Poemas sobre o Mundo
"Para todas as crianças que enxergam o mundo com mais profundidade, mesmo quando ninguém percebe. E para os gigantes silenciosos — de carne, de crina ou de amor — que nos ensinam a caminhar com calma e a encontrar beleza no ritmo de cada passo."
" Gigante: O amigo que mudou Tudo"
GIGANTE, O GUARDIÃO SENSÍVEL
Era mais que um cavalo – era um ser de sensibilidade rara, capaz de perceber o que muitos ao redor não conseguiam enxergar. Seu olhar calmo, profundo, parecia abraçar as emoções escondidas de quem se aproximava, lendo o silêncio e o desespero com a mesma intensidade. Desde o primeiro encontro, Antônio sentiu que gigante não reagia como as pessoas. Não havia pressa, nem cobranças. O cavalo ajustava seu corpo, sua respiração, de acordo com o ritmo do menino. Quando Antônio chegava nervoso, com as mãos trêmulas e os olhos inquietos, Gigante diminuía o passo e suavizava o balanço. Era um diálogo sem palavras, uma dança invisível construída na troca de sensações. Os músculos de Gigante transmitiam segurança e calma, como se ele dissesse: "Estou aqui, você pode confiar." Esse sentimento atravessava o corpo de Antônio, ajudando-o a se soltar da ansiedade que tantas vezes o paralisa. Aos poucos, o menino aprendeu que a regulação não era só um conceito abstrato aprendido com terapeutas, mas uma necessidade que afetava um ser vivo que dependia dele. Gigante tornou-se o espelho das emoções de Antônio. Quando o cavalo movia as orelhas para os lados, indicava inquietação; quando inclinava a cabeça para baixo, demonstrava relaxamento. Antônio descobria que poderia “conversar” com Gigante pelo toque, pela respiração, pelo olhar – e, na resposta do animal, encontrava um reflexo do próprio estado interno.
Nem todo mundo vê o peso
que o outro precisa levar,
mas ainda assim ele segue…
com coragem de caminhar.
Começar o dia ouvindo sua voz
e um “te amo” sussurrado, cheio de nós,
é sentir o mundo inteiro fazer sentido
e meu coração, enfim, saber onde mora — em você.
Green Eyes
(por alguém que amou demais)
Te olhei como se o mundo coubesse
no reflexo dos teus olhos verdes
e coube.
Mas só pra mim.
Enquanto teu riso era sol,
meu peito era tempestade.
Toquei teu nome com cuidado,
como quem segura vidro
com mãos de pele aberta,
sabendo que vai sangrar.
A cada “não” que tu disseste,
meu coração ouvia gritos.
E mesmo assim,
te quis do jeito mais bonito.
Você era estrada reta,
e eu, curva sem aviso.
Tua alma era luz clara,
e eu morava no cinza indeciso.
Não é tua culpa,
nem tua falta.
É só que amar você
foi como dançar sozinha
num salão onde só você tinha música.
E agora, onde encosto, dói.
Mas te deixo ir
porque amor de verdade
também sabe recuar.
Mesmo quando arde.
Mesmo quando mata.
DEMIURGO
No Apócrifo de João), o mundo material foi criado após a Aeon Sofia (Sabedoria) se separar do Pleroma sem seu parceiro, resultando no nascimento do Demiurgo (JEOVÁ - hebraico יהוה - YHWH, o nome próprio de Deus na Bíblia Hebraica. O termo representa a identidade pessoal do Deus de Israel, aparecendo mais de 6.800 vezes nos manuscritos originais.), uma figura imperfeita, também chamado de Ialdabaot. No gnosticismo, o Demiurgo é o criador ignorante ou malévolo do mundo material, distinto do Deus supremo e verdadeiro. Criador do Mundo Material: Ao contrário do Deus supremo e transcendente (que é puramente espiritual), o Demiurgo (ou Yaldabaoth) moldou a realidade física e o mundo sensível.
A Rede sombria
"Ao romper a bolha, descobrimos que o mundo lá fora guarda uma crueldade que supera os nossos próprios abismos. Na modernidade das telas sem rosto, palavras são lançadas como flechas cegas, capazes de edificar ou destruir destinos num clique.
Neste oceano obscuro de desconhecidos, onde todos habitam e ninguém se encontra, o perigo veste o disfarce da brincadeira e o vilão se perfuma de bom moço. Caminhamos em solo frágil, aprendendo que, nesta rede de espelhos turvos, a confiança é o luxo de quem ainda não se feriu."
ass Roseli Ribeiro
"O mundo materialista de hoje nos força a acreditar que precisamos de tudo para viver e nos cega para os excessos do que muitas vezes nunca iremos usar. Há um comercial dizendo 'consome ao máximo', mas que nunca diz que iremos nos consumir por coisas inúteis. E, cegos, não entendemos que só precisamos do necessário; o resto é superficial e desnecessário. É como construir um castelo e nunca ser rei. É dar mais importância aos objetos e coisas do que a nós mesmos e a quem amamos de verdade. E, na maioria das vezes, só iremos entender e enxergar a realidade no final de uma vida perdida."
