Poemas Sobre Céu
Acordei, eu acordei
Procurando o azul do céu
E até agora eu não achei
Eu me levantei, me levantei
Olhei pela janela e vi esse tempo frio
Que me fez lembrar você
E me fez lembrar
De toda brincadeira de criança
Que eu já vi você brincar
E me fez sonhar
Com o passado que brincávamos na lama
Sem se preocupar
Ou só se preocupar
Pra não chegar tão tarde em casa
E perder o jantar
E poder novamente
Dançar na chuva como for
Pintar o céu de outra cor
Fazer com que a semente vire flor
Eu só quero poder, de novo e de novo
Descer o morro, mais alto de todos
Com um carrinho de madeira
E nunca me preocupar com a segunda-feira
Eu só quero poder, de novo e de novo
Descer o morro, mais alto de todos
Com um carrinho de madeira
E nunca me preocupar com a segunda-feira
Movimento
Vento...
Que move as nuvens lá no céu...
As dunas lá no deserto...
E as ondas lá no mar...
Que tal levar a agonia
E trazer de volta a alegria
Escondida em algum lugar?
E se o céu se faz chão
Se o chão se faz giz
E se o giz dita a cor
Se a cor diz quem sou
Se sou o que emana
Se emano o que sinto
Se sinto o que flui
Se flui o que armo
Se armo o que planto
Se planto o que nasce
Se nasce o que morre
Se morre o que vive
Se vive o que alma
Se almar o que se completa
Se completa o que é
Se é o que sou
Se você é ele
Se ele é dela
Se dela é minha
Se minha é dele
Se dele é muito
Se muito é nada
Se nada é tudo
E tudo é pouco
Pouco se faz poeira
E poeira se dissipa
Dissipando paira
Pairando se espalha
Espalhando se desembola
Desembolando se desconstitui
Não há senhor que dita o que se dita
Não há quem dita o que se senta
Se senta a vara na mão de midas
E midas beija a cara que te escarra
A água flui e de baixa rema acima aos céus
Noites estreladas
No céu o mar de estrelas
Sempre sorriam a quem sorria também
Ventos leves eram os olhares, brisas além
Eles eram comigo, o que eu também era com eles
As cores tão vibrantes, coloriam meu céu azul claro
Feridas e palavras não eram suficientes, forte e brava ali eu ficava
Meus ídolos ali, imperfeição justificava
A plenitude
Castelo de sonhos, pequenos moradores de papelão
Dias seguem, dos fios amarrados minha alma sorria
Escudos de sangue, proteção eu via
Bonecas de pano, reinos em prantos, brincadeiras alegres em vis
Coroas douradas, cartas assinadas, meus cabelos amarrados
Pequenos nós, por entre laços coloridos
Inocência
Laços arrancados, no céu azul um traço cinza
Coroas douradas, ouro que fere minhas imaginações
Vida cinza, o castelo dos sonhos em ruínas
Papelão envelhecido, não há mais diversão
Ainda havia admiração, noites estreladas
Sorrindo
Tentativas falhas, solitária entre as bonecas
Ferimentos dos escudos, meu herói já não mais surgia
Erro nos longos cabelos, vestidos e bonecas sempre destruíam
Não entendia, sorrisos brilhantes, cegavam os quais
Apagado em sangue, cicatrizes sempre iguais
Anos passam, as cores enfraquecem
Brilhos dos sorrisos já não mais significantes
O choque dos escudos
O monstro surge, a espreita dos meus poucos sonhos
Sangue nos céus, nos sonhos e em mim
Admiração em transformação, medo agora seguia
Cercada por nada, queria companhia
As árvores antes complacentes, rangiam as janelas e fúria brandiam
Figuras negras assustadoras, fugir eu queria
No céu de noites estreladas me sentia sozinha
Abandonada por minha companhia
Vazia, retirado o que havia de bom em mim
aos poucos as estrelas sumiam
No céu daquela noite estrelada, já não havia mais estrelas
Nem a garota que pra elas ainda sorria.
Novo Amanhecer -
Que Astro se alevanta neste Céu tão fecundo?!
Que vontade tão forte, ansiosa,
será esta d'iluminr o Mundo?!
... Vida, fulgor, Consciência luminosa ...
Ergue-se Glorioso o Olho do Divino,
rasga a sombra que cercou Cristo,
essa Cruz que é destino,
traz um Novo-Céu, Nova-Esperança, o dia já visto ...
E essa umbra tão profunda que é a morte
foi por fim um caminho
que iniciou o Ser numa Nova-Sorte ...
E fica o corpo entre Cipestres
num repouso final e o Ser Renasce
à Luz d'um Novo-Sol sem falsas Vestes!
A Rainha Morreu -
A Rainha morreu!
Por Londres nevoeiro ...
Trombetas no Céu
o momento é derradeiro.
No Seu Leito Real
a Rainha morreu
nessa hora final
deu-se em tudo o que deu.
