Poemas sobre Alma

Cerca de 34687 poemas sobre Alma

⁠Por amor...

Passei uma fita na alma..
Escrevi um poema e estampei...
O sino badalou nas noites frias...
Sem dormir...
Ali eu estava..
Das tristezas que eu sentia...
Por você não está aqui...
Você..
É o lema do meu tema..
E o tema do meu lema...
Tentei disfarçar o que eu sentia...
Mais não consegui...
O meu amor por você...
Florou...
Você foi o caule da árvore dos frutos que eu comia...
Fostes as flores que vinham na primavera...
Fostes as folhas secas que caia para depois voltar a ficar bela e cheia de esperanças...
Foi Milagre do amor...
Sim....
Puro milagre e eu não sabia...
Ilusões talvez me levou a outro rumo...
Fazendo eu perder o bem mais precioso que eu tinha na vida...
Até que um dia eu acordei...
Quero eu agora...
A me entregar á ti...
Oh amor meu...
Faz-me eu te amar como sempre quis...
Faz-me sonhar como nunca sonhei...
Sei que quer o meu amor pra vc...
E como sei...
Quero tirar as pedras e nossas dores
Deixe-me tocar sua alma.
Não seja cruel e fria...
A tua armadura está aqui...
Não à quebre....
Regue e cuide...
Seguiremos juntos....
Nosso amor prevalecerá....
Dos estrelados que em há....
Sonhos mais que a magia...
Vivemos assim...
Eu sou o jardim...
E você é a flor...
Que cuida um do outro...
Não por troféu....
E sim...
Por amor...



Autor :Ricardo Melo..
O Poeta que Voa.

Inserida por JoseRicardo7

⁠Prego e martelo.

Na gavetas da vida...
Onde...?
É claro...
Dentro do fundo de minh'alma...
Guardei sonhos...
Guardei ilusões...
Gardei abraços...
Guardei beijos...
Guardei momentos...
Me embebedei....
Demorei voltar ao meu 'Eu'..
Quando acordei...
Transbordou em mim uma energia Solar...
Mastiguei os poemas que fiz...
Senti o doce e o amargo...
Moderado e sempre com a paz interior...
Dos prometidos a mim...
Não exijo nada..
Mais o Sol e a chuva que cai...
Deles eu não posso jamais abrir mãos...
Os seguro...
Com todas as forças e capacidade que tenho...
Assim...
O meu solo fica nutrido e florido...
Mereço isso...
Ah se mereço...
É direito de todos nós...
Pensamentos meus...
Meu cérebro é um universo...
E nele eu não permito nada enraizar o que não me convém...
Procuro ser somente eu...
Me faço de prego robusto...
Contra marteladas que querem me entortar...
Meu silêncio fala tudo...
A escolha é minha...
E jamais será de outro alguém...
Aceito críticas construtivas...
Sim...
Mais não posso aceitar marteladas destrutivas...
Pra mim..
Tem uma conexão única entre o prego e o martelo...
Uma vez enfraquecidos...
Tanto o prego como o martelo..
Podem vim...
Á se machucar....


Autor Ricardo Melo..
O Poeta que Voa.

Inserida por JoseRicardo7

⁠Com moderação.

Em ti...
Na tua alma e no teu olhar...
Vou eu , colorir...
E não irei resistir...
O doce néctar da tua flor...
Quero eu apreciar...
Saborear com moderação...
Escreverei em teu corpo..
A mais bela canção...
Frutas afrodisíacas , nele quero espalhar...
Cerejas e uvas...
Caldas de morango...
O dançaremos o nosso tango...
Após florida...
Terei o prazer de ser para ti...
O Poeta da mulher....
Mais colorida...



Autor: Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.

Inserida por JoseRicardo7

⁠Mistério em pleno vôo.

