Poemas sobre quem Realmente eu sou

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Talvez meu maior defeito seja essa necessidade imparável de expressar o que sinto pela arte. Eu não sei fazer uma música "do nada". Não sei ver um filme e criar inspirada em uma história fictícia ou longe da minha realidade. Se não escrevo ou canto, sufoco. E não basta criar, preciso mostrar ao mundo.
As vezes seguro coisas que faço por medo de consequências. Por medo que alguém entenda errado, ou que aquilo machuque alguém que me importa, mas me machucou e gerou aquilo em algum momento. O problema é que sinto que sufoco a cada segundo que seguro algo que precisa ser dito, e não sei o quanto ainda posso resistir segurando tudo isso.
E se quem gerou o que me fez compor ou escrever nunca tivesse acesso ao que fiz, sinto que seria como guardar tudo só pra mim. Não quero atingir, apenas falar. Por muitos anos calei todas as minhas dores. Na infância, sempre fingia estar bem, mesmo quando todos os dias era humilhada em ambientes escolares extremamente hostis. Talvez isso tenha me feito ser assim hoje, e talvez o que chamo de "grande trauma primordial" tenha tido tanta força por isso, me afetando até hoje, em 2026, mesmo que tenha acontecido quase em outra vida, em 2011.
Quando eu escrevo, é porque já não tenho opção. Quando escrevo é porque é isso ou desaparecer. É porque é a única forma de suportar e sobreviver a mim mesma. É porque ou grito, ou deixo o que calei continuar me corroendo por dentro. Eu queria poder ser sincera, e explicar as coisas para quem precisa saber, mas na maior parte do tempo isso não é uma opção, e muitas vezes, tentando me explicar, parece que só consigo estragar tudo de vez.
- Marcela Lobato

Desistir é o que eu não irei fazer.
Dou uns gritos, entro no chuveiro e choro, tomo um café e volto mais forte do nunca....




Perazza .'.

Somente o descolamento completo do eu revela a verdadeira realidade, que não é minha realidade imaginada. Nós geramos a realidade do mundo a partir da nossa imaginação. Ela é a realidade do eu, a qual projetamos nas coisas. A verdadeira realidade, a verdadeira ordem das coisas, só pode ser experienciada mediante a completa extinção do eu.


(Byung-Chul Han)

Eu queria ser amada…
Se é que eu aprendi o que é ser amada, porque as vezes quando nos amam demais achamos demasiado chato…

E quando não nos amam ficamos enlouquecidos tentando entender o que levaria alguém a não nos amar …

Mas eu queria … alguém que me defendesse da própria mãe… que enxergasse o veneno saindo do outro em forma de palavras..
Queria um amor que tivesse paciência comigo
Com meus traumas, com meus medos e rejeições…

Que não soltasse a minha mão quando fosse cumprimentar outras pessoas e me deixasse de lado …

Eu queria um amor que me defendesse das injustiças…
Mesmo que apenas sentando ao meu lado e chorando comigo ..

Eu queria um amor que na lista de sonhos dele meu nome fosse o primeiro…
E não que eu estivesse “inclusa” em alguma parte dos sonhos …

Eu queria alguém que mostrasse ao mundo que me ama …

Queria alguém que me amasse a ponto de compartilhar minhas publicações…

Queria alguém que me amasse e no meu aniversário fizesse uma postagem pra mim … dizendo em voz alta que me ama e o quanto eu sou importante

Queria alguém que me dissesse nos dias difíceis vamo ali na praia …

Alguém que me leve pra conhecer o mundo

Queria um amor que fosse como no filme
“Amor alem da vida “

Alguém que sempre quisesse tirar fotos comigo

Alguém que faça planos comigo …

Um amor que seja bom pra mim

Bruna Wotkosky

Eu tenho mil faces e, de tanto mudá-las,
Já por tanto tempo, já não lembro mais
Do meu verdadeiro rosto.

Se vier o dia, eu trabalho;
se vier a noite, eu descanso;
se cair a chuva, eu canto;
se nascer o fruto, a Deus eu agradeço:
Quatro coisas não posso deixar de fazer na vida:
trabalhar, descansar, cantar e agradecer a Deus.

