura,
A autossabotagem se faz soberana;
A vontade de agir se torna tortura,
Presa na teia da mente que engana.
Vazios repletos de entulho e memória,
Lixo tóxico que o peito consome.
Escrevemos o rascunho de uma vã história,
Onde o "eu" verdadeiro não tem rosto ou nome.
Nascemos no nada, buscando o saber,
Morremos tentando o mundo entender...
Mas na busca incessante por tanto aprender,
Esquecemos a meta de nos conhecer.
Poesia de Islene Souza
Olho pro relógio e o tempo não passa
A casa tá vazia, tudo perdeu a graça
O seu perfume ainda tá no meu lençol
Tô vivendo no escuro, esperando o seu sol
A geladeira tá cheia de solidão
E o rádio tocando a nossa canção.
Volta para casa esquenta a cama e o meu lugar
Deixa de orgulho, esse orgulho é pra me matar,
Volta de novo pros meus braços e o meu coração
Essa procura é por amor e não de ilusão
Volta para casa esquenta a cama e o meu lugar!
Deixa de orgulho esse orgulho é pra me matar
Volta de novo pros meus braços e meu coração, essa procura é por amor e não de ilusão.
Se o mundo lá fora tentar te convencer
Que existe outro alguém melhor que eu pra você
Não acredita, é tudo conversa fiada
Ninguém te conhece nessa longa estrada
Só eu sei o ponto que te faz arrepiar
Vem logo pros meus braços, vem me completar!
Volta para casa esquenta a cama e o meu lugar
Deixa de orgulho, esse orgulho é pra me matar
Volta de novo pros meus braços e meu coração
Essa procura é por amor e não de ilusão. (Letras)
Carta à Hora Zero
Eu queria voltar
não para mudar o mundo,
mas para silenciar o relógio
antes do primeiro “agora”.
Às 00h00 de um janeiro antigo,
o tempo piscou
e eu já estava aqui
presa dentro de um corpo
que sente demais para este chão.
Não cheguei em casa.
Caí em território desconhecido,
com uma memória vaga
de algo que parecia
mais verdadeiro do que isto.
Nasci sem mapa,
com nervos de vidro
e uma saudade
que não cabe em palavras.
Enquanto outros aprendiam
as regras do jogo,
eu procurava
a porta de saída
do labirinto.
Carreguei dias
como quem carrega pedras no peito
e ainda me pediam
que eu chamasse isso de vida.
Hoje os parabéns
chovem sobre mim
como pétalas sobre um velório:
belos para quem olha,
dolorosos para quem ficou.
Não é sobre morrer.
Eu só não reconheço
este lugar
como o meu.
Se eu pudesse falar com o Criador,
não pediria o fim,
só uma explicação:
“De onde eu vim
que nada aqui me parece lar?”
Mesmo cansada,
continuo respirando,
não como escolha,
mas como quem ainda
não recebeu permissão para partir.
Talvez eu seja isso:
uma alma em exílio,
olhando o mundo
como quem olha pela janela
de um trem que nunca escolheu pegar.
Olho pro relógio e o tempo não passa
A casa tá vazia, tudo perdeu a graça
O seu perfume ainda tá no meu lençol
Tô vivendo no escuro, esperando o seu sol
A geladeira tá cheia de solidão
E o rádio tocando a nossa canção.
Eu já tentei sair, tentei me distrair
Mas em cada rosto é você que eu vi
Pra que fingir que a gente não se quer mais?
Se longe de você eu não encontro paz
Para de drama e vem me ver
Meu corpo tá gritando por você!
Não dá mais pra esconder, tá na cara o desejo
Tô com sede do seu corpo e fome do seu beijo...
Volta para casa, esquenta a cama, aí é o meu lugar
Deixa de orgulho, esse orgulho é pra me matar
Volta de novo para os meus braços e o meu coração
É procura de amor e não é de ilusão
Volta para casa, esquenta a cama e o meu lugar!
Se o mundo lá fora tentar te convencer
Que existe outro alguém melhor que eu pra você
Não acredita, é tudo conversa fiada
Ninguém te conhece nessa longa estrada
Só eu sei o ponto que te faz arrepiar
Vem logo pros meus braços, vem me completar!
Volta para casa, esquenta a cama, aí é o meu lugar
Deixa de orgulho, esse orgulho é pra me matar
Volta de novo para os meus braços e o meu coração
É procura de amor e não é de ilusão
Volta para casa, esquenta a cama e o meu lugar! (Letras)
Não me digas que é tarde!
O amor não tem horas marcadas
e desconhece o relógio.
O amor, quando vem, entra inteiro,
bagunça tudo e refaz a vida do avesso.
Então fica.
Fica porque meu peito já abriu suas janelas,
porque meu corpo já aprendeu teu nome,
porque a saudade, que tanto gritou,
agora se ajoelha diante de ti e se cala.
Fica, porque as palavras já se disseram,
porque os olhos já se prometeram,
porque o tempo que passou já não importa,
e o que resta, amor... é apenas amar.
Estou prisioneiro do tempo, num espaço que já não me comporta.
O relógio perdeu o comando sobre mim, porque sigo na tua direção sem medir horas, sem negociar segundos.
Caminho guiado apenas pela certeza de que é em ti que o tempo se revela.
Não corro para te alcançar, nem paro para esperar — apenas existo no movimento que me leva a você.
E assim, na passagem silenciosa do tempo, é teu rosto que vejo,
tua presença que dá sentido ao agora
e transforma cada instante em eternidade felicidade.
