Poemas sobre o Mar
há males
que vem pra bem
há mares
que bem já vem
há amores
que bem me tens
amar-lhes tão bem
que de trem já vens
frente a proa embarcava nos sete mares de teus olhares
arpando contra o vento
cruzava n'teu corpo sedento
velejando n'tuas curvas
com o convés aos teus pés
tuas ondas galgavam sem revés
penetrando n'tua maré
cruzando meus oceanos
navegando pelos ares
beijando-me e aguando
Diz que vai voltar pra mim quando a noite chegar
Eu sei, falei te odeio, mas cê veio ligar
E agora eu quero um tanto assim
Você e o mar aqui só pra mim
Força
Respira…
Deixa o tempo escorrer à vontade entre teus dedos.
Feche os olhos.
Descanse.
Quer desabar?
Desabe.
Deite no chão do quarto.
Às vezes a vida se assemelha um parto.
Chore.
Deixe as lágrimas rolarem.
Esvazie-se de suas agonias.
Desabar não é desistir.
Amanhã será outro dia.
Você poderá se reconstruir.
E, se precisar, de novo e de novo ruir…
Cambaleie… sem medo.
Não há julgamento.
Podes cair.
Tuas dores podes distrair…
Num mar profundo imergir.
Por um tempo da vista sumir.
Um novo eu podes sempre parir.
Um dos motivos da separação do casal
Vários casais, quando se casam, se decepcionam por fazer uma avaliação precipitada dos seus cônjuges, achando que tudo vai continuar como um mar de rosas, quando não, um começa a apontar os defeitos do outro, se esquecendo que cada um tem uma parcela de culpa que promovem as contendas. O pior é quando não há feedbacks no diálogo, e nem pensam em aparar as arestas, e sim deixam crescer os estímulos estressantes. O correto é, quando tiverem mais calmos, resolverem o problema com um diálogo sadio, isso quando querem viver bem e se tiver o amor em jogo, o sacrifício é louvável, não o bem-estar de si, e sim o do relacionamento. Quando não, essas são uma das razões dos casais se separarem.
Longínquo tempo
Longínquo tempo.
A neve cobria a estrada.
Meus passos ficavam marcados.
Eu andava apressado.
Corria e ria…
Não sentia o frio que cortava meu rosto e mãos descobertos…
Não importava se era o frio da neve ou o calor do deserto.
Tinha você por perto.
Hoje estou só.
Não chove, nem venta.
Não neva também.
As ondas espreguiçam-se languidamente pela areia…
Uma vela lá longe tremuleia…
Ando.
Vagarosamente.
Não deixo marcas na areia.
A água do mar se encarrega de tudo apagar.
Não quero mais marcas.
Comecei a ter medo.
Já não sorrio… não rio mais.
Minha alegria ficou perdida há tanto tempo…
Minha alegria está tão lá atrás.
Há um tempo iniciei a saga de esconder…
E assim, confesso, tenho conseguido sobreviver.
Rosas com espinhos que enfeitam o campo
Do lado girassóis brilhando ao sol
No meio marca de passos tão pequenininhos
Com muito cuidado ao caminhar
Em direção ao Mar….
PORTO DE GALINHAS
Os recifes de corais
têm fauna exuberante,
com peixe de todo tipo,
de cores muito vibrantes.
Grande riqueza marinha,
lá em Porto de Galinhas,
das jangadas navegantes.
Silêncio das quatro da tarde
Quando eu ouço o silêncio das quatro da tarde, sinto o desejo de olhar para o mar;
Deixar o som dele entrar; E nos meus ouvidos a sinfonia tocar.
Deixar a brisa salgada meu dia finalizar.
Em todas as vezes que me perco, quero me encontrar na solidão do meu mar, daquela vista deslumbrar e poder ali me achar.
Mares Macia Mariana
De bela pele oblíqua se faz rubro
De cada som estimulante
De cada tom bruto
De cada bruta natureza
Branca, eneveia o toque da pele
Vermelha, de baques de águas calmas
Preto, pérolas se faz o olhar
Azul, de meu mar
Tormento em devaneios
Meus, para os seus
Conflitos em dialetos debatemos
Da Tempestade marítima
Sumica meu amor
Devotada, afogada em tu
Ser, é o livre que passa em suas ondas
Minha maré, meu amar é.
MAR que vem e me agora
Em desespero de olhar
Que vácuo me consola
De saber de vai chegar
E dizer para eu parar de se besta
Em pensar
Mas no fim IRA me amar
No simples NA de Mariana.
Att. Aurora N. Serra de Mendonça
Autismo
Seu olhar parecia perdido.
Vagando no vazio.
O vazio era meu.
Não, seu.
