Poemas sobre quem Realmente eu sou
Gosto de pessoas: intensas, incorpóreas, inadiáveis e que tragam nos olhos poemas e, no peito, infinitos.
Tenho o coração cheio de poemas e a alma cheia de caminhos: que ainda não escrevi e ainda não caminhei.
Uma coleção de poemas deve ser uma farmácia espiritual, onde se encontra medicamentos para qualquer coisa que nos desvie do caminho do bem.
Os bons escritores quase sempre tocam a vida. Os medíocres apenas passam rapidamente a mão sobre ela. Os ruins a estupram e a deixam para as moscas.
Quero Te Sentir
Sentir Seu Beijo
Seu Carinho
Seu Perfume
E Ouvir Sua Respiração Ofegante Sobre Minha Pele
Seu Corpo Transpirando Desejo
Sua Boca Salivando O Prazer
Seu Corpo Em Chamas Ardentes
Seu Sabor Incomparável
Meu Desejo
Te Consumir
Te Ter Aqui
Por Anseios De Momentos Sem Fim
Onde Nos Fazemos A História E Re-Escrevemos O Conto...
Meu Desejo
Meu Anseio
Transcenden Além De Nossos Corpos Físicos...
NO BALANÇO DO SEU CORPO
Meus olhos transbordam de paixão em cada balanço do seu corpo sobre o meu,
onde cada detalhe da sua delicadeza faz meu vigor pulsar de desejo
na intimidade quente, molhada e sua que me pertence...
Te sentindo, profundamente, cada volta do seu quadril me faz duvidar da realidade
enquanto você aproveita minha mente entorpecida para brincar com a sua boca em mim...
De um jeito só seu, você me provoca!
Tão meiga, tão doce, tão minha...
Que arrepia minha pele, como brisa fria faz no breu quente do calor do quarto.
Me sinto quase vulnerável às vontades do seu desejo,
um sorriso brota das minhas imoralidades que te cobiçam com força!
Mas meus braços que levantam para te alcançar são frustrados pelos seus dedos cruzados aos meus,
enquanto você me beija de um jeito tão suave como forma de me conter...
Não me conhece com certeza, não sabe dos perigos do meu ser...
Mas eu me vingo observando o seu êxtase vir um após o outro, sem limites...
Me deliciando na luxúria que é o prazer no seu corpo sem controle sobre o meu...
Caída sobre mim, quase desfalecida, eu desembaraço seu cabelo e acaricio a sua pele,
sussurrando meus pensamentos e te preparando para ser minha novamente!
Já é agora...
Eduardo Galvão
A fumaça doce escapa de meus lábios pecadores. Brinco com as pontas dos dedos sobre as estrelas entalhadas no meu pijama de tecido fosforescente — minúsculas constelações que respiram no escuro. O celular jaz inerte diante de mim. Nem sequer desejo notificações; não responderia, não conversaria, ainda que a parte mais viva de mim anseie por ouvir um riso humano.
Suspiro, afetada pelo romance do livro aberto no meu colo. Desejo mais que tudo: tocar um corpo, amar e ser amada na mesma frequência. Mesmo sem decifrar o código, mesmo sem conhecer o sabor, devoraria o fruto proibido do qual todos falam.
Conheço o amor, só não sei amar.
Não sou sozinha, ainda que o eco da solidão sussurre no meu ouvido.
"Sua mente projetou a realidade em que você se encontra agora. O universo é escuridão e luz, e você, a projetista que brinca com as cores na névoa."
Então desfaço minha mente, fio a fio. Como quem se envolve num cobertor felpudo, sob um teto que deveria proteger. Um frio ancestral raíza meus ossos. Cinco pessoas dormem nestas paredes, e eu? Sinto apenas a presença silenciosa e gentil da solidão.
Talvez eu nunca tenha me conhecido de verdade. Ou talvez conheça apenas sombras. Uma coisa é certa: não domino as luzes nem as sombras do universo.
Estou só.
Estou gelada.
Mesmo dentro de um forno onde ardem cinco vidas alheias.
Não é apenas posse!?
Não é simplesmente sobre possuir.
Aprisiono o teu corpo e liberto-te a alma.
Tomo posse da tua carne e proporciono-lhe orgasmos...
Amordaço os teus pulsos e liberto os teus gemidos mais profundos.
Mordo os teus lábios e causo-lhe os prazeres mais intensos...
Provo dos teus sabores mais íntimos e no interior do teu corpo, faço-te minha.
