Poemas sobre Luz
06/01 Dia de Reis:
Que o Ouro seja o amor que cura.
A Mirra seja a luz que nos guia.
E o Incenso seja a paz tão almejada.
Como eu queria que as horas virassem dias
Os dias virassem anos e os anos séculos.
A luz invadisse meu dia e as sombras virassem pó.
A paz curasse a dor e a vida apenas amor.
Sou imperfeito, mas busco a perfeição em Deus, reconhecendo que sua luz é o único caminho para a redenção.
(ver Romanos 7:19-24, Tiago 1:14-15, Salmos 119:105 e João 8:12)
O Pêndulo da Vida
No balançar da vida, o pêndulo ensina,
Entre a luz da alegria e a dor que se inclina.
Não há fraqueza em sentir a oscilação,
Mas sabedoria em buscar a contemplação.
A vida, dançarina de extremos tão vastos,
Nos convida ao centro, entre tempos nefastos.
Quem teme a tristeza, a alegria não vê,
Pois cada emoção traz lições para o ser.
O ponto de repouso, tão calmo e discreto,
É o segredo da paz, no balanço completo.
Nos altos, nos baixos, há força e verdade,
E o meio-termo revela a liberdade.
As dores são lembretes de êxtases passados,
E todo júbilo carrega tons calados.
No movimento eterno, há uma dança escondida,
Que ecoa na alma, pulsando a vida.
Se o pêndulo cessa, a vida adormece,
Mas quem aprende o balanço, jamais perece.
Olhe o pêndulo, ouça sua melodia,
E descubra no balanço a eterna harmonia.
Deixe a luz do amor entrar
Quando chegar aquele alguém, aquele sonho...
deixe a luz do amor entrar,
abra as janelas do seu coração,
deixe as portas da sua alma sem fechaduras
e deixe o amor entrar!
Cada cômodo da casa da sua vida,
precisa estar... com a mobília da paixão... decorada com o amor,
que será a construção de um lar de alegria.
Deixe o amor entrar e esqueça o que passou tempos atrás,
Esqueça tudo, apague o que está escrito há anos em sua vida e no seu ser.
Arranque a tristeza da sua alma e do seu coração,
que a infelicidade semeou,
e deixe a luz e o brilho do amor entrar.
Não continue sofrendo por tudo o que você passou, pois foi aprendizado, para você nunca esquecer,
o principal motivo que te fez infeliz e te fez sofrer...
Tudo o que você passou, precisava acontecer!
Agora é a hora, hoje é o dia de decidir, deixar a luz da paixão e do amor entrar e brilhar em sua vida!
A escolha e decisão só você pode querer.
E não deixe de deixar o amor entrar...
TITULO: NA LUZ DAS ESTRELAS.
Pessoas que por algum motivo, entraram em nossas vidas,
ficaram e descobrimos, que era por amor e não sómente por paixão,
Pessoas que por algum motivos, nos deixaram para sempre,
ou desistiram de nós, para encontrar novas pessoas ,
ou partiram ,para assim como as estrelas,
brilharemm em nossas noites de saudades,
estrelas que brilham agoram nos céus !
Longe dos nossos olhos,vivas eternamente em nossos corações,
mas que agora estão bem juntinhos, bem
pertinho, sentados ao lado de DEUS !
As vezes bate uma saudade,
mas sabemos que a única verdade,é que todos são nossos presentes de DEUS !!.
"A Esperança"
Na imensidão da noite, a esperança ressurge , Uma luz escassa, outra vez o coração se anima. A esperança é o ponto de desejos que não se acaba facilmente. O fogo que insiste , mesmo quando o inverno chega .
Ha cada flor ,a cada chuva ,a esperança renasce ,o universo fica gentil.
Ela é o vento que nos impulsiona a continuar ,ainda que tudo pareça impossivel .
