Poemas sobre o Mundo
VIVENCIAL
Demétrio Sena - Magé
Apostava que o mundo fosse pouco
ante os muitos atalhos percorridos,
não um louco moinho de aventuras
entre tantos finais e recomeços...
Eu achava que a vida fosse curta
para tantas vivências que se tem,
tanto curto circuito e recomeço,
tanto além após tantos terminais...
Foram anos por dia e tanto sonho;
já não ponho na conta interminável
das verdades mentidas ou reais...
Estes ombros carregam muitos fins,
muitos novos começos infinitos,
tantos gritos pregados nas paredes...
... ... ...
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TODO MUNDO
Demétrio Sena - Magé
Na verdade, ninguém me surpreende;
as pessoas são isso; são pessoas;
todas boas, perversas como eu;
meus espelhos em seus desdobramentos...
Fico triste, raivoso, alegre ou calmo,
mas entendo que tudo é de quem somos;
temos nossos momentos, nossas vezes,
nossos gomos de nós em cada fase...
Somos todos iguais nas diferenças
ou nas ordens inversas, nas medidas
e nas crenças de sermos algo além...
Ninguém vai me pegar desprevenido;
não me sinto traído, porque sei,
todo mundo é apenas todo mundo...
... ... ...
Respeite autorias. É lei
MEUS IGUAIS
Demétrio Sena - Magé
Tem um mundo apressado ao meu redor,
num estouro de gente sem destino,
numa dor coletiva que se oculta
em quem dança, quem malha e dá porrada...
Vejo muita pobreza em lixo e luxo;
como tudo está cheio de vazio;
fico murcho com tantos eus inflados
que desfilam nos palcos de quimeras...
Há um surto que ri de nervosismo,
auto estimas forjadas por pressão,
no mesmismo do posso, quero e faço...
Nas mazelas da minha realidade,
meus iguais estão cada vez mais presos
nessa desigualdade que os recolhe...
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AMIGOS
Demétrio Sena - Magé
Há um mundo de amigos, talvez bem restrito,
mas que fazem meu mundo ser grato por ter;
tem um grito sincero de canto e poesia
nos meus olhos eivados, molhados de afeto...
Sei que o mundo traçado e disposto no mapa
já naufraga nas águas do seu narcisismo,
não escapa da fúria de sua tormenta
e se rende ao mesmismo do seu tanto faz...
Mas meu mundo de amigos, talvez meio feixe,
são a minha verdade capaz de salvar
desse mar que me atira terríveis tarrafas...
Os amigos são mundo que o mundo ignora
numa flora cinzenta, de fauna feroz;
ter amigos é voz pra curar o deserto...
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Respeite autorias. É lei
O POÇO
Demétrio Sena - Magé
Os meus olhos
no fundo do poço,
sabem que no fundo,
o mundo
está todo assim...
Após tantos danos,
pelos seres humanos,
tudo está no fim...
Vem o momento
em que a ciência
e a consciência
se unirão,
porém a esmo...
Quanto ao poço,
chegou ao fundo
de si mesmo...
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Respeite autorias. É lei
PLANTIO CIDADÃO
Demétrio Sena - Magé
Nada muda,
se todo mundo
não plantar
sua muda...
Nada muda
pra melhor,
se até o mudo
e a muda
não gritarem
com atitude...
Todo mundo,
todo mudo,
toda muda
(de temor),
têm que achar
a coragem
no auto amor...
soltar a voz
tão grave
quanto aguda...
E saber
que nossa vida
um dia muda,
se nossa voz
soltar o ato...
plantar a muda...
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Respeite autorias. É lei
DATA
Demétrio Sena - Magé
Uma data me deixa sem voz e sem vez,
porque ser "todo mundo" é difícil pra mim;
dizer sim onde os olhos não dizem o mesmo
e minh'alma está longe do que podem ver...
Não me falta esse amor popular do momento,
só não sei atender à demanda maior
de fomento verbal ou de gestos em massa,
porque sinto vazio quando tudo é cheio...
Essa data me aborta de fora pra dentro,
põe o centro do nada em meu olhar pro mundo;
o meu peito se sente velho cais do caos...
Minha data profunda não vibra nos olhos,
não afloram nos lábios ou à luz dos dentes
as enchentes de luzes que não me alumiam...
