Poemas sobre as Ondas
Não adianta sonhar com um mar de rosas.
Mar de rosas não tem ondas. Mas tem espinhos.
Viver é saber navegar em qualquer mar...
Dizem que as cicatrizes vão se curar, mas eu sei
Que talvez eu não me cure
Mas as ondas não vão quebrar o meu barco
Pequenos versos, sons que se cruzam com ritmos e melodias.
Como ondas no mar.
Na leveza da vibração e cores que os ritmos emitem,
Faíscas despertam,
Como mantras ,
Hipnotiza,
Encanta,
E vai.
Nesse espaço quadrado onde se limitam as ondas
Nesse tempo incansável
Como vinil arranhado
O som se distorce
Entrando no ouvido como zumbido de abelhas
E a estrada é longa agora
Na ventania se desfaz
Pedaço a pedaço
Como fumaça
Nós quatro cantos
Nesse quadrado imaginário
Ondas e Versos
Dois surfistas em ondas e versos,
Da energia do mar e das rimas,
Na amplitude que o sonho acalenta,
Poeta e surfista às alturas,
Onda quebrando de poesia sedenta!
Quando a arte poética se eleva,
É partícula do mar em movimento,
Fluindo no auge da inspiração,
Se deixando ser onda ao vento,
Ritmando com surfe o coração!
A emoção é sempre fantástica,
Nesse balanço da onda e magia,
Do mar a poesia se inspirando,
Na luz do sol e som d’um poema,
Nos ventos dos mares vibrando!
Viajar nesses versos profundos,
Sonhar num mar de liberdade,
Surfista e poeta, oito ou oitenta,
Havaí é sonho, poesia é intensidade,
É ir na crista da onda que arrebenta!
Vladimir Batista
Como as ondas que pertencem aos oceanos ,
Já cometi todos os erros .
Quando a noite cai,
Já quero o nascer do sol .
Os versões são incoerentes ,
Feito pedaços de anjos caídos .
Naquele mesmo refrão ,
Rimam imagens que vão ao chão,
Nesse duro e imaginário cenario.
Na anunciação de um novo mundo.
Migalhas de pão,
Lembranças do não.
Vives tu -
Na pobreza dos meus sentidos
nas vagas ondas dos meus pobres
pensamentos
no vazio dos meus desejos
na dolência dos meus sonhos
na agonia do que faço e sou
no peso do meu braço
no andar que me atrapalha
na falta de vontade que me habita
na solidão que me trespassa
na angústia que me atravessa ...
... apenas vives tu! ...
E aí onde tu estas é onde nada sou ...
Sussurros da Alma: Poesia de Encanto e Desgosto"
No mar profundo,
Dança do mundo.
Ondas em rodopio,
Mistério vazio.
O desgosto é amargo,
Fosco, estreito ou largo.
Sombras me machucam,
Olhares sem cor, sonham.
A doce brisa sopra,
Vejo a singela copa.
Os segredos ao vento,
O misterioso tormento.
No compasso, o destino,
Menino, tino, desatino.
A alma chora em silêncio,
Crença, censura, incêndio.
Nas trilhas do coração,
Paixão, ilusão, aflição.
Um sonho desfaz,
Paz, eterno se refaz.
O sorriso já não brilha,
A ilha, trilha, maravilha.
Amor que se tornou dor,
Flor, torpor, sem valor.
No amanhecer do dia,
Sorria, guia, alegria.
Nas asas da fantasia,
Harmonia, a poesia.
O amor é um canto,
No canto, encanto.
O coração, o pranto,
Santo, o meu manto.
A vida é um caminho,
Sozinho, o meu carinho.
Nos passos, o destino,
Animo, divino, ensino.
A esperança é um laço,
Na incerteza, um abraço,
Que enlaço, me enlaço.
Espaço, cansaço, traço.
Assim segue a canção,
Com a paz do coração,
União, emoção, perdão.
Paixão, canção, reflexão.
No céu azul e vasto,
Brilha, apaga o nefasto.
Um sabre de luz, o manto,
Um sol radiante, o santo.
Na noite escura, o desgosto,
O amor é um bom encosto.
Abraço terno, um doce canto,
Fosco véu que cobre o santo.
No desenho o meu olhar,
Segredos vêm se revelar.
Um sorriso, um suspirar,
Amor, clamor, ar respirar.
Sigo o meu caminhar,
Sem medo de arriscar.
Nesta arte, verso a verso,
Construo o meu universo.
Na poesia se entrelaça,
Superação se abraça.
O desgosto vira raça,
Na raiz, eu e a praça.
O desgosto, o gosto,
Fosco, oposto, o posto,
Na poesia, o encanto,
E no verso, o pranto.
A tristeza é a cruel fera,
Que espera, desespera.
Mas a alma se recupera,
Espera, hoje, primavera.
