Poemas sobre música

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TRÊS VENENOS DA ALMA:


MÚSICA que não exalta a Deus.
FALTA DE FÉ.
MAU CONSELHO.


Cuidado com o que entra na alma.

A gente faz música e não consegue gravar
A gente escreve livro e não consegue publicar
A gente escreve peça e não consegue encenar
A gente joga bola e não consegue ganhar.

Ultraje a Rigor

Nota: Trecho da música Inútil.

Através da música, dizemos até o que a nossa mente proíbe. Nossos peitos ganham voz na melodia cantada em palavras sinceras. O artista carrega em si o peso de sentir muito, mas é o único capaz de entender os mistérios que sondam a verdade invisível, para muitos, imperceptível, e explicar seu próprio mundo sem medo. Vai do mergulho no abismo, ao renascimento enquanto fênix. Da dor absoluta, ao breve momento de euforia ou paz.
E assim, de mãos dadas as sombras, perde o medo, se joga do penhasco sem mais temor. Olha pro passado, se permite cair, para levantar outra vez. O verdadeiro artista, aquele de alma, já conheceu o inferno, e entendeu o que é a vida, o amor, e até o próprio fim. Não teme a morte, compreende o vazio sem sentido da existência, em todas as suas faces. Caminha na floresta escura, sendo e buscando a própria luz, mesmo sabendo que, a qualquer momento, pode ser devorado.
- Marcela Lobato

Sobre Música e Sonhos


A música é a única salvação para o que resta da minha alma, quando o que se tem, não basta, ou o que há de mais importante, é inalcansável. Só ela nos ajuda a jogar para fora o que queima, arde, cura ou fere.
Cante suas histórias, conte tuas memórias. Que cantemos a verdade com paixão, pois se não há outro caminho, é necessária uma solução. Faça o que faz por amor, e não por dinheiro, pois ele é só um bônus do esforço e trabalho bem feito. Do que adianta toda riqueza, vivendo uma vida de mentira, sem desejo, vontade ou um amar verdadeiro?
Busque teus sonhos, viva o teu destino. Jamais deixe alguém dizer que não pode qualquer coisa que queira. Viva para realizar seus sonhos, e não os de pessoas alheias, que jamais devolverão o tempo perdido, ou o momento onde ainda podia alcançar teus objetivos mais concretos, e vontades mais sinceras.
— Marcela Lobato

Uma coisa que amo é colocar meu fone, aumentar o volume, e deixar a música tomar todo o meu ser. Vibrar intensamente, sentir, deixar o som me dominar. Pensar, imaginar, lembrar. Sentir que meu coração acompanha cada batida.
A música é, para mim, terapia. É o momento onde mergulho em meu próprio abismo interior, sem que ninguém possa interromper. Sem que haja qualquer interferência. Os problemas, a correria, tudo some. Em seu lugar fica a música, em uma estranha união com o silêncio. Tudo toca e silencia ao mesmo tempo. E eu preciso do som e do silêncio.
Vivo entre os extremos, mas a música traz uma espécie de paz, calma, conexão. Há momentos onde necessito silenciar completamente, outros onde preciso ouvir, e também há aqueles onde preciso do som e do silêncio. Quando a música é tudo e nada. Não sei se mais alguém já se sentiu assim, se entendem o que digo. Talvez eu pareça louca falando isso, mas tudo o que sei é que, sem isso, não viveria.
- Marcela Lobato

A música é a minha vida, o emo é a minha essência e o rock é o meu sangue.
Por mais dor física que cantar e tocar possam me trazer, sem isso não teria como viver nem até os próximos segundos. Claro que eu respeito o meu corpo, e sei quando não é possível continuar, quando preciso descansar, passar uns dias deitada, ou mais uma semana, porém enquanto houver ar nos meus pulmões, estarei cantando, compondo, escrevendo, e fazendo tudo isso acontecer. No dia que não puder mais compor, gravar, divulgar as minhas músicas, que não puder mais tocar e cantar, nesse dia a minha vida acaba. Tenho poucos anos e centenas de músicas no violão ou em versões alternativas para colocar os arranjos que imaginei ao cria-las. Espero conseguir deixar o meu legado, ou ao menos a maior parte dele. E que essas músicas alcancem aqueles que precisam ouvi-las para que saibam que não estão sozinhos, como eu quando ouvia a Fresno e outros ídolos em tantos momentos em que o meu mundo acabou. Tive que morrer milhões de vezes, e renascer em algumas delas, para me reencontrar e ressuscitar a única e pequena parte viva em mim através da arte.
- Marcela Lobato

