Poemas sobre Água

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Quem curou Naamã: a água do rio Jordão ou a sua fé?
Certamente, foi a fé.


No entanto, para que essa fé pudesse operar, Naamã precisou primeiro abrir espaço em seu coração para crer no improvável — que, ao entrar na água, seria curado da lepra.


Ele creu no improvável, e então a fé entrou em ação.

«» Quem conhece Jesus
come pão com água e dá glória a Deus.





Quem não o conhece,
até comendo picanha, murmura. «»

"Toda água que o homem oferece é efêmera: sacia por instantes, mas devolve a sede. Todo pão que o homem reparte é finito: nutre o corpo, mas deixa a alma faminta.

Há, porém, uma condição existencial que transcende o contingente. Existe um Ser que não apenas dá água, mas é a própria Fonte. Não apenas reparte pão, mas é o próprio Pão.

João 6:35 revela: 'Eu sou o pão da vida. Aquele que vem a mim nunca terá fome; e quem crê em mim nunca terá sede.'

Esse Ser é Jesus. Nele coincidem o Caminho, a Verdade e a Vida. Não como conceitos abstratos, mas como realidade que preenche o vazio fundamental da existência humana."

A rendição




De joelhos a rendição foi covarde,


Na podridão da futilidade a água suja era servida, mas as suas taças quebraram ofuscadas pelo brilho perpétuo do pecado,


Um grito muito forte umedeceu a sala fria e despertou a inquietude de um corpo teimoso, preso na melodia da recusa,


Na promessa quebrada a confissão veio como canção melancólica e de sabor agridoce,


Quem não soube dividir o mundo comigo, jamais poderia ter levado o meu coração junto a si.

Papéis invertidos




Te carreguei nas minhas sombras,


Te dei pão e água quando precisou,


Te apresentei um mundo que você não conhecia,


Sou grato hoje pôr os papéis terem se invertido,


São tantos ensinamentos, são tantas experiências,


O acaso abraçou o que causou impacto e agora vive da razão.

Doce foi o veneno experimentado inocentemente,


A água bate na rocha e ela não corresponde, mas sente,


A neve cai, o tapete na floresta é branco, o lobo ruiva sagaz na escuridão, mas a fogueira continua acesa,


A lua ficou escura por breves minutos deixando o mar agitado, depois voltou a iluminar o céu e tudo se acalmou, o rio corre solto levando os troncos secos e os podres, a coruja vigia a noite, alguns pássaros dormem, a natureza sabe se organizar,


O amor não é algo a temer escuto estes ruídos por aí, então me ensinem a viver sem medo de amar.

O copo tá cheio,


mas a água está suja,


derramar é uma opção,


beber até a última gota foi o feito.

Eu aprendi a habitar o desconforto como quem aprende a respirar embaixo d’água, com os pulmões rasgando por dentro, implorando por um ar que nunca vem, enquanto algo escuro e antigo me preenche por completo e, entre o desespero e a asfixia, fui deixando de lutar, até que a dor não apenas me envolveu… ela me consumiu, me refez, e passou a respirar por mim.


- Tiago Scheimann

Eu não continuo por acreditar, convicções se dissolveram cedo, como sal na água e o que restou foi um silêncio espesso, difícil de atravessar, ainda assim, algo em mim não cedeu, não por força, por teimosia quase invisível. É uma fidelidade estranha, não a um futuro, nem a um sentido claro, mas a esse resíduo que insiste, um pulso baixo, constante, como a luz que entra pela fresta e não ilumina o quarto, apenas impede que ele desapareça por completo, carrego isso no corpo, nos dias em que levantar parece uma forma de contradição, nos instantes em que existir soa como excesso, mesmo assim, fico, Por lealdade ao que ainda não morreu.


- Tiago Scheimann

O povo do rio da água
que corre no plano está
mais vivo do que nunca,
A ancestralidade tapajó
profunda, plena e tremenda,
continua a sua intensa
caminhada de reafirmação
de inabalável pertença,
que querem dissolver
por leviana sentença.


Eles fazem parte
da primícia da Nação,
Aqui eles estão,
senhores são —
e sempre serão da foz
e da confluência do Rio,
em união com os povos
que dividem o destino.


Os rios Juruena, Teles Pires,
Curucu, Cabitutu, das Tropas,
Crepori, Jamanxim, Parauari,
e o Arapiuns —
Confirmam no curso
que a história é plena;
E está para nascer
quem queira se atrever
de dizer que só era lenda.

No Rio São Francisco
pode ser encontrada
a Cachorrinha d'água,
que tem o pelo branco
e uma estrela dourada
na testa destacada,
Muita gente de vez
em quando nada no rio,
sem querer esbarra,
Não te preocupe,
ela não faz mal, não morde,
é apenas bem levada.

⁠Tem gente que
dá o seu jeito
próprio de usar,
Binga para mim
é para água levar.

Entre Gotas e Flores


Sou uma gota d'água, pequena diante do oceano,
sou um grão de areia perdido na imensidão.
Sou uma flor prestes a florescer,
esperando apenas o calor do teu olhar para revelar toda a beleza do meu coração.


Levanto e caminho com coragem,
pronto para te admirar em cada detalhe,
para descobrir o brilho do teu sorriso
e fazer dele o destino dos meus dias.


Quero te conquistar com gestos sinceros,
com presentes que você jamais sonhou receber,
não apenas embrulhados em laços,
mas feitos de carinho, respeito, cuidado e amor verdadeiro.