Devorei nuvens...
Nao marcando as horas...
Deixei os poros de minha alma...
Falar maia alto que um dia sonhei...
Em vôo livre....
Embalei-me com as forças dos ventos.....
De carona com ele....
Não naufráguei...
Queria eu....
Apenas voar sem sentir...
Voar e sorrir...
E chorar sem saber....
Percorri com as estrelas e cometas....
Barco á vela....
Com a lua singela...
Mistério lunar...
Prateando na imensidão...
Feito louco....
Fone de ouvido e músicas celestiais....
Anjos e arcanjos....
Faziam-me companhia....
Cada bater das asas....
Um poesia que emergia no espaço...
Sepultei meu corpo...
Renasci do nada....
A Cruz....
Ficou leve e satisfatória.....
Onde há temor....
O pássaro que Voa não é Albatroz....
Cegonhas parceiras...
Cada bico...
Uma mochila de inspiração....
Fantasias junto a Estrela Cruzeiro do Sul...
A Dalva....
Alinhou minha caminha na antiga decolagem....
Despertei...
Amei....
Achei que nunca mais iria amar como outrora....
Palavras certas....
Nos momentos certos....
Pensei que as pontes da vida eram intermináveis....
Mais de fato não é....
Bastão como varão....
Deixei as amuletas...
E fui subindo segurando no corrimão....
Algemas mal trancadas tentaram me segurar....
E as quebrei....
No espaço vazio e intenso....
Estátua quebrada...
Me desfiz em pó....
E eu mesmo me evaporei....
Pelo ar...
Ou pela terra....
Eu sei que um dia daqui eu irei....
Mais por enquanto....
Estou voando...
E não sei quando....
Ma aterriçarei....

Autor Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.

Inserida por JoseRicardo7

⁠Fogo da paixão.

Fogo que arde a alma...
Provoca que sufoca...
Um olhar....
Um toque...
Salivas que escorrem....
Mel que lambuzam a pele....
Astúcia nessa hora...
Calma...
Apenas o raçar dos corpos...
No embalo do sussurro...
Gemidos estarrecedores que só eu posso ouvir...
Deixo o silêncio falar alto...
E usando todos os adjetivos de antônimos da indolência...
Privacidade e voracidade...
Sem dor de angústia...
Sorriso bobo...
A Lingerie umedecida...
Fica na cabeceira da cama como testemunha ao amanhecer...
Criando expectativas de outras doses e mais apetitosas ao anoitecer...
Pipoca..
Um filme romântico bem coladinhos...
Açoita...
Olhar que brilha , reluz e seduz...
Inevitável momento...
Incontrolável apetite...
Sabores que engatam...
Dando nó queimando a goela e o esôfago...
Degustação....
Mãos atrevidas e boca sedenta...
E o transpirar que derrama...
Deixando ensopado os lençóis...
Conexão...
Literalmente retalhando e trelando...
Brasa viva....
Rasgando a face do que não se vê...
Sentido único...
Olhares que se atraí...
E nunca mais...
Se desfaz....


Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.

Inserida por JoseRicardo7

⁠O VELHO POEMA.

Doeu no peito!
Rasgando a minh'alma!
O velho Poema
Em um dia de Sol.
Se energizou com a luz...
Anoiteceu...!
Ao cair da madrugada
Encontrei-me com a lua,
Afinei minha grafite,
Quase morrendo eu estava...
Voltei ao cabeçalho,
E entitulei minha escrita,
Senti a dor da viola chorando comigo...
Ouvia até ao amanhecer
Os curiós gorjeavam...
O vento gelado
Zunia minha imaginação....
No solo semeado
Colhi flores e muitas rosas.
O som da gaita
Tinindo se espraiava...
Amanheci!
Chorando com essa poesia.... Renasci!
Nos anos que se foram
Os tabus quebrados eu reconstrui,
Bem longe desse mundo histórias belas vivi...
Do outro lado do horizonte
Senti as estrelas brilharem,
Deixando o velho Poema perfumado.
A voz que rasgava em mim
Se misturavam com as gotas do orvalho,
E em instantes não me encontro mais
Usando os dedos das mãos...
Eles salpicam no meu teclado ilusório....
Acho que não sou eu!
Não sei mais quem sou nesse momento de escritas....
Afino minha grafite novamente,
E percebo....
Opa!
Como escrever com grafite
E teclado de uma só vez?
E algo vem a me dizer:
Sou eu!
Sou eu e ninguém mais!
Inspiração e poesia...
Poema e canção;
Versos da alma e coração.
Todos num só!
Seus dedos são a grafite;
Sua alma é inspiração....
E seu acesso a tudo isso...
Tem o coração como teclado,
Que bombeia letras.
E nesse ciclo da vida
Inspira poesias em sua imaginação...

Autor Ricardo Melo..
O Poeta que Voa.

Inserida por JoseRicardo7

⁠A menina dos meus olhos.