E caem do Céu
estrelas uma a uma
a Rainha morreu
desvaneceu-se na bruma ...
Ficou pelo Mundo
um silêncio tão seu
um vazio profundo
a Rainha morreu!
(Im memoriam de Sua Majestadade a Rainha Isabel II de Inglaterra - R.I.P.)
São três horas da manhã
Já faz tempo que não vejo o céu assim
As nuvens passam rápido
As estrelas brilham para mim
Já faz tempo que não ouso a sua voz
Aquele sorriso eu nunca esqueci
Fico horas imaginando
Nos dois juntinhos aqui
O tempo passa muito rápido
Não consigo perceber
Acredita em milagres?
O meu é eu e você.
O louco olha para o céu
Observa a lua e se delicia no seu mel.
Ele pede que ela lhe traga respostas.
Ele pede para que seja levado junto à ela.
Seu olhar é de socorro, desespero.
Como desvendar os segredos da lua?
Como desvendar seus próprios pensamentos?
Talvez a lua consiga tirá-lo do sofrimento.
Talvez ela consiga desvendar sua mente, tirá-lo de sua própria prisão.
A pior prisão não é atrás das grades, mas sim, a da nossa mente.
A lua não tem luz própria,
Mas se completa com o sol.
O louco procura a lua, pois assim como ela, ele também necessita de uma luz.
Acordo, sinto meu corpo, respiro forte.
Vejo o céu, o sol brilha com uma forte intensidade.
É dia de feira, cheiro de café.
Mais um dia, trabalhar, vencer cada segundo.
E o agora , tem sido bom?
Que tempo temos pro tempo que não sabemos?
Todo dia a mesma rotina, por hora se distrai e continua a mesma frequência.
A vida é um ciclo, tudo se repete , dia a dia.
Já parou pra pensar que hoje pode ser seu último dia?
Dizer te amo, comer uma comida gostosa, se dar de presente algo que queira muito.
Sorrir, ser gentil, educado e se fazer presente por onde estiver.
Deixar aquela sensação de que o ar fica melhor quando você chega.
Deixar fluir, com os pé no chão de que tudo acaba .
E se acabar, que a morte não te encontre um dia, solitário sem ter feito o que queria.
28x94
Estrada longa linda que encontrei Br. 19.09
altitude 94% de aproveitamento céu limpo posso decolar nesse avião.
Segura coração esse céu ésó emoção...
28 milhões de km rodado fascinante entre terra e céu.
53 toneladas de boa gostosura gordura boa toicim do bom eis reflexão desguste com moderação...
1.63 a distância de latitude entre seus pés e o seu pensamento duas lindas realidades.
Destino e o céu muito próximo da felicidade.
Onde essa potência vai parar?
Os gira sois estão lindos.
Rindo porque é bom sorrir
Quando você passar por aqui...
Meus olhos fica azul como o mar quando você passar...
Logo fica verde como a esperança de vê lá retornar.
Se demora um pouquinho ele fica vermelho para chorar...
Mas você sempre passa e azul e verde no seu céu e mar ficará...
Eu louco doidão pura solidão...
um dia rezei queria conhecer o amor!
Oração de tolo paixão de bobo...
Um coração incrédulo que nunca se apaixonou com sinceridade...
Até que minha realidade conheceu sua verdade enfim...
Eu descobrir amando que o amor existe...
Agora o que faço é só sonhar 24 horas por dia... sabendo que o dezenove de setembro de noventa e quatro é o nascimento da minha alegria... maior!!!
19.09.1994
Conversa com a lua 🌙
Um dia em meio a minha solidão
eu olhei pro céu, vi a lua e comecei a desabafar com ela
Desde então me vejo como seu amigo próximo, sempre conversando e fazendo desejos pra ela
Em uma de nossas conversas, pedi à lua para que eu conhecesse uma pessoa legal, que me fizesse esquecer das minhas tristezas e anseios, e ela me guiou até você
Depois que eu me aproximei de você, parei de temer os pesadelos pois sabia que independente do quão ruim eles fossem
você estaria lá pra me proteger
Não sei porque, mas cada dia que passa eu me sinto mais feliz ao seu lado, como se você fosse capaz de me fazer esquecer de todos os meus problemas
Ontem a noite eu sonhei com você, e acordei esperançoso em te encontrar
Mesmo eu não podendo, espero ansiosamente a noite chegar para contar o sonho que tive à lua
Ela deve estar até cansada de me ouvir falar de vc
Mas eu n consigo resistir, já é a parte da minha rotina
Necessito de espaço pra voar
Mas o céu da sua boca é curto e baixo
Quando abro as asas não me encaixo
Se as fecho me sinto incomodar
Necessário me é se libertar
Do teu riso que é falso paraíso
Articulo um lance de improviso
Pra traçar uma nova trajetória
Vou pedir liberdade provisória
Dessas grades que têm no teu sorriso.
