Poemas sobre quem Realmente eu sou
Sinceramente
Não existe nada de moderno
Nas coisas que eu sinto, que eu vejo
e que eu digo.
Porém, eu as simplesmente digo
São estas as regras que eu sigo
E se alguém vai aceitar ou concordar
Honestamente: Nem ligo
Vou seguindo modestamente
meu rumo
Dizendo discretamente
quais são aquelas coisas
Tantas...não sei dizer quantas
Com as quais
Eu morro
Mas não me conformo
e desesperadamente
Não posso aceitar
e humildemente
não me acostumo.
Na mesa
Os papéis que eu desenhava
As conversas que a gente tinha
As coisas que eu esperava
e não vinham
Uma luz acesa
Uma reza
Fé sem certeza
O café que esfriou
O caderno onde escrevia
Um convite
Pra uma festa que não vou
A fotografia
Você que ria
Sem nem saber
e nem querer saber
Por quê
Na mesa
Um prato
Uma taça
Comida
bebida
despedida
Fumo
Fumaça
Esperança
Um adeus
A vida prossegue
Mas hoje a gente não consegue
Nem de longe
Que a vida tenha
A mesma graça
Preciso fazer muita coisa
Mas não sei por onde começo
Eu queria fazer algo perfeito
Desconheço
O endereço da perfeição
Quando até quem diz que me ama
Reclama das coisas que eu faço
Quanto mais eu faço
Mais me desama e me desanima
Eu queria que Deus me escutasse
Tem horas que eu tento
Pedir Seus Conselhos
A única coisa que aprendi
É que se não for justo
Não adianta
Pedir de joelhos
Creio eu
Que o melhor que posso fazer
É fazer o meu melhor
Do jeito que eu puder fazer
Pois
Quanto mais eu me arrependo
A cada dia aprendo um pouco mais
Pode ser que com tantos erros
Não tenha acertado em nada
Porém, disso tudo
Uma grande lição foi tirada
Agora
Eu já sei como não se faz
Entre tudo
que há de difícil
Nesta vida
Creio eu
Que dizer o que penso
e me fazer compreendido
É mais que difícil
É um sonho impossível
Todo mundo já sabe tudo
e tem interpretações
Infinitamente
melhores que as minhas
Pras coisas que eu penso
Antes mesmo que eu as diga
Portanto aprendi
Que o mundo não liga
Pra nada que eu diga
No entanto ainda penso
Mas o mundo ensinou-me
A pensar em silêncio
Saudade da minha escola
Meu primeiro dia de aula
e do medo que eu senti naquele dia
Minha mãe me encorajando
Dizendo era preciso
No fundo, minha mãe sabia
Que meu maior medo era o dela
Deus não podia ter feito
Uma Mãe melhor que aquela
E eu fui
Com o tempo a coisa flui
As coisas que vão acontecendo
Vão diluindo nossos medos
Medo da vida
Medo do Mundo
Medo das coisas que estão lá fora
Medo de não saber tirar o medo
e colocar os filhos nos trilhos
Quando chega a nossa hora
de sermos nós
Os Portadores do medo
Aquelas Mães
Guardaram a Sete Chaves
Muitos segredos
Em mesclar um olhar carinhoso
Um zelo prestimoso
Uma chinelada suave
A voz que se tornava grave
E um dedo em riste, sempre que preciso
Aquilo ensinava juízo e prudência
Mas eu nunca...jamais aprendi
A ter a mesma eloqüência
Com tamanha simplicidade
Hoje, as nossas Mães aparentam
Ter ficado tão pequenas
Apenas parecem
Teus filhos cresceram, Mães
Mas...dias há, que carecem
Daquelas boas chineladas
O Mundo não ensinou-nos
Nada com tanto carinho
E com tanta sabedoria
A gente é que não enxergava
Tanta coisa boa
Que os filhos, nós
(essa gente à toa)
Fomos recebendo e deixando ficar
Neste longo caminho que trilhamos juntos
Por mais que eu tenha aprendido, Mãe
Eu nunca soube fazer nada
Que nem você fazia
E isso agora me dói muito
Hoje eu vejo que sempre foste
Senhora, em qualquer assunto.