De alma Plugada com minha visão..
Busquei abraços...
Busquei risos...
E sentindo o aroma da vida...
Dei fôlego em minha imaginação...
Nessa missão de voar sem destino...
O céu me seduz...
O Sol me reluz...
Sonhar é bom....
Mas o sonho sonhado em vão...
Não relata nada em meu coração....
Abandono o meu ego....
Vou pelos labirintos de uma realidade Seduzido por uma força estranha...
Minha respiração ofegante não me deixa desviar daquele teatro que almejo....
O Temor é forte....
Essa rasgadura que me faz imaginar....
Quão grande é esse nosso universo...
Quando me deparo com o que está a minha frente....
Penso eu...
Como dispensar tons coloridos que me fazem inspirar....?
Não sei quantos poemas já escrevi...
Também não sei qual seria entre eles...
"A menina dos meus olhos..."
Cada um com tem seu brilho....
Trago comigo á essência desde o meu nascer....
Viverei ainda para saber....?
Não sei...!
Caso eu não descubra....
Será esse então....
Que escrevo e deixo em mim mais uma vez....
Renascer....


Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.

Inserida por JoseRicardo7

⁠O corpo carece espreguiçar,
A alma precisa de paz,
O seu rosto se ilumina com um sorriso!

Inserida por giovanabarbosac

⁠Essa regra absurda de mudar sempre de lugar
quase sempre deixa minha alma surda sem poder escultar
que fujo do comodismo que enlouquece
que durmo quando ninguém adormece
tudo e um grande caos quando amanhece

Inserida por statusdepoeta

Certamente com o Natal ainda podemos sonhar, pois neste ano
tudo está diferente, menos nossa alma, que sonhar ainda consegue...

APENAS UM SONHO DE NATAL
(Marcial Salaverry)

Foi apenas um sonho de Natal...
E nesse sonho que nossos corações,
permaneçam prenhes de boas intenções,
levando-nos a agir com fraternidade,
sempre espalhando amizade e solidariedade,
como base para o bem viver...
É esse o verdadeiro espírito natalino,
que sempre deveria nortear nosso Destino...
Para estarmos bem com o Aniversariante,
é preciso entender que há que se amar bastante...
Há que se viver em paz e harmonia,
fazendo disso, norma para nosso dia a dia...
E, quem sabe possamos realizar
um utópico sonho de paz...
Disso este mundo ainda será capaz...
E assim, poderemos nos dedicar
apenas à humanidade amar...

Inserida por Marcial1Salaverry

⁠ZIG-ZAG

No zig-zag da vida....
Um horizonte incerto....
Assim ficou minha alma....
Me deixando no deserto....

Troco as roupas de cama...
Mas ela insiste em estampar...
Nesse ZIG-ZAG do amar...


Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa

Inserida por JoseRicardo7

⁠Com quantas dores forma-se uma alma, madura, experienciada?
Quando de caráter se precisa ter para não se contaminar com tanto caos?
Quantas madrugadas em claro, repensando uma vida estagnada, cansada?
Quantos amores perdidos para que se chegue ao êxtase da solidão?
A vida, condenada por não passar de um mar de interrogações…
Os que pensam, respeitam e valorizam, afogados em um mar de negligenciações…
Em qual momento da vida torno-me sombras, vagando uma débil existência?
FE LI CI DA DE existe? Certamente não. Instantes apenas. Procurá-la é vão.
Somos seres blindados, fugindo da entrega, num círculo vicioso de incertezas.
Almas marcadas, manchadas, feridas, que insistem na histeria de sonhar…
Que insiste ferozmente no desejo de cuidar, de viver, de amar.
No fundo, temos medo de findar a vida sem memórias de quando o tempo pára…
De quando a alma vibra e agradece. Vivemos em prol de instantes…
Vivemos (ou vagamos) em busca do que faz pulsar, vibrar, amar…
Um eterno doar-se, por que, no fundo, só o amor faz sentido!

Inserida por Jossana_Rocha

⁠Batuque.

