Poemas Sobre Céu

Cerca de 14976 poemas Sobre Céu

⁠Entendendo sobre a Bandeira do Brasil.
O retângulo verde: simboliza os Braganças para representar poeticamente as matas brasileiras.
losango amarelo: simboliza os Habsburgos para representar poeticamente o ouro do Brasil.
O círculo azul: representa o céu brasileiro no dia do golpe republicano (15 de novembro de 1889), cada estrela refere-se a um Estado. Assim, a quantidade de estrelas variou ao longo dos anos. Hoje são 27. É interessante lembrar que a estrela isolada não trata-se do distrito federal, mas sim do Estado do Pará.
frase escrita: a frase escrita na bandeira “Ordem e Progresso” refere-se ao lema positivista “O Amor por princípio, a Ordem por base, e o Progresso por fim”.

Inserida por ricardovbarradas

Varanda

Na varanda sobre a rede verde oliva
Descansa o corpo cansado do homem
Que sobre ela observa o céu nublado
Do mês de janeiro tão esperado

Na boca o doce refrescante sabor
De morango derrete ligeiramente
Sobre o vento que bate sem nenhum pudor
Deixando sobre as mãos apenas o vazio.

Inserida por Rita1602

Manhã de verão

A neblina era incomum e densa
O ar quase fumarento e incerto
Sua textura era absolutamente perfeita
Para uma manhã que estava apenas começando.

O sol surgiu detrás da neblina
O vento suave enroscava meus cabelos
Que voava suavemente.

Com a mente livre
Acompanhei os contornos do horizonte
E com a ponta dos dedos perlonguei
Até sentir o céu perto de mim.

Abruptamente percebi que estava só
Apenas eu e o mar
Afaguei minha pele
Senti o arrepio
Quando percebi o murmúrio suave das ondas...

Inserida por Rita1602

⁠A arte é um sentimento que vibra e que concentra.

Não existe um lugar que se compre "sentir arte".

Pois arte só se vive sentindo.

Inserida por Diogovianaloureiro

⁠Liberdade

Teu templo é o teu mundo
Eis que a vida se esconde entre as paredes invisíveis
Eis que o tempo não para
As correntes presas em teus pés
Simbolizam a prisão que criastes
A liberdade convoca os fortes
As cortinas se abrem quando elevamos
O pensamento ao mais alto nível.
As tempestades cobrem o céu e a vida se retraí.

Inserida por Rita1602

O Que Eu Busco

⁠O que eu busco vai além da carne
Vai além do céu
Vai além do mar
Vai além de tudo o que está além.

Inserida por Rita1602

⁠Meu tudo e Meu Nada

Ele é meu céu e o meu inferno
O caos no meio da minha paz.
A beleza num cenário de guerra
A aragem e a tempestade
Meus primeiros e últimos pensamentos do dia
Minha lucidez e minha loucura
No meio do meu tudo e do meu nada.

Inserida por Rita1602

⁠"...Já se adentrava a noite alta e as pandorgas versos partiam.
Foi quando fitei a moça que de olhos gris se vestia.

Então clamei a ela, antes que também se retirasse:

Agora que a lua cheia chegou,
Como teus olhos em ternura,
Borda-me entre o céu e a tua boca,
Numa indelével tecitura.

A moça nada me disse, tão só repousou em minha face.
Por ali ficamos embebidos de um ser poetamento,
Como se por um breve instante,
Tivéssemos tocado uma fração do infinito..."

In Fragmento Poema Chá com os Poetas e a Moça Bonita

Inserida por carlosdanieldojja

Muitas vezes ...
fico olhando para o céu
querendo alcançar as estrelas,
quem sabe ...
elas também ficam olhando
para mim ...
querendo caminhar sobre a areia da praia
e mergulhar nas águas do mar ...

Inserida por MiriamDaCosta

⁠Naquela noite
de céu estrelado,
não precisávamos de mais nada...
já estávamos apaixonados!

Inserida por girle_nunes

⁠Deixe a lua brilhante
dançar lá no céu,
mostrando que
é grande espectadora
da noite dos amantes.

Inserida por girle_nunes

"O céu pode ser o limite, mas nunca o fim de tudo...!"





Otávio ABernardes, Tavinho, o "Joli"




Goiânia, 04 de março de '24.⁠

Inserida por OtavioBernardes

⁠Panapaná

Essas borboletas têm mania
de carregar o verão nas asas.
Se vestem de vento e claridade,
vão aonde a cor inventa o ar.