A música é vital, e tem um poder absoluto em nossas vidas, principalmente para quem compõe com a alma. Ela tem um jeito único de nos fazer, em momentos decisivos, naqueles mais difíceis, onde estamos mais bagunçados emocionalmente, de nos impedir de afundar em nosso próprio abismo. De naufragar em nossos oceanos internos. De sufocar com as palavras não ditas.
E mais do que isso, a música, muitas vezes, nos mostra o que nem mesmo nós sabíamos haver no nosso peito. Nos revela a nós mesmos. É a ferramenta mais poderosa de autoconhecimento quando você se permite desnudar através dela, sem censura, apenas deixando fluir. Ela escancara o que machuca, o que dói, o que não superamos, não suportamos, as mentiras que nos contamos, o que mais nos importa, e até o que mais amamos. Tira a nossa máscara e fotografa sem que nenhum filtro possa esconder as marcas, cicatrizes e feridas abertas ainda sangrando. Ela nos leva em uma viagem interna, ao centro do nosso coração. Nos vemos no espelho em carne viva, e descobrimos tudo o que somos e sentimos quando ninguém pode nos ver ou ouvir. Nesse momento, gritamos ao universo, e nesse grito mudo, até as estrelas tremem.
O artista não pode fugir de si mesmo, pois vive a beira do abismo, nos raros momentos onde não está imerso nele. Há sempre um lembrete para nós, de que jamais seremos iguais. Jamais seremos de plástico. Jamais nos encaixaremos! Jamais viveremos a mentira, pois a nossa arte sempre jogará em nossas caras a verdade nua e crua, sem dó nem piedade. Isso é ser um artista de alma. O preço é a nossa alma. A recompensa é a mais pura e cruel realidade, escondida em uma pedra que lapidamos sangrando até se tornar um diamante, sem pintar, esconder ou enfeitar o que foi antes, assim como o nosso sangue, se fundindo ao brilho transparente da matéria prima. O tesouro escondido na escuridão da noite mais escura.
- Marcela Lobato

Faço música para sobreviver ao meu coração partido pela vida. Faço música para não sufocar em minha própria intensidade. Faço música porque, sem ela, não sobreviveria. Faço música porque é a única forma de dizer o que sinto com alguma segurança.
Faço música porque não há outra alternativa. Faço música porque é o que mais amo no mundo. Faço música porque ela é o que me salva. Faço música para sobreviver a minha própria intensidade. Faço música porque, através dela, me conheço e reconheço o que atormenta a minha alma.
- Marcela Lobato

A música da ribeira toca
harpejante a Mata Ciliar,
Se espalha a vontade
de invadir e devotar.


O olhar para o dossel
místico do Ingazeiro
buscando a doçura
parecida com beijo.


De ti e da tua boca
hei inteira me cobrir,
É claro que irei com
muito amor retribuir.


Sei que me aguarda
para vir me deliciar,
Sou Ibitinga florida
que não para de roçar.


(Nos braços e nas mãos
da tez do teu desejo,
vou cair e me seduzir).

No Parcel do Campo Bom
ouvir do mar o grão som,
a terna música da tua voz
e o coração ajustar no tom.


Desfrutar do teu dom...

O sono bem distante, a madrugada muito acolhedora, uma música cativante, ideais para uma mente poética, ativa, que não se cansa facilmente, gerando aqueles pensamentos com as suas falas precisas ou inesperadas, algumas verdades declaradas ou implícitas

Despertando certos sentimentos instigantes, verdadeiros, pausando o tempo, trazendo uma sensação prazerosa que é intensificada pela inspiração na criação de versos que vão além de palavras, um entrosamento de frase, essência e emoção que provocam a reação da alma

Daqueles momentos bastante satisfatórios sem nenhuma perturbação indesejada, simplesmente, valiosos por trazerem um pouco de equilíbrio, de lucidez e de uma profundez aprazível que tanto acalma quanto abraça a intensidade, resultado genuíno, fruto da minha arte.