Distraído pela vida...
Emoções...
Medos...
Dúvidas...
Na alma...
Senti um dedilhar das mãos do criador....
Me debulhei sobre o solo....
Lagrimas que regaram meus passos...
Nesse momento...
Uma estrela....
Veio me dizer...
Levanta-te Poeta....
Vôe....
Pegue suas asas...
Vá...
Se cair...
Sangre...
Troque seu sangue...
Essas veias...
Foram feitas para o sangue circular....
Nesse momento...
Uma formiga em meu pé me mordeu...
Um pulo saltiado....
Bati a cabeça no teclado...
Eita...
É fogo...
E fogueira...
Oh paixão....
Bate coração...
De partida....
Tum-tum-tum....
Eita....
Vou aqui...
Soprado por uma boca de fogo....
Aqui.....
Inocente...
Mais coerente...
Desertos as espreitas...
Campos verdes...
Ao horizonte....
Chora poema...
Canta poesia....
Alma Ramificada...
Sol e chuva....
Agora tô aqui...
Massacrando uvas...
Sangra Poeta...
Entre....
Pois as portas estão abertas....
No gorjear dos passarinhos...
Faça sua orquestra....
Deixe o coração....
Entre no bailado da razão...
Segue o roteiro....
Errou....
Leia direito...
Memorize....
Entre no palco....
Calce as sandálias....
Esquece a botina de salto alto...
No bate pé , bate pé....
Esqueça e faça o Gol...
Tente emitar o Pelé....
Chora viola...
É no zunido do tambor....
Zabumba sem cachumba....
Deixe esse horror....
Eita peão xonado....
Asas abertas....
Deite e cante no tablado....
Chora violino....
Esse Poeta....
É pior que menino....
Não se agonia....
Tic...tuc...tic....tuc....
Aqui deixo....
O beijo meu...
Pra todos vocês...
Mais um poema...
No ritmo do batuque....

Autor :Ricardo Melo
O Poeta que Voa.

Inserida por JoseRicardo7

⁠Reflexão.
O ovo e a batata.



Está frio....
E ele insiste em ficar silecioso...
Em nossa alma...
Existem vales de blocos congelados...
Excesso de nevascas que tempo moldou...
O clima vai mudando conforme as estações do ano...
Quebrar e derreter essa rocha gelada...
Eu sei que não é fácil...
Em certos pontos devemos pisar firme...
E isso fará algumas rasgaduras onde pisamos....
Na revolta que meu cerebro armazena....
Por alguns momentos exalam faíscas....
Sozinho...
Tento me aquecer com as fagulhas que soltam....
Por dias e mais dias....
Bate uma sede e uma fome incontrolável...
Tudo muda...
O vento e o tempo me dizem...
Vá....
Caso Tropece nas fendas...
Os blocos irão cada vez mais se apartar...
Paciência....
Muita calma nessa hora....
Mesmo com a alma vazia....
O oxigênio é solúvel em certas altitudes.....
Mato a sede de algo que não vejo....
Me alimento do próprio Sol.....
E sinto em mim , a prova do fogo....
As lágrimas caem....
E super aquecidas racham o gelo....
Percebo...
Que inusitada fé...
Que essa natureza nos trouxe.....
Chorar...
Chorar muito....
São elas que fazem...
Sermos fortes....
São elas que derretem os blocos congelados que há dentro de nós mesmos.....
Mas o quê é de fato chorar....?
Ser emotivo por qualquer coisa....?
Não....!
Mas o choro que rasga a face...
Daqueles que incham os olhos...
Daqueles que empedram ao redor de nossas pálpebras....
Daquele que só você é capaz de ouvir...
Temos que entender uma coisa...
A água quente amolece a batata que está escondida em sua casca...
É a mesma água que endurece o ovo....
Reflitam....




Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.

Inserida por JoseRicardo7

⁠FASE

Cisma a dor n’alma descrente e fria
De uma emoção solitária e calada
Em sua fronte tristonha e chorada
Pesadas rugas duma sorte sombria

A luz da paixão, vazia de alegria
Carrega a saudade amargurada
Suspira sofrência na madrugada
A solidão, companheira da agonia

Ao pé da lua prateada. Pendente
A boa dita, o bem amigo da gente
Parece que dos céus nada realiza

Geme a brisa no cerrado, agrado
Qualquer, só o penar imaculado
É ventura, fase, o tolerar divisa!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
04/12/2020. 08’22” – Triângulo Mineiro