Porém, enquanto te observava
O vazio se transformava
Em um universo infinito de amor,
E a sua risada, que aparecia do nada, me trazia cor.
Seus olhos, verde mar,
Me lembravam, como é bom amar.
Me sentia o ser mais grato do planeta,
Deus me destinou uma estrela.
O autista só poderia ser obra do senhor.
Já que como dizem...
Realmente, Deus é puro amor.
Ai, que vontade que eu tenho de ser feliz
E levar a minha vida do jeito que eu sempre quis
Eu queria ser uma flor mais bela no jardim lá da favela ao morar em frente ao mar
Eu queria dar tudo de bom para ela, pôr um cravo na lapela e sair pra passear
Depois pegar meu barco à vela e navegar, tirar onda nas ondas do mar e não marejar
"Ele não amou você, nunca amou ninguém"
Ele amou
A como ele amou alguém
Mas esse alguém jogou ele no poço
Tão fundo que
O inferno pareceu frio
E o mar pareceu seco
Mas lá
De algum jeito
Ele encontrou uma força
Quem nem ele sabia que tinha
E essa força fez ele prometer
A si mesmo
Que nunca mais
Alguém o faria de novo
Irei vender a morte ao desejo.
Vou vender beijos aos marinheiros, acorrentar as ondas aos pés da minha amada, semear anarquias no vento para que tudo se vá.
Abraçarei uma estrela à noite, ouvirei os segredos de um búzio, sobre a vida que ela leva em alto mar, onde quer que eu pernoite.
Trarei nas mãos castelos de areia, e dentro deles sonhos, cometas, sereias e roletas.
Andarei vagueando e despido no cais, puxarei conversa com os gatos vadios, enquanto vou polindo a vida de um ouriço.
Esperarei pela maré baixa, para que as ondas me tragam as correntes.
A ONDE ME LEVARÁ?
Em suas águas vou nadando
Aos poucos afundando
Bendito seja o dia que nadei nesse mar
Queria navegar
Mas acabei a amar
Ó denso mar
Para onde ira me levar?
Talvez para a eternidade de seu coração?
Ou apenas para toda a sua inimaginável feição
Mas se for me afogar,
Afogue-me em
Suas ondas, pois é lá
Que eu quero estar.
Vivo distraída
Entre meus próprios lamentos
Entre meus próprios tormentos
O mundo precisa de mim?
Sou uma desconhecida
Sou uma nau naufragada
Dentro do meu mar
Dentro do medo de amar
Meus olhos insistem em ser cachoeira
O vento ainda não a dispersou
Sou intensidade altaneira
Inescrupuloso embaraço
Sou o traço
Do riso discreto
Os dentes falhos
A janela aberta
Da imensidão.
Sou estranha às vestes alheias
Mas não sou sozinha
Eu sou multidão.
Os meus olhos ainda persistem
Como jarros d’água
Infinitas fontes
A cruzar as pontes da escuridão
Eu sou a senhora
Sou a meninice
Sou a pausa e o pique
Da imperfeição.
Meus olhos reclamam por vida
Os braços não deixam enxergar
A pele tão destemperada
O fogo aterra a água e o ar.
Eu sou incredulidade
Palavra de quem argumenta
Motivos, sentenças, viagens
Ao grão da pura inocência.
Meus olhos
Estão cansados
De tanto verter um rio
A cada segundo
No seu mais profundo
Mar em desvario.
As pessoas deviam expurgar suas individualidades e na realidade sem buscar méritos dar-se as mãos e pensar, somos complementares.
Uma escada se faz com vários degraus, e nenhum contesta se mais ou menos forte que o outro, porque juntos formam a estrutura! Ou não?
Tudo é formado pelo conglomerado.
Não esqueci
Dizem que o mundo gira sem dó,
girou minha mente o enredo é em Natal tempos atrás,
falésias imponentes e o mar são vistos a 360 graus através das enormes janelas de vidro,
a minha esquerda várias pessoas com o ar de felicidade,
a minha direita o som regional come solto arrancando sorrisos,
a minha frente os pratos bem desenhados com a lagosta dos sonhos enfeita a mesa além de você com os seus belos olhos verdes refletindo o sol.
O som das ondas me inspiram, me fazem viajar, me fazem trazer a superfície, pensamentos do fundo do meu oceano interno. Se ouvir é tão lindo e necessário quanto falar. Refletir e constatar é entender a vida. Ser, é sentir pertencimento a tudo que existe em sua volta.
As pedras carregam energia, as ondas carregam vida em movimento. A terra vibra, a vida pulsa. E em algum momento tudo faz sentido, e ali o desejo é de ficar, e nunca mais sair, mas daí, as ondas te lembram que a vida é movimento, então, aproveite o momento, mas nunca pare de andar.
