Poemas sobre quem Realmente eu sou

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"⁠Ei, quem é você?
Que me afaga o ego,
seduz meus pensamentos
corrompe meus sentidos!
Quem é você?
Que me cativa com sua voz
captura minha imaginação.
Como o vento...
que sussurra e conduz
a folha que cai a direção.
Quem é você?
Que nem conheço mas já te via
em meus delírios."

Inserida por SempreFugii


“A alma endurecida pela dor não se dobra; ela se arma. Quem entende a guerra interior sabe que o maior inimigo está no espelho, e que só o aço da mente pode quebrar suas correntes. É no caos que o general encontra seu trono.”
— Purificação


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“Quem deseja paz sem conhecer a guerra jamais saberá o preço da liberdade. Quebrar-se mil vezes é pré-requisito para quem quer reinar intacto. A verdadeira força é o sorriso calmo no meio do caos.”
— Purificação

⁠Reconhecer quem se é não é chegar a um destino: é percorrer um labirinto de nuances. Somos feitos de claros e escuros, mas, sobretudo, de tons de cinza: essa cor que carrega a sabedoria dos opostos. O cinza não é ausência de cor: é o encontro delas. Ele é o lugar onde o preto e o branco deixam de brigar e começam a coexistir.
Assim é o processo de se reconhecer: um equilíbrio frágil entre extremos. Há dias em que somos luz intensa, outros em que nos sentimos pura sombra. Mas é no meio-termo, no espaço do cinza, que o eu verdadeiro repousa: não o eu que o mundo espera, nem o que criamos para agradar, mas aquele que respira quando cessamos a necessidade de ser algo definitivo.
E então percebemos que cada gesto, por menor que pareça, ecoa além de nós. Como no efeito borboleta: um simples bater de asas, uma escolha íntima, um pensamento cultivado, uma palavra dita ou calada, pode alterar a corrente do tempo. Nada é tão pequeno a ponto de não transformar.
Reconhecer-se é aceitar esse poder sutil: entender que cada fragmento de nós, cada tom que carregamos, influencia o mundo ao redor. Somos cinza, mas somos também vento que move. Um suspiro interno pode gerar uma tempestade de mudança lá fora.
Por isso, quando finalmente nos olhamos com honestidade, vemos que não somos apenas indivíduos isolados, mas parte de um grande tecido que vibra com cada batida do nosso ser. E ao aceitar o cinza em nós, ao acolher a complexidade de quem somos, libertamos o bater de asas que pode mudar tudo.
Porque autoconhecimento não é apenas sobre encontrar respostas: é sobre perceber que somos, nós mesmos, uma pergunta.

Inserida por abelardogaspar

⁠O BULLYING
Quem pratica não tem consciência
Espalhando a discórdia
O bullying é muito sério
Com gestos de violência.

Bullying é ato de covardia
Não espalhe a discórdia
Seja na rua ou na escola
Pratique uma amizade sadia.

Bullying é falta de educação
A ofensa vem com piadinhas
Apelidos que causam dor
E também humilhação.

Xingamentos raciais
É triste ter preconceito
Esses são alguns exemplos
E existem muitos mais.

Falar do cabelo e da cor
Das vestes e do jeito de falar
Deixa o outro muito triste
Isso é falta de amor.

Irá Rodrigues.

Inserida por Irarodrigues

⁠Um simples ponto.
Pequeno, quase imperceptível,
mas com a força de quem encerra.
Encerrar não é apagar;
é colocar o ponto exato onde a frase cumpriu seu papel.
E talvez, por isso mesmo, o fim de uma fase nunca seja apenas um fim.
É a pausa antes da próxima linha.

Hoje, concluo o parágrafo chamado "ensino médio".
Guardo entre suas linhas três anos que me transformaram.
Neles, fui vírgula, reticência, até mesmo travessão.
Mudei de tom, troquei de pele, aprendi a silenciar e a falar.
Conheci gente que virou parte do meu vocabulário afetivo,
professores que riscaram certezas e reescreveram caminhos.

Sou grata.
Pelas mudanças que me incomodaram,
mas me prepararam.
Pelas frases difíceis que quase não consegui terminar,
mas terminei.
Pelos capítulos que doeram e, mesmo assim, me ensinaram
a não desistir da história.

Agora, com o coração calmo e os olhos acesos,
inicio o parágrafo seguinte.
Título provisório: faculdade.
E quem sabe onde essa nova narrativa me leve?

Mas se há algo que aprendi com os pontos finais,
é que o adeus nunca é ausência,
é memória que permanece entre as páginas.