Por Marcio Melo
Menina, vem comigo,
quem sabe passear,
ver o mundo pelos olhos do amor.
Pra que a felicidade seja o clima permanente
enquanto nosso passeio durar,
e que seja por uma vida.
Pra que nunca se desmanche seu sorriso
e nunca apague o brilho dos seus olhos.
E quem sabe, menina,
sejamos pra sempre,
depois que nosso amor transcender.
Por Marcio Melo
Há um conflito silencioso entre quem somos e quem mostramos ao mundo. Desde cedo, aprendemos a vestir máscaras como quem veste um casaco em dia de frio: para suportar o ambiente, para caber nos lugares, para não ferir nem sermos feridos. No entanto, essa proteção também pesa. A aparência de força, muitas vezes, esconde um coração em tempestade; o sorriso social, por vezes, cobre ruínas que ninguém vê.
Vivemos tentando equilibrar a verdade interior e a versão aceitável de nós mesmos. Queremos ser acolhidos, mas tememos que nossa essência, crua e imperfeita, assuste. Assim, vamos aparando arestas, calando dores, podando sonhos, como um jardim bonito demais para parecer real. O problema é que, quando negamos demais o que sentimos, a alma cobra em silêncio.
Ser humano é justamente carregar essa contradição. Somos casa e vitrine, abrigo e espetáculo. E amadurecer talvez seja isso: diminuir a distância entre o rosto que oferecemos ao mundo e a pessoa que, em segredo, pede apenas o direito de existir por inteiro, sem pedir desculpas.
Quer carinho? Peça a sua mãe!
O mundo é pai, ele te da oportunidades, desafios.
Ele te testa, te eleva ao seu limite.
Ele te força ser melhor.
Se não aguenta, corre pro colo da mamãe.
Há homens que não querem apenas viver no mundo. Querem possuí-lo.
O primeiro erro de quem deseja governar o mundo é não compreender que o mundo não é um trono, é um organismo. Não é um objecto de comando, mas uma soma viva de vontades, culturas, interesses, medos e resistências.
Quem tenta governar tudo, precisa controlar tudo. E para controlar tudo, precisa destruir o que não controla. Assim começam as ruínas. A história ensina que o desejo de domínio absoluto sempre terminou em cinzas.
O mundo não se curva; ele absorve, desgasta e, por fim, derruba. Basta lembrar o colapso do projecto imperial de Adolf Hitler ou o império expansionista de Napoleão Bonaparte ambos tentaram moldar o mundo à sua imagem e encontraram a resistência da própria realidade.
Governar o mundo exige eliminar diferenças. Eliminar diferenças exige violência. Violência constante gera medo. E o medo nunca constrói, apenas adia o colapso. Quem tenta governar tudo acaba por destruir o próprio espaço que deseja comandar. Porque o mundo não é um território. É um equilíbrio frágil.
O bem e o mal não se mostram nas perguntas, mas nas respostas que você oferece ao mundo.
Renê Fernandes Dantas.
É simples salvar o mundo lá fora.
O verdadeiro ato de coragem é salvar a si mesmo todos os dias,
mesmo quando ninguém percebe a batalha que travamos dentro de nós.
Renê Fernandes Dantas
Das TradiçõesReligiosas
Demétrio Sena - Magé
Tanto faz para nós, que o mundo esteja em conflito, que o próximo passe fome, adoeça e morra sem dignidade? Não importa nada, se nós cometemos feminicídio; perseguimos os religiosos de outras vertentes e os não religiosos? "E daí" se apoiamos genocídio, pedimos até que outro país ataque o nosso e odiamos quem pensa diferente de nós? É isso mesmo? Pouco importa que misturemos nossa religião com política raivosa; com o vale tudo pelo poder (do minúsculo ao maior), para massacrarmos as minorias, os que têm menos, e quem é invisibilizado pela sociedade que também nos rodeia?
O que fazemos de perverso no dia a dia não conta? O importante, mesmo, é que nós comamos panelas de canjica e peixe na sexta-feira santa e caminhões de chocolates no domingo de Páscoa, depois de termos malhado o nosso semelhante, Judas, no sábado de aleluia? "Será que ouvi um aleluia"? Essa é a nossa religiosidade, o resumo da nossa crença em um homem que foi puro amor, humildade, paz, perdão, acolhimento e aceitação plena do ser humano? Desculpe se atrapalho seu ritual; seu cardápio; sua firula. Mas precisava mesmo refletir com você sobre questões tão óbvias da religiosidade.