Inserida por LucianoSpagnol

⁠NATAL
Em nossos corações e até na alma, o natal é sinônimo da reunião familiar e dos amigos mais chegados, nesta que
É a data mais importante e mais comemorada do ano.
Compromisso de presentes de preferencia para as crianças
e uma confraternização cristã e calorosa para todos.
Ambiente que jamais poderá faltar, Deus nesta celebração do nascimento de Seu filho, gerando assim em nós o amor,
o carinho, paz, união, renovação, esperança, harmonia, perdão, reflexão, e desejos de prosperidades, pois se fosse diferente disto, nada teria a ver com a intenção natalina.
Porém se fizeres com que este ambiente divino se prolongue pelo ano todo, com certeza, no final dele estaremos todos iluminados, e mais próximos em nossa emancipação cristã.
A magia do espírito do natal não acontece no desatar dos laços coloridos dos presentes, mas sim nos corações diante tantos reencontros saudosos, ávidos por este aconchego.
Que o espírito divino nos inspire a dar muito amor neste dia, pois este será, certamente, o nosso melhor presente. Aproveitemos esta mágica ocasião para nos conciliarmos com todos, colocando um ponto final nas desavenças ocorridas e apenas uma vírgula na sequencia desta união. Porém não nos esqueçamos jamais de que neste natal, em particular, nos faltarão muitas pessoas incríveis que conosco estiveram no natal passado, mas neste, por esta pandemia, foram selecionados por Deus, a passar com Ele. Que todos eles estejam agora nesta paz, saudosos, mas muito felizes por esta companhia do criador e todos seus familiares e amigos que, ansiosos, já os aguardavam. Que nesta necessária reflexão, nos tornemos melhores com os outros do que melhores do que eles, pois percebemos ai, porém, de maneira sofrida, a nossa igualdade com todos.
(teorilang)

Inserida por ivan_teorilang

Ouvi ao longe um apito de trem
e imediatamente minha alma viajou para um tempo muito distante!
O tempo da saudosa infância, lá pelos oito anos, quando meu irmão e eu fugíamos de casa para ver o trem passar. Havia um campo ao largo do qual passava uma estrada de ferro. Lá íamos nós, abaixo de sol, esperar a "maria-fumaça".
Sem o menor temor, deitávamos sobre os trilhos e dormentes cheirando a peroba! Ficávamos vendo os desenhos nas nuvens até que ouvíamos o inconfundível apito e a fumaça que se formava no horizonte.
Lá vinha ele, todo negro, imponente, enorme aos nossos olhos!
Rapidamente saíamos da linha e nos sentávamos na relva a ponto de acompanharmos os movimentos e os ruídos incríveis que proporcionava. Havia ainda a eventual possibilidade de algum passageiro nos ver e nos acenar, o que prontamente retribuiríamos. Eu, como menina sonhadora, imaginava que um daqueles moços morenos, que acenavam, poderia vir a ser, no futuro, o grande amor que cruzava meu caminho pela primeira vez e que certamente a vida me faria reencontrar.
No fim do dia voltávamos à casa, com cara de anjos
e mamãe zangada tentando descobrir onde tínhamos andado a tarde inteira. Naturalmente mantínhamos segredo para garantir a fuga do dia seguinte.
Cika Parolin

Inserida por CikaParolin

Tudo o que escraviza a alma é opressor.
Não venha me doutrinar com seus conceitos sórdidos para satisfazer seus interesses e me levar cativo para que eu renuncie a minha própria existência.

_ Me deixe livre para eu pensar fora da sua caixa.

Inserida por RaquelMoura123

PECADOR

Espírito imortal, escuro, rastejante...
Alma maligna, deixa-me viver,
Minha vida miserável a percorrer
O caminho do meu sonho, doente.

A cura dos meus pés haverá de ser
Nas trevas da estrada, coerente,
Que insana minh'alma descontente
Já é dor, já é queimar, a não morrer...

Vida que pós vida será amor, será?
Ser deslumbre, quem há de amar
Se lágrimas estende pelo caminho?

Deixa-me viver sem mesmo amor
Que a ti suplico o esplendor,
Triste e curvado, mesmo sozinho...

Inserida por acessorialpoeta

minha alma tanto chora
so queria entender o nascer da aurora

de onde e que flui tantos presentes
se eu não mereço, nem toda essa gente?

eu não consigo fingir
talvez, pra mim eu tente mentir

só, é humano Pai aquele que achar
que um dia esse mau todo, ira acabar

mas a verdade é que todos veem
apenas não sabem se creem

o Pai está no obvio da criação
ora, nascemos pra ser todos irmãos.

apenas oque se leva é oque se faz,
então de coração desejo que suas obras
não sejam más..

Inserida por renank