edsonricardopaiva
Jamais fui longe demais
Eu sempre estive muito perto
do lugar onde eu nasci
Mesmo meu pensamento
Inquieto e insatisfeito
E que sempre me tirou daqui
E que briga com o peito deserto
Que não liga
Então pergunta à minha alma
Como eu posso viver desse jeito
ou de onde vem tamanha calma
Esses pensamentos também
Jamais vão longe demais
Pois, se fossem
Creio eu
Que seria capaz
Que eu pra lá me transportasse
E aqueles que me conhecem
Não me veriam
Nunca mais
O Sentido da Vida
Certa vez, quando era criança
Eu pisei na areia
E ao perceber
a marca dos meus pés
Primeiramente pensei
Que elas não estariam mais ali
No dia seguinte
Mas logo em seguida eu pensei
Que antes que o dia terminasse
Poderia ocorrer
um desenlace qualquer
E eu também não estar mais aqui
Antes que sumissem
As marcas dos meus pés
Em pouco tempo
Não restaria nada de mim
E foi assim, desse jeito
Que ao invés de sentir-me triste
ou com medo
Percebi o quanto era feliz
Pois eu havia acabado
de desvendar um segredo:
Eu fazia parte de um todo
Eu era um grão de areia
deixando marcas da areia
Fincando as estacas
Que se tornariam os alicerces
do meu próprio entendimento
Pois, aquele momento
Foi quando eu me senti
Muito próximo Daquela Inteligência
Que Exerce, por Excelência
Todo o Poder de movimentar
Este Universo
Meus passos
Eram iguais a todos os passos
Se deixamos marcas ou não
Essas, tem que estar no coração
daqueles que vão estar aqui
depois de nós
Pois
No dia em que partirmos
Permaneceremos
de alguma forma
Na areia, que marca o tempo
No vento que carrega a areia
Na luz do Sol
Que nos entrega a vida
E a energia que alimenta esta Terra
Pois a vida é uma bela história
Que não faz nenhum sentido
Quando nascemos
É preciso que a gente
Pise antes na areia
Pra dar um sentido à vida
Pois ela terá o sentido
Que a gente der à ela
Edson Ricardo Paiva
Um dia eu sonhei
Em mudar as coisas
Que estivessem erradas
E quanto mais erros eu via
Menos gente
Havia ao me lado
descobri
Que o certo
É ter por perto
Quem não queira
mudar a gente
Este mundo imperfeito
É feito de pequenos e grandes
Enganos
Os Planos de Deus
São os mesmos que os meus
Mas pra mostrar tudo isso
A quem tem compromisso
Somente com si mesma
Leva anos
de trevas
E então a gente percebe
Que cada um recebe
A parte que lhe cabe
Neste grande Oceano
de "não saber e achar que sabe"
Que envolve o Mundo
Não dá pra vencer a tempestade
Porém, todo mundo pode
Aprender a diferenciar
O brilho que ilumina
do brilho que ilude
A verdadeira verdade
Se esconde
Nos lugares mais visíveis
E são tantos quanto possíveis
Os noventa graus de uma esquina
Podem ser aquele "Ás de Paus"
Que a cegueira desnuda
Nada é somente
Aquilo que parece
Não adianta tentar
Mudar o Mundo
A minha melhor atitude
É não permitir
Que as pessoas que nele vivem
Me mudem
Só isso já muda tudo.
Edson Ricardo Paiva.
Quisera eu
Por um único momento
Poder acalmar essas feras
Que vão se infiltrando
Em movimentos muito lentos
E se apossam
dos meus pensamentos
Me calam a boca
Enquanto me falam
Poucas coisas
Que muito se multiplicam
Quisera eu
Que tudo fosse como antes
E eu pudesse corrigir
Em frente ao espelho
Meus olhares suplicantes
Que nada modificam
Quisera
Poder explicar
Que está chegando
Eu posso até respirar
Pois eu sinto no ar
O limiar de algo
Que não sei traduzir
E nada mais será
Do mesmo jeito que era antes
Quem dera, Meu Deus
Que todos os teus pensamentos
Fossem meus
E eu pudesse te mostrar
O reluzir do meu sorriso
Que se apaga
E se torna uma coisa vaga
diante
do teu olhar
indeciso.