Se a quaresma, "sexta santa", Páscoa, Corpus Christi, Natal, missas, cultos e rituais não nos tornam melhores, temos que rever a nós mesmos. Repensar nossos atos e sentimentos, desatrelados de obrigações institucionais que nos engessam sem atingir a alma, o caráter, a sensibilidade. O próximo é a razão e o princípio das nossas empreitadas ditas espirituais. Desconheço um religioso consciente de que o próximo é quem está próximo e distante; quem é igual e diferente; professa ou não a mesma fé ou nem acredita em nada.
... ... ...
Respeite autorias. É lei
Talvez o mundo esteja dividido em
pessoas que souberam lidar com a loucura,
as que tem medo de se tornarem loucas
e das que nem sabem que precisam
enlouquecer um pouco as vezes.
Hoje é o seu dia, mulher!
Ser feito de luz
que brilha por onde passa
que espalha amor pelo mundo
que floresce
que é fértil
que é doçura
que é vida na sua forma mais pura!
Teste de Geografia
Dizias que o mundo era pequeno demais, traçavas fronteiras no mapa do lençol, medias a distância entre o nunca e o jamais, buscando o caminho pra um resto de sol.
Pediste que eu fosse o teu norte fiel, a rosa-dos-ventos de um cais sem navio, mas perdi o sentido, rasguei o papel, e o nosso Equador tornou-se vazio.
I
Onde fica o relevo do teu abraço?
Em que latitude se esconde o teu riso?
Pois sinto um abismo em cada passo, nesse hemisfério que não é o paraíso.
II
Qual a demografia da tua saudade?
Quantas ausências habitam o teu peito?
Se o amor é um solo de pouca fertilidade, onde o silêncio se torna direito.
No fim, a prova não teve nota ou glória, apenas a erosão de um tempo que passou.
Ficou a geologia de uma velha história:
Onde havia um vulcão, hoje a cinza restou.
O mapa dobrou-se, a bússola quebrou, e a conclusão do teste é um tanto amarga:
Quem muito se isola, continente virou, levando o oceano como única carga.
© *Paulino Florda*, No labirinto dos açoites, 2026
A Gaiola, Afinal, Sou Eu
Mudei, sabe? Mudei pra encontrar meu pedaço de mundo, Construir algo do zero. Me sentia tão preso, lá. Achei que a distância, a cidade nova, Me libertaria.
A ironia, essa que me corta, É que a gaiola nunca foi a cidade. Nunca foi o lá fora. A gaiola, sou eu. A prisão, está na minha mente.
Essa cela, feita de medo, De que me descubram, De que vejam a farsa que sou. Síndrome do impostor, me sussurram. Queria ser melhor, Focado, com propósitos. Mas a autodúvida, essa sombra, Me paralisa, me afoga.
Me sinto um robô, um autômato. O querer existe, grita, Mas a vontade... Ah, a vontade Se desfaz em inércia. Minha agência minada, O que quero não vira o que faço.
Mas se a prisão está em mim, Se sou eu quem a constrói, Então a chave também é minha. Uma dor que traz esperança. Essa consciência, eu do futuro, É o primeiro passo pra se libertar.A Gaiola, Afinal, Sou Eu
Mudei, sabe? Mudei pra encontrar meu pedaço de mundo, Construir algo do zero. Me sentia tão preso, lá. Achei que a distância, a cidade nova, Me libertaria.
A ironia, essa que me corta, É que a gaiola nunca foi a cidade. Nunca foi o lá fora. A gaiola, sou eu. A prisão, está na minha mente.
Essa cela, feita de medo, De que me descubram, De que vejam a farsa que sou. Síndrome do impostor, me sussurram. Queria ser melhor, Focado, com propósitos. Mas a autodúvida, essa sombra, Me paralisa, me afoga.
Me sinto um robô, um autômato. O querer existe, grita, Mas a vontade... Ah, a vontade Se desfaz em inércia. Minha agência minada, O que quero não vira o que faço.
Mas se a prisão está em mim, Se sou eu quem a constrói, Então a chave também é minha. Uma dor que traz esperança. Essa consciência, eu do futuro, É o primeiro passo pra se libertar.
Mundo
Vamos tentar viver no meu mundo...
Se não der certo, viveremos no seu.
E, se ainda assim não conseguirmos,
construiremos o nosso próprio mundo.
Inclusão
Inclusão não é entrar no mundo dos outros;
é entrar no mundo dela.
É compreender, respeitar seus silêncios,
acolher seus gostos, suas atitudes, seus limites…
É enxergar o seu mundo através dos meus olhos.
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