O Eco do Tempo
“O tempo não se mede no relógio, mede-se no que sentimos.
Há dias que duram segundos, e segundos que carregam uma vida inteira.
Por isso, ame sem pressa, abrace sem medo, viva sem reservas…
Antes que o tempo siga seu caminho e nos deixe apenas com o eco daquilo que não ousamos viver.”
Naldha Alves
O relógio tocou – naquela mesma hora, mas eu não queria levantar.
Naquela hora de todas as manhãs – eu fazia o seu café, mas não sem antes de afagar demoradamente o seu cabelo. Observava suas sardas – espalhadas, coloriam suas bochechas e seu sono era sempre tão sereno!
O relógio tocou – naquela mesma hora, mas eu não queria levantar.
Sabia que haveria um travesseiro vazio onde era o seu lugar.
E se o dia quiser me cobrar
Eu troco o relógio por te olhar
O mundo gira e eu fico bem
Porque contigo o tempo vai além _ Frase da música Deixa o sol bater do dj gato amarelo
Ser criança de novo, esquecer do relógio, esquecer do meu medo
por: Felipe Uzzires
papo reto?
não era pra ser tão pesado assim.
Com 20 poucos anos nas costas e um cansaço que não combina,
eu só queria voltar pra onde o mundo era pequeno.
ser criança de novo,
esquecer do relógio,
esquecer do meu medo.
Tem dia que a gente acorda e já tá devendo até coragem.
Sorriso forçado, passo arrastados,
e lá dentro, bem quietinho,
o moleque que fui quieto e cansado chama meu nome querendo.
ser criança de novo,
esquecer do relógio,
esquecer do meu medo.
Eu sinto falta de tropeçar sem medo de cair,
de errar e rir, de errar de novo e rir mais alto ainda.
Hoje qualquer erro parece um peso eterno,
como se a vida não perdoasse mais ninguém,
como se eu fosse invisível,
como se fosse impossível.
ser criança de novo,
esquecer do relógio,
esquecer do meu medo.
Talvez eu nunca volte de verdade, né?
Talvez crescer seja isso mesmo:
carregar as saudades, de desapegos, pessoas indo, e outros voltando,
Mas ainda assim eu queria.
ser criança de novo,
esquecer do relógio,
esquecer do meu medo.
Nos olhos teus, reflete o amanhecer,
O mundo gira para a vida vai acontecer,
Não há relógio que apague o sentir,
Juventude é o desejo de seguir. _ Frase da música O mundo gira do dj gato amarelo
O relógio da eternidade entrou nos seus últimos 48 segundos proféticos. É 9 de setembro de 2027. O mundo não é mais um lugar de nações, mas um necrotério global sob um céu que se enrola como um pergaminho prestes a ser queimado.
retirado do livro, CÓDIGO STARDUST: A CONSPIRAÇÃO DO SILÊNCIO
O Mapa Invisível
Corremos com os olhos fixos no asfalto, no compasso marcado do relógio, driblando o que parece ser o acaso, fugindo do que foge à nossa lógica.
No piloto automático dos dias, acreditamos ter o leme em mãos, traçamos metas, planos e vias, no esforço vão de evitar o chão.
Mas enquanto a gente foca no desvio, o universo, em seu mutismo atento, tece um novo curso, fio a fio, na velocidade calma do momento.
Sem alarde, sem aviso ou som, a rota antiga ele apaga e transmuta; o que era perda vira um novo dom, o que era queda vira nova rota.
Driblamos o que é urgente e passageiro, sem ver que a vida, sábia e absoluta, já nos levou para o destino verdadeiro, enquanto a gente ainda discutia a luta.
O relógio preguiçoso, com as pernas cruzadas, sussurrava seu tic-tac incessante, ecoando na vastidão da solidão. Eu me afogava na última dose amarga da cachaça, entregue ao vazio do pensamento, sem desejo de agir.
À meia-noite, o sino distante da igreja no alto da montanha rompeu o silêncio, convocando-me para a realidade. Soube então que era hora de me banhar nas águas do esquecimento e entregar-me ao sono.
Despeço-me, envolto no manto escuro do medo que abraça a noite.
O que você faz hoje pesa amanhã
Não é falta de tempo, é decisão
Relógio corre, não pede perdão
Quem vacila hoje, paga na mão - música hoje pesa amanhã do dj gato amarelo
O tempo, em seu relógio mudo, conta os grãos de areia
Que escorrem lentos entre o agora e o tempo que virá.
Há um vazio, um lugar que a tua ausência semeia,
Uma dor antiga que insiste em nunca se findar.
Somos metades de um cristal quebrado ao meio,
Fragmentos que a vida, cruel, ousou separar.
Em meu peito, a saudade é o único anseio,
O fardo pesado de ter que sempre esperar.
Te sinto na névoa fria que a noite traz,
No suspiro silente que o vento leva de mim.
A alma, essa prisioneira que não encontra a paz,
Caminha em círculos num jardim sem florir.
A promessa de união jaz num futuro distante,
Uma estrela que brilha, mas mal se pode enxergar.
E este amor, tão puro, mas tão lacerante,
É a melodia triste que só sabe chorar
Escrevo qualquer coisa,
sem pressa,
no calor do dia.
Olho o relógio,
já não tenho tempo.
Sinto a brisa do vento:
é a inspiração chegando.
De longe,
teu cheiro me alcança,
e o amor se aproxima.
