Poemas sobre quem Realmente eu sou
Sempre existirá alguém para me derrubar.
Se eu levantar, não serão minhas forças que irão te destruir.
E sim, a sua própria incapacidade.
- 'Há meses que eu me sinto enigmático.
Meu anfêmero é sempre aquela antropofobia.
Se sentir despovoado, a todo momento.
Você cria viabilidade, mas percebe que está por água abaixo.
Aos que te fazerem entusiasmar, são apenas segundos que não estão durando por ciclos.
Acertadamente, não há explanação quando sentimos estarmos solitários.
Em tempo algum, já olvidado atrás de devaneios e euforia.
Mas eu escolhi deixar o medo de lado, eu escolhi dizer sim, falar quando tenho vontade, calar quando preciso, me jogar de cabeça quando for necessário.
Eu não tenho medo de viver, eu não me prendo, eu me solto, eu vivo o que tenho vontade,porque sei que errei e ainda errarei muitas vezes, mas o importante é saber que sempre foi com a intenção de acertar.
Prefiro, lá na frente, olhar as minhas cicatrizes e me sentir orgulhosa por todas as vezes que eu tentei, do que está ilesa por nunca ter tido coragem de arriscar.
Eu amo ser sua mãe
Amo nossas conversas sem fim,
onde o tempo para só pra nós dois.
As risadas que ecoam no ar,
e os silêncios que dizem: "estou aqui".
Brincadeiras que viram lembranças,
danças que embalam o nosso momento.
Música que canta o amor que sentimos,
num ritmo só nosso, feito de sentimento.
Estar contigo é paz que acalma,
é ternura que brilha no teu olhar.
É saber que Deus me deu um propósito:
ser tua mãe, te amar, te cuidar.
Te amo, filho, com todo meu ser.
E nesse dia tão cheio de luz,
celebro o dom de te ter comigo:
Feliz Dia das Mães, meu presente de vida!
Hoje, eu acordei gaivota
Deixa, gaivota,
Que por hoje
Eu seja o espírito
Que te habita;
O movimento das tuas asas;
A luminosidade do teu voo,
Pela trilha de uma
Liberdade
Que não me pertence.
Às vezes o mundo parece girar rápido demais, demais e demais. Eu fico perdido. Chego a ficar louco. Tento pensar no que está acontecendo, mas continua girando rápido demais e então não consigo acompanhá-lo.
Realmente não dá pra ter todas as respostas. E pra quê quero ter todas as respostas? Nem eu mesmo sei!
Citação favorita, meu mundo é a citação favorita. Um mundo de indagações e perspectivas diferentes a todo instante. Este mundo, o qual eu não pedi pra tê-lo, assim como uma menina de doze anos não pede pra ser estuprada e conceber outra pessoa que não pediu pra tê-lo. Talvez as perspectivas e as indagações dessa criança sejam melhores que as minhas.Que situação seria essa heim... Todos vivemos em algum tipo de utopia.
Banalizados ficávamos se ouvíssemos falar sobre um assassinato ou até mesmo um acidente. Hoje a dor do seu irmão não revela tua compaixão. O mundo que para mim é referente à vida, já teve significado mais singelo do que a ganância por dinheiro.
Nossas vidas hoje são ditadas por razões de prazer e sucesso, o que nunca será mais valoroso que amor existencial do início da humanidade; do mundo. O mundo deveria ser regido apenas por citações de amor.
Pois eu amo minha vida, amo as pessoas que estão a minha volta pelo que elas são, amo minha família, minha mãe, meus inimigos, meus carrascos, amo sem precisar dizer que amo.
Não tem nada mais sincero que as palavras do silêncio, que a transmissão de amor através de um simples olhar e um sorriso. Forma simples de dizer conte comigo, estou aqui se precisar, EU TE AMO.
Busco por sabedoria e por em
prática a inteligência emocional
em tudo o que eu faço.
Nem sempre aquilo que
queremos sai do jeito
que sonhamos, e as vezes, o
universo nos responde
de forma inesperada.
Mas deixa eu chorar
Eu posso me virar sozinho
Eu sobrevivo sem carinho
Pra ninguém me machucar
Eu ando desacreditado
O amor passou e fez estrago
E o melhor é me fechar
Me fechar
"Aprendi a Me Fazer Sozinho"
Acreditar foi o erro.
A hora exata em que eu achei
que amor podia ser casa.
Que família era abrigo.
Que amor seria mais forte
que o sangue frio.
Que talvez, só talvez,
alguém fosse me olhar
e me ver.
Mas tudo que vi foi silêncio.
Tudo que senti foi peso.
Tudo que me deram foi um nome que não era meu e um destino já marcado de dor. Eu era uma criança sem lar,
e me deram um teto.
Fui tratado como erro, como rascunho, como algo que precisava ser consertado.
Me olharam como problema,
me moldaram como boneco.
E eu gritei — por dentro.
Eu chorei — sem som.
Eu vivi — escondido.
Porque se eu mostrasse quem eu era,
eles iam me quebrar mais ainda.
Deus?
Se tá ouvindo, sabe:
eu não pedi isso.
Eu só queria um canto no mundo
que não doesse tanto.
Mas o mundo me deu aço.
Então eu virei lâmina.