Eu não sei
Pra que servem
as coisas
Que eu sei
Vou levando a vida
Em fogo brando
Teimando em buscar
Algo que insiste em se esconder:
Um brilho de olhos
Tão tristes quanto os meus
E os teus teimam em recordar
Muitas cenas esquecidas
desta vida
Que apesar de
hoje,
branda
Ainda queima
Creio que jamais vi de perto
A sanidade plena
Pois
Mesmo em épocas amenas
um mais um
Jamais somaram
dois, completamente
A vista engana
A memória mente
E eu, simplesmente
desconheço
razão ou utilidade prática
Pra esta insana matemática
E qualquer outra ciência.
Nunca sorriu-me
Qualquer chance de escolha
A queda da última folha
Quase sempre além do alcance
Apesar de tudo que hoje eu sei
O desenlace me parece
Aqui dentro e ao mesmo tempo
tão distante
Vida esquecida
drástica e elástica
Revoltas que dão duas voltas
e voltam
O dia amanhece
A vida prossegue adiante
Com suas celeumas
e chamas infames
Uma espécie de charme
Que queima
Edson Ricardo Paiva
Hoje eu passei
O dia inteiro aqui, parado
Igual ao que foi ontem
A Lua navega
A Terra se move
O Sol se esconde
Num lugar muito distante
Pra lá de não sei onde
E eu não sei a razão
Mas fiquei aqui
Houve em minha vida
dias mais aprazíveis
Ah...isso houve
Hoje eu vejo os dias passando
Ensolarados,
Lentos e modorrentos
Nada se move
Mas nem todo dia é assim
há dias em que chove
E nada além disso
Só isso
E isso me dá
Uma saudade imensa
daqueles dias
que eu saia de casa correndo
Procurando aquela molecada
Sempre propensa a brincar e rir
Saudades dos lagos e rios
Quando sapos e rãs, displicentes
Jamais se importavam
de compartilhar com a gente
Aquela vida boa
de pipas no Céu
Carrinhos de rolimã
E sempre os melhores amigos
tinham uma ou duas irmãs
Tudo isso se passava
Num tempo e lugar
Hoje
Irremediavelmente inacessíveis
Não dá pra explicar
Mas a qualidade dessa saudade
As faz revelar
Que eu tive a oportunidade de viver
dias incríveis...inesquecíveis
Amanheceu relampejando
de maneira que eu
Há muito não via
Mas eu sei que a Natureza
Invariavelmente anda correta
Então
Sobre as coisas erradas
que eu vejo
Me abstenho e pouco falo
Estou neste mundo
Pra aprender com paciência
Um pouco do culto ao silêncio
Sobre muita coisa que sei
Me abstenho
Nesta curta existência
Não vim a este mundo
Pra fazer inimigos
E nem pra corrigir meus irmãos
Antes que eu nascesse
Deus já me avisou
de antemão
Que era castigo
Então
Quando tão perto de mim
A multidão pisa em flores
E o mundo vai se transformando
Nesse circo de horrores
Me calo
Preciso simular indiferença
Fazer de conta que nem ligo
A vida continua
E o mundo dá voltas
Existem leis perfeitas
E dentro dessas leis
Está escrito
Que o simples poeta
Tem a meta
de não semear discórdias
Muito menos se enxergar
Com o direito à uma revolta
É preciso aprender
Que quando o dia amanhece
Trovejando e relampagueando
Basta observar a lição
Que a natureza oferece
O Tempo, invariavelmente
Nos conduz à razão
Então
Vou à janela
Penso
Absorvo essa bela lição
Cresço
e, diante da voz suave
do trovão
Permaneço, perenemente
Em silêncio
edsonricardopaiva
De vez em quando
Tudo que eu preciso
É respirar um pouco
Pode até parecer
uma ideia louca
Mas não é todo dia
Que a gente atenta
Nesses desalentos
Que nos atingem a alma
