Poemas sobre Ate breve Abraco
Um sabiá cantava tão lindo que até as laranjeiras pareciam sentir a melodia.
No mesmo ambiente, um urubu invejoso, covarde, mentiroso, queixa-se:
— Mal abre o bico este passarinho e o mundo o admira. Eu, entretanto, sou um espantalho que todos fogem com repugnância... Se ele chega, tudo se alegra; se eu aproximo, todos recuam... Ele, dizem, traz felicidade; eu, mau agouro... A natureza foi injusta e cruel comigo. Mas está em mim corrigir a natureza.
Pensando assim, aproximou-se do sabiá, que ao vê-lo armou as asas para a fuga.
Logo tentou dar-lhe uma bicada.
Indaga o passarinho:
— Que mal fiz eu para merecer tanta ferocidade?
— Que mal fez? É boa! Cantou..., cantou!
Ter talento: eis seu crime!
Até mais com gosto de adeus
Um sorriso de lagrimas
Da realidade meu sonho, você
Faz a falta, minha falta
Do meu sonho, não real, eu
Eu gosto tanto de você
Que até prefiro esconder
Deixo assim ficar subentendido
Como uma ideia que existe na cabeça
E não tem a menor obrigação de acontecer.
Até quando ficarei esperando a onda do mar?
Não sei o quanto vai demorar
E nem sei se vai chegar
Só sei que vou esperar
E quando ela chegar
Vou abrir os braços e deixar que ela me abrace
Me envolva em suas águas
Só não queira me afogar
E se ela não chegar
Só me resta esperar
Esperar com meus pés na água
Esperando a onda chegar
E vendo o dia acabar
E o sal das lágrimas se misturam ao sal do mar
E se a onda chegar?
E o sal das lágrimas se misturam ao sal do mar
A montanha vai até Maomé.
Pois montanhas são com pernas,
E suas pedras, dedos.
Que o primeiro contato foram também com os nossos (dedos).
Em especial nas topadas com os dedos dos pés.
E foi sentindo a dor nos “dedinhos” que elas nos causavam
Que aprendemos que elas podiam fazer dor também ao próximo.
Através da dor que nasce a ciência da pedra lascada.
Não pelo sofrimento, isso deve ter sido inventado depois.
Errar faz parte do aprendizado, não há como saber que o certo é perfeito até que se chegue a ele e para isso é necessário errar.
Corrija seu caminho até que consiga chegar na perfeição de tudo o que é importante para você.
Frase de Islene Souza
A falta de gentileza é como um céu nublado que vai cobrindo o sol aos poucos, sem pressa, até que você percebe que o calor se foi. Ela chega silenciosa, como se fosse nada, mas é um nada que pesa, um vazio que ecoa. É como andar descalço por um caminho de flores e, de repente, sentir o espinho que você nem viu crescer.
Seria tão simples, não? Oferecer uma palavra doce, um sorriso que ilumina, como quem abre a janela e deixa o sol entrar. Mas, quando não se faz, o dia esfria, as cores desbotam, e a alma parece encolher. A falta de gentileza é essa ausência que raspa de leve, um vento que vai secando as folhas de dentro, até que, sem perceber, estamos áridos.
E o mais curioso é que ela corta em dois tempos, como uma dança mal ensaiada. O primeiro golpe é no outro — aquele que esperava uma ponte e recebeu um muro. O segundo, mais sutil, vem de volta, atinge quem a nega, porque negar gentileza é como negar água a si mesmo enquanto atravessa o deserto.
No fundo, é assim: a vida vai se tecendo entre gestos pequenos. E cada ato de gentileza é como uma linha de seda que segura o tecido firme, evitando que ele se rasgue. Quando falta essa linha, o tecido da convivência vai se desfazendo, ponto a ponto, até que o vento leva tudo.
@poeticainterstelar
Falso positivo
Minha união
parecia ser tão positiva e firme...
Até perceber, um dia, ser aparência,
o seu revés:
-- a necessidade de ser o que não era; ser o seu contrário.
O positivo
do não-ser.
Aprendi a viver,
Vida vazia,
Até que percebi que estava prestes ao fim
Um fim de anos,
Um fim de anos carregados ao relento
Até que percebi,
não tinhas cores
Cores vás sumindo,
Cores Vás caindo,
Não há mais nada,
Além de um breve nome (lembrança)
A pior coisa da vida,
É você achar que fez de tudo,
Possível e muitas das vezes até o impossível,
E no final, você descobrir que o seu tudo
Era simplesmente, nada para os outros.
Vale refletir
Marcos 12: 41-44
Às Vezes
Às vezes subo até a superfice das palavras
Para respirar um gesto vago
De um silêncio sobre a pausa.
Às vezes olho por dentro dos olhos das pessoas
Para sentir uma humanidade
Que cala...