Se me chamam de frio,
é porque não sabem
o quanto eu aguentei
queimando por dentro.
Talvez aquele lugar
nunca fosse onde eu deveria estar.
E agora… sou eu que construo meu próprio nome.
Meu próprio chão.
Meu próprio inferno
e minha própria saída.
A dor me arrasta para o abismo por ter perdido você para o tempo em que eu não existia, para a vida que me ignorava. Hoje, cada lembrança que carrego é uma punhalada, cada suspiro, um lamento sufocado. Aprendi tarde demais o valor do que se foi, e a consciência da perda me corrói até os ossos.
Os defeitos que um dia tolerei se foram, e com eles, a última chance de reparar o que perdi. A decisão que partiu para sempre minha esperança tornou-se uma sentença de desolação. Só me resta chorar pelo que não soube proteger, pelo amor que deixei escapar por entre meus próprios dedos.
O mundo perdeu suas cores, e o tempo se arrasta como um carrasco, lembrando-me que nada mais pode ser salvo. Cada lembrança revive a ferida, cada silêncio ecoa minha impotência. Estou só com o arrependimento, a dor e o vazio que gritam dentro de mim, esperando que o ciclo da vida se encerre, e que, finalmente, o suspiro final traga algum alívio para este tormento infinito.
Pode ser!!!
Pode ser que não dure para sempre, pode ser que amanhã acabe, pode ser que eu tenha que te olhar de lado, assim meio acanhado, quem vai saber? Antes de você me achar eu me sentia preso dentro do mar, perdido...
Em você pude encontrar minha fé outra vez.
Você tem sido como um farol em meio ao mar escuro é frio.
Antes de você chegar eu estava partido, faltava um pedaço, mas pode ser que você tenha esse pedaço, para me restaurar.
Pode ser que você tenha me esperado para juntarmos nossos pedaços, quem vai saber?
Pode ser que iremos nós completar e quer saber você me trouxe de volta do mar, agora posso sonhar.
Pode ser que eu nunca mais volte ao fundo do mar...
"Enfatizamos tanto na imagem que temos de alguém,
que já não reconhecemos o eu
por trás dessa pessoa.
Que só observamos o que queremos ver."
"Não há nada que eu não possa realizar. Enfrentei batalhas marcadas pelas minhas próprias lágrimas.
Tornei-me um ser formidável em minha solidão. Dominei minha mente,
criando um território intransponível.
Assim,
transformei-me em um ser obstinado e poderoso."
"Antes eu virava a página,
agora eu queimo o livro.
Mesmo que eu pague um alto preço.
Pois, aprendi que eu,
meu reverso,
eu estou em outro nível."
Passei boa parte da minha
adolescência chorando,
e não sei o porquê.
Eu queria ter aproveitado mais.
Queria que as coisas não tivessem
sido daquele jeito,
e isso parece refletir no presente.
Talvez eu ainda esteja chorando
embaixo do lençol.
TÔ NEM AÍ PRA FOFOCA
Eu sempre fui e seguirei sendo um Homem integro e que se respeita a si mesmo. E não tenho tempo para lero-lero. Se tempo é dinheiro prefiro gastá-lo com o que vale a pena realmente.
Bisbilhoto um desconhecido que
acaricia minha gata na rua.
Ele vai.
Eu chego.
Ela foge.
Essa tem meu dote,
tá sempre na saideira.
Sarnento conhecido que sou
só peço carícia na coceira
CONTO DO MEIO
Quando pequeno, eu estava no aniversário de um amiguinho
e pus meu dedo no bolo.
Não coloquei e tirei. Não passei o dedo.
Apenas enfiei a ponta do indicador naquela parte branca.
O dedo permaneceu lá, parado, enfiado, intacto.
Todas as mamães me deram um sorriso falso.
Os papais estavam bêbados no quintal.
O único homem ali perto era o tio Carlos.
Tio Carlos se escondia atrás dos óculos e da câmera fotográfica.
Era bobo, agitado e gorducho.
Quase sempre sorrindo.
Tinha poucas, raras, nenhuma namorada.
Tio Carlos atrás dos óculos, da câmera e de namorada.
Meu braço esticado era a Golden Gate.
Uma conexão entre minha consciência
e aquele montante de açúcar.
A ponta do dedo imóvel, conectada, penetrada no creme branco.
Uma das mamães resolveu liderar a alcateia
e me pediu para tirar o dedo.
Pra que tanta coragem, perguntou meu coração.
Porém meu dedo,
afundou um pouco mais.
Olhei-a nos olhos sem docilidade.
Meu corpo imóvel.
O dela recuou.
Minha mamãe, sem graça,
falou que isso passa.
Eu atravancava, ria e dizia:
- Vocês passarão, eu... - estendia a aporia.
Eu era a Criação de Adão na Sistina.
Era mais que Michelângelo,
Era Adão no Bolo,
Era Bolo em Deus.
Mamães desconcertadas. Olhando umas para as outras.
O silêncio reinava,
o reino era meu.
Mamães desorientadas. Olhando para mim.
Tio Carlos com a câmera fotográfica
olhava para as mamães.
Acho que ele era apaixonado por umas três mamães,
ou mais,
ou todas.
Esperei um não.
Esperei um pare.
Ninguém era páreo
para um rei.
Tirei.
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