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Respeite autorias. É lei
VOLTE PRO MUNDO
Demétrio Sena - Magé
Perdeu aquele sorriso espontâneo; a simpatia que a todos cativava. Já não sorri. Só ri. E quando só ri, fica entre o riso espremido, repetitivo e o só riso exagerado e nervoso. Afora o grupo uniforme que segue com fervor doentio, todo mundo é mau, se não for do meio. Esse preconceito extremo tirou o brilho de seus olhos. E a liberdade para pensar, sentir e viver sem "orientação superior" ficou suspeita e perigosa. Melhor nem tentar.
Cultura, se não for específica do seu meio, não presta. A sociedade "cá fora" está toda contaminada, segundo as orientações que recebe. Merece viver, "comprar, vender, casar, dar em casamento, ser influente na sociedade"... ou ter o sinal da besta, só quem segue a mesma cartilha. Perdeu-se, pelo medo incutido, de se perder. Converter-se ao evangelho de forma tão equivocada, foi o fim de quem se deixou levar, com tanto pavor, pelos mitos do arrependimento por ter nascido e vivido até então.
Volte pro "mundo". As nuvens onde você vive são de fumaça tóxica e matam sua essência. Pessoas de verdade aguardam seu despertar para uma realidade vencível... sem exércitos sobrenaturais e utopias do "poder do alto" para compensar o quanto você virou usufruto dos golpes baixos de líderes religiosos unidos aos poderes político-partidários, para dissecação do seu eu, em nome de um nós espinhoso e cheio de nós.
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Respeite autorias. É lei
O MUNDO ALÉM DA TELA
Demétrio Sena - Magé
Na primeira crônica do livro LULA LÁ - BRILHAM MUITAS ESTRELAS, de Isac Machado de Moura e Antonio Ducarmo Santos, o Isac diz: "Lula não é um político digital. É um político analógico. Ele precisa estar no meio do povo, cercado de gentes e não de robôs". Apreciei demais, essa frase.
Concordo com o Isac, sobre Lula, mas quero falar de povo. Pessoas à nossa volta. O mundo precisa de mais pessoas analógicas; pessoas físicas; palpáveis; abraçáveis... e cujos olhos sejam acessíveis a outros olhos. A internet é fantástica; especialmente as redes sociais (que uso todos os dias, com assuntos que julgo relevantes), mas as relações interpessoais não podem ficar no vácuo. A internet não pode substituí-las.
Estamos muito apegados aos algoritmos e pouco apaixonados por pessoas próximas. Promovemos o isolamento próprio e não procuramos nem somos procurados por nossos afetos. Parece que basta enviar emojis, deixar disparos maciços de mensagens programados para envios diários, e pronto: nossa consciência está lavada, bem tranquila, e nossos discursos de amor ao próximo com apologias à solidão, garantidos.
O mundo precisa voltar a ser o mundo. A sociedade precisa se livrar da tela, depois de cumpridos os textos, informações e mensagens públicos. É compreensível que as postagens e os desempenhos cibernéticos façam parte significativa de nossa vida... mas não que sejam nossa vida.
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Respeite autorias. É lei
Ilusão..
E o mundo em que vivemos...
Mas não esse mundo físico real que Deus nos deu.
E um mundo dos pensamentos um mundo de ilusões que criamos e pintamos de acordo com nossos sonhos.
Pare de pintar ilusões, pinte a vida, pinte aquilo que e real as pessoas pinte tudo que esta ao seu redor.
Faça de suas ilusões uma realidade pare de pensar e aja com firmeza e sem medo de errar.
Coloque teus sonhos, pensamento e ilusões para fora de tua cabeça torneio puros e físicos.
Torne a vida colorida, pois preto e branco e o mundo dos sonhos.
Certo dia ao conversar com um amigo ele posicionou o seguinte pensamento “O mal do mundo e carência “
Pois e ele não deixa de ter razão em dizer,que o mundo e cheio de carência, mas depois de muito refletir passei a não acreditar que ele teria razão ao acreditar que este sentimento seria mal.
A credito que a carência e mais um ensinamento um método de DEUS para nos ajudar a com o aperfeiçoamento de nossa essência
Quase sempre estamos fazendo algo para que preencha nossa essência humana de carinho e atenção.
