Poemas sobre Frio
D2
Sinto a felicidade emanar
Só de te sentir perto
Causa alento sem pesar
Causa frio sem esfriar
É causa, efeito, reflexo
É simplesmente me ver no seu olhar
Amo tudo, falo tudo em um minuto
Pois é simples meu modo de amar
E não é difícil, posta sua pessoa
Imprevisível e sensível
É impossível não me apaixonar!
Foi numa fria noite de inverno
Que meu coração entrou num frio eterno
E daquela noite...
Não esquecerei jamais
Teus olhos juravam amor infinito
Mas tua boca gritou num tom aflito:
Não te quero mais
Acordo com frio, puxo o cobertor
Sei que ela nem viu, mas me sabotou
E logo vem o sol e o despertador
Dizendo que é agora e o dia chegou
Então esqueço o sonho que acordei me lembrando
Pra lembrar dos sonhos que já tenho há vários anos
Quanto tempo eu tenho pra correr e a quanto?
O Amanhã da Quarentena
Acordar recebendo atividades
Virou rotina na realidade
O frio da manhã
Se tornou a incerteza do amanhã
O banco cheio do recreio
Deu lugar ao vazio e anseio
As conversas e risadas
Deram lugar a mentes angustiadas
O preenchimento virtual
Não ampara o vazio emocional
Dormir ao anoitecer
Sem saber o que vai acontecer
Quem diria
A sociedade tida como imparável
Pode ter apenas um fim deplorável
Lágrima
A cada hora
o frio
que o sangue leva ao coração
nos gela como o rio
do tempo aos derradeiros glaciares
quando a espuma dos mares
se transformar em pedra.
Ah no deserto
do próprio céu gelado
pudesses tu suster ao menos na descida
uma estrela qualquer
e ao seu calor fundir a neve que bastasse
à lágrima pedida
pela nossa morte.
A última carta de amor
Sinto sua falta e as areias sopradas pelo vento frio batem em
meu rosto e acordo com as lembranças.
A chuva fina penetra em meu corpo e penso em seus beijos
tão quentes como ares do Equador.
Meu demônio infernal que arrasta meus dias em desejos
queimantes e fico cega.
Chamá-lo de meu amor é tão vulgar e abstrato e meu pensamento
se dirige a ti de forma tão concreta que sinto e quero sua
presença.
Fica tudo tão distante. Meu corpo, meu desejo, que nem as
cartas cobrem esta ausência.
Dizem que amores não tem corpo, mas do que é feito sua
intensidade sem seus contornos físicos,
perfumes perdidos sem seu cheiro?
E o vento apaga as palavras neste deserto de solidão e gasto
tanta pena e tinta e nem sei se verbos atravessam oceanos e intempéries.
Mas fica a força de meus punhos grafados, para contornar
seu corpo nesta carta.
Frieza
Frio, todo aquele que se põe em primeiro lugar
Que se dá a mão e os braços para se abraçar
Suficiente de si e de suas ideias.
Que usa a frieza pra congelar o falso amor, e o destrói
Em pedaços impossíveis de serem remendados.
Quando ama
(não só a si),
um novo rotulo precisa-se ser colocado.
afinal quem poderia dizer que o frio suportaria a intensidade oposta?
TODO SEU
Sou cobertor no frio da noite calada,
Sapatos no pedregulho da estrada trilhada.
Sou remédio para sua dor,
Sou seu escudo, manto e protetor.
A beleza das estrelas me intriga,
Engraçadinhos que te olham, quero briga.
O dia me presenteou lindo e ensolarado,
Exibindo seu belo corpo, malhado e molhado.
Curvas perigosas,
Subidas prazerosas.
Posto que é rosa,
Desavisados querem prosa.
Sou todo seu no outono,
E nas outras estações do ano.
Sou todo seu, sem engano! ...
Élcio José Martins
Hoje não sinto mais (cala)frio
Cobri meu corpo de ternura
E minh'alma de amor!!!
Fernanda de Paula
Instagram: fernanda.depaula.56679
Novo Instagram: mentepoetica2020
Fazia muito tempo que não chovia,
Fazia dias que não estava tão frio, tão nublado.
Fazia semanas que não era tão vazio quando agora está,
Lá estava tão ensolarado que novas flores nasceram no meu triste jardim.
Em poucos instantes tudo se escureceu, o céu se fechou e choveu mais do que o necessário.
As flores morreram afogadas por conta da terrível inundação, me lembraram até as outras da primavera do ano passado...