Glosa: Eliézer Aguiar
Mote: Maurílio Sampaio
Anjo
Pego a minha lâmpada, agora apagada
Vou em direção a minha janela, encarando o céu
E dele desce um ser com uma luz branca ardente, mas ainda consigo enxergar as suas magníficas asas
Ele me entrega uma nova lâmpada, acessa
Eu a pego e agradeço, e ele vai embora
No dia seguinte, eu faço a mesma coisa
No outro também
E mais outro dia
Novamente, vou a minha janela com minha lâmpada esgotada
Passa um tempo e o meu anjo não vem
Esperei toda a madrugada por ele
Cansado, me sentei no chão e abri a minha lâmpada, buscando acende-la
Se passa várias madrugadas
E eu finalmente consigo acende-la
Sem precisar da ajuda daquele ser divino
Posso acender as minhas lâmpadas eu mesmo agora.
Eu sou hóspede do mundo
Minha casa é a floresta
O céu é pequena fresta
Onde do luar me inundo
No espaço dum segundo
Tenho um belo espetáculo
Quando o sol no seu pináculo
Traz a lua pruma dança
E meu coração balança
Sem encontrar obstáculo.
Chuva lá fora,
O céu nublado,
Aqui dentro do carro,
Faz calor, depois faz frio.
O tempo fechado,
Sorriso sem graça,
Olhar compenetrado.
Vejo
Sinto
No respirar das horas
O ar embaça
Não enxerga
Empaca.
Passa.
O céu é um lugar maravilhoso.
Só que por livre-arbítrio, infelizmente;
É um espaço inacessível ao orgulhoso.
Monsaraz da minha Infância -
Monsaraz da minha infância, clara estância,
céu azul, verdes campos, negra bruma,
no horizonte desse monte com distância
revejo minha Vida que se esfuma ...
Fica na memória! A Alma alcance-a,
guarde Monsaraz, branca como a espuma
na solidão do velho barco da infância,
porque a amo tanto, mais que mulher alguma!
Foi lá onde nasci, lá me irei a enterrar,
e se vivê-la é um imenso recordar,
recorda-la também é triste sofrer!
Aí Monsaraz dos olhos meus que trago nos sentidos,
devo-te quem sou, quem tenho sido,
da alvorada em que nasci ao meu triste anoitecer!
Ano Novo
Meia-noite. Fim
de um ano, início
de outro. Olho o céu:
nenhum indício.
Olho o céu:
o abismo vence o
olhar. O mesmo
espantoso silêncio
da Via-Láctea feito
um ectoplasma
sobre a minha cabeça
nada ali indica
que um ano novo começa.
E não começa
nem no céu nem no chão
do planeta:
começa no coração.
Começa como a esperança
de vida melhor
que entre os astros
não se escuta
nem se vê
nem pode haver:
que isso é coisa de homem
esse bicho
estelar
que sonha
(e luta).
Salmo 91
Nele há Proteção, segurança e resposta.
Pai poderoso nosso que estais no céu.
Une meu coração ao teu coração.
Tome me inteiro na tua poderosa mão.
Teu coração que emana leite e mel.
És esperança, é a verdade viva.
Cura verdadeiramente toda ferida.
Estabelece luz ao caminho.
Sacia os lábios sedentos.
Transforma todo lamento.
Desde a era dos pergaminhos.
Humildemente tome meu coração confesso.
Sou dependente de ti.
Me rendo, suplico, humilho e peço.
Não aparte de mim, não rejeite meu coração.
És a plena segurança, vem de ti a resposta e a proteção.
Vem Senhor, faça o rebuliço necessário.
Mexe toda estrutura.
Limpe a vida de amargura.
Tome meu coração, faça se teu relicário.
Pertenço ao céu, pertenço a cada prova.
No crivo do limite.
Quem crê não admite.
Não tem derrota, não tem dúvida, não tem outro caminho.
Como escreveu no pergaminho.
Dos mistérios da vida, convicto sei.
Minha vida está nos braços.
Está no coração do rei.
Giovane Silva Santos.
06/10/2022 22:34hs.
Toda a alegria do mundo vestida de amarelo
Saudade veste azul para ser sentida olhando o céu
A paixão usa vermelho
O amor as cores que quiser não precisa provar nada
Ansiedade se veste de arco íris misturando todas as cores
Indiferença prefere o cinza não é branco e nem preto
Depressão não escolhe sua roupa, usa o que está em cima da cama
A idade se veste de nude com um laço rosa na cabeça provando que o tempo é discreto e feliz
Esperança esta de verde, quem nunca olhou as árvores balançarem com o vento
O desejo a o desejo este está nú de meia até joelho enrolado em uma toalha colorida
Tristeza de vestido preto não mostra nada
A paz está de pijama
O cansaço com um moletom e calça larga
Toda vida embrulha em cores e roupas
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