Muitas vezes se deparando com situações diversas em que involuntariamente tomamos atitudes meio que subliminares com intuito inconsciente de chamar atenção, melhor dizendo buscando admiração e aceitação das pessoas.
E interessante que um sentimento de vazio de solidão possa acrescenta tanto a nossa essência humana.
Pois quando por carência tentamos fazer algo, nos esforçamos para elevar aquilo que temos de melhor deixando de lado os defeitos sem os esquecê-los obviamente.
Isso acaba nos ajudando a crescer devido a nossos esforços em demonstrar algo bom e sincero para nossos próximos.
Acredito que este sentimento foi herdado para nos ajudar com nossos passos em direção a perfeição, nos mostrando como somos dependentes primeiramente de DEUS e de nossos semelhantes.
Cala boca e me escuta.
Em nosso mundo existem muitas pessoas que se consideram donas da verdade absoluta, e que tudo sabem, e não precisam da ajuda nem da opinião de ninguém. São os chamados "donos da verdade", pelo menos e que pensam.
Essas pessoas criam uma carapaça em torno de suas ideias e pensamento.
Elas acreditam que possuem o dom de saber tudo, de mudar historias.
Essas pessoas não aceitam opiniões, na maioria das vezes nem as escutam sem dar o mínimo de consideração.
Elas defendem suas ideias a todo custo mesmo se pra conseguir defende-las, ela tenha que passar por cima das opiniões e pensamentos do outros.
Elas acreditam só existe um caminho e que as outras pessoas tenha que aprovar tudo que falam.
Na verdade essa carapuça só serve mesmo para esconde fragilidades pontos inconsistente em sua própria personalidade, mesmo sabendo que nas maiorias das vezes ela esta errada com medo de se mostra frágil ela não assume seu erros tenta a qualquer modo afogar o outro com pura teimosia não levando em consideração o que diz ou ate mesmo o impedindo de falar.
Quando uma pessoa se mostra dona da verdade ela posta como um ser sem humildade incapaz de perceber os pensamentos alheia de respeitar a opinião do seu próximo.
Cuidado ao se tornar dono da verdade, pois às vezes poderás até, estar escondendo tua sinceridade.
Vivo no mundo cheio de incertezas, vivo no mundo em busca da felicidade, nesse mundo de incertezas vou seguindo minha vida com minha felicidade pela metade!
Em meio a tudo me resta somente uma certeza que um dia irá se completar, a única dúvida e maneira de que como ira acontecer.
Que seja especial, que torne a vida muito mais divertida muito mais colorida que seja uma felicidade só, mas que rompa as barreiras do eu.
Que seja recíproco, onde duas pessoas desfrutarão de momentos mágicos e inesquecíveis completando assim um ao outro, completando assim um ciclo de felicidade não constante, mas sim permanente.
Precisa-se de um mundo novo.
Um mundo onde possa ser sincero, gentil e caridoso.
Que não aja interesses egoístas e sim um interesse para o bem comum, onde o amor possa ser livre isento de quaisquer barreiras.
Um mundo onde os pudicos e puros de coração sejam predominantes e que não sejam julgados por suas inocências.
Um mundo ande não precisaremos pagar pedágios para podermos sonhar acordados.
Que o instinto do ser predominante seja o instinto humanitário.
Precisa-se daquele pedaço de paraíso criado por Deus .
Em quanto eu acreditar que as pessoas tem que ser amadas sem distinção alguma o mundo não estará perdido.
Enquanto eu ver Deus em um simples semblante humano a fé sempre será restaurada.
Enquanto eu ajudar meu próximo, mesmo ele não sendo tão próximo , a presença de Deus será permanente em nossas vidas.
Enquanto acreditarmos nessas palavras a humanidade não estará perdida.
Enquanto tivermos fé uns nos outros, o respeito e amor reinarão em nossos corações.
Viva o Deus que habita em ti.
Viva o amor que ele tem por Você.
A ARTE DE OUVIR QUANDO O MUNDO GRITA.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
(Os alarmistas são os que não prestam atenção aos suaves e verdadeiros sinais)
Há tempos em que o ruído se apresenta como virtude e a agitação como lucidez. Nesses períodos o alarmismo assume a aparência de cuidado enquanto a atenção verdadeira é confundida com passividade. Eleva-se o tom da voz mas empobrece-se o discernimento e o excesso passa a ocupar o lugar da compreensão.
