Poemas sobre Alma
ALÉM DO ÓBVIO
Não me contenho com as verdades pré-estabelecidas nesse mundo; minha alma chama distante, meu espírito busca na saudade, o portal para casa.
A verdade que carrego, expande-se além do plano material, além da baixa gravidade, além das estrelas que mesmo, distantes, ainda permeiam sua luz fina e elegante na terra.
Somos constelações em outro universo, somos o amor universal, somos o brilho que outrora se esvanecia com o tempo.Na morte te encontro e no vento estou presente; teu choro inocente marca a entrada de uma alma que anseia sua casa; teu choro colhido da respiração e também da chegada do oxigênio, é o marco da tua perca de consciência, e da ressignificação da tua memória, para que tão somente o mundo brilhe ainda mais, seguida na luz da estrela que te guia.
Sou o acaso, e tu és obra do acaso. Em ti, estou, pois, de ti, desenhei todos os traços, enquanto chorava a disposição que teve ao se entregar nesse mundo cruel — que ainda carrega o amor nas entrelinhas — as entrelinhas criadas pelas minhas lágrimas, perante a criação das tuas linhas.
Realmente, o amor é o amanhecer da vida...
Podemos nos considerar vivos, se houver em nossa
alma aquela capacidade de sentir amor...
Amor por algo ou alguem... mas que seja AMOR...
O AMOR É DA VIDA, O AMANHECER
Marcial Salaverry
O Amor é da vida, o amanhecer,
e nos acompanha desde que nascemos,
e temos que o merecer,
enquanto vivemos...
Em nossa infancia, que é nosso amanhecer,
em nossa juventude que é nosso entardecer,
até nossa idosidade, que é nosso anoitecer...
Como o amor é da vida, o amanhecer,
vamos amanhecer com amor,
para um amoroso entardecer,
e um delicioso anoitecer...
sempre tendo de um amor, todo calor...
Principalmente, o amor a Deus, nosso Criador...
Marcial Salaverry
Ela canta alto, mal, confesso, mas alegra a minha alma.
Ela desenha torto, sempre sai algo engraçado, mas é a tinta que eu preciso.
Faz sujeira, e lá vai, juntar os próprios cacos da sua lambança, mas eu ajudo-a resolver, isso é a nossa intimidade.
Os beijos, acredito que dentre as infinitas coisas boas que ela faz, seja uma das melhores coisas.
Amá-la não é fácil, não é boa todo tempo, mas o incrível é que mesmo errando, ela faz incrivelmente, o tempo todo ficar bom.
Sua alma Agita
Borboleta flor ou amor
Estrela ou linha do Equador?
Te amo senhora te amo senhor.
Eu te amo brotinho de flor!
Estou meio cansado e o corpo chora
Um banho com você a alma implora
Duração minima de luar até a aurora!
Porque não é proibido sonhar aqui agora!
Ascenderia o riso mais bonito para ti esquentar.
Te levaria para morar na lua
faria uma fogueira para te aquecer.
É bom saber que vinho bom tem cor roxa
Saindo da fonte mais linda a sua boca.
Eu sou a fidelidade da primavera de compor amor!
E com o pensamento em você o tempo pode sempre virar.
Eu vou plantar o seu terreiro e o seu corpo inteiro,
De flores para você dançar com perfumada rosas.
Nossa que prosa mais gostosa o lema com poema
Foi você quem fez com os dedo do artista.
Tu és bonita e sua alma agita o meu mágico amor.
Fazer juramento e tatuar na pele tua cor
e o sabor elevado da sua saliva na minha boca.
Planta jardim juntos e a dois florecer!
Amor verdadeiro não morre sempre renasce.
Uma fênix saindo das cinzas de energia lilás
Hoje e sempre mais quero é sonhar com você!
Para sempre saber que o sol de sua alma tem poder.
As vezes derrete as ceras do meu pensamento.
Esse momento de alegria são flores e poesias.
Que depois um anjo vai declamar para nos dois.
