37 poemas sobre o tempo para pensar na passagem dos dias
Filho(a),
Você não veio ao mundo por acaso.
Eu te pensei antes do tempo.
Te sonhei em detalhes, antes mesmo que você respirasse.
Eu conheço o que te move.
E conheço também o que te falta, mesmo quando você não sabe dar nome.
Quando o vazio aperta ou quando a paz parece inalcançável, sou Eu quem você está procurando.
Não estou nas fórmulas.
Não estou nas pressas.
Não estou nas vozes que cobram mais do que acolhem.
Estou no agora.
No sopro que entra e sai dos teus pulmões.
Na delicadeza do que permanece mesmo quando tudo muda.
Na beleza silenciosa que não precisa provar nada pra existir.
Eu vejo todas as vezes que você escolhe ser do bem.
Quando o mundo te provoca e mesmo assim você não devolve o mal com o mal.
Quando você perdoa em silêncio, quando escolhe amar sem motivo, quando age com bondade mesmo sem aplausos.
Isso é o meu DNA em você.
Você carrega em si a minha luz, o meu amor, a minha essência.
Você não precisa fazer força para ser amado(a).
Nem precisa me entender completamente para me sentir.
Basta se permitir abrir espaço.
Basta se lembrar de mim quando o mundo esquecer de você.
Não sou religião, sou essência.
Sou a origem de tudo o que é bom, puro e verdadeiro.
E quando você se alinha comigo, tudo o que está fora começa a encontrar o seu lugar.
Você não precisa vencer o mundo.
Só precisa voltar pra casa.
E essa casa começa dentro.
Com amor,
Deus
“Porque estou certo de que nem a morte, nem a vida, nem anjos, nem demônios, nem o presente, nem o futuro, nem qualquer outra coisa na criação será capaz de nos separar do amor de Deus.”
Romanos 8:38-39
A Vida: Um Rito de Passagem
Vida, minha vida, que mistério és tu,
O que é a vida, neste tempo que flui?
Corremos toda a existência, em busca de mais,
Para a vida, para os anseios e os ideais.
Deixamos de proporcionar o melhor que ela nos dá,
O simples prazer que o momento traz.
Deixamos de sonhar, de permitir-nos voar,
Deixamos de sorrir, de amar em plena paz.
Deixamos de desfrutar, de sentir cada brisa,
Meu Deus, afinal, o que nós, simples carnais, procuramos,
Nesta corrida sem fim, que tanto nos pisa?
Onde a verdadeira essência da vida encontramos?
Vida minha, e por fim, acumulamos tanto e mais,
Mas a saúde se esvai, e a força nos trai.
Sem tempo para gozar, perdidos em um cais,
A vida nos lembra que o tempo não volta jamais.
o caminho que me leva a você
Onde o silêncio reina,
o tempo não tem vez.
Me despeço dos minutos
ao refletir
na solidão de meus pensamentos vazios.
As horas se tornam uma eternidade,
mas sem ninguém para compartilhar,
o que me resta é sonhar.
Ouço tua voz chamando-me há anos,
corro ao teu encontro
na esperança de um dia
poder te encontrar.
Mas o que fazer,
se o caminho a seguir
é aquele onde tantos se perdem?
Não me perco,
me encontro
afogado no "auto" mar,
com o sussurro dos ventos
conversando com o mar.
As ondas se abrem para, enfim, te encontrar.
Num profundo mergulho,
a esperança toma vez.
No reflexo das águas,
uma imagem reluz,
como uma luz a me cegar:
uma estrela brilhante,
o aquecer em tardes frias,
um segredo que eu queria guardar —
o sentimento de preenchimento que emerge,
clareando a escuridão do oceano,
o mistério em pessoa,
uma promessa a zelar.
Era você.
O tempo está passando.
Ainda consigo sentir o perfume em suas roupas.
Seu cheiro, cheiro único de Mãe, aconchego aromático.
Mas assim como o aroma extraído de uma flor, o perfume está evaporando.
Preciso conservá-lo, guardá-lo.
Eternizarei meu perfume de Mãe, dentro de um frasco da lembrança, no coração da minha alma, com muito cuidado, muita saudade.
Simplesmente porque é como uma flor perfumada rara, única, com muito valor para mim.
Meu Amor além da vida!
Edileine Priscila Hypoliti
Sou Africano
Sou feito de terra quente e céu aberto,
De tambores que falam no silêncio do tempo,
De raízes fundas, num passado desperto,
Que vive em mim como um sagrado templo.
Sou o grito da savana ao romper da aurora,
A dança da chuva em solo sedento,
Sou voz ancestral que nunca vai embora,
Sou fogo que arde no firmamento.
