Poemas sobre quem Realmente eu sou
O Próprio Ser Eu Canto
O próprio ser eu canto:
Canto a pessoa em si, em separado
embora use a palavra Democracia
e a expressão Massa.
Eu canto o Corpo
Da cabeça aos pés:
Nem só o cérebro
Nem só a fisionomia
Tem valor para a Musa
digo que a forma completa
é muito mais valiosa,
e tanto a Fêmea quanto o
Macho eu canto.
A vida plena de paixão,
Força e pulsam,
Preparada para as acções mais livres
Com suas leis divinas
O Homem Moderno eu canto.
Eu gosto do que me inquieta
sair da rotina, dos trilhos,
perder o fôlego, a pose, o rumo, o sono
tenho preguiça do sossego, ele me deixa chata.
Quietude só na alma, meu corpo precisa ouvir meus vasos sanguíneos.
Sabe o que eu queria a lhe dizer...
Queria dizer tudo àquilo que não disse ainda...
Tudo aquilo que guardo dentro de mim...
Dizer o quanto você é importante...
O quando me faz bem...
Faz-me feliz...
O quanto me faz ter vontade de seguir em frente...
Pois sua presença e seu carinho
Me acalmam...
me confortam...
me fazem pensar no que a vida pode oferecer...
sou muito jovem para compreender totalmente isso...
mas sei o suficiente para saber o que quero...
e o que eu quero...
É estar com você.
Quero que você faça me sentir como se eu fosse a única garota do mundo
Como se eu fosse a única que você amará
Como se eu fosse a única que conhece o seu coração
Única garota do mundo
Perdão pelas Ausências
Peço perdão a todos que eu não consegui responder, nem me conectar.
Perdão àqueles a quem eu disse que estava tudo bem — só para não preocupar, só para não precisar explicar o que nem eu sabia dizer.
E peço perdão também a quem um dia recebeu um “oi” meu, um pedido simples de atenção, de conversa, de oito minutos de presença…
Mas que talvez também estivesse travando suas próprias batalhas, e não percebeu que aquele gesto era um pedido de socorro disfarçado.
Hoje eu entendo: a ausência não é só minha.
Vivemos todos cercados por presenças que não estão de fato aqui.
As redes sociais estão cheias de gente, e, ao mesmo tempo, tão vazias de encontro.
Ninguém parece realmente preocupado com o “eu” verdadeiro de mais ninguém.
E os poucos que ainda se preocupam, se afundam, como eu, no excesso de sentir.
Sentem por todos, carregam o mundo nos ombros e, aos poucos, se afogam na própria empatia.
Talvez o silêncio não seja falta de amor, mas o peso de sentir demais num mundo que sente de menos.
— Você vai procurar por ela?
— Ela está no passado. Eu não me importo com o que está no passado. E o que está no futuro também não me importa mais.
— Então com o que você se importa?
— Um minuto. Um minuto do soldado, na batalha, é tudo o que você tem. Tudo o que veio antes, não é nada. Tudo o que vem depois, não é nada. Nada se compara com aquele minuto.
Quanto mais você me machuca, menos eu choro
E a cada vez que você me deixa, mais rápido essas lágrimas secam
E a cada vez que você vai embora, menos eu te amo
Meu bem, não temos chance, é triste, mas é verdade
Eu sou bom demais em despedidas
Dentro...
Eu sinto o arder;
Eu sinto o mover;
Eu sinto o quente;
Eu sinto a conexão da gente...
Ouça! Houve junção, é um corpo somente que arde, move, esquenta e vive, é eterno até que chegue a explosão revolucionando dois em um só então.
Agora não somos dois. Dentro há uma infinita união.
eu estaria mentindo se dissesse
que você me deixa sem palavras
a verdade é que você deixa minha
língua tão fraca que ela esquece
a linguagem que fala
Às vezes eu olho pra dentro de mim, e percebo que é tudo tão solitário, memórias contidas, sentimentos ilhados, dores ocultas, emoções que transbordam, porém impedidas de atingir o ponto nômade da loucura.
O meu coração é gelado, intangível, minha pele, qualquer toque e meus olhos choram lágrimas secas que queimam minha face.
Às vezes eu olho pra dentro de mim e sinto pena do que me tornei, eu não me reconheço diante de tanta confusão, ora ri, ora chora e perco-me novamente, entre o certo, o errado, o que de fato é bom e o que não é.
Essa bagunça aqui dentro está me deixando louca, eu só queria assumir o controle, finalmente pôr a casa em ordem, mas não sou forte o suficiente para encarar a mim mesma.
O dia em que caí sem minhas asas
Aqueles dias sombrios quando eu estava presa
Você deveria ter acabado comigo quando teve a chance
Amor a primeira vista.
E nossos olhos se olharam e nos vimos pela primeira vez.
Ah se eu soubesse... Teria desviado o olhar.
Foi com um raio fendendo a terra, e mergulhei no abismo que se abriu.
Como saber estar apaixonado há pouco de te conhecer? Eu que nunca tinha amado.
Não sabia, eu apenas sentia.
Fui envolvido em um turbilhão de sentimentos e me perguntei, como não esperei por você ?
Porque você demorou tanto a chegar na minha vida?
Como não esperei para saber que você seria o amor da minha vida?
E naquele instante que nossos olhares se encontraram, eu senti que algo aconteceu.
Dizem que ele não existe, que é coisa de poeta, ficção.
Dizem até que é ilusão, passa logo, não dura um verão.