Faça distinção sábia entre religião e salvação:
a primeira é aquela que eu sigo e não mudo; a segunda
é aquela que eu ouço e me transformo.

Eu falei para você que tudo iria passar.
Agora voce está aí,
toda feliz.


A felicidade é consequência do amor próprio.

O mundo me ofertou carro e dinheiro,
mas eu não quis,
é um saco ser carregado
e de que adianta eu ter tanto na minha casa,
se meu irmão não tem nada?
Quanta gente passando fome nesse planeta,
então prefiro aqui na Terra,
falar da mata e sua beleza,
prefiro apenas ser poeta...
Não ligo para luxo
e isso magoou o mundo!

"Eu fui tudo por você
e esqueci de mim."


Amar o outro não é se nular
e sim, se complementar: com respeito, confiança,
carinho e atenção.

Eu escolhi ficar com o perdão.
A ofensa é um fardo muito
grande para se carregar.

Eu decidir ficar com o Perdão.
A ofensa é um fardo muito pesado
Para se carregar.


Pureza C Souza

Eu vi.
Bem de longe, mas vi.

A sombra cansada,
o corpo fraco de lutar.

Vês o mundo
com olhos para os outros.

Mas quem vê o teu?

“Como eu não poderia amar minha mãe com todas as minhas forças?
Se o próprio Deus declarou que o amor de uma mãe é o amor humano que mais se compara ao Seu.
E, cá entre nós, Deus me deu o privilégio de ter uma mãe extraordinária. Foi ela quem escolheu um pai incrível e Deus me presenteou com irmãos maravilhosos.
Sou imensamente grato a Deus por essa família.”

Eu sempre acreditei que o amor era uma espécie de salvação, que, ao encontrá-lo, tudo faria sentido e as peças do quebra-cabeça da vida se encaixariam. Acreditei nisso com a pureza de quem ainda não havia sentido as dores que o amor também pode trazer. Minha avó, com sua sabedoria de anos, me dizia que ninguém é feliz depois de ter amado uma vez. Eu discordava, achava que o amor era algo eterno e puro, que jamais poderia ser fonte de infelicidade.


Mas hoje, com o coração mais marcado pelas experiências, começo a entender o que ela queria dizer. O amor, por mais bonito que seja, também é transformador — e nem sempre para o lado que esperamos. Ele nos faz crescer, sim, mas às vezes esse crescimento vem com dor, com perdas, com despedidas. E, depois de amar, nunca mais somos os mesmos. Não é que a felicidade se torne impossível, mas ela muda de forma. Ela deixa de ser aquela felicidade leve e despreocupada para se tornar algo mais maduro, talvez mais pesado, mas também mais profundo.


O amor me ensinou que sentir intensamente é também se expor à vulnerabilidade, às fraturas que podem nos fazer duvidar de quem somos e do que acreditamos. E, mesmo assim, eu continuo acreditando no amor. Não de forma ingênua como antes, mas com uma aceitação de que ele faz parte de quem somos, tanto nas alegrias quanto nas dores.


Minha avó tinha razão em parte — talvez depois de amar, nunca mais voltemos a ser os mesmos. Mas o que ela não disse, e que eu só descobri vivendo, é que essa transformação não precisa ser o fim da felicidade. Ela pode ser o começo de uma nova compreensão sobre o que é viver, sobre o que é sentir, e sobre o que significa amar com todas as suas cores — as claras e as sombrias.


Autora: Nayra Sousa

“Dorian nunca soube que, quando ele sorria para todos, eu precisava fingir que aquele sorriso não significava mais para mim. Talvez algumas pessoas morem dentro da gente sem nunca descobrirem que tiveram uma casa ali.”


— Anna, sobre Dorian


Ender: Genesis Protocol
Autor: Jonas Saul P. Sodré
@Jonassaul.ofc

O Adeus Que Eu Nunca Quis Ouvir


Você disse que estava rápido demais,
mas parado demais ao mesmo tempo,
e eu só queria mais um pouco de nós,
antes que o adeus chegasse tão cedo.


Você gostou das minhas palavras,
mas teve medo de nunca ser como
eu imaginei,
e talvez eu tenha sonhado antes
da hora,
enquanto você já aprendia a se despedir.


