Poemas sobre arte

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O axioma da Decisão

“Decisão não é ciência, é arte — a arte de saber o que, quando, onde e como fazer o que as circunstâncias exigem, causando o mínimo ou nenhuma dor”

Autor: Ney Paula Batista

A Palavra Permanece




A minha arte incomoda. Incomoda tanto que fui banido dos serviços da META. Incomoda a extrema-direita. Ainda assim, minhas palavras continuam encontrando outros caminhos. Já enfrentei censura em jornais impressos e sobrevivi. Não será a censura de uma empresa que transformará minha escrita em silêncio.




A META passará. O que escrevo permanecerá. De alguma forma.




Há muito tempo desafio a extrema-direita, e nunca conseguiram me apagar por completo. Sempre ressurjo. Pela minha própria escrita ou pela lembrança deixada na escrita de outros. Às vezes, por uma citação. Outras vezes, apenas por uma ideia que segue circulando sem que sua origem seja lembrada.




E mesmo quando não houver redes para me citar, estarei presente no pensamento que ajudei a provocar. A empresa hoje poderosa será apenas mais uma empresa na história. A palavra, a ideia e a arte lançadas por mim e por tantos outros artistas perseguidos continuarão seu percurso.




Empresas podem falir. Plataformas podem desaparecer. Impérios econômicos podem ser substituídos. Mas as ideias atravessam o tempo. E a arte, quando encontra eco, permanece.




O texto reforça a permanência das ideias em contraste com o caráter transitório das empresas e instituições, mantendo o tom combativo associado à voz ensaística de William Contraponto.




Sigo na rede: Aqui no blog oficial, em inúmeros outros site nos quais sou citado. Em outras redes não associadas a empresa citada. Ou seja: YouTube, TikTok, X (twitter), nos meus livros publicados no que podem ser adquiridos aqui (em breve gratuitamente), no Clube de Autores ou no Google Livros do PlayStore em português em versões escritas ou adaptadas em espanhol. Etc. Etc...


William Contraponto

Terapia da arte


Minhas obras têm propósitos definidos,
Tem detalhes, vibração e emoção,
Traz na essência histórias bem vividas,
Para o presente é trazida,
De uma época que foi paixão.


Fazer arte é um desafio,
Que me traz muita emoção.
É como ouvir um vinil,
E guardar no coração,
Preenchendo todo vazio.


Criar réplicas é trazer de volta.
É copiar o que existiu,
É dar um giro de meia volta,
E sentir até arrepio
Com uma cópia aqui retratada.


Criar miniaturas como forma de terapia
Elas permitem uma perspectiva única
De ver detalhes, de modo diferente da fotografia
Na verdade, uma arte nova que se cria.


As miniaturas criam cenários
Resgata memórias, revive paixões,
São elos que se conectam com o passado
São os detalhes que revelam emoções.


Fazer a arte é só o começo
Eu continuo no meu batido
Fazendo da arte que não tem preço,
Para um público comprometido.


O artista cria e dá formas,
A arte nasce do abstrato e acaso
Figuras, Horizontes e coisas…
Se transformam em retratos e vasos.


A arte é a cultura feita à mão,
O trabalho que nasce do imaginário
Toma a forma e nasce a criação
Dando vida e beleza ao cenário.


Raimundo Nonato Ferreira
Setembro/25

A Corrida dos Insensatos e a Arte de Escolher a Paz
Enquanto muitos correm a maratona da vida carregando mochilas pesadas de poder, ganância e a ânsia de passar a perna no próximo, vejo essa cena com espanto. É como se estivessem construindo castelos de areia na beira do mar, agindo como se fossem donos de uma eternidade terrena, esquecendo-se de que o palco é passageiro e o espetáculo um día acaba.
A minha bússola aponta para outro destino: a paz.
* Moeda sem Cotação: Para mim, a tranquilidade da consciência não tem preço e jamais entrará em leilão.
* O Farol e a Ventania: Se alguém insiste em vestir a armadura da razão a qualquer custo, eu simplesmente aceno. Não gasto meu oxigênio tentando consertar a ganância alheia. Aviso uma vez para demarcar o meu lado, abro a cancela e deixo o viajante seguir na sua estrada apressada.
No fim do dia, a contabilidade final não será fechada com os fiscais da terra, nem cobrada nas mesas de negociação dos homens. O acerto de contas é lá em cima, com Deus. Prefiro chegar na linha de chegada com a alma leve a carregar o peso de um tesouro que não levarei comigo.
E você? Prefere acumular razões passageiras ou cultivar uma paz que dura para sempre?

O que dizer
(Evaristim)

O que dizer de política
Arte de controle de massa passiva,
Manipuladora de multidão
Que sempre usa do social a religião?

O que dizer do político
Esse animal astuto e cínico
Manipulador de multidão
Que usa o ódio ao povo do social a religião?

O que dizer de um povo
Que não estuda o jogo,
Não pega um livro pra ler,

Vendo a própria vida no lôdo
Esperando por salvação do nada aparecer,
Mas não se compromete em amadurecer?

feradapoesia.blogspot.com

... do imperfeito ao perfeito,
a arte de viver demandará perspicaz
reconhecimento e similitude com nossa
estimável interioridade de espírito em
laboriosa feitura - para tanto, as infindáveis
idas e vindas favorecendo tão
extraordinária jornada...
Assim é!