Mas eu continuo ilusionado, depois de tanto tempo eu ainda sei.
Sei que quando nossos olhos se olharam pela primeira vez.
Foi...
Amor a primeira vista.
Eu não quero perder sua amizade
me desculpa por favor
eu preciso de ti...
Preciso que esteja aqui
e que queira ficar
não me deixa, eu sou seu escudo
eu irei te proteger de todos
me use, mas por favor
não me deixe, eu vou me sentir vazio
do avesso sem ti aqui, perto de mim.
Eu não consigo e não quero entender
não se vá, não agora!
Reflexão "Amadurecer"
Algumas pessoas assim como eu, podem se sentir assustadas com o fato de terem que amadurecer.
Assustadas por tantas vezes cometerem o mesmo erro, fazendo com que pensemos muitas vezes: “Não tenho jeito!”.
Chega um tempo na vida que percebemos o quanto precisamos urgentemente tomar atitudes firmes e maduras, o quanto precisamos crescer.
As experiências de vida, a forma como nossos pais nos criam, são fatores importantes e decisivos na hora de amadurecer.
A maturidade chega cedo para alguns, para outros chega no tempo certo, mas para alguns como eu ela vem a passos lentos, bem lentos...
Mas será que existe um tempo certo para ela chegar? Que tempo seria esse?
Só sei que quando ela bate na porta, precisamos abrir para que ela entre como se fosse uma visita que esperamos ansiosos para receber.
A maturidade é a nossa maior aliada em nosso crescimento pessoal.
Ela nos ensina o tempo certo de tomarmos as principais decisões da vida.
Ela nos ajuda a termos firmeza em relação a muitas atitudes que às vezes não condiz com o que desejamos ser e viver.
Não podemos viver como meros espectadores da nossa própria vida.
Deixando com que nossos caprichos e vontades nos guiem, eles só nos levariam ao precipício.
Nunca pensei que amadurecer fosse tão difícil, nem que doesse tanto, mas pior seria sofrer a dor de ver minha própria vida sendo guiada por impulsos incontroláveis.
Sendo assim, decido hoje a tentar amadurecer, a crescer.
Com certeza cairei muitas vezes, talvez nos mesmos erros. Mas terei sempre a certeza que sou eu o único responsável por limpar as feridas, levantar e tentar de novo!
Ode ao Burguês
Eu insulto o burgês! O burguês-níquel,
o burguês-burguês!
A digestão bem feita de São Paulo!
O homem-curva! o homem-nádegas!
O homem que sendo francês, brasileiro, italiano,
é sempre um cauteloso pouco-a-pouco!
Eu insulto as aristocracias cautelosas!
os barões lampiões! os condes Joões! os duques zurros!
que vivem dentro de muros sem pulos,
e gemem sangues de alguns mil-réis fracos
para dizerem que as filhas da senhora falam o francês
e tocam os “Printemps” com as unhas!
Eu insulto o burguês-funesto!
O indigesto feijão com toucinho, dono das tradições!
Fora os que algarismam os amanhãs!
Olha a vida dos nossos setembros!
Fará Sol? Choverá? Arlequinal!
Mas à chuva dos rosais
o êxtase fará sempre Sol!
Morte à gordura!
Morte às adiposidades cerebrais
Morte ao burguês-mensal!
ao burguês-cinema! ao burguês-tílburi!
Padaria Suissa! Morte viva ao Adriano!
“_ Ai, filha, que te darei pelos teus anos?
_ Um colar… _ Conto e quinhentos!!!
Mas nós morremos de fome!”
Come! Come-te a ti mesmo, oh! gelatina pasma!
Oh! purée de batatas morais!
Oh! cabelos nas ventas! oh! carecas!
Ódio aos temperamentos regulares!
Ódio aos relógios musculares! Morte à infâmia!
Ódio à soma! Ódio aos secos e molhados!
Ódio aos sem desfalecimentos nem arrependimentos,
sempiternamente as mesmices convencionais!
De mãos nas costas! Marco eu o compasso! Eia!
Dois a dois! Primeira posição! Marcha!
Todos para a Central do meu rancor inebriante!
Ódio e insulto! Ódio e raiva! Ódio e mais ódio!
Morte ao burguês de giolhos,
cheirando religião e que não crê em Deus!
Ódio vermelho! Ódio fecundo! Ódio cíclico!
Ódio fundamento, sem perdão!
Fora! Fu! Fora o bom burguês!…
Por você
Eu dançaria tango no teto
Eu limparia
Os trilhos do metrô
Eu iria a pé
Do Rio a Salvador...
Ó querida estou de volta,
venho-te um abraço dar;
Enxuga teus lindos olhos
se minha que eu sei-te amar.
Hoje eu acordei, procurei um ombro amigo, mas não encontrei. Foi tanta a minha dor que até chorei.
Então, com Deus eu questionei e na minha mente pensei: "não tenho mais ninguém!".
Todos me esqueceram e, no mesmo momento, meus joelhos no chão eu dobrei e no íntimo eu orei!
Em meio a tempestade, eu me sentia e as lágrimas persistiam meu rosto molhar.
Em meio às minhas lutas e minhas provas, eu sei que sozinha não estou e Deus comigo está!
Mesmo que eu o abandone, Ele jamais me abandonará.
Algumas vezes
eu tenho a idade de uma mulher
que ainda se sente menina
e em outras vezes
tenho a idade de uma menina
que já nasceu madura.
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