Às vezes colho o dia em minhas mãos
Para sentir o perfume
De Deus.
Às vezes fico numa melodia solitária
Para deixar a solidão do mundo
Ecoar o deserto...
(Suzete Brainer)
Até onde você iria por alguém?
Em uma vila humilde em um domingo, era pra ser um dia normal como qualquer outro. Uma garota de 15 anos e seu namorado estavam voltando para casa, depois de terem comemorado o seu tão esperado 1 ano de namoro. Quando de repente ouve um tiroteio por volta das 20:36 da noite.
Em um momento de coragem e sacrifício, ela fez o impensável: se lançou sobre seu namorado, protegendo-o com o seu próprio corpo. O que leva alguém tão jovem a uma decisão tão poderosa e definitiva? O amor. Um amor que decide que a vida do outro vale mais do que a própria.
Testemunhas dizem que ela foi alvejada nas costas, que os bombeiros chegaram rápido, mas não o suficiente. Suas últimas palavras foram uma declaração de afeto eterno: "Eu te disse que morreria por você. Eu te amo." e assim, num último suspiro, sua jovem vida se apagou, deixando para trás uma história de amor e sacrifício.
No fim, a garota que salvou a vida de seu namorado entregou a sua própria. Seu coração, aquele que amava tanto, parou.
Crônica
Ordem
Bendito seja o Filho de Deus, que tudo pode, até o mais impossível ele pode! Nada te acontece sem que ele permita! Nem tremor de terra, nem calamidade alguma, vêm sobre ti , sem que o Senhor dê ordem!
No presente a gente sente.
Já estamos conseguindo provar que sabemos contar até dez, isso é muito bom de antemão, mas sabemos que esse momento, como qualquer momento que exista, não pode durar muito tempo. Se for para barrar a entrada de uma nova era do gelo, mas a natureza não pode sofrer tanto, ela é tão importante que sua convivência nessa dimensão se faz por inúmeros detalhes necessários. Simplesmente por aumentarem nossos sentidos... Nosso sentido máximo é a fé, qual será a o tamanho da fé da natureza senão muito maior em vastidão, simplesmente por não haver culpa. A era digital acaba, e com paus e pedras na mão não poderemos contar até dez, só conseguiremos construir pequenas balsas e pequenas âncoras para andar por cidade litorâneas alagadas.
Diga a uma flor uma e quinhentas vezes
Quão linda ela é, porém,
Até que essa flor se veja como tal,
Sua beleza permanecerá adormecida,
Intrínseca mas não admirada por aquela a quem pertence.
— Esse poema não é sobre uma flor.
Nós Cristãos, estamos mudando até a Oração que Jesus nos ensinou, trocando o "V" de Vosso Reino, Vossa Vontade. Pelo "N" do nosso reino mundano e da nossa vontade material, numa apostasia sem precedentes.
Manuscrito de Mateus 6: 9-13
No lugar certo, você brilha diferente.
Quando li essa frase, me peguei pensando... Podemos até brilhar de maneira diferente, mas e se estivermos tão apagadas que nem brilhar conseguimos? Cadê o "quem" vai fazer com que nós brilhamos? Queremos tanto um amor... mas a pergunta que não quer calar é: "Estamos sabendo amar?" e "Estamos merecendo ser amado?".
Há tantas dúvidas, mas não paramos para pensar nas nossas atitudes. Sempre procuramos um amor recíproco, um príncipe... mas estamos sabendo ser recíprocas? Estamos preparadas para ter um "príncipe"? Devemos parar de julgar tanto o próximo e pensar em nós mesmas, em como tratamos cada um, e se realmente estamos preparadosparaisso.
Vai passar, calma, respira.
Já isso passa.
Tudo passa, até isso aí passará.
Como os dias que já passaram, passará.
Simplissência
No início, éramos mais simples
E a vida fluía como era de ser
Pode até não parecer
Mas tínhamos tudo que precisávamos.
Então o tempo passa
E as coisas vão ficando mais complicadas
A vida segue a cobrar tempo de todos
Cada um a cobrar ainda mais dos outros
Sem perceber o que é de graça.
E agora, o que se faz?
Seguimos em frente ou olhamos pra trás?
O que de fato nós buscamos?
E se, onde mesmo que erramos?
Porque bem, nem tudo parece estar
Não que antes não havia confronto
Mas há um anseio diferente
Não sei quando mudou, nem como.
Só sei que não se busca algo novo
E o que se busca ainda não está claro
Mas há um caminho nisso tudo
No passado já está o futuro
E nisso o tempo tem passado.
ACORDA!
(Assim, não. Continua até quando der!)
Desabafo?
Não!
Insônia?
Não!
Sonhos?
Sim!
Acorde.
Durma.
Fale!
Movimentos ________^^^^^^^^^________********_______~~~~~~~~
Ande & desande!
(dez/ 2017)