Gosto delas porque sabem
se miudarem no céu — só ou em bando —
como se o céu fosse coisa de brincar.
Coleciono-as em álbuns soltos.

Ali, no meio do sol,
são mais tintas que matéria,
mais riso do que bicho:
elas são coisa e não são.

Dizem que vivem pouco
— mas pouco pra quê?
Pousam na eternidade das manhãs,
ficam suspensas no que não dura,
deixando rastros de voo
que só o invisível sabe ver.

E eu as celebro com meu olhar ralo,
que aprende, com elas,
a gastar a vida
no que não sobra.

Inserida por Epifaniasurbanas

⁠Timoneiro


Se me fosse imposto optar
Entre a pedra do chão que sangra
E o céu que engole o dia,
Eu ficaria com o mar,
Onde o tempo se desfaz em ondas
E a eternidade é apenas um sopro.

Nos braços do meu barco
— solidão que navega —
Paro em portos de ausência
E parto levando memórias
Que ainda não gestaram.

Longe do ruído do mundo,
Sou um vulto que vaga e sonha.
O balanço do mar é um relógio,
E remo, rezo e remo até que a noite
Cante em meu braço cansado.

Quando não puder mais suportar,
Soltarei os remos,
Redirecionarei a rota dos silêncios.
E se não souber o que fazer,
O vento, antigo mestre, saberá,
Pois ele é voz do que em mim nunca cessa.

Inserida por Epifaniasurbanas

⁠Asa de um lado só

Só tenho uma asa.
Um lado mudo de pássaro.
O céu me namora,
mas eu sou do chão.

Se tivesse duas,
voava em linhas tortas,
fazia rasantes no azul
e inventava nuvens novas.

Com uma só,
fico brincando com o vento,
sonhando ser passinho,
pés no chão e cabeça nos ares.

Quem sabe um dia,
no finalzinho da lida,
a asa murcha cresça
e eu, enfim, conheça o céu.

Minha asa pulsa,
como se já soubesse do infinito.
Uma asa é quase nada,
ou tudo — depende do corpo que sonha.

Inserida por Epifaniasurbanas

Milagre de chão

Meu milagre não desce do alto,
não brilha em vitral.
Não vem do céu, mas de poças.

Rasteja.
Bebe do lodo dos dias passados,
canta no barro onde a dor se aloja.

Devagareia.
Aprendeu com o peso da espera
a carregar o lar nas costas.

Meu milagre é andar sobre as mágoas,
ser lesma que, mesmo lenta,
assina nas folhas um rastro de ida.⁠

Inserida por Epifaniasurbanas

⁠O mais passarinho de todos

O mais passarinho de todos soprou o vento,
e o pardal achou onde ficar.
Até a andorinha, sem mapa nos olhos,
desaprendeu a se perder.

O mais passarinho de todos bordou os rios,
escreveu caminhos sem pressa.
Fez o tempo andar de pés descalços
e me ensinou a brincar de novo.

O mais passarinho de todos acendeu as folhas de verde,
e o chão se ajoelhou em raiz.
Até as pedras, duras de silêncio,
aprenderam a escutar o orvalho.

O mais passarinho de todos desfez a distância do céu.
Coube no voo, na seiva, no barro,
e até na palavra que eu não sei dizer.
Eu, pássaro de asa murcha,
com sua ajuda, encontrei pouso.

Inserida por Epifaniasurbanas

⁠Do teu jardim poético
exala
verso rosa.
Ao expirar
inspira
aos que te vêem.
Teu verso é estrela
que cai sem aviso,
do céu da boca
ao coração dos que te lêem.

Inserida por Epifaniasurbanas

⁠Francisco

Você tinha um quê de passarinho.
Não voou, mas havia um céu inteiro
dentro de si.

O céu cabia nos teus bolsos —
um céu de algodão-doce,
de nuvens que sabiam cochichar.

De vez em quando, abria a boca
e soltava um bando de andorinhas:
palavras de um certo Galileu,
um Latino Galileu.

Enquanto o mundo lhe exigia asas,
não precisou sair do chão.
Quem carrega um céu dentro do peito
não precisa provar nada ao vento.

Inserida por Epifaniasurbanas

Abre asas,
Voa.. . .
Lembra que sem ti
Não haverá novas flores.
Voa.. . .
Poliniza.
Embeleze o céu
E os olhos de quem
Tem o prazer de vê-la.
Voa.. . .
Minha flor sem caule,
Borboleteia.”

Inserida por Epifaniasurbanas