Eu te amo com toda a minha alma
Você é a luz que ilumina o meu caminho
Você é o sorriso que alegra o meu dia
Você é o sonho que me faz acordar
Mas eu sei que você não me ama como eu te amo
Você é a faca que fere o meu peito
Você é a sombra que escurece o meu destino
Você é o pesadelo que me faz dormir
Eu te amo com toda a minha dor
Você é a razão do meu sofrimento
Você é o veneno que me mata aos poucos
Você é o silêncio que me faz gritar
Coração Dolorido
No fundo da minha alma, sinto um vazio sem fim,
A dor que me consome, eu não entendo assim,
Sempre fui um ser de amor, com gentileza no olhar,
Mas algo em mim mudou, e eu comecei a machucar.
Sempre dói, sempre dói,
Quando foi que aprendi a causar dor?
Meu coração se quebra em pedaços,
Eu me perdi em labirintos devassos.
Lembro dos dias tranquilos, onde a paz me acompanhava,
Mas o caminho escuro me fez desviar da estrada,
Aprendi a ferir com palavras afiadas e frias,
E agora me pergunto: por que deixei a bondade vazia?
Sempre dói, sempre dói,
Quando foi que aprendi a causar dor?
Meu coração se quebra em pedaços,
Eu me perdi em labirintos devassos.
Mas ainda há esperança em meu peito,
Quero voltar a ser o que sempre fui de direito,
A dor que causei, preciso remediar,
Amar e cuidar, com a alma em paz caminhar.
Sempre dói, sempre dói,
Quando foi que aprendi a causar dor?
Meu coração se quebra em pedaços,
Eu me perdi em labirintos devassos.
Mas a luz brilha no horizonte, o perdão é minha luz,
Vou trilhar o caminho da redenção, meu coração seduz,
Aprendi com meus erros, irei me transformar,
Deixarei a dor para trás, a bondade irá reinar.
Um sopro de mudança no ar,
Desperta a alma, faz o coração pulsar.
Um vento que traz renovação,
E abre portas para a transformação.
Sopra suave, trazendo esperança,
Desfazendo amarras, rompendo a trança.
Um convite para ousar, para voar,
Deixar para trás o que já não faz vibrar.
Esse sopro traz coragem e fé,
Inspira corações a seguir de pé.
Muda destinos, acende a chama,
E mostra que a vida não é só drama.
É um sopro que quebra a rotina,
Que convida a sair da zona da sina.
A brisa do novo, do desconhecido,
Que leva o medo e traz o sentido.
Deixe que esse sopro te envolva,
Permita-se ser levado pela revolta.
Abra as asas e voe para além,
Deixe que esse sopro te guie além.
A mudança está no ar, sinta-a a passar,
Deixe que esse sopro venha te abraçar.
E na dança dos ventos, em plena harmonia,
Encontre-se em transformação, todos os dias.
Dicotomia - Anestesia da Alma
Somos Animais capturados pela cultura, nos debatendo em grades, nos encarcerando em busca de segurança.
A dor maior é apostar nessa racionalidade, ao invés de nos aliar a nossa natureza interior.
Nossos instintos essenciais sao anestesiados, para sobrevivermos em um sistema que nos escraviza.
Nossa alma grita e pede socorro. O mundo implora, Salve-me!
Seria ínfimo de que os olhos
São como a "janela" da alma
Nem todos conseguem perceber
É mais cabível se fosse a "porta"
Pois permite até encontrar
Além da alma
Um caminho libertário.
Ferramentas
Um deleite tão grande
Minh’alma se expande
No limite da fraqueza
Uma régua sobre a mesa
Nesse tortuoso caminho
Aferrolhado, atado e sozinho
No peito a dor de um lado
Na gôndola um esquadro
Uma agulhada amedronta
A emoção toma conta
O coração se contrai
O maço e o cinzel no mesmo lado
Ora d’ante atribulado
A angústia que sentia sai.
Na metanoia dos pensamentos, a alma se transforma,
Em versos e rimas, a jornada se desdobra.
Do velho ao novo, a mente se liberta,
E o poema ganha vida, no pulsar de cada letra.
Ter você
Não é apenas uma ilusão
Ter você é a realidade que meus desejos procuram
A minha alma tem sede, e o meu coração preenche de sentimentos guardados por apenas uma pessoa
Pode passar o tempo que for, dia após dia, mas a certeza do meu amor, apenas me faz entender o quanto eu te amo..
