Poemas sobre quem Realmente eu sou
Não quero estar
em nenhum lugar
que não seja em mim,
porque sou raiz
e asas ao mesmo tempo.
Porque já me exilei demais
em expectativas alheias,
em mesas onde o meu silêncio
era mais aceito que a minha voz.
Já morei em olhares
que me diminuíam,
em afetos apertados demais,
em paisagens onde minha alma
trilhava com sapatos estreitos.
Hoje, não!
Hoje eu quero a morada
do meu próprio peito.
Quero a arquitetura imperfeita
dos meus pensamentos
e a mobília sincera das minhas emoções.
Se eu estiver em mim,
inteira,
qualquer lugar será extensão.
Mas nenhum endereço
me abriga como o meu Eu.
É nele que me construo
e finco os fundamentos
do meu viver e ser.
✍©️@MiriamDaCosta
Sou poetisa do tudo
e pensadora do nada
neste mundo de excessos
de uma humanidade em carências.
✍©️@MiriamDaCosta
“Como posso desistir,
se sou o primeiro a dizer a alguém: não desista?
Uma vez aprendi com Alice
que, se existem monstros,
eles não estão debaixo da cama,
nem escondidos no armário ou no guarda-roupa.
Eles caminham pelo mundo.
E, se você pensa que falo dos monstros dos contos de fadas…
não.
Estou falando das próprias pessoas.”
Ass: Constâncio
Trincheira
Demétrio Sena - Magé
Sou apenas um tolo; que não sabe
desejar o pior pro ser humano;
que não cabe na bolha ressentida
onde o plano é viver pra se vingar...
Tenho raivas, mas nunca pretensão
de forjar a pureza que não tenho,
pois o meu coração se reconstrói
por engenho da própria humanidade...
Mostro dentes, preciso de trincheira,
cerro punhos, é só sobrevivência,
quando a beira do abismo faz careta...
Sei apenas que nunca fui de nada;
minha estrada se fez de pura sorte;
falso forte por força da fraqueza...
... ... ...
Respeite autorias. É lei
Sim, sou um tanto ruim.
Mas prefiro minha ruindade autêntica
a uma bondade emprestada.
Pelo menos assim,
quando alguém me amar,
saberá exatamente o que está abraçando: um ser intrinsecamente ruim.
Sou a luz e a sombra
O bem e o mal
A união de todas as coisas
O caos e a paz
Sou o infinito de um universo
Finito em sua limitação
Em um mundo de prisões e correntes
Me jogo no mais profundo dos abismos
Para encontrar a libertação
Do caos, renasço em fogo e sangue
Trocando de pele como uma serpente
Mas mesmo que a essência se mantenha
Eu já não sou a mesma
Caminhando na escuridão da noite
Não aceito as algemas do carcereiro
E quando for o momento
Sairei do meu próprio jeito
Com a cabeça erguida
Por jamais ter sido submissa
E muito menos subordinada a todo esse teatro
A essa peça de marionetes mal acabadas.
- Marcela Lobato
Sou barco sem rumo
Sempre a deriva
Pela tempestade de tua vida na minha,
Vento forte, devastador...
Vento das paixões tardias...
Por que de mim então fugías?
A ave alba dos meus sonhos
Deu- me adeus e foi embora
Chuva sempre mansa e constante
Coração derrete, amolece e esvazia
Na busca incessante dessa hegemonia
Na prática da louca fantasia
Que consome e incendeia
Mas que sublima e desfolha
Eterna noite chuvosa..
Que transborda o coração
Sossega essa alma lânguida...
Que a paz somente quer ter.
O Vaso
Sou cercada de aplausos sempre que por ruas alheias passo,
Sou eco quente nas mãos de quem não me conhece, sou sorriso devolvido,
Por todo lado tem olhos que me vestem de encanto como se eu fosse primavera permanente.
Elogiam minha beleza como quem acende fósforos, rápidos, breves, ardem e esquecem-se do frio depois.
Dizem amar-me sem nunca terem atravessado o meu inferno.