Se o vento tentar apagar meus passos,
continuarei seguindo em tua direção.
Porque algumas pessoas chegam para mudar uma vida,
e você se tornou a razão mais bonita da minha inspiração.


Se um dia me permitir caminhar ao teu lado,
prometo cultivar esse sentimento como quem cuida da mais rara das flores.
E enquanto existir uma gota d'água,
um grão de areia ou um amanhecer,
meu coração continuará escolhendo você, todos os dias.

Água Rasa


Caminho onde o fundo ainda aparece, mas o reflexo mente profundidade.
Teus olhos me chamam sem prometer afogo, eeu entro mesmo sabendo nadar pouco.


O sol toca a pele da água
e tudo parece seguro demais.
Mas há correntes mansas que puxam devagar o que não faz barulho.


Teu nome boia perto da margem,
não sei se âncora ou convite.
Fico com os pés no chão
e o coração já fora do lugar.


Água rasa não grita perigo,
só ensina tarde demais.
E eu, molhado de quase,
aprendo teu silêncio pelo frio.

As Margens do Silêncio


Sento às margens do rio para refletir. A água tranquila funciona como um espelho e devolve a minha própria imagem – nítida, brilhante, revelando instintos expostos, emoções desordenadas. Sei que o tempo guarda todas as respostas, mas, mesmo entendendo o cenário ao meu redor, não consigo ouvi-las. O que escuto é apenas o silêncio, um silêncio que se acomoda ao meu lado como uma companhia serena, quase amigável.


É então que, como um filme silencioso, vejo teu semblante surgir na memória. Há tristeza, amargura, cansaço. Há um peso que não consigo explicar. Um nó, sobe pela minha garganta, apertando como se mãos invisíveis tentassem impedir que qualquer palavra escapasse. As lágrimas contidas, pedem libertação. E como finalmente permito que venham, elas deslizam pelo meu rosto e molham minha pele, levando consigo um pouco do que me sufoca. O sorriso que sempre esteve estampado em mim, desaparece – some sem aviso, como truque de ilusionista.


Sinto o frescor da manhã tocando meu rosto, como se fossem mãos suaves acariciando minha pele. A natureza ao redor transforma o espaço em um refúgio, um pequeno abrigo onde posso descansar meu corpo e aliviar a mente. Meus pés tocam de leve a água e, ao mínimo movimento, círculos se formam, desenhando imagens que lembram mandalas – figuras quase sagradas, que parecem guardar em si algo de cura.


Encontro ali um momento raro de paz, entre o vento que passa devagar e a correnteza da água. Não consigo explicar o que sinto, pois, naquele momento não preciso mostrar minha fortaleza. Continuo a observar a água, ouvindo o silêncio e pouco a pouco o mundo dentro de mim se reorganiza.

"Beba o café enquanto ele está quente.
Reflita sobre a sabedoria da água que não discute, desvia-se dos obstáculos.
Fale com calma,
saboreando cada palavra.
Abrace-se.
Ame -se.
Cuide-se.
Aprenda que ninguém fará nada por você se você não fizer primeiro."
Haredita Angel
31.10.25

"Se pra você eu sou tempestade,
para outros eu sou apenas um
copo d'água"
Haredita Angel
13.01.14

"Eu não sou de fazer tempestade em copo d'água.
Eu faço logo é um tsunami, capaz de separar continentes e redesenhar o mapa mundi."
Haredita Angel
04.05.25

A Água que Escolhi Dividir

Um dia me empurraram para o fundo de um poço.
Escuro. Frio. Silencioso.
Ali eu conheci a dor pelo nome,
a solidão pelo abraço,
e as lágrimas pelo sabor.

Quem me feriu foi embora,
acreditando que ali seria o meu fim.

Mas Deus desceu onde ninguém desceria.
Sentou-se ao meu lado no silêncio,
secou minhas lágrimas,
fortaleceu meus braços
e me ensinou a subir.

Cada pedra virou um degrau.
Cada cicatriz virou força.
Até que um dia eu alcancei a luz.

Lá de cima descobri algo precioso:
quem já conheceu a sede
aprende a encontrar água.

Passei a tirar água do poço
para matar a sede de quem chegava cansado,
ferido, sem esperança.

Então a vida me surpreendeu.

No caminho encontrei justamente quem havia me lançado naquele abismo.

Desta vez, porém, era ela quem estava fraca.
Era ela quem tinha sede.
Era ela quem estendia as mãos.

Eu poderia ter lembrado de tudo.
Poderia ter dito:
“Agora é a sua vez.”

Muitos esperavam isso de mim.

Mas havia algo maior dentro do meu coração.

Porque Deus nunca me deu água
para que eu escolhesse quem merece beber.

Ele me deu água
para que eu nunca esquecesse de onde Ele me tirou.

Então estendi minhas mãos.

Dividi a água que eu tinha.

Ajudei quem um dia me abandonou.

Não porque a dor não existiu.
Não porque esqueci as feridas.
Mas porque o amor de Deus foi maior do que elas.

O perdão não muda o passado.
Mas muda completamente quem escolhe perdoar.

No fim, compreendi que o maior milagre não foi sair do poço.

Foi não deixar que o poço permanecesse dentro de mim.

Moisés
Rio, doce manancial de água purificadas.
Berço de suave esperança.
Entoando cantos de niná, tráz a criança.
Num lindo e açucarado cestinho.
À tua margem se teceu um ninho.
Onde, ansiosamente aguarda,
dois braços abertos que mais parecem asas.
Berço guardião terra...desembocadouro Mar!

☆ Haredita Angel