Poemas sobre a Morte

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Na areia da vida deixo pegadas.
Um lembrete que passei por ali.
Agora a água vem e leva.
Leva com ela todos os rastros que deixei.
Que serão eternos,
Eternos enquanto lembrados.

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Sacrifícios se jogam da sacada.
Sacrifícios tem balas em seu coração.
Sacrifícios derrama sangue sem precisão.
Sacrifícios perdem tudo por nada.
Sacrifícios vendem tua alma.
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Para onde vai cavalheiro
Com esta espada escorrendo
Sangue alheio ?

Em uma guerra entre
A paz e a escuridão
O mais forte vence
Ou todos morrerão em vão

Ao caminhar a está guerra cavalheiro
Sobre o que sente é egoísta
ou verdadeiro?
Só lhe falo não desista

Olho ao redor, só vejo sangue,
ódio, dor e tristeza
A paz se ergue...
Mas a escuridão ainda estão ao meio a nobreza

Quando te enterram
As flores murcham
As flores secam,
O tempo passa, e alguns te esquecem, as lembranças ficam em uma foto, e nada daqui se leva, nem amor,
Nem o ódio
Nem o dia
Nem as trevas

A vida... É um comboio
as paragens são os anos
nos somos os passageiros
ao logo da jornada
cada um de nós desce em uma paragem.
Alguns descem mais cedo...
outros avante. Mas todos descem.

Neste comboio, o que importa é o que fizemos
para marcar a vida das pessoas
se as fizemos sorrir, chorar...
se as alegramos ou as machucamos
tudo importa.
porque quem morrer é aquele que é esquecido
e quem é lembrado, jamais estará morto.

⁠Hoje meu dia foi repleto de reflexões, - sobre estar aqui neste planeta e sobre estar fora dele. Como é difícil para a mente humana aceitar a partida... Dói muito! Acho que é semelhante a dor de um parto... Só que no emocional. Apesar da dor eu sinto paz! Uma paz tão grande que questiono. Fico me culpando por esta sentindo o meu coração em paz. Será que no fundo entendi toda essa mecânica vida x morte? Ou será que é apenas um sentimento? Hoje mais cedo esbarrei com a dor de ter que dar adeus a uma pessoa que amei e que foi muito importante para mim... As vezes tenho a impressão que esta paz (apesar da dor da partida que entendi e aceitei) é a paz emanada por ela... Dizendo... 'Ei pessoal! Estou bem e feliz! Aqui é lindo!' Isso justifica tudo! Ela transcendeu lindamente e esta ao lado do Pai! Gratidão tia Maria Do Carmo Garcia da Rocha pelo seu amor incondicional!

Obrigada a todos pelas mensagens de amor e paz!

⁠Réplica

De longe miro o martírio espectral
Capeado de sorriso, incorporou-se composto
Afirma-se em harmonia, reverbera discordância
Presente que segue, que dia padece.

Segue a caldeira, próxima estação
Abóbada celeste, cativando-se
Já pesado do espírito, não encontra possibilidades…
De fato, já não mais de alma.

Por quem antipatiza sorrisos, já não
Em frente a luz, que foi, que é, que será.
Gratificada por memória, de pandora re-mexida
Brindo a ti, brindo a vida.

(@_bahhgarcia)

⁠Que tudo passa...
O prazer é um intervalo
na desgraça
Que tudo acaba!
Quem diz que a montanha de ouro não desaba?
Que tudo engana
Gente, só a morte mesmo,
é soberana

⁠"Nós aqui movendo as águas
e as pedras, desta maneira!
-Pois, não deixaremos nada:
nem o nome da caveira
Que a nossa vida
é a mesma coisa que a morte
-noutra medida"

Saudade é nuvem em dia de verão
branca e robusta, faz formas de gente que já foi
e de bicho que já partiu.

⁠Assim mesmo, sem se despedir, foi que ela partiu.
Não quis dar o definitivo adeus
Não lançou olhares de lamento
Porque era chegada a sua hora.
Somente se foi.

Não precisava dizer aos que amava
Que assim os queria.
Seu olhar meigo e penetrante
Sempre essa mensagem transmitia.
Desnecessário pedir que dela se lembrem
Não há quem a tenha visto sorrir
Que possa esquecer-se de tanto brilho.

