Poemas sobre Alma
Eu não busco por perfeição, mas por pessoas sinceras, de alma boa, que sejam fracas em seus momentos, mas que também se fortaleçam e encontrem a sua melhor versão todos dias.
Ser gente não é fácil!
Mas também não é impossível!
Frase de Islene Souza
Tempo perdido
Essa falta é uma tortura da alma
Extrema morte dos dias que passam
Perversidade do sentir o tempo ir
Ir com partidas necessárias
Resquícios de dores e alegrias
Fazem parte dessa variável passagem do tempo.
No silêncio da alma, desperta o clarão, O despertar da consciência, um novo refrão. Entre sombras escuras, luz a raiar, A mente desperta, pronta a transformar.
Em cada suspiro, ecoa a verdade, A consciência desperta, rompendo a idade. Das ilusões se despe, como folhas de outono, Desvenda mistérios, num caminho sem abandono.
Nas dobras do tempo, a percepção se alarga, A consciência desperta, como uma chama que embarga. As correntes que prendem se desfazem no vento, A mente se liberta, voando em novo intento.
Desperta, oh consciência, dos sonhos adormecidos, Renasce em sabedoria, em mares nunca vistos. Desperta para a empatia, a compaixão que sara, Um despertar que transcende, como luz que dispara.
No eco dos pensamentos, a reflexão se faz arte, A consciência desperta, rasgando qualquer parte. Como flores que desabrocham na primavera, O despertar da consciência, uma jornada sincera.
Desvenda-se o véu, revelando o ser interior, A consciência desperta, dança em novo labor. Conecta-se à essência, à vastidão do ser, O despertar da consciência, um eterno renascer.
Assim, na jornada da existência, o despertar persiste, A consciência floresce, como luz que insiste. Num diálogo com o universo, num eco sem fim, O despertar da consciência, um sublime jardim.
ALMA VIVENTE
Meiga, alma gêmea, minha cara-metade
Vives em mim firme de dentro para fora
Co'os lábios cor de vinho como aurora
Não morrerei de amor, és tu fidelidade.
És tu crucial para o meu afago do agora
Espelho da vida itinerária, preciosidade
Do semblante reencarnado da Antiguidade
Onde viveste a filosofia clássica sem hora.
Alma que pesa em si raios de anos-luz
Primazia feita de grinalda, tulipa e lírios,
Margaridas e flores de laranjeira, reluz
Um trajeto de pétalas, desvio de delírios,
Incredulidade com sermão que conduz
A multidão confiante nos grandes círios.
Diz a lenda, que quem usa palavras gentis com o semelhante vive com a alma perfumada e assim como um jardim florido atrai borboletas e beija-flores.
Como esquecer tua pessoa ?
Como funciona a sensação que perfura a alma?
Essa inquietude caótica
Essa vastidão de sentimentos bons e ruins
Essa intensidade daquele pulsar ardente
Essas linhas extensas da minha existência miserável
Apenas construo palavras que serão jogadas ao vento
Pois não ver , não escuta, não contempla minhas mensagens extremas.
"Me invadiste com ternura e amor,
em seus braços me fez morar .
com minha alma vestida de dor,
me despiste até conseguir me encontrar ".
Navegar é preciso, viver não
Navegar é a essência
Da alma sedenta por aventura
Agonia pela vastidão das emoções
Amplitude do descobrir
Extensão derrama suas linhas cativantes
Versos são caminhos extraordinários
Poesia feita do mar e sua profundidade.
Minha alma canta em alegria.
E meus lábios seguem a cantiga.
Com meus olhos a brilhar.
Sempre que contigo vou falar.
Sinto minha alma se despedaçando.
Toda vez que você me deixa em branco.
Meu peito dói.
Minha alma chora.
E cada vez mais o nosso amor evapora.
Meu fantasma
Uma alma e um sorriso rasgado,
Um amor guardado à minha volta.
Ainda te vejo correndo no corredor
sobre o soalho frio e vazio.
O pano vermelho que me trouxe a morte
Cortou o teu sorriso num piscar de olhos;
Perdi-te de vista e foste embora!
Oh minha rainha!
Entre o sorriso e as últimas lágrimas,
Guardei as tuas lembranças.
Eu vi o teu princípio e o teu fim;
Bala sobre o peito e fluxo de sangue.
O teu corpo dormia sobre os meus braços;
Um abraço forte anuciava o teu fim!
Num frase muda, senti tua respiração
Teu perfume pairava sobre o ar!
O teu coração anuciava a tua partida
E no fim do verso me vi de joelhos
Numa oração infinita sem fé.
Eu vi o que sobrava:
Uma despedida fria
Congelando o meu coração
Num infinito rio de lágrimas salgadas.
Cobres-me os pés nos dias frios,
Abraço-te entre lençóis vazios,
Beijo-te na brisa do mar,
Abraço-te sobre as águas tranquilas
E vejo-te no pôr do sol!