Os sinais verdadeiros não se impõem pelo choque. Manifestam-se no encadeamento das causas na regularidade dos processos e na repetição discreta dos fatos que revelam uma direção. Exigem silêncio interior constância de observação e maturidade intelectual. Quem observa aprende. Quem se agita apenas reage.
O alarmismo nasce da ruptura entre percepção e entendimento. Incapaz de sustentar o tempo da reflexão o alarmista vive submetido ao instante e confunde urgência com verdade. Ao ignorar o que se anuncia lentamente perde a leitura do conjunto e se torna dependente do sobressalto.
Em oposição há os que vigiam sem alarde. Não por indiferença mas por disciplina. Eles reconhecem que a verdade raramente se manifesta de forma estridente e que as grandes transformações são precedidas por sinais quase invisíveis aos olhos apressados. Essa vigilância silenciosa não é inércia mas lucidez cultivada.
Assim o desfecho impõe-se com clareza lógica. Onde prevalece o ruído instala-se a confusão. Onde há escuta atenta forma-se o discernimento. Entre o clamor e o silêncio decide-se a qualidade do juízo humano e somente aquele que aprende a ouvir o que é discreto mantém-se firme quando o alarme se dissolve e a realidade permanece em silêncio e em clamor.
Carta Lenta à Velocidade do Mundo.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
meu bem,
há em caligrafar uma carta
um gesto arcaico que resiste
como se a mão, ao traçar o contorno das palavras,
buscasse recuperar o antigo rito
em que a mensagem era também oferenda
e cada sílaba repousava
no silêncio atento de quem a enviava
mas o tempo, esse senhor impaciente,
anunciou a nova ordem
em que a pressa submete o afeto
e o correio, outrora cortejo cerimonioso,
foi mutilado pela urgência
até que a missiva, privada de sua demora,
se converteu em míssil
um projétil que fere aquilo que tenta alcançar
sendo assim
pergunto a mim mesmo o que fazer
como seguir escrevendo
num mundo que desaprende a espera
e teme a profundidade dos gestos?
ainda assim, e talvez por isso mesmo
insisto em lhe escrever
uma salva de ternuras
que não busca destino
mas presença,
uma pequena convocação ao eterno
para que saiba que, entre ruínas e ruídos,
há alguém que continua a lhe querer
na paciência do que é verdadeiro, e que cada palavra enviada
mesmo que perdida no vento
é uma centelha acesa
contra o desaparecimento, pois só o que escrevemos com a alma, perdura e segue respirando
na vastidão luminosa do que cremos.
Quando Vincent Van Gogh deixou este mundo em 1890, considerava-se um fracasso. Vendera apenas três quadros em toda a sua vida e o mundo via-o como um perdedor sem talento.
Mas a sua cunhada, Johanna Van Gogh, recusou-se a deixar o seu trabalho desaparecer.
Primeiro perdeu o marido Theo, o único que acreditou em Vincent. Viúva e com um filho pequeno herdou 400 quadros de um artista desconhecido e um apartamento em Paris. O que é que ela fez? Vendeu tudo e apostou no Van Gogh.
Transformou sua casa em uma pensão para sobreviver, mas no seu tempo livre escreveu cartas, organizou exposições e publicou a correspondência entre Vincent e Theo.
Em 1905, conseguiu o impensável: organizou uma grande exposição de Van Gogh em Amsterdã. O mundo finalmente viu o que Vincent deixou para trás.
Se hoje conhecemos Van Gogh, é graças a uma mulher que se recusou a esquecer.
“BEM ESTAR E ESTAR BEM.
“A paz do Cristo não é a paz do mundo. É a paz da consciência reta, do dever cumprido, da fé inabalável no porvir.”
(Léon Denis. “O Problema do Ser, do Destino e da Dor”, cap. XXII)
Que aprendamos, pois, a buscar menos o bem-estar ilusório e mais o estar bem verdadeiro, cultivando a alma, praticando o bem e iluminando nossa consciência.
Frase motivacional:
"Quando tudo ao redor parecer desabar, preserve a sua paz. Porque quem está bem consigo mesmo não depende do mundo para ser feliz."