Amores e dores perdidas
Cativada seria a alma do viajante
Por as nuvens de chuva
Raios de sol
E brilho da lua
Pensaste que a paisagem
Daria lugar ao acaso
E que ao ouvir um sabiá
Lá estará (de contramão)
Em meu corpo não há lugar
Pra tamanha desventura
A flama de uma paixão
Que de sol se torna lua
E que coberto pelas nuvens
De repente, se vão.
Haikais-Aibun
Tudo termina
Dentro de mim a alma silente
Se pergunta como será
A chegada daquela visita
que ninguém deseja?
Pois ela nos põe medo,
Não sabemos o seu segredo.
Não,não! O medo não é de covardia
E sim, por ser desconhecido.
E sobretudo desumano ao vermos
Alguém inerte sem noção daquele
Momento,certo, reservado a todos nós!
E que ninguém se coloca no lugar.
tudo termina
no esquife gélido
a morte chega
Mary Jun
No abraço do gato, o amor se encontra,
Entre páginas de livros, a alma se encanta.
Nas linhas e versos, a magia se revela,
Gatos, livros e amor, tríade tão bela.
Novo Despertar
No emaranhado de versos, um lamento ecoa,
Das palavras cantadas, minha alma se entoa.
Identificação profunda, preso ao passado me vejo,
Ainda somos os mesmos, vivendo como nossos pais, ensejo.
Mas para quem não vê, o novo sempre se faz presente,
É nele que deposito minha fé fervente.
Anseio por mudança, por uma alma atualizada,
Uma nova era, uma versão renovada.
Para enxergar o novo, é preciso expandir,
Meus horizontes limitados, abrir,
Aceitar e permitir essa nova era que me aguarda,
E assim, embarcar na jornada, a vida me conduzirá
Ergo-me corajoso diante do que virá,
Reinvento-me, não mais me prendo ao que já foi,
A cada passo dado, a cada escolha que faço,
Me aproximo da essência, do meu verdadeiro traço.
Ah, o tempo é sábio, seu curso não se abranda,
Mas é na mudança que a vida se expanda.
Que eu possa, como um rio, fluir,
Descobrindo a cada dia a alegria de existir.
Então, que o novo me encontre de coração aberto,
Em cada desafio, crescimento certo.
Que a alma se renove, transforme-se em luz,
Na dança da vida, encontre o meu próprio compasso seduz.
A nova era, a nova alma, estão à minha espera,
Na aceitação e permissão, a chave se revela.
E assim, sigo adiante, com coragem e gratidão,
Desvendando os mistérios da minha evolução.
Que as palavras cantadas, eternas em melodia,
Inspirem minha jornada, minha poesia.
No eco do passado, encontro o novo a pulsar,
E minha alma, renovada, está pronta para amar.
Caminhos da Fé
Na encruzilhada da alma,
Divergem dois caminhos:
A fé sem questionar e a fé com razão,
Duas vozes em conflito.
A fé cega, em seu véu de incerteza,
Sem indagar, segue adiante,
Preservando antigas tradições,
Mas com as dúvidas sussurrantes.
Já a fé raciocinada, abraça a razão,
Busca respostas no saber,
Em constante diálogo com a verdade,
Sem se deixar cegar pelo poder.
Estranhamento paira no ar,
Entre a dúvida e o interesse,
Pois cada coração tem seu caminho,
Entre a fé e a racionalidade, um endereço.
Alegria e medo se entrelaçam,
Na busca pelo divino entendimento,
Enquanto a fé sem questionar se entrega,
A fé com razão segue em movimento.
Metáforas se entrelaçam nas palavras,
Como raios de luz em cada poesia,
Percorrendo o labirinto da alma,
Despertando reflexões, sem falsia.
Versos libertos, como a mente inquieta,
Abraçam o ritmo das incertezas,
Aliterações, assonâncias em sintonia,
Pintando o quadro das diferentes crenças.
Que cada leitor, ao mergulhar,
Nas entrelinhas deste poema,
Descubra em si suas próprias verdades,
E abrace a fé que o coração acena.
Pois no encontro das duas sendas,
Na dança entre fé e razão,
O espírito se revela, genuíno,
Em busca de uma eterna união.
Eu tirei a venda
E eu liberto minha alma
Do medo que me colocam
Liberdade em minha vida
O amor que eu não posso negar
Livre para ver
- Into The Woods