Mas em casa, onde o silêncio devia ser abrigo,
Me torno num mero objeto pousado no centro da mesa, um vaso que não escolheu ser decoração.
Todo ele rachado em quedas repetidas, nas mãos de um artista em negação, e o mesmo insiste em colar-me como se remendar fosse amar.
Duzentas vezes quebrada, duzentas vezes inteira por obrigação.
Não por cuidado, não por ternura,
mas porque lhe convém manter-me junto dele.
Ele não me ama,
não pergunta se o mundo me pesa, não escuta o som fino das minhas fissuras.
Importa-lhe apenas que eu ainda sirva, que eu ainda ceda, que eu ainda esteja viva.
E eu,
Exaltada por estranhos, rainha de palmas vazias,
regresso sempre ao palco onde não existo.
Sou multidão fora, e ausência dentro.
Sou escolha para quem não me escolhe, certeza para quem me trata como hipótese.
E no fim de cada aplauso,
quando o som morre e o eco se dispersa, fico eu, inteira só na aparência, a aprender devagar que nenhum vaso nasceu para viver colado.
Escritora: Paula Maureth Adriano Soares
ELE É IMPLACÁVEL
Se o tempo soubesse
que sou seu amigo
e que conto sempre com ele,
talvez não passasse tão rápido,
nem demorasse.
Se, quando quero algo,
ele corresse apenas para realizar,
e, quando pudesse, estivesse pronto a voltar...
Eu sou amigo do tempo,
mas ele não é meu,
pois está sempre disposto
a me matar.
Se a chuva fosse sempre de verão,
o frio sempre presente no inverno,
e a primavera fosse perfumada
como a mais bela dama...
Se eu pudesse superar o tempo,
sendo forte para não me abalar
e rígido para não permitir o que
não seja bom para mim...
Seria eu escravo do tempo
ou mestre dele?
Seria eu feliz,
ou tudo se tornaria desespero
por tudo que se vai?
Tempo, seja você idêntico,
e eu jamais me curvarei.
Sou mulher
Carrego nas veias o sangue da minha guerreira!
Só preciso de Deus para seguir meu caminho...
Apesar de, às vezes, caímos nessa armadilha
de achar que não conseguiremos viver sem alguém.
Me valorizo porque sei do meu potencial!
Sei que sou uma mulher especial...
Embora, alguns possam pensar o contrário.
Definitivamente, isso não é problema meu!
Não nasci para ser submissa.
Só me anulou quando isso me faz bem!
Sou parceira, companheira de todas as horas,
Mais se você não puder me acompanhar,
Te peço um favor, não anule a minha vontade de voar!
Amo a liberdade de me reencontrar,
De estar acompanhanda de bons amigos...
Não tenho tempo para perder com o que outros vão pensar!
Porque a vida está passando...
As oportunidades também!
E o amor... ah, ele só vale a pena se sintonizar.
Oi! Estou por você esperando,
Sou a realidadeque você
não quer enfrentar,
Sou aquele que você
vem desprezando
Sou a verdade que você
não quer enxergar
e, depois, fica reclamando,
Sou quem pode livrar
de um amargo lamento,
Então, decidi me apresentar,
Prazer, Eu sou...O Bom Senso.
Penso, se possível, faço
às vezes, o inverso,
nem sempre sou sensato,
esmoreço, canso, entristeço,
entretanto, recomeço, me refaço,
pra novos começos, próximos passos.
Sou um segredo a ser desvendado,
tenho as minhas barreiras,
mas sem armadilhas,
posso ser fortaleza
alimentando a tua existência,
às vezes, sou imaturo,
depende do momento,
tempos e temporadas,
tenho meus pontos de equilíbrios
onde a maturidade encontra morada,
se tiveres paciência e fores determinada,
poderás usufruir das minhas qualidades,
apesar das minhas falhas.