O Som da Tua Essência

Se tu fosses música, sem dúvida, serias a mais ouvida por mim; a trilha sonora perfeita, adequada para os melhores momentos. Estarias exatamente no ritmo do meu coração: do batimento calmo ao mais intenso. Às vezes, estarias em forma de canção e, outras, na emoção de uma simples melodia, sempre conquistando a minha atenção.

Nos meus sonhos mais calorosos, passarias por uma transformação prazerosa e ganharias uma aparência física: uma arte sedutora e profunda, de muita veemência e lindas curvas, cuja alma seria amorosa e verdadeira. Teríamos uma forte sonoridade à nossa volta, que intensificaria ainda mais o nosso desejo. Em cada sonho, uma ocasião maravilhosa.

Para a minha sorte, tenho uma imaginação poderosa e, só de imaginar, consigo ouvir o som da tua essência. Sonho de olhos abertos com as notas dos nossos sentimentos sincronizadas, os nossos corpos afinados em um único propósito, numa loucura sensata e uma rica desenvoltura, que não poderia ser comparada se tu fosses música.

O Passado que não me pertenceu, mas que às vezes tenho a oportunidade de visitar

Muitas músicas antigas e outras mídias de outrora; comportamentos e vestes de antes do meu nascimento ou de quando já eu era nascido, mas sem o mínimo de senso do que estava acontecendo, mexem muito com parte do meu íntimo.

Tanto que vem em certas ocasiões, aquela sensação específica de ser de outra época, de ter vivido em um passado diferente daquele que vivi, seja perto ou bem afastado, sempre muito realista, que até parecem terem sido fatos.

Nos meus sonhos e nos meus pensamentos imersivos, fiz e faço inúmeras viagens no tempo e ainda sou bastante nostálgico; tenho um imaginário ativo e um observar poético; assim, às vezes, deixo o meu presente mais aprazível, sadiamente inquieto.

O cérebro é o instrumento,
a mente é a música,
a consciência é o ouvinte.

Como Escrever uma Música Sem Você?


Como escrever uma música sem você, Se cada melodia me leva ao teu olhar? Se até as notas que eu tento esquecer Encontram teu nome antes de terminar?


Como inventar versos que não falem de nós, Se a minha inspiração tem teu perfume? Se ainda escuto o eco da tua voz, E a saudade, em silêncio, me consome?


Todas as canções que um dia escrevi Carregam pedaços do que a gente viveu. E quanto mais tento fugir de ti, Mais descubro que o poeta nunca te esqueceu.


Talvez eu nunca aprenda a compor sem você, Pois teu amor se tornou minha poesia. E se um dia me perguntarem o que é amar, Vou responder com as canções que escrevi E com todas as que ainda vou escrever, Porque até meu silêncio canta você.

A música mais linda;
O som perfeito…
Me traz no peito
Uma batida a mais.

A distância mínima entre nós;
Seu olhar no meu…
Me traz no peito
10x batidas a mais.

O calor do seu corpo
Do abraço que me deste…
Me trouxe no peito
Infinitas batidas a mais.

Pensar em ti
Em cada segundo…
Me traz no peito
…

No futuro, Help dos Beatles
será considerada a música
mais emblemática
da nossa era

Havia música na cozinha,
panelas ao lume,
e um homem que ria alto
como se a vida não lhe pesasse.

Tinha fortuna nas mãos,
mas talvez tempestades na alma.
Porque o dinheiro enche uma casa,
mas não silencia o que nos falta.

Houve mãos que magoaram,
e feridas que não posso ignorar.
Mas também houve um riso
que ainda consigo recordar.

Hoje, sentava-me ao seu lado,
sem julgar, sem tentar adivinhar.
Perguntava-lhe apenas:

O que sentes quando estás a cozinhar?

Porque há fortunas que se contam,
e há pazes que não se podem comprar.

Sem música, nenhuma sociedade, nenhuma sanidade e nenhuma existência se torna plenamente possível.


Mas! a música que nos deixaram aqueles que vieram tão antes e primeiro que nós, músicas essas que resistem ao tempo e transgressam culturas.. estas, meus caros, eu acredito sim, com total força e brilho nos olhos, do quanto devam ser veementemente aclamadam e sempre, sempre, enobrecidas e aplaudidas!

"Quantas vêzes, a gente fica a ouvir a mesma música só porque lembra uma pessoa ou um momento da nossa vida...!"

☆Haredita Angel