de forma tão costumeira
E a gente nem pensa
Em sair um pouco lá fora
Ou pelo menos abrir a janela
Inspirar o ar pelo nariz
Soltar pela boca
e acalmar-se
Pensar em tantas coisas que eu quis
e não aconteceram
Lembrar das coisas erradas que fiz
E simplesmente me perdoar
Jogar pra fora todo arrependimento
Juntamente com o ar
E olhar as coisas ruins
Indo embora; no vento da noite
Simples assim
A vida se renova
Com uma pequena porção
Pura e nova
desse presente da natureza
Simplesmente
Basta querer
Pois
De vez em quando
Todo mundo precisa atentar para o fato
Que o ato de respirar
É algo um pouco além de somente
Inalar e exalar o ar
Edson Ricardo Paiva
Pode ser
Que eu saia desta vida
de alma ainda pura
e com o corpo
Completamente quebrado
Se for assim
Creio eu
Que terei logrado
Morrer como queria
Portanto
Não me culpem
das expectativas malogradas
Criadas em meu redor
Cada um tem a própria vida
E não se pode viver duas
Eu sou responsável
Somente pelas minhas palavras
e não pelas suas
Cada um de nós
Vai criando seus próprios problemas
Na medida em que não atenta
Para os sinais tão claros
Às vezes gritantes
Com os quais o mundo acena
todo dia
Eu só faço aquilo que posso
Pra quem deseja um pouco mais
Eu só posso pedir
Que me deixe morrer em paz
Edson Ricardo Paiva
Pouco antes
de eu nascer
Enviei a Deus
uma prece
que dizia
"Me salva, não quero viver"
Porém
Nem tudo pode ser feito
do jeito que a gente queria
Então que se faça
o melhor que a gente possa
pois a maior graça
Que existe em tudo isso
é saber que existe um compromisso
um trato bilateral
e mesmo
Que eu conseguisse
Fazer meu melhor
e realmente melhorasse
tudo ao meu redor
Nada faria sentido
Quando a resposta que vem
lá do outro
Não fosse infinitamente
Maior
e melhor
Edson Ricardo Paiva
Não me iludo
Já cometi grandes erros na vida
Agora eu não mais me iludo
Desisti de pensar que as coisas mudam
Aprendo a cada dia
Que vou errar e me iludir de novo
Aprendi que pra isso é que existe
O arrependimento
E me arrependo
Aprendi que os erros
Não foram feitos para errar
E muito menos pra aprender
Eles existem pra não ser cometidos
E nem sempre o perdão
Alcança os resultados que se deseja
Por mais belas sejam
As palavras que se ouve na esquina
A conversa termina sempre lá
Não é preciso trazer pra casa
Muito menos guardar na alma
A bonita filosofia
Que resulta pouco mais que nada
E que fiquem no passado
A tantos erros alheios
Hoje eu vejo que devia
Ter mudado a direção
Ainda no meio de muitos caminhos
Sempre existem novos erros
e ilusões se evitar
Aprendi somente a não me iludir
E pensar que vou saber
Quando é que eles vão chegar
Nunca aprendi direito
O melhor jeito de olhar pro Céu
E dizer se vai chover
Mas com o tempo a gente sabe
Olhar a tempestade iminente
E decidir nos cabe ou não
Molhar-se na chuva que ainda não caiu
Mas iludir-se
Pensando que não vai molhar
Depois de tudo que já viu
Eu bem queria acreditar
Que em pouco tempo
Não há de formar-se
Outro rio nessa avenida
Então me apresso
em voltar pra casa em paz
Assim a vida ensinou a gente
Pois hoje, sinceramente
Eu olho pra esse Céu de ilusão
E fujo dessa velha mesma chuva
Que já me enganou muitas vezes
Mas agora
Ela não me molha nunca mais.