Ciente de que a vida é muito passageira e de que o tempo não costuma esperar, sou um viajante aventureiro, estou sempre em busca de uma viagem, de uma nova aventura e posso afirmar seguramente que uma das melhores partes é poder conhecer pessoas incríveis, que tornam certas experiências melhores, inevitavelmente, inesquecíveis,
A maioria delas muito provavelmente estará conosco apenas durante aqueles momentos e está tudo bem, teve a sua devida relevância, é evidente, porém, felizmente, algumas continuarão, mesmo que à distância e em encontros breves, sendo sempre marcantes, alegres, gratificantes, amizades surpreendentes, conquistadas com uma afinidade fascinante
Melhor presente ou lembrança que podemos trazer de uma viagem, que deixa o nosso coração mais leve, às vezes, até acelerado por bons sentimentos, intensos e valorosos e não quer dizer que sejam relações perfeitas e sim mais compatíveis que possam ser, demonstrando de verdade um jeito zeloso com afeto e respeito Graças a Deus e a sua Bondade.
Sou um simples poeta com uma imaginação inquieta e realista, então, fico inspirado e imagino durante boa parte do meu dia, mas é durante à noite que a inspiração fica ainda mais forte, quando as minhas emoções e os meus instintos avivam os meus pensamentos, criando algumas cenas e versos na minha mente, sinceros e intensos
Tudo pode ser inspirador, entretanto, melhor será se eu puder encontrar vida, um esplendor de intensidade, uma simplicidade genuína, uma essência de muita naturalidade como um céu repleto de estrelas, a luz do luar sobre as folhas das árvores, deixando a natureza com uma aparência mais elegante, exaltando certos detalhes
E em sincronia com esta minha preferência poética, encontro em ti, bastante vitalidade, percebo que a tua sensualidade também possui hábitos noturnos e assim, permite que fiques mais à vontade, confiante, então, a tua presença consegue inspirar-me intensamente com tamanha facilidade, uma capacidade interessante que aguça a minha criatividade
Por consequência, nesta ocasião noturna, serás para mim, a poesia mais bela, arte que desperta o meu interesse de fazer uma leitura sem pressa das linhas suaves do teu corpo, cada trecho das tuas curvas, o que tem a dizer a expressão profunda e verdadeira dos teus olhos, a verdade da tua essência, que pode ser um sonho ou uma doce loucura e os beijos serem dados veemência.
O que será que falta em mim?
Será que não sou tão bonita
ou não tenho um corpo tão belo?
Será que tenho espinhas demais?
Será que sou fedida?
Será que não sou tão magra como as outras garotas?
Será que falo demais ou sou muito chatinha às vezes?
Talvez o problema não esteja na minha aparência, talvez esteja na minha alma.
Entre Luz e Sombras
Na vida...
às vezes sou mocinha.
Outras vezes... vilã.
E no silêncio entre um papel e outro,
me pergunto:
quem sou eu… afinal?
Nunca sei quem fui
nos olhos de quem me viu partir.
Nunca sei quem sou
no reflexo de quem insiste em me definir.
Se faço o bem...
me julgam mal
Se tropeço no mal...
alguém encontra em mim um bem que nem sei explicar.
Que lógica é essa
que me atravessa
e me desfaz?
Eu erro…
tentando desesperadamente acertar.
E acerto…
quando já não me preocupo mais em errar.
Ironia essa...
Como se a vida risse
da minha tentativa de controle.
Sou luz?
Ou sou escuridão?
E por mais que eu procure respostas,
a verdade me escapa…
como água entre os dedos.
Porque, no fundo,
quem diz quem somos
não somos nós.
É o olhar que nos acolhe,
ou o julgamento que nos corta.
É quem nos vê…
que nos inventa.
E eu?
Eu me desconheço.
Sou verdade?
Ou sou invenção de versões
que criaram de mim?
O que escondo…
até de mim mesma?
Há mistérios no meu peito
que nem minha coragem alcança.
Sentimentos que existem…
mas nunca tiveram permissão para nascer em palavras.
E assim eu sigo…
fragmentada…
contraditória…
humana.
Sendo mil em uma,
e ainda assim… incompleta.
Talvez…
a grande verdade
não seja descobrir quem somos.
Mas aceitar…
que somos feitos de perguntas.
E não de respostas.
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