Você disse que gosta muito de mim,
e que eu mereço tudo de bom pela frente,
mas como aceitar um “adeus”
tão bonito,
quando tudo que eu queria era
um “fica”?


Então vá…
mesmo que isso me destrua,
mesmo que eu fique com tudo
que não vivemos,
vou guardar você como meu mais doloroso “quase”,
aquele que eu queria ter chamado
de amor.

Eu vi

Eu vi.
Bem de longe, mas vi.

A sombra cansada,
o corpo fraco de lutar,
o peso escondido
na forma de continuar.

Não perguntei.
Não era o meu lugar.

Há distâncias
que também são uma forma de cuidado.

Mas vi.

Vi-te olhar o mundo
com olhos para os outros,
guardar palavras,
amparar silêncios,
deixar um pouco de ti
em quem precisava.

E pensei:

quem vê os teus?

Quem repara
quando o sorriso pesa,
quando o corpo pede descanso
e tu continuas?

Talvez nunca saibas
quantas pessoas levam consigo
um pouco da tua bondade.

Talvez quem cuida
raramente veja
até onde chega o cuidado.

Mas chega.

E se algum dia
o mundo te pesar demasiado,
não precisas de me contar o mundo.

Fala-me de elefantes.
De paredes.
Do tempo.
De coisa nenhuma.

Ou não fales.

Há silêncios
que também sabem ficar.

Não te escrevo para salvar-te.
Nem saberia como.

Só para que,
entre tantos olhos
que ensinaste a olhar para dentro,

saibas que houve uns,
bem de longe,

que olharam para ti.

E viram.

Telepatia: entre o real e o imaginário


— Eu amo você todinho...


Não, não é aquela música.


— Amo a sua orelha...


— A orelha?


— Aham...


Amo o seu cabelo, mesmo sem nunca tê-lo tocado, sem nunca ter sentido seus fios entre os meus dedos...


Amo a sua testa.


— A testa?


— Sim. É meio grande, mas eu gosto...


Amo os seus lábios.


Não só porque são lindos...


Mas porque queria que se encontrassem com os meus.


Amo as suas sobrancelhas, as duas...


E os seus cílios, mesmo sem vê-los nitidamente, eu amo.


Amo os seus olhos, mesmo sem saber direito qual é a cor, apesar de já ter olhado para eles um milhão de vezes.


Mas não sei... algo estranho acontece.


Não sei se, quando os vejo, passo direto ou volto para os meus.


Em algum lugar, eu entro.


Vou muito fundo, seja em você ou em mim.


É um lugar desconhecido, e eu não sei o caminho.


Mas não desisto.


Vou além, até na contramão.


Sinto as batidas de um coração e sempre me pergunto:


— É o meu ou o seu?


Onde estou, afinal?


Estou dentro de você ou dentro de mim?


Independentemente de onde esteja, eu me sinto bem.


E queria fazer uma morada, construir um ninho e nunca mais sair.


Mas alguma coisa me tira de lá.


E, tão rápido quanto um raio, volto à realidade.


Confusa, sinto saudades.


Da minha casa ou da sua?


Seja onde for, é lá que eu queria morar.

*_Com você eu posso_*


Com você eu posso ser sério
e, cinco minutos depois,
falar a maior bobagem do mundo.


Posso ter uma opinião profunda
sobre alguma coisa importante
e logo depois discutir
qual de nós dois é mais teimoso.


Posso rir de mim mesmo
sem precisar parecer interessante.


Posso falar demais,
me atrapalhar nas palavras,
cometer erros de gramática
e continuar a conversa
como se nada tivesse acontecido.


E sabe o que eu acho bonito nisso?


Eu não preciso estar impecável
para estar bem com você.


Não preciso preparar uma versão melhor de mimantes de aparecer.
antes de aparecer.


Posso simplesmente chegar
do jeito que estou.


Talvez porque exista uma confiança
que não precisa ser anunciada.


Aquela sensação gostosa
de saber que, diante de certas pessoas,
a gente não precisa representar.


E com você...


eu gosto especialmente disso.


Porque entre nós
até as minhas partes mais escondidas
parecem não precisar mais se proteger
quando estão diante de você.