Hoje eu não tenho nada
E mesmo se hoje eu tivesse
Não sei se saberia o que fazer
Assim como fui fazendo sem saber
As coisas que fiz
Agora eu entendo que não sabia
A vida nunca depende somente
das coisas que a gente faz
Muito menos do que deseja
Cada vida é um mundo
E todo mundo, igual a mim
Também não tem nada
Além da ilusão
Em ter aquilo que não tem
Mas poucos mais
Além de quase ninguém
Procura perceber
Que por mais imagine ser
Não passou de possuir uma mera ilusão
Uma espera ansiosa
Uma palavra mal falada
Um egocentrismo
A busca por algo além
Que somente os levou a nada
E hoje, sem nada
Igual a mim
Dentro de um Universo vazio
Eu olho de longe posso ver
Se conseguisse, eu poderia rir
das promessas sem sentido
Que seduzem
As mentes de quem somente
Tornou a vida a cada dia mais vazia
devido às próprias decisões
Eu hoje não tenho nada
Mas posso ver e sentir
Tamanha aflição
de quem um dia pensou ter tanto
Enquanto perdia
Por obra das próprias mãos
O que um dia pensou ter de sobra
A vaidade é uma cobra de duas cabeças
e destila o veneno que te mata
Na saudosa visão do que se foi
Que começa a doer
A cada palavra e cada mentira vã
A cada vez que a própria ira
Te faz cair de joelhos
E sentir vergonha
Em olhar o próprio rosto
No espelho de cada manhã.
Edson Ricardo Paiva.
Agora
Tudo que eu queria
Era ouvir uma canção
Para dormir
Hoje
As canções que eu ouço
E que mais ouvi na vida
Foram canções de ida
E despedida
Se eu soubesse fazer poesia
Escrevia pra você
A canção mais suave
Um poema bonito
Com letra meio tremida
Eu diria alguma coisa
Qualquer coisa sobre chegada
Ao invés de partida
Uma frase sobre carinho e bem-querença
Algo assim; sobre ficar
Em qualquer lugar bendito
Um cântaro de água gelada
Um sorriso
Meia xícara de chá
Algum espaço qualquer
Onde eu pudesse sonhar
Olhar pros lados
Me sentir em paz
Agora
Tudo que eu queria
Estar distante
Ainda assim
Próximo e diante de um olhar
Que brilhasse ao máximo por mim
Só pra mim e mais ninguém
Eu sei que deve haver
Um olhar assim
Em algum lugar do mundo
Este imenso vazio
Não é possível que não haja alguém
Que sinta alguma espécie de arrepio
Uma certa alegria ao me ver chegar
Queria que me dissesse
No simples gesto de um lindo olhar
Pra esquecer a tristeza, o passado
... o resto
Me abraçasse com carinho
E me pedisse pra ficar.
Edson Ricardo Paiva.
Um amor com sentido.
Eu quero um amor que me ame
Um amor que não me amou
Pois, a bem da verdade
Não existiu, não ensinou-me amar
Eu, por não saber o amor
Não o sei dizer como é
Eu quero que um amor me queira
Sem saber que me quer
Um amor que ame sem pensar
Que chame meu nome
De maneira inconsciente
Que fique contente ao saber de mim
Sem saber nada a meu respeito
E que mesmo assim
Esse amor me ame do mesmo jeito
Que acorde com saudade
Que se deite tarde da noite
Feliz por saber que existo
Triste por eu não estar por perto
Um amor que espreite
Atrás da grade da janela
Esperando eu passar
Tentando ser discreta
Feliz por me amar
E que não desperte suspeita
Que ama
Mas que ame sem medo
E que tenha grata esperança em meu lugar
Pois viver sem ser amado e nem querido
É coisa que cansa, mas não mata
Mas, em virtude dos amores ruins
Que eu sei que existem nesse mundo
E quando a gente pensa
Num amor que sempre quis
E sabe possível haver amor assim
Meu espírito feliz, consente
E é nesse momento
Que a vida passa a fazer sentido.
Edson Ricardo Paiva
Agora eu sei
Eu sei que falei demais
Mas pensava que devia ter falado mais
Agora eu sei que me calei
Quando percebi que ninguém me ouvia
E penso que o silêncio vai falar por mim
Hoje eu ouço a voz do tempo
Presente e distante
e que jamais se esquece
E entendo o quanto ele ensina
E sempre termina as suas falas
Que se tanto soubesse
Teria me calado muito antes
Pois, diante da insanidade
A verdade um dia vem no vento
Enquanto o tempo que há de trazê-la, impassível...apenas se cala.
Edson Ricardo Paiva
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