E essa parte de mim que agora se despede
ficará para sempre guardada.
Com saudade, com ternura,
e com um ponto final que não apaga,
mas ilumina
o que vem depois.

Dez - 2021

Inserida por Riber

⁠Os mortos nada sabem.
Sua memória foi entregue ao esquecimento —
diz a Escritura.
E quem somos nós para discordar?

No silêncio do cosmos, onde as galáxias se afastam uma das outras como ilhas que se recusam a olhar para trás, há algo mais do que matemática.
Há o rastro invisível dos que partiram,
não como almas flutuando em paz,
mas como o frio que fica depois do fogo.

A energia escura — essa força que ninguém vê, mas que empurra o universo para além de si —
não é viva, nem pensante.
Ela é o testemunho do que foi.
É o lamento que não se ouve.
É a sombra do esquecimento.

Nada nela pulsa.
Nada nela deseja.
Ela apenas está.
Como os mortos.

E por mais que pensemos que o universo cresce,
na verdade ele se afasta.
Foge.
Se alonga para escapar daquilo que não consegue mais sustentar:
a presença da ausência.

O fim da memória é mais pesado que qualquer buraco negro.
E é esse peso,
esse nada,
que faz tudo se mover.

No fim, talvez o universo inteiro seja só isso:
um grande cemitério de luzes antigas,
sendo empurradas pelos mortos que já não sabem de si,
mas ainda forçam o espaço a nunca mais ser o mesmo."**

Inserida por Uesten94

Capoeira bonita, jogada no camarada,
No estilo, na mandinga, na ginga afinada.
É pra quem sabe e respeita a tradição,
Capoeira é arte, é alma, é coração!”

⁠O silêncio rodeia o tempo, como quem se apropria de sua sombra. O silêncio tem fome do tempo, e o transpassa como quem implora por um minuto a mais.

O relâmpago para um estado de consciência é como um insight, uma ideia nova e original, que tem o poder de mudar o norte para o sul, o leste para o oeste.

Caminhar sobre a ausência é atravessar um deserto de silêncio e ouvir o eco das miragens. Caminhar sobre a ausência é atravessar a dor do vazio e ouvir o eco das palavras não ditas.

Ele me olhava e eu olhava para ele, como se fossemos espelhos um do outro. Um silêncio profundo refletia nossa conexão.

Cada cor tem um som. O amarelo tem o som de um girassol, o azul tem o som do céu e o verde tem o som das florestas.

Uma metáfora não existe no mundo físico.Mas é poesia latente.

A alma é uma grande rocha, densa, palpável, forte. De dentro da rocha nasce a linguagem.

Nos instantes não lembrados, mora uma lembrança, delicada.

Inserida por monalisa_1

⁠O último eco antes do silêncio comer a si mesmo seria o som de um grilo, suave, natural, como quem ignora a linguagem.

Um espelho sonha que é agua. Quando acorda está inundado de peixes.

A cor do tempo é transparente e impede que o tempo conte mentira, limitando seu alcance sem precisar sangrá-lo.

Se a lógica fosse uma escultura de vidro, permaneceria intacta, para além da impossibilidade de voar. Se suas asas é a razão, ela impera soberana.

Um livro que lê o leitor, descobre um homem falho, cuja limitação remete ao ventre de sua mãe e se prolonga no infinito. O livro choraria de

O infinito ferido é um vaso perfeitamente restaurado, que humano nenhum vê onde ele se cortou.

Um oráculo sem voz aponta as rachaduras na pedra, como quem alerta o homem de suas rachaduras humanas.

Inserida por monalisa_1

ELE NÃO SE CURVA, NEM SE MASCARA

O sofrimento não destrói um homem. Ele revela.
Revela quem é casca e quem é raiz.
Quem foge, quem culpa, quem se vitimiza — e quem encara.

Alguns vão quebrar. Outros vão rastejar por dentro da própria alma, e voltar de lá sem ilusões, sem máscaras.
Esses já não querem felicidade de prateleira, nem paz de feed.
Eles querem a verdade, mesmo que ela arrebente os ossos.

Hoje todo mundo posa de bom. Mas bondade que nunca foi testada é só conveniência.
Dá fome, dá medo, dá desespero — e você vai ver o que o ser humano é capaz de fazer achando que está certo.

Você diz que é firme, que tem valores, que não se corrompe...
Mas nunca teve que escolher entre tua moral e tua sobrevivência, né?

Então não se iluda: quem nunca foi lançado no fundo do poço não se conhece de verdade.
É no escuro, sem ninguém, que o caráter aparece.
Quem volta desse lugar já não vive pra agradar.
Vive pra ser real.