A minha mulher... Minha fêmea, a deusa do meu reino.
O que eu sei sobre o outro é apenas momento, é impossível conhecer alguém em sua totalidade, é imaturidade nossa achar-mos isso, pois pouco conhecemos a nós mesmos, imagina ao outro.
Que possamos ouvir mais do que falar, acolher e não julgar, abraçar e não afastar, as vezes o outro só precisa de um sim para ser alguém melhor, o mundo já está cheio de julgamentos, seja diferente, seja melhor.
[...] Não importa sobre o quê, ou quantas vezes eu te escreva, você sempre será o meu melhor texto. Porque em tudo que faço eu descrevo você, e sem você, não existiria minha poesia.
Ricardo F.
Como agir,como reagir?Seus olhos brilham como a lua sobre o mar,meu corpo vibra só de nela eu pensar.
Eu te amei muito. Nunca disse, como você também não disse, mas acho que você soube. Pena que as grandes e as cucas confusas não saibam amar. Pena também que a gente se envergonhe de dizer, a gente não devia ter vergonha do que é bonito. Penso sempre que um dia a gente vai se encontrar de novo, e que então tudo vai ser mais claro, que não vai mais haver medo nem coisas falsas. Há uma porção de coisas minhas que você não sabe, e que precisaria saber para compreender todas as vezes que fugi de você e voltei e tornei a fugir. São coisas difíceis de serem contadas, mais difíceis talvez de serem compreendidas — se um dia a gente se encontrar de novo, em amor, eu direi delas, caso contrário não será preciso. Essas coisas não pedem resposta nem ressonância alguma em você: eu só queria que você soubesse do muito amor e ternura que eu tinha — e tenho — pra você. Acho que é bom a gente saber que existe desse jeito em alguém, como você existe em mim.
Dizem que a gente tem o que precisa. Não o que a gente quer. Tudo bem. Eu não preciso de muito. Eu não quero muito. Eu quero mais. Mais paz. Mais saúde. Mais dinheiro. Mais poesia. Mais verdade. Mais harmonia. Mais noites bem dormidas. Mais noites em claro. Mais eu. Mais você. Mais sorrisos, beijos e aquela rima grudada na boca. Eu quero nós. Mais nós. Grudados. Enrolados. Amarrados. Jogados no tapete da sala. Nós que não atam nem desatam. Eu quero pouco e quero mais. Quero você. Quero eu. Quero domingos de manhã. Quero cama desarrumada, lençol, café e travesseiro. Quero seu beijo. Quero seu cheiro. Quero aquele olhar que não cansa, o desejo que escorre pela boca e o minuto no segundo seguinte: nada é muito quando é demais.
Hoje eu acordei numa casa diferente, num quarto diferente, sem nenhuma muleta, sem nenhuma maquiagem, meus amigos estão ocupados, meus pais não podem sofrer por mim. Hoje eu acordei sem nada no estômago, sem nada no coração, sem ter para onde correr, sem colo, sem peito, sem ter onde encostar, sem ter quem culpar. Hoje eu acordei sem ter quem amar, mas aí eu olhei no espelho e vi, pela primeira vez na vida, a única pessoa que pode realmente me fazer feliz.
Ou me quer e vem, ou não me quer e não vem. Mas me diga logo pra que eu possa desocupar o coração. Avisei que não dou mais nenhum sinal de vida, e não darei. Não é mais possível. Não vou me alimentar de ilusões. Prefiro reconhecer com o máximo de tranquilidade possível que estou só do que ficar à mercê de visitas adiadas e encontros transferidos.
Mas se eu tivesse ficado, teria sido diferente? Melhor interromper o processo em meio: quando se conhece o fim, quando se sabe que doerá muito mais — por que ir em frente? Não há sentido: melhor escapar deixando uma lembrança qualquer, lenço esquecido numa gaveta, camisa jogada na cadeira, uma fotografia — qualquer coisa que depois de muito tempo a gente possa olhar e sorrir, mesmo sem saber por quê. Melhor do que não sobrar nada, e que esse nada seja áspero como um tempo perdido.
Não tenho a pretensão de que todas as pessoas que gosto, gostem de mim, nem que eu faça a falta que elas me fazem. O importante pra mim é saber que eu, em algum momento, fui insubstituível, e que esse momento será inesquecível.
Nota: Trecho de um poema muitas vezes atribuído, de forma errônea, a Mário Quintana.
Você nunca sabe quanto tempo você tem com alguém, então não esqueça de dizer eu te amo enquanto você pode.
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