Sou traço de reis em tronos de marfim,
Herança viva de reinos esquecidos,
Sou o riso e a lágrima dentro de mim,
Sou os caminhos, os mortos, os vivos.
Sou coragem que cresce na dor calada,
Sou o corpo que resiste, o peito que luta,
Sou cicatriz que se torna alvorada,
Sou a alma que canta mesmo na labuta.
Sou bantu, sou kongo, sou zulu,
Sou as línguas que o mundo tentou calar,
Mas sou tambor que ecoa no céu azul,
Sou memória que ninguém vai apagar.
Sou África – e em mim ela habita,
Não como fado, mas como missão.
Em cada passo, a história me visita:
Eu sou africano. Sou chão. Sou visão.
Patrono: Mateus Sebastião Kilola
Enquanto Tudo Silencia
No tempo que escorre sem forma,
há um instante que não se mede
um respiro entre o caos e o acalanto,
onde até a dor se rende à calma.
É ali que florescem os pensamentos
que não ousamos dizer em voz alta,
palavras que pesam feito pedra
e voam feito poeira ao vento.
O mundo segue ruidoso e cego,
mas há silêncio no olhar de quem sente.
E nesse breve e sutil intervalo,
reconstruímos o que fomos por dentro.
Dizem que em alguma floresta esquecida pelo tempo, vive um lobo que não caça por fome mas por saudade.
A cada noite, ele ergue o focinho aos céus e uiva. Não de dor... mas de desejo. A lua, suspensa no abismo escuro, é sua amante silente. Ele não quer possuí-la quer pertencer a ela. Queria ser constelação, estrela cadente, poeira cósmica... só para que sua pele selvagem brilhasse ao menor toque da luz dela.
Dizem também que esse lobo já foi homem. Ou mulher. Ou ambos. Que em outra vida dançou com a lua sob o véu de uma paixão tão antiga quanto o universo. Mas algo os separou. Talvez o tempo, talvez um erro, talvez só o destino brincando de desencontro.
Desde então, ele reencarna em pelos e ossos, uivando sua lembrança para o céu. Não pela resposta, mas pelo ritual. Porque amar, para ele, é lembrar.
E enquanto houver luar, haverá um lobo que não desiste de ser tocado por ela.
Caminhos
Caminhos tortuosos nos levam a lugares,
Onde o tempo é um amigo que guarda os olhares.
Passos incertos na estrada da vida,
Cada escolha é um verso, uma história vivida.
E ao final da jornada, ao olhar para trás,
Veremos que as trilhas são feitas de paz.
Em cada passo dado e em cada emoção,
Encontramos a beleza da nossa canção.
Às vezes, não sei se o que penso é real.
Minhas ideias parecem simples devaneios — ao mesmo tempo me perturbam e me libertam dos meus medos.
Para quem observa meus textos, talvez pareça loucura. E tudo bem.
Me identifico com Raul Seixas:
“Prefiro ser essa metamorfose ambulante
Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo.
Eu quero dizer agora o oposto do que eu disse antes…”
O que eu era há um segundo já não me representa mais.
Esse “eu” que você viu passou.
Você conheceu o Tarin que morreu há instantes.
Se quiser me entender, tente conhecer o Tarin que está aqui agora.
Só assim suas conclusões farão algum sentido.
Entre o Silêncio e o Vento
No fio da tarde, o tempo se dobra,
carrega lembranças no sopro do ar.
O mundo respira, mas quase não fala,
tudo que importa começa a calar.
Os passos se perdem nas sombras do chão,
mas dentro de mim, há fogo e caminho.
Mesmo na dor, renasce a esperança,
feito uma flor brotando sozinha.
O olhar se levanta, encontra o infinito,
não pelo céu, mas pelo sentir.
Pois quem já caiu, aprende o segredo:
é no silêncio que a alma decide existir.
Desenvolva habilidades, seja eficiente,
reserve à família um tempo presente.
Priorize projetos, com mente contente,
cuide da saúde, com amor fervente.
Cultive a alegria, como semente.
Busque viver em paz, eternamente.
Livro: O respiro da inspiração
Quando tu me olhou, perdi a cabeça
Sem perder o tempo, joguei na mesa
Sei que gosta da pressa e da calma
Sei que gosta do jeito que
Eu falo tudo que tu gosta
Eu até queria conversar,
mas o tempo não vai esperar.
Eu até queria te amar,
mas não sei como me mostrar.
O sonho logo vai terminar,
mas, antes de tudo acabar,
posso ao menos seu nome perguntar?
Foco não é perfeição, é escolha
Você não precisa fazer tudo. Nem fazer tudo ao mesmo tempo, nem fazer tudo perfeitamente.
Foco não é sobre controle, é sobre presença.
É escolher o que importa agora e sustentar essa escolha por alguns minutos, sem se deixar levar pelas distrações.