... da rudimentar cognição
aos expressivos lampejos de sabedoria,
a arte de viver, exigirá perspicaz similitude
com nossa inalienável interioridade como
espíritos em fazimento... Para tanto, as
ininterruptasidas e vindas por mundos
e humanidades endossando
tão especialíssima
travessia!

... a arte,
é o ente abstrato que
entrevê e avança sobre realidades
e ambiências inacessíveis aos seres
comuns, buscando resgatá-los
do jugo e das limitações
deste mundo1

... a sabedoria
é fruto da boa observância
do que seja a arte de viver — de
uma meticulosa percepção de seus
fartos contrastes e encantamentos que
sempre têm algo a nos dizer,
por nos ensinar!

Talvez meu maior defeito seja essa necessidade imparável de expressar o que sinto pela arte. Eu não sei fazer uma música "do nada". Não sei ver um filme e criar inspirada em uma história fictícia ou longe da minha realidade. Se não escrevo ou canto, sufoco. E não basta criar, preciso mostrar ao mundo.
As vezes seguro coisas que faço por medo de consequências. Por medo que alguém entenda errado, ou que aquilo machuque alguém que me importa, mas me machucou e gerou aquilo em algum momento. O problema é que sinto que sufoco a cada segundo que seguro algo que precisa ser dito, e não sei o quanto ainda posso resistir segurando tudo isso.
E se quem gerou o que me fez compor ou escrever nunca tivesse acesso ao que fiz, sinto que seria como guardar tudo só pra mim. Não quero atingir, apenas falar. Por muitos anos calei todas as minhas dores. Na infância, sempre fingia estar bem, mesmo quando todos os dias era humilhada em ambientes escolares extremamente hostis. Talvez isso tenha me feito ser assim hoje, e talvez o que chamo de "grande trauma primordial" tenha tido tanta força por isso, me afetando até hoje, em 2026, mesmo que tenha acontecido quase em outra vida, em 2011.
Quando eu escrevo, é porque já não tenho opção. Quando escrevo é porque é isso ou desaparecer. É porque é a única forma de suportar e sobreviver a mim mesma. É porque ou grito, ou deixo o que calei continuar me corroendo por dentro. Eu queria poder ser sincera, e explicar as coisas para quem precisa saber, mas na maior parte do tempo isso não é uma opção, e muitas vezes, tentando me explicar, parece que só consigo estragar tudo de vez.
- Marcela Lobato

Vamos repensar?

Erich Fromm — “O amor é uma arte.”

“Uma sociedade que ensina a consumir tudo desaprende a cultivar algo. O amor deixou de ser uma construção diária e passou a ser uma expectativa imediata.”

Carlos Eduardo Balcarse

No vale das sombras, o vazio é rei, as pessoas são só pessoas e a solidão é uma arte,
No vale das sombras, os sonhos não existem, as palavras são desconexas e a ponte só pode ser vista até sua metade descoberta pela neblina interminável,

No vale das sombras, o céu é cinza, os labirintos existem e o encontro de si próprio é inevitável.

⁠Sem pedir a arte
das tuas mãos
tu haverá de me dar
com a liberdade

Sem ócio e sem
quartel quero amar
cada território seu,
Do jeito que Deus
te fez e me deu.

Amar-te bem mais
do que do que
demais ainda não
será o suficiente:

Só quero loucuras
de amor entre a gente.

Ações coloniais
matam com fuzis,
Eu sou a arte que mata
com todas as cores,
Posso me vestir com
todos os tipos de mortes,
Porque sou a poesia
que mata com palavras.

Revisitar a fé em Deus,
Sem esquecer seus princípios,
Colorir a visão com arte,
Entender que não fazer Sol
também faz parte,
Adoçar a palavra
com poesia e serenidade,
Cultivando o jardiminterior da liberdade.

Leio cada linha do seu subtexto
que carrega mais do que mostra,
Além de seduzir, arte elevada
sou presença, constância
e substância até a distância.


Não quero que haja controle:
quero desejo, resposta e êxtase.
Não quero que haja negociação,
quero que venha como um furacão.


Sim, eu quero tomar e ser tomada,
por tudo o que é profundo e sem limite.
Desde o primeiro instante do clique,
da primícia do jequitiguaçu em flor,
da colheita e do preparo para o banho de amor.


Caminhar sobre o meu chão pátrio
e amoroso que também é feito
de mais de mil mármores e dolomitas:
Brincar além do tempo e soltar pipas.

Renascer para mim
é em algum lugar
encontrar você,
para começar a viver:
com a melhor arte.

A arte perdida de seguir em frente sem explicações.


Apenas siga e deixe que as pessoas presumam o que quiserem.


O resto é interpretação alheia.

A completa complexa arte de viver e gerar uma vida,
Desde a finesse do ventre pequeno ferido,
Ao espaço de tempo do primeiro minuto de vida.

Diga não ao plágio. Talento é o seu, o meu, o nosso. Na arte de cada um, com o seu crédito.

Debbie Villela