O sol também se escondeu, não aguentou tanta tristeza, e assim ficou impossível de ajudá-las a se manterem firmes.
Talvez o problema seja o meu jardim,
Belas flores não vivem muito em terras mortas.
É noite
Não está comigo
Faz frio, acabou de chover
Tudo está molhado, úmido
Espero sua volta
Venha viver ao meu lado
Me encontre
Não esqueço um segundo
Sinto sua falta
Te vejo em todos os lugares
Ouço sua voz
De dia, de noite
Na rua, nas calçadas
Em todas as partes
Penso até estar louca
Se eu morrer
Te asseguro que não te esquecerei
Estou muito apaixonada
Minha vida não vale nada
Os dias são longos
As noites sofridas
Sem ti
Minha alma necessita
Não consigo respirar
Sem ti
A vida não é vida
Sua ausência é um castigo
Volte logo
Te amo
Abro a janela
E me debruço no parapeito
No granito gelado
Com a chuva castigando
E o frio congelando meus pés
Choro de saudade
E as lágrimas quentes e salgadas
Se misturam com a chuva fria e doce
Não sei a proporção das águas
Que resvala em mim
Chuva ou lágrima
Nosso cachorro
Me olha com olhos brilhantes
Me indaga
E chora também
Não sei se pelo meu choro
Ou também de saudades de você
A chuva não para
Mansa e molha tudo
Continuo sem saber
O que é chuva ou lágrima
Só sei que dói
No fundo do poço a minha unica companhia é o chão e frio que sinto congelar do fundo da alma até a ponta dos dedos.
Esse frio é a unica chama gélida que me faz lembra que eu ainda estou vivo mesma chama que me faz viver o próximo segundo.
Tudo que importa é queimar até o fim , provando que eu conquistei o meu melhor mesmo vindo do fundo do poço.
Como um velho disse a muito tempo para conhecer o céu primeiro viva o inferno , nesse inferno gélido eu queimo eternamente vendo a luz do céu iluminar os demônios com asas.Vivo nessa sombra que mata a cada dia, não reclamo tudo isso tem uma recompensa a minha compreensão vai alem da do velho anti cristo, percebo que o céu e o inferno são lugares e com isso não passam de idealizações que nunca se tornam reais então vivo nessa eterna observação de anjos e demônios que não significam absolutamente nada.
É madrugada
Motos arranham o asfalto
Na loucura da pressa
O frio e vento
Assoviam para as árvores
Canções cruéis
E elas suportam
O frio congela a água
Que o fogo aquece
Sinto cheiro de café
Pura imaginação
São 3:36
Nesse momento
O Silêncio
Se faz silêncio
Escrevo invocando o sono
Ele não responde
Peço com carinho
Deixa eu dormir
Preciso dessa recarga
Sonhos venham
Embalem meu sono
A água quente e o amor
Chegou o frio e com ele também veio a busca pela água quente. Na sua normalidade ela é apenas o tempero. Sua mistura com a água fria gera a água morna. Mais ou menos. Ela é necessária, mas quase passa despercebida. Assim é o amor. Na sua normalidade ele também é quase imperceptível, mas ele está ali, temperando. De repente, como a água no frio, esse amor ganha espaço e valor. Ele vira cura, vira alegria, vira vida. Toma conta. Não é mais o tempero apenas. Como a água quente é necessária no tempo frio, assim é o amor. Ele é vital nas derrapadas da vida, nos desencontros e desesperos humanos. O amor nunca desaparece, ele segue vivo temperando a vida e aquecendo a água benta do amor. Surge sempre no lugar e no tempo certo. Ele é o guardião do nosso inverno.
ÉLCIO JOSÉ MARTINS
Desejo o calor das tuas mãos
Para vestir o meu corpo frio
E abraçar o meu coração sofrido
Para me perder dentro de ti 💘
O coração aperta, sente dor
O frio vem e oferece um abraço
Faz falta o olhar, faz falta o laço
Solidão e frio afinam o traço
Das palavras que escreve o sonhador
Nesse exato momento
Lá fora, no frio e no vento
A morte consome
Mais uma criança que morre com fome!
Nesse exato momento
Lá fora, no frio e no vento
Nossas crianças morrem de fome
Num piscar de olhos
Mais uma que some
Florestas de bétulas
Frio lastimo
Onde restas bétulas
Cinzas ver
Suave pedaços de flores
Jogadas ao vento.