A verdade é que o mundo está cheio de estímulos, mas a sua atenção não precisa estar em todos eles.
Cada vez que você escolhe se concentrar em uma coisa de cada vez, está treinando sua mente para o que ela mais precisa: clareza, calma e direção.
Já tem um tempo que não escrevo.
É porque, às vezes, eu me perco
nos meus próprios pensamentos.
A única certeza é o tempo.
Ele não para, mas acaba — e a pergunta é:
em qual nível você quer estar quando ele acabar?
Idade não é fardo, mas sim dádiva,
caminho percorrido, jornada ativa.
Gratidão pelo tempo, bênção a cada dia.
Não se compare, em sua própria via.
Não tema os anos, abrace a jornada.
Cada momento vivido, história contada.
Livro: O Respiro da Inspiração
Entre espirais e vinhos antigos
No traço do tempo que escorre na pele,
Uma mulher de tempestade nos olhos,
Cabelo colorido,
Tanto quanto a alma,
Dança com as nuvens,
como quem carrega o caos,
E o colo do universo ao mesmo tempo,
Na lente dos óculos,
Galáxias se refletem no espelho de mim,
Onde só almas velhas conseguem se encontrar,
A boca se fecha, mas grita,
Num silêncio de quem já viveu mil recomeços,
Vinho aguado estraga,
Mas, minhas veias tânicas,
Não oxidam de qualquer ar,
Uma taça sagrada repousa,
No centro peito,
Do universo que escorrem relógios,
O tempo que não prende,
Agora, antes, sempre,
Criada tua própria mitologia,
Tatuaste com deusas,
Numa fé que só os que ardem entendem,
Espero, mas vôo,
Fico, mas, transcendo,
Viver é arte.,
A arte é rito,
E nesse quadro pintado com óleo,
Horas em sorrisos, horas em dor,
Bebe-se o mundo em goles de luz,
A viajante entre dois mundos ou mais,
Que aprendeu a ser casa para si mesma.
O Ataúde da Humanidade: Elegia aos Tempos do Fim
Vivemos a era da devastação.
O tempo sombrio da decomposição moral,
Do apodrecimento do caráter,
Da aniquilação do humanismo.
Matam-se inocentes com frieza,
Exterminam-se animais com crueldade,
Incendeiam-se florestas com ganância.
O planeta clama, e a humanidade não escuta.
Num cenário de sombras e cinismo,
Só restam a sensibilidade e a coragem
Daqueles que ousam insurgir
Contra os desmandos do poder vil,
Contra o fuzilamento do povo
Pelas mãos podres da corrupção,
Orquestrada por políticos desonrados
Que sangram a nação com sorrisos cínicos.
Somente Deus — o Eterno Juiz —
Pode resgatar o povo brasileiro
Desta destruição em massa,
Deste meteoro moral que colidiu
Com a alma da humanidade.
Já não há pudor:
Tudo se tornou permissível, torpe,
Rastejando nos escombros da maldade.
Agora, só nos resta esperar
O dia do infinito da existência,
Onde os homens serão julgados
Pelo tribunal da eternidade,
Sepultados no ataúde da escuridão,
Perseguidos pelos fantasmas
Que eles mesmos criaram.
A sociedade morreu há tempos.
O que vemos hoje são apenas as cinzas da podridão,
Espalhadas pelo vento da indiferença,
Retornando das profundezas do descaso
Para assombrar os vivos,
Difundindo o terror,
Erguendo altares à selvageria.
Mas ainda há uma esperança:
Na resistência de poucos,
Na chama que não se apaga
Nos corações que não se rendem.
E nessa fagulha, talvez,
O renascer da luz.
O VÔO
Como a natureza dá a vida,
A morte é a certeza de ter por que viver.
Como o tempo - a beleza - de uns começa,
O de outros termina
sem ter nenhum porquê.
Como a senhora gostaria de ir à Europa
Sem ter passagem por aqui? Pelo amor?
Como pássaro flutuante que vive vacilante,
Sem medo de morrer, pois ninguém controla a arte de viver.
Quando passas como nada, nessa rua dourada de sol,
Tudo sopra acima — venho logo, pois agora não há perdição.
Choro ouvindo, tomando vinho, esperando vir me buscar...
Lá vem vindo, meu amigo, que hoje pode me levar.
Os dias vem e vão
Como o tempo e o verão
Mas há dias nublados e frio
Os quais faço birra como uma criança não querendo viver
Não adianta é inevitável!
A verdade é que temos que aprender dançar na chuva mesmo no frio!
Priorizando o que carregamos de mais precioso!
Essa jóia chamada mente e coração
Se eu não cuidar de mim, quem cuidará?
O desafio é equilibrar e acalmar e pra isso dedico minha vida.
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