E foi assim, com a suavidade própria de uma diva
Que recebeu seu chamado para ir fazer poesia no céu
Deleitar-se com os harmônicos musicais dos anjos.
Agora é mais um com eles!

⁠⁠Já não sei mais!
Faz tanto tempo que sequer sei as datas,
Não me recordo das roupas,
Não me recordo das pragas.
Só me recordo dos beijos,
Do toque da tua mão na minha
Do cheiro dos seus cabelos,
Do pouco que restou da vida.
Me recordo da tua voz
E de todas as tuas risadas
Todas as vezes que lembro de nós
Mas não consigo relembrar as palavras.
Por mais que digam ou façam, não serão lembrados.
Recordamos mesmo é das sensações e dos impactos causados.

Nós aceitamos!
Aceitamos o último sorriso,
o último abraço,
o último beijo,
o último olhar.
Aceitamos a morte do tempo,
as perdas... enfim, aceitamos!
Todavia, não estamos preparados e por isso sofremos calados,
vivendo a eterna aceitação de que a vida aos poucos morre.
E o que resta? É aceitar!

As vezes a vida pode ser difícil,
mas com tudo isso quer no fundo nos deixar mais fortes, porque como uma árvore, á cada cicatriz seu tronco se Fortalece,
e assim tolerar nossa dor.

⁠Se for preto atiram e depois perguntam o nome
Morre sem registro, sem nenhum valor
Rende a homenagem do soldado
Tudo que custou, a operação, toda munição
E a dor da mãe, capital de giro do Estado

Outono - Noite fria - Madrugada sombria
Brilha a Lua de Outono, noite quase fria, madrugada sombria, assombros da planetária pandemia, que nos atingiu ao romper do dia, quando o povo ainda amanhecia. Implacável, cruel, tornou-se fiel companhia àqueles que com alguma doença incurável convivia, ao infortunado que com baixa imunidade sobrevivia, na esperança que de alguma forma a cura viria. Insone, eu prometia que resistiria, que escreveria e aos quatro ventos postaria, que amplamente compartilharia meus temores, presa fácil da sutil armadilha, da oceânica quinquilharia, da orbital pancadaria. Uma morte inglória assim, é tudo o que eu não pretenderia... Jamais sonhei que assim quedaria, inerte, sem a esperança de um novo e abençoado dia.
(Juares Sasso Jardim / Sacy Pererê do Grande ABC - Santo André / São Paulo - SP)
(© J. M. Jardim - Direitos reservados - Lei Federal 9610/98)

Sobre o luto:
Superar é preciso.
Continuar é difícil.
Esquecer é impossível.

Um último adeus às coisas materiais
Nenhum arrependimento ressoa
Os olhos continuam a derramar
Para pessoas que você valorizar

Você foi de longe o pior erro da minha vida
O aperto que mais doeu
A imensidão que mais escureceu
A pior despedida

Chegamos ao nível "loucura"
Nesta vida cheia de sacrificos
Consumava encher-me de vícios
E o que me matou foi o pior deles, você.

O maior número de bebidas
Os piores tragos de tantos maços de cigarros
As mais turbulentas noites dormindo em carros
As mais sangrentas feridas.

Às vezes, bem raramente
A gente se combina
Transformo-te em verso,
Me entrego à rima.

Você foi a pior traição
Foi mar turvo, enquanto eu era piscina
O lado negro da minha sina
A nota torta que estragava a canção.

Thaylla Ferreira Cavalcante {Lições sobre vícios}

9 - Vitalício

Amei-te e deixei-te livre
Amei-te por todas as horas até aqui
Amei-te em segredo
Pois amar não era mais preciso
Mas amei
Só por amar-te
Perdido guiei-me até aqui só por sua sombra
Sua não, nossa
E observo, ainda amando
Aguardando
Poder amar-te
Novamente
Pois este amor não morre,
Juro,já tentei matá-lo
Enterrá-lo no ódio
Em mentiras
Em outros menores
Mas jurei que ele seria imortal
Que viveria atado à minha existência
E assim o destino o faz
É uma pena que este amor
Sendo a parte mais forte de mim
Jamais se erguerá das cinzas
E continuará vivo
Enterrado como um tesouro
Abaixo do asfalto que sustenta seus passos
Até a felicidade

Me perdoe
Pois enquanto eu sonhava
Você sangrava
E sangrou
Enquanto sonhando
Não tive como estancar
Cego

Não há quem me responda
Como amando
E apenas amando
Matei