Dás-me infinitos beijos
Te desejo oh meu fantasma!
Não deixe de visitar-me, oh minha alma caída!
Metáforas e Rimas
Se eu te amar,
Vou me entregar de corpo e alma
Você me faz sonhar,
E aos poucos
Me faz perder a calma
Se eu me entregar,
Eu vou pedir,
Só mais um pouco
Desse teu corpo nu
Vou te dar um amor
Do tamanho do céu azul,
A gente vai andar,
Na areia do horizonte
Vamos se amar
No céu estrelado
Depois do universo,
Eu continuarei apaixonado
Entre metáforas e rimas,
De uma coisa terei certeza
Os teus olhos de luar
Realça a beleza
Do céu e do mar,
Amores reais
Meu coração deseja,
Jantar a luz de velas
E a paixão, de sobremesa!
Esteja consigo mesma, em paz e sem o barulho que tem fora da sua alma.
Resguarde seu silêncio e expanda internamente seu amor.
Sentir esse amor de dentro (e não o contrário), permitira à você, a visão de como interpretar e interagir com o amor que vem de fora, a amizade, apenas dita e não sentida de fato, irrelevante pensar ou achar do outro.
Entre para dentro e venha segura de si para fora.
A música cura a alma
A escrita cura a mente
A dança cura o corpo
E você, tem o poder de se autocurar !
Escrever sobre si é fotografar a alma,
o momento,
os sentimentos
É capturar com precisão um tempo que nunca mais voltará
É transformar a dor em arte
É perceber a sua evolução e permitir a reflexão de anônimas pessoas,
que podem - ou não -
se reconhecer nesse imenso espelho
construído por palavras
Escrever é eternizar e,
ao mesmo tempo,
se fazer eterno.
A SOLITUDE
Na solidão silente, ecoa o ser,
Entre sombras, a alma a renascer.
O silêncio, poesia do coração,
Na solitude, encontro a reflexão.
No vasto campo da própria mente,
Dança a solidão, suave e envolvente.
Em cada pensamento, um universo,
Na solitude, descubro o meu verso.
Entre páginas vazias, o diálogo íntimo,
A solidão, um amigo autêntico.
No silêncio das palavras não ditas,
Encontro a paz em suas escritas.
Solitude, trilha da introspecção,
Onde o eu se encontra em comunhão.
No abraço do silêncio, descubro a plenitude,
Em cada instante, celebro a magnitude.
AUTO RECONHECIMENTO
No espelho da alma, me encontrei perdido,
Em busca do eu, que por tanto tempo esqueci.
No silêncio da noite, na quietude do ser,
Descobri segredos que me fizeram renascer.
Vi traços antigos, sombras do passado,
Mas também encontrei luz, um novo legado.
No labirinto de emoções, me perdi e me achei,
No auto reconhecimento, minha verdade encontrei.
Aceitei minhas falhas, abracei minhas virtudes,
No espelho da alma, encontrei atitudes.
Cresci com cada erro, com cada acerto aprendi,
No caminho do auto reconhecimento, renasci.
Pelos Caminhos da Insignificância
No fundo da minha alma solitária,
Sinto-me constantemente perdida, sem saída.
Cada passo que tento dar, vira mais um fardo a carregar,
Uma tristeza ardente que não quer me deixar.
Vejo-me envolta das sombras e solidão,
Um vazio que consome meu coração.
A cada olhar no espelho, não reconheço o reflexo,
Uma estranha imersa em um mar deserto.
Sinto-me pequena diante da imensidão,
Um grão de areia na vastidão.
Minhas lágrimas caem silenciosas como o vento,
E ecoam a forte dor que carrego por dentro.
Porém, a pouco descobri, que a dor que sinto, não é só minha, também é de ti,
Por isso vou contar, o porquê de nós tanto errar.
Por um tempo, em um engano me perdi,
Não são as pessoas as culpadas, percebi,
Mas nós mesmos, por confiar demais, por investir.
Criamos expectativas, sonhos que sempre se desfazem,
Ainda sim, meu, nosso erro continua a persistir, mesmo sabendo o que está por vir,
"Melhor só do que mal acompanhada", eu digo,
Entretanto, todavia, permito que entrem em minha vida.
Não posso, não podemos culpá-los por não terem ficado,
A responsabilidade é minha, é nossa, temos que aguentar mais esse fardo.
"Se meu mundo caiu, eu que aprenda a levar"!
Querendo ou não, é na nossa dor e solidão que criamos forças, para assim, tentar continuar.
"Só a alma penitente – iluminada pela clara visão das próprias fraquezas – é capaz de amar o próximo.
O impenitente, em contrapartida, hipertrofia o ego, cega-se pela soberba e ama pouco, e mal.
Noutras palavras, o amor é para os que têm a grandeza de se verem pequenos".