Cabelo De Ondas
As vezes me pergunto o que a de mim
O seu vestido branco
me lembra um folha de Jasmim
Quando te admiro, você vira meu vício
O seu beijo, tem um leve gosto de mel
Você é minha estrela e eu sou o seu céu
Sem você comigo, me via na solidão
Seus cachos longos me lembra ondas de verão
Dedico pra você minha morena cor bom bom.
03:20. Magnus
Filho do Passado -
E há silêncios na rua do meu medo
por entre as vagas ondas d'um Sol abrasador
e páira pelo ar o suspiro d'um segredo
deixando em quem lá passa desamor.
Sou na vida um deserdado sem esperança
um filho do Passado só e triste
Alguém que já perdeu a confiança
numa vida que não vive, só resiste.
Sou um filho da poesia, endiabrado,
a pausa entre as notas que faz a melodia
a memória d'um mendigo rejeitado
que vai matando a vida dia a dia.
Sou alguém qu'inda se lembra do ter sido
uma culpa que não tem pai, bastarda,
os olhos d'um desenganado, vencido
ou até o Pranto de Maria Parda.
Você é a tempestade que atiça minhas ondas,
Desfaz a calmaria e me deixa inseguro.
Você é a tempestade que me joga contra os faróis,
Perdendo o controle das ondas
e me arrebentando sobre o cais.
Força implacável e violenta,
Já não posso mais ver o porto...
Pois tudo que resta
é essa tormenta.
Nunca surfar nas ondas dos que conhecem o mar,
sem antes se incluir das técnicas e equipamentos.
Para crescer tem que se validar com evidencias,
que eliminem as distorções em troca de espaços para realizações.
Na brisa suave do mar
O sol brilha sempre lá
As ondas dançam ao som
De uma canção de paz e bom
O barco segue sem medo
Em busca de um novo caminho
Com o vento na vela e a esperança
De um futuro repleto de alegria e dança
E assim vamos navegar
Sem nunca esquecer
Que a vida é uma jornada
E precisamos sempre sorrir e cantar.
Ela mexia o café
Ele espiava o mar
Hialino olhar
Ela queria sol de bronze
Ele queria ondas
de mergulhar
Ao sol tornaram-se areia e mar.
Há paz em ver o mar
Sossego interior
alimentando o sol
Versos em suas ondas
lembram-me que ontem,
pensativo, contei estrelas
Na areia a gaivota
silencia o semblante
A tarde envelheceu...
- Sozinha -
estudei tuas ondas
corri nu em sua praia
você, me convidou a molhar os pés
e finalmente tomei a bravura de um exército
e velejei no teu oceano
em um barquinho de madeira
e te amei a cada maré
mesmo sabendo que uma hora outra tua tempestade me afogaria
"Sempre terão os ricos raios rubros,
servidos aos sons de suaves ondas,
místicos mistérios e magias."
Sentimentos eternos
No âmago do meu ser, um amor intenso,
Que me envolve em ondas de paixão ardente,
Sou um rio a correr no leito da emoção,
Sob o olhar de Fernando Pessoa, minha mente.
Neste oceano de sentimentos que me invade,
Revejo-me no espelho dos versos lusitanos,
Como um fado que se canta ao coração,
Embriagando a alma com sonhos insanos.
Ah, o amor, essa chama que me incendeia,
Que transcende os limites da realidade,
Sinto-me um heterônimo em seu enlevo,
Vivendo múltiplas vidas em sua intensidade.
E em cada verso escrito com alma ferida,
Desperto a saudade que me embriaga,
Como qualquer em seu desalento,
Procuro-te em cada esquina, oh doce amada.
És minha Mensagem, meu sonho transcendental,
Aquele que busco nas palavras de Pessoa,
A musa que desperta em mim versos eternos,
Nas linhas e entrelinhas da poesia que ressoa.
Tu és a flor nos meus versos de amor,
Sedutora e frágil como uma flor em desabrochar,
Envolvo-te em metáforas que cantam ao luar,
Exaltando a grandiosidade desse sentir a pulsar.
Ah, mas também carrego o vazio,
A contemplar a natureza e sua simplicidade,
Amo-te com a pureza de um olhar singelo,
Num encontro de almas que transcende a brevidade.
Em ti, o sereno e conformado,
Aceitando a fugacidade de cada momento vivido,
Mas, no íntimo, anseio pela eternidade do amor,
Como o poeta em mim, meu eu desmedido.
Escrevo um poema sobre o amor sem fim,
Fernando Pessoa, guia-me nesta jornada,
Com tua sabedoria e alma que não tem fim.
Que meus versos ecoem na voz dos poetas,
Numa sinfonia de palavras que ecoam no ar,
E que o amor, essa força grandiosa e eterna,
Seja a musa inspiradora em cada respirar.