— Purificação

⁠"Entre o Corpo e a Consciência"

Cuido do corpo como quem cuida de um templo —
não por vaidade, mas por respeito..
Alimento-me bem, não para mostrar beleza ao mundo,
mas para oferecer saúde à minha alma..
Depilo a pele, como quem descasca a casca do peso,
buscando leveza, toque, sensações —
não para os outros, mas para mim..
Corro, treino, respiro fundo...
Cada gota de suor é um poema de superação silenciosa,
um grito que diz: “Estou vivo e estou presente"..

Não me deito com qualquer prazer,
porque meu corpo é lar, e não palco..
Não entrego o que é íntimo a mãos vazias..
Procuro o mesmo em outra alma:
alguém que veja no próprio corpo uma semente,
não um produto..
Que respire com profundidade,
que não tema o silêncio,
que entenda que se amar é diferente de se exibir..

Anseio por uma mulher que se cuide não por obrigação,
mas por amor-próprio,
que lave o rosto como quem acaricia a própria história,
que depile por querer sentir o vento,
não para agradar um olhar que não sabe sentir..

Desejo o corpo limpo sim,
mas desejo mais ainda, a mente limpa,
o coração leve, a alma que dança..

Procuro a beleza da delicadeza,
a firmeza na sensibilidade..
Alguém que veja prazer como poesia,
e o toque como um diálogo sagrado..
Que entenda que o desejo não é pressa,
mas um caminho —
e que o corpo é só um dos portais..

Eu sou o que um dia não tive:
o adulto que acolhe a criança,
que não repete a dor,
mas a transforma em amor..

E talvez, ao encontrar essa mulher que também se curou,
eu reconheça nela a mesma busca:
a de quem cuida do corpo como cuida do espírito,
a de quem ama com profundidade,
porque aprendeu — como eu —
que a verdadeira beleza
não se vê apenas,
mas se sente..

Inserida por Salatiel


"Chamaram de magia o que a dor calada criou pra não enlouquecer. Hoje, chamam de louco quem ainda acredita em algo que não se vende."
— Purificação

⁠Fui quebrado por quem dizia "amém" mais alto.
A cruz que carrego não é de madeira — é de memórias.
Aprendi que fé sem cicatriz é só religião de vitrine.
Deus não me fez doce, me fez necessário.
A lágrima que engulo é o batismo do guerreiro.
E no fim, é sempre o espinho que revela a raiz da flor.


---Purificação


Deus te quebrou não pra te matar,
mas pra te provar que o orgulho é um ídolo disfarçado.
Quem não aprende com o deserto,
reclama quando a chuva vira enchente.
O céu não é lugar de ego inflamado —
é só pra quem aprendeu a calar sem deixar de crer.


Nem toda lágrima é fraqueza,
às vezes é o batismo do guerreiro.
Quem anda com Deus não exige explicação,
carrega cruz calado e ora no escuro.
Porque o forte não grita, jejua.
E quem jejua, rasga o inferno em silêncio.


A fé não é almofada, é rocha.
E quem dorme em rocha acorda com cicatriz.
Cristo não te prometeu conforto —
te prometeu cruz, renúncia e glória.
O fraco foge da fornalha,
o escolhido dança dentro dela.

⁠Quem teme o inferno, corre pro altar.
Quem teme a verdade, foge da Bíblia.
Mas o sábio, o estoico de espírito,
abraça a dor como quem abraça a disciplina.
Porque a correção de Deus é veneno santo:
arde no orgulho, mas ressuscita a alma.

Quem é o seu carcereiro?
Que nos libertará?
Nossos conceitos definem todas as perguntas.
E tudo é abstração, até mesmo oque costumeiramente chamamos de fatos!
Porque oque nos movem são as interpretações.

Inserida por dalainilton

⁠"Ah, os detalhes..."

Queria que quem amo
visse os detalhes —
não só os traços do meu rosto,
mas os silêncios do meu coração.

Ah, os detalhes...
o jeito como olho com esperança,
mesmo depois de tanta dor.
O modo como espero ser ouvida
sem precisar gritar,
ser olhada
sem ter que chamar.

Desejada, elogiada,
amada sem avisos,
cuidada sem pedidos,
acolhida nos dias nublados
e celebrada nos dias de sol.

O essencial é invisível,
mas em mim
tudo transborda.
Sou intensa,
sou presença,
sou mulher que sente demais.

Quero carinho sem implorar,
abraço sem precisar explicar
por que hoje doeu mais.

Quero que alguém veja —
não só o que mostro,
mas tudo o que calo.

Inserida por Lindalvamachado