Na adversidade ou nos dias turbulentos e nos periodos de solidão ,a esperança é a nossa adjuntora ela é nossa razão ser. Ela nos faz acreditar que há esperança a cada amanhecer e com muita vontade e fé e foco , ficaremos mais longe dos tropeços da vida.
Não deixe que a esperança morra, enquanto houver vida tudo valerá pena. A esperança nos dá a capacidade de nos reinventar. Ela é luz a nos guiar na escuridão , nos torna convictos .
Não permita que ela se vá ... pois onde ela habita reina a luz , vence o amor e domina a paz todos os dias.
"Sobre o solo da fazenda"
No solo rude da fazenda, o sol a adentrar as frestas a luz ilumina o chão.
Elos incondicionais de mãe e filho, fortalecem os laços ancestrais,a pele escura, a genética é o patrimônio do amor imensurável ,há sorrisos na casa pois há tambem muitas alegrias à serem compartilhadas.
Tantas historias,mas nenhuma outra poderá ser vivida apenas contada pois os tempos são outros e a voz dos antepassados sobre as novas gerações hão de serem ouvidas.
Sobre os corações e mãos e abraços há uma força misteriosa que não se pode medir.
Corre a criança livre como um pássaro deixando rastros de risadas no ar .
A mãe cultiva sonhos com doçuras à enfeitar os fatos históricos de uma um povo que não mostrou apenas para que veio mas também por que veio.
Poema - Minha Oração
Volte para Jesus
Antes que Jesus volte para você
Ele é a única luz
Que pode iluminar você
Deus não ama o pecado
Mas ama o pecador
Você será perdoado
No nome do Senhor
Enterra o velho homem
E limpa o teu nome.
Todo poderoso Deus
Abençoe os filhos teus
Não nos deixeis cair em tentação
Ouve a minha oração
Feita com amor
Senhor é o nosso pastor
E nada nos faltará
A tristeza em uma noite pode durar
Mas a alegria vem pela manhã
Abençoe o nosso amanhã.
É preciso sempre prosseguir
não existe essa opção
de desistir da caminhada
Tem dias em que a luz do Sol
parece brilhar menos
Há noites sem sorrisos, nem acenos
Madrugadas sem sono ou sonhos
e é estranho
Não saber o que fazer com tantos planos
Que nem chegavam a caber
No tamanho dos dias
E não podiam ser contidos
No final a gente fica triste
Chega aquela sensação
Que a vida desistiu da gente
No momento em que gente estava
Perdidamente apaixonado
Pela vida
Absorva-se então, essa aflição
Qual fosse uma brisa suave
Aceite-se que não se vive
Sem conhecer esses entraves
Inevitáveis como o pôr-do-Sol
Indomáveis como a madrugada
Porém tão previsíveis
Quanto o nascer de um novo dia
E mesmo que pareça
Que ele chegou sem alegria
e sem mais nada
Não existe essa opção de desistir
Talvez a vida possa parecer
Não querer mais a gente
É nesses momentos
Que é preciso insistir em viver
e quando se mostra pra essa vida
Qual de nós dois
Está definitivamente no comando
Edson Ricardo Paiva
A Perfeição do Mundo.
Veja o mundo
Pelo vidro da janela
Recebendo a luz distante
No instante em que a luz se move
Tudo em seu lugar, tudo perfeito
No jeito que a chuva chove
Há infernos pra todos os Céus
E desertos pra tantos ventos
Milhões de lamentos futuros
Pra tantos obscuros fingimentos
Tudo no lugar, puro e perfeito
De objeto a manifestar
A cura pros teus defeitos
E passam-se os anos
Abraços distantes
Olhares despercebidos
Tão perto e jamais se cruzam
Lágrimas fogem dos olhos
Fazendo a vez da alegria
A noite a engolir o dia
No Céu a Lua
Míngua transbordantemente
E é quando a gente percebe
Que nada
Exatamente nada
Necessita ser assim
Tão gritante ou eloquente
Quanto raios de Sol
Ou malhos do martelo
Desde que a gente aprenda
Que poder ser
Que lá na frente se arrependa
Por não ter compreendido
A beleza do poema simples e singelo
Está tudo no lugar, mundo perfeito
Pois
Está tudo
Exatamente onde devia estar
Antes que a gente
Mude tudo, pra melhorar
Perceba
Desde a enorme cegueira
Causada pela luz do Sol
Até a imensidão no ruído
Aprenda a enxergar tudo isso
E a vida
Surpreendentemente
Passa a fazer sentido.
Edson Ricardo Paiva.
Me pego desejando
Que os raios de luz de Sol
Iluminem um pouco mais
As cores desbotadas
dos varais da minha infância
Lençóis de criança
Perdidos no tempo e distancia
Caras alegres de outros dias
Colhendo tristes frutos
Da estupidez semeada
Sol, infância, lençol
Não restou quase nada
Talvez um resto de poesia
Que a força dos ventos
Faz soprar por entre as folhas
Outros dias vem
Nasceres do Sol
Coloridos sem cor
Brilhares sem brilho
Pouca coisa
Quase nada
Nada além
da cor desbotada
Edson Ricardo Paiva
A Arte de Viver.
Estrelas
No Céu da noite
Um fino véu azul
Ornamentando a luz do dia
A ultravioleta decanta em clorofila
Meus pés, sempre no chão
É que me dão
A firmeza de um voar
Sem rumo e nem medo
Inexplorado Universo invisível
Cintilando ao alcance dos dedos
Sem dar chance de ser percebido
Pelos cegos e surdos sentidos que vejo
Sentindo-se
Sabedores de tudo
Cumprindo o que estava escrito
Ases de paus, nos baralhos do mundo
Arcaicos retalhos de vida
A sua visão em mosaico faz lembrar
A lente suja e desfocada
Dum caleidoscópio de brinquedo
E eu me sinto sozinho no mundo
Enquanto a mente flutua em segredo
Meu olhar alcança a Lua
Sua luz refletida no chão
Eu vejo um pouco...bem pouco
Do muito que todo mundo pensa ver
...e não vê
Nem sequer imagina que existe
Atarefado e atarantado mundo,
Não pode dedicar-lhe
Sequer um ínfimo instante
O chão sob meus pés,
Muito acima do olhar
Firmamento infinito
Bonito é o momento
E eu o levo comigo
No abrigo do peito
Consciente e acordado
Pro fato que existo
Entre um Céu e uma Terra
A arte da vida ensinou
Em silêncio, a fazer parte
do conjunto das coisas
Que excedem, ultrapassam e existem
Aquilo tudo que em nenhum dia
Nem sequer sonhou em sonhar
As coisas que supõe saber
A vossa vã filosofia.
Edson Ricardo Paiva.
Triste luz da manhã.
Bela manhã de Sol
Lindo Sol
de uma manhã tão triste
de tristeza daquela que mata
Esconde a morte
entre os cortes
da arte de natureza morta
sete cores escondidas
no branco da luz do Sol,
Triste Sol de branca luz
Manhã de borboletas voando
exibindo seu voo manco
Manco voo à branca luz de Sol
Luz de hemorragia
Branca luz do dia
O sangramento estanca
Hemofílica alegria
Luz que na verdade mente
e mente com propriedade
Quisera me esconder da luz do Sol
Ah, meu Deus
Como eu queria
Que esse manco voo de alegria
tornasse uma tristeza verdadeira
Quando do Céu despontasse
A derradeira luz da tarde
desse branco Céu
Sangrando de falsa alegria
Que voa e não voa
A vida correndo a toa
Ardendo de verdade
doendo com qualidade
Prenúncio de tempestade
Pálida verdade
Triste Sol de uma manhã que arde.
Edson Ricardo Paiva
Enquanto isso,
O motorneiro vai tocando o bonde
Espetáculo de sombra e luz
Que num instante desaba
Nunca mais tentei parar o tempo
Depois que ele se foi
A impressão que dá é que ele acaba
Em todo lugar onde há começo
A vida é que corre ao avesso
E ninguém vê
Se esquece que o Sol se põe
No momento em que nasce
Desse modo é que tudo se dá
Só não dá pra mudar nada
Mas eu teimo em transformar
Poesia em sonho
Pra não ter que dizer adeus
Confesso o pecado alheio
Coisa estranha
Os sonhos não eram seus
E aos poucos se foram
Deixando ficar
Sem altos, sem baixos
Nem perdas e ganhos
Enquanto isso
Um violeiro louco vai tocando no deserto
O sonho parece mais perto
Que o lugar bonito que vejo, quando acordado
Passo a noite pensando e quase rio
Quase rio, quase todo dia
Quase dia, quase poesia
Enquanto isso
O timoneiro vai tocando o barco
A vista alcança o invisível
E durante o caminho
A vontade de aço fraqueja
A gente erra
E os sonhos parecem naufragar
Em um Mar tão distante daqui
Nada mais que o pó da estrada
Dá um nó na garganta
Só de pensar
Na pena de não sonhar
Pois hoje é dia de semana
Te aparta de mim
Eu sou um cara por demais comum
Enquanto isso
O coração que vai tocando a prece.
Edson Ricardo Paiva.
Pode ser que a luz se apague
E quem sabe a escuridão carregue
Pra algum lugar que fique
Nas fronteiras do infinito
A cada linha que escrevi para as estrelas
Minha vida pertenceu a elas
E as estrelas nunca foram minhas
Ou quem sabe a escuridão revele
A fronteira que impediu
A lentidão do pensamento em prosseguir
É impossível que não tenha havido
Algum motivo
Enquanto vivos, nunca saberemos
A via de mão que havia
Encobria o que se ver no Céu
Restou somente o chão batido
O som da minha voz
Jamais passou de ruído
Os segredos que pensas escondidos
Fazem sentir muita pena
Transformaste a própria vida
Numa coisa sem sentido
Tiveste a chance de ter tanto
No entanto não és mais nada
Eu deixo escrito às estrelas
A última linha de outra carta
Sabendo que talvez jamais
A lentidão nos pensamento
Permita que ela seja entregue
Se pudesses ver
Saberia o quão bonita ela era
Mas agora é tarde, muito tarde
O tempo passou
E o presente não mais espera
Pode sim, parecer bem triste
Não há na vida luz que aguarde
Um segundo a mais pra se apagar.
Edson Ricardo Paiva
Mas é claro que essa luz clareia
Na dúvida, resta sempre o óbvio
Mas ninguém presta atenção
A culpa que se esconde
Meia-lua, lua e meia dupla
Noite escura, lua-cheia
Escuridão na vida
Na certeza, uma ponta de dúvida
Uma corda, uma pedra, uma ponte
Atrás da porta fechada
Um tudo ou nada
Por detrás de uma janela aberta
A pesada cortina
Uma luz apagada
Uma dúvida certa
Uma vaga certeza
Mas é claro que essa luz se apaga
Como há de se apagar
A própria vida.
Edson Ricardo Paiva.
Lá fora, claro dia
O Sol, tão só, brilha no Céu
Talvez de solidão
A luz que esse Sol irradia
Ultrapassa
O ponto onde a vista alcança
Astro indomado
Exibindo eternamente a realeza
Na tristeza dessa mansa solidão
O Sol tão só no Céu
Ternura ausente
Que se sente
Nessa escuridão tão branca
Talvez o Sol
Seja criança entre as estrelas
Um ponto entre outros Astros
Vaga tranquilo
Brincando de destruí-los
Lentamente
Enquanto isso a gente
Tão sós quanto o Sol
Carentes de tamanha realeza
Destruímos a nós mesmos
Com tamanha destreza e celeridade
Que jamais chegaremos perto
Da idade do Sol
Que lá fora
Arde tranquilamente.
